IRMÃO K - 10 de novembro de 2012 - Autres Dimensions - *REFLEXÃO CONJUNTA*

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Meu nome é IRMÃO K.
Irmãos e Irmãs presentes neste espaço, instalemo-nos alguns instantes no silêncio da nossa Presença, a fim de nos acolhermos em conjunto.
O contexto da minha intervenção atual não se inscreve na apresentação de ideias ou de conceitos, mas, muito mais, em uma reflexão que nós faremos, conjuntamente, e em interrogações relativas ao que eu pude dizer durante o ano que acaba de transcorrer.
Eu os lembro de que eu lhes expressei uma série de elementos referentes ao Conhecido e ao Desconhecido, à Autonomia, à Liberdade, à Maturidade: um conjunto de elementos que visaram fazê-los pensar sobre vocês mesmos, sobre a sua condição atual, e sobre a sua condição real (ndr: vocês encontrarão todas as intervenções de IRMÃO K na coluna “mensagens a ler” (1)).
Dessa maneira, então, através da nossa Presença conjunta, eu lhes peço para me perguntar e me interrogar sobre os conteúdos das minhas intervenções anteriores, tanto sobre o Conhecido como o Desconhecido, sobre a Responsabilidade, a Autonomia, a Liberdade e tudo o que eu pude dizer com relação, também, ao Eixo ATRAÇÃO / VISÃO.
Eu escuto então as suas perguntas e espero instalar com vocês, uma vez que não é personalizado, um diálogo, de Presença a Presença, referente a essas ideias, a esses conceitos que eu expus a vocês.

***


Pergunta: como acolher esta Maturidade que você abordou recentemente?

A questão da Maturidade não é uma questão de acolhimento, mas, sim, de Visão, transcendente e penetrante, com relação à condição atual do homem, a partir do momento em que os contextos e os limites são percebidos.
Porque ninguém, sobre esta Terra, na encarnação, pode evitar encontrar-se confrontado com certo número de contextos e de limites, quer seja sob a forma de leis, de convenções morais, ou ainda de comportamentos humanos.
A Maturidade é, de algum modo, algo que vai se estabelecer.
Este estabelecimento vai corresponder, muito precisamente, ao momento em que vocês conscientizam e percebem que tudo o que lhes foi proposto (referente, não às leis deste mundo, mas ao que foram nomeadas “leis espirituais”) não tem absolutamente sustentação.
A partir do momento em que houver descrição de uma série de elementos, validada pelas suas crenças ou pelas suas experiências (que isso se refira ao que é chamado de reencarnação, que isso se refira à hipótese de um paraíso e de um inferno, que isso se refira à hipótese de um salvador), ao que vocês serão confrontados, vai colocá-los, evidentemente, no decorrer da sua vida, frente às suas próprias adesões.
Isso se refere, evidentemente, tanto ao princípio do karma, como ao princípio de um salvador, ou a qualquer princípio espiritual, que não foi validado pela experiência, mas, sim, por uma adesão a uma crença, seja ela qual for.
Como todos vocês certamente experimentaram, em diferentes níveis (e como eu pude experimentá-lo também, pelo meu ambiente de nascença e pelo caminhar da minha vida), uma série de pressupostos expressos como crenças ou adesões (a uma espiritualidade, a um movimento espiritual, ou ainda a uma religião), vai se traduzir por uma confrontação com o que chamamos de princípio de realidade.
Esse princípio de realidade não se refere, evidentemente, às leis deste mundo, mas, justamente, ao acesso ao que poderia ser nomeado o Espírito ou a alma, a algumas verdades.
Se tomarmos o exemplo, por exemplo, da reencarnação: esse conceito, muito sedutor, querendo explicar a condição presente como um peso ou um preço a pagar, ou como uma recompensa a obter em relação a uma circunstância passada (para a qual não existe qualquer meio de recordar a circunstância passada), é, evidentemente, uma crença.
A ação e reação, conforme eu tive a oportunidade de dizer, está presente apenas em meio a este mundo e não corresponde à realidade do que se encontra fora deste mundo.
Deste modo, então, o ser humano tende a aceitar, ou o que se encaixa no sentido, ou o que se encaixa na lógica, ou ainda no princípio de adesão a uma religião, a um movimento, ou a uma espiritualidade, qualquer que seja.
A Maturidade espiritual consiste, simplesmente, em apreender, de maneira objetiva, de maneira lúcida e de maneira totalmente autônoma, que não pode existir princípio de reencarnação referente ao que é perfeito desde a origem.
A reencarnação apenas se refere, então, à personalidade e, exclusivamente, a uma sucessão ininterrupta de personalidades.
Tomar consciência disso é sair da ilusão da crença, da ilusão da adesão, para recolocar-se, si mesmo, em meio à sua própria vivência.


A Maturidade não é, portanto, uma questão de intensidade de experiências, de adesão a algum dogma, mas é simplesmente a lógica inerente àquele que descobre a Liberdade.
A Liberdade não é deste mundo encarnado: ela lhes é prometida em um mundo futuro, em um outro lugar, ou no momento em que vocês tiverem depurado o que alguns chamam de karma.
Eu afirmo (e eu os convido a verificar) que a Verdade não tem necessidade de regras, nem de contextos, e que ela é independente das circunstâncias deste mundo, como de qualquer mundo.
A Verdade apenas de refere a vocês com vocês mesmos, vocês, frente a vocês mesmos.
Não no nível da personalidade, mas do que vocês São, além de toda personalidade, de toda sequência lógica, histórica, de adesão a uma crença ou a um movimento, ou a uma religião, seja qual for.
Eu afirmo também (e o conjunto dos processos Vibratórios que vocês vivenciaram certamente fez aproximá-los desta Verdade, fez verificá-la por si mesmo e ainda, por vezes, vivê-la) que estar maduro é não crer em mais nada.  
Estar maduro é nada mais aceitar que não seja validado como experiência íntima e pessoal.
Naturalmente, existem as leis físicas, validadas pela experiência, que permitem, por exemplo, fazer um avião voar ou fazer um balão de ar quente subir.
Mas, em nenhum caso, essas proezas (porque elas o são) podem explicar o que vocês São.
O que vocês São não pode ser descoberto, de forma alguma, por uma adesão seja ao que for.

A Autonomia e a Liberdade andam de mãos dadas com a Maturidade.
Descobrir a Maturidade é cessar de crer no que quer que seja senão no que foi vivenciado.
No que se refere às intervenções que ocorreram, desde alguns anos, em meio ao “Autres Dimensions”, vocês puderam constatar que o mais importante foi a Vibração da consciência e a expansão da consciência, dependendo, evidentemente, apenas da sua própria capacidade para experiência. 
A Maturidade, quanto a ela, vai consistir em não mais aderir ao que quer que seja que não tenha sido vivenciado propriamente por vocês.
Deste modo, então, ver um avião voar, mesmo se isso for explicável com as leis da física, não irá permitir-lhes, em caso algum, voar por vocês mesmos.
Isso significa, assim, que o ser humano pode voar?
Alguns aspectos dele podem voar.
Simplesmente, a crença em uma densidade e na gravidade, os impede de voar.
Assim, portanto, não acreditar em mais nada, exceto no que for vivenciado diretamente pela consciência, é uma forma de Maturidade.
A Maturidade vai desencadear uma série de mecanismos, além, simplesmente, de não crer mais em uma crença ou em uma ideia que não tenha sido vivenciada ou experimentada.
A Maturidade ocorre quando vocês realmente tomam consciência da condição do ser humano encarnado, confinado em um corpo, em um dado limite que é denominado o nascimento e a morte.
Ver além das aparências (ou seja, além da lei de causalidade, além da ação / reação) necessita de uma forma de maturidade.
É totalmente imaturo, do meu ponto de vista, considerar que existe um criador exterior que vai dirigir, coordenar e permitir uma criação.
O que vocês São não precisa ser criado.
O que vocês São existe de toda Eternidade.
Verificar esta Eternidade os faz sair da crença em um paraíso e um inferno, como em um salvador, e os faz, sobretudo, Realizar o que vocês São.
A Maturidade é uma consciência Liberada, na totalidade, de todas as crenças, de todos os dogmas, de todas as projeções, assim como de todas as suposições relativas à evolução da dita consciência que, além do mais, não existe.

***


Pergunta: você disse que, para superar os medos, basta vê-los depois deixá-los passar. O que acontece quando esses medos afetam o físico?

É exatamente a mesma conclusão.
Frente a uma dor física, vocês têm a possibilidade de investigar no plano biológico, no plano energético, no plano causal, qualquer que seja o plano.
Existe, em meio a este mundo (onde todos nós estivemos encarnados), um princípio de causalidade [relação de causa e efeito].
Esta causalidade se aplica a este mundo.
Dessa maneira, então, uma dor, uma manifestação, em meio à consciência, pede para procurar uma causa.
Esta busca da causa vai mantê-los na ação / reação.
Naturalmente, ir além da causa, não é nada fazer, nem não agir, mas é ver claramente o que está além das causas.
Ora, para ver o que está além das causas, não é preciso estar implicado em uma reação, seja qual for.
Isso absolutamente não contrapõe ao fato de agir contra tal sintoma, mas não se implicar ali, o que é profundamente diferente.
Assim, quando há uma febre importante, algumas vezes é necessário fazer baixar esta febre, de diferentes modos possíveis e imagináveis.
Agora, o grau de implicação da pessoa, em relação a esta febre, determina se há ação / reação ou, simplesmente, uma ação que não decorre de uma simples reação, que vai além da causalidade e que vai além das aparências.
Deste modo, então, um medo, quer seja manifestado no corpo ou não, deve implicar no mesmo raciocínio.
É evidente que se vocês tiverem, por exemplo, uma crise de apendicite aguda ou uma perna quebrada, eu duvido muito que ficar olhando, isso cure espontaneamente.
Mas, se vocês quiserem, nós iremos além: eu diria que, se vocês estiverem além do princípio de causalidade, não há qualquer motivo válido e objetivo para que a sua perna seja quebrada, de uma maneira ou de outra.
Do mesmo modo, aquele que se coloca distante em relação à consciência corporal, não renega nem o corpo, nem a consciência corporal, mas vai se colocar em outro ponto de vista, que não depende mais, justamente, da causalidade do corpo.
O que significa assim que, se vocês se colocarem diferentemente do seu ponto de vista habitual (além de toda crença, com objetividade, olhando-se, conforme eu lhes disse), não há qualquer razão para acontecer uma fratura.
Somente a causalidade permitiu uma fratura.
Dessa maneira, então (além das zonas de resistência expressas por UM AMIGO, correspondentes às manifestações da consciência), um desequilíbrio, real, referindo-se tanto a um medo inscrito no mental como no corpo, estritamente nada muda.
O objetivo não é o de se precaver ou de se preservar do medo ou da fratura, mas bem o de compreender que, quando vocês estão fora da causalidade, pela localização da sua própria consciência, não há qualquer razão para que a perna quebre, não há qualquer razão para que vocês fiquem submissos, de maneira alguma, a uma causalidade qualquer, ou de uma personalidade anterior denominada karma, ou do que quer que seja deste mundo.

Naturalmente, as circunstâncias da vida de vocês mostram-lhes, a cada dia, que existem princípios de oposição à Luz que podem, às vezes, ser manifestados, tanto por uma pessoa próxima como pelas circunstâncias da sua vida.
O que eu quero dizer é que as circunstâncias da sua vida, quaisquer que sejam, apenas serão, sempre, as consequências da sua visão pessoal, inscrita na personalidade.
Extrair-se da personalidade (não por um ato de vontade, mas a deixando desaparecer), quer seja pela Infinita Presença, pela Realização do Si ou pela Liberação no Absoluto, estritamente nada muda.
Este corpo tem uma causalidade, ele irá desaparecer, um dia ou outro, isso é uma obrigação.
Agora, será que vocês, vocês irão desaparecer, entretanto, quando este corpo desaparecer?
Tomar consciência disso é uma forma de Maturidade.
Tomar consciência disso é também o meio de não mais interagir segundo a lei de causalidade, mas, realmente, segundo a lei da Graça.
Vocês não podem estar, ao mesmo tempo, submissos à lei de ação / reação e viver a Graça: é um ou outro.
Deste modo, então, viver a Maturidade, viver a Liberdade e a Autonomia, colocar-se além do Conhecido, é deixar as leis do Conhecido agir por si só, enquanto sabendo pertinentemente que, se a sua consciência estiver expandida além do ponto da personalidade, não há qualquer motivo para que vocês sejam afetados pelo que quer que seja.
Isso não ocorre, evidentemente, no momento em que vocês decidem mudar de ponto de vista, ou quando a consciência muda de ponto de vista.
Mas, em um tempo extremamente curto, vocês irão constatar, por vocês mesmos, as modificações das suas circunstâncias de vida, assim como as modificações da ação / reação, substituídas, progressiva ou brutalmente, pelo princípio da lei de Ação da Graça.
Assim, portanto, um medo que se manifesta, um acontecimento súbito, em última análise, do ponto de vista da personalidade, irá sempre pedir uma ação, uma reação, segundo o princípio de causalidade (quer seja fisiológico, bioquímico, energético ou mesmo causal).
Além do mundo causal, existe, efetivamente, o que nós nomeamos a lei da Graça.
Mas, para viver a lei da Graça é preciso, doravante e de maneira espontânea, colocar-se, si mesmo, além da lei de causalidade: o que não significa colocar-se além das leis ou das regras (referentes tanto à sociedade como à causalidade espiritual), mas se colocar, de imediato, diretamente, não mais em meio a uma pessoa, mas em meio à consciência expandida do Estado de Ser ou, ainda, no Absoluto.
Dessa maneira, então, aquele que vive a Graça, não mais por experiência, mas em permanência, vai se encontrar, bem depressa, desvencilhado de todas as ilusões com relação às crenças, à adesão a qualquer causalidade.
O que, naturalmente, não os preserva de uma reação, contra vocês, do mundo que vocês saíram (por consciência e não por negação), mas isso será objeto da comunicação daquele que vem depois de mim, ou seja, aquele que vocês chamam de Mestre PHILIPPE DE LYON.
Eu não vou me exceder, portanto, nas suas prerrogativas, mas eu recoloco isso nesse princípio que vocês expressam, relativo à causalidade através de um medo.
Ver um medo, e combatê-lo, não releva, de qualquer maneira, da mesma ação da consciência e, sobretudo, absolutamente não da mesma consciência. 

***


Pergunta: ainda é tempo de praticar a refutação?

Parece-me que, durante a sua última intervenção, BIDI lhes disse que a refutação procede sozinha.
Entretanto, durante as primeiras etapas da Liberação da Terra, a refutação visava, como ele disse a vocês, causar curto-circuito na consciência ordinária.
Hoje, a refutação, eu diria, far-se-á, cada vez mais, sozinha, pela ação, no nível coletivo, da Luz, e não mais pela intenção pessoal de vocês.
Eu diria que o mais apropriado, hoje, é colocar-se na posição de Transparência do observador, que olha o que se desenrola, sem ali participar de maneira alguma.
É o mesmo princípio que a observação do medo.
Qualquer emoção implica em outra emoção, em reação contrária àquela que está ocorrendo.
Isso se refere, e sempre irá se referir, à ação da personalidade, em meio a este mundo.
Onde vocês se colocam?
No desenrolar da ação / reação da personalidade ou na Ação da Graça?
Do seu posicionamento de consciência, de algum modo, irá se traduzir uma vivência diferente do mesmo medo.
O medo ou a desordem (como a fratura da perna) são os mesmos em cada ser vivo humano.
Simplesmente, a atitude da consciência será profundamente diferente, conforme vocês estiverem sob a lei de causalidade ou sob a lei da Graça.
Um exemplo entre tantos outros: a minha perna foi quebrada (por um acidente ou por uma queda direta), a lei de causalidade vai aplicar, primeiro, um tratamento nesta perna (o gesso, por exemplo, ou a operação cirúrgica).
Além desta lei de causalidade, aquele que permanece na própria causalidade da personalidade, vai procurar o sentido e o significado do que ocorreu.
A personalidade, lembrem-se, está sempre buscando o sentido e o significado.
Aquele que está na Graça não vai, nem julgar, nem condenar, nem rejeitar o que aconteceu na sua perna, mas vai simplesmente ver, além das aparências e da causalidade, o que vai acontecer em meio à consciência, ficando totalmente neutro.
O que não quer dizer, não se ocupar desta perna.
Nós poderíamos multiplicar os exemplos ao infinito, com relação ao corpo.
Mas eu reitero, ainda uma vez, que se a lei da Graça estiver instalada, não há qualquer motivo para vocês sofrerem do que quer que seja, independentemente do que se manifestar neste corpo.

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Pergunta: e sobre as emoções que ressurgem quando vivemos um estado de Graça?

A emoção sempre irá se referir à lei de causalidade, de ação / reação, da personalidade, em meio a este mundo.
A lei da Graça pode dar a ver, pela iluminação da Luz, uma série de sofrimentos, mas a iluminação da Luz, ela mesma, é suficiente para dissolver essas emoções, esses estados emocionais, ou essas ressurgências emocionais.
Se esse não for o caso, então convém ver quem está aonde, ou seja, se o que se exprime é a personalidade, ou não.
No princípio da lei de ação da Graça, a personalidade é totalmente apagada, ela intervém unicamente nos atos da vida relativos à personalidade, mas, em caso algum, esta personalidade, qualquer que seja, com os seus sofrimentos, quaisquer que sejam, vinda do passado desta vida ou de outras vidas, pode alterar o que você É, na Verdade.
Dessa maneira, então, não pode ali haver coabitação entre a Graça e, por exemplo, um estado emocional que ressurgiu: o que é visto, pode ser visto como, efetivamente, uma emoção ressurgida, mas o que você É, não pode ser, em caso algum, afetado pelo que acontece.
Se você for afetado, significa que você, desde então, deixou a Graça.

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Pergunta: o que significa o fato de ser ver voando no ar, no sonho?

O sonho de voar reflete uma necessidade de Liberdade.
O sonho de voar reflete, em geral, um mecanismo de expansão da Consciência.
A consciência ordinária apenas pode se lembrar desse sonho de voar.
O sonho de voar é, na maioria das vezes, uma capacidade da alma para se extrair das contingências da matéria.
Isso é, ao mesmo tempo, uma aspiração à Liberdade, em concomitância com a testemunha de um estado diferente da consciência, obtido no momento do sono, durante o período específico denominado o sonho.

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Pergunta: o que significa sonhar com cataclismos relacionados com a água?

Isso representa, incontestavelmente, durante este período, a ação do Cavaleiro da Água.
Todo cataclismo Interior, vivenciado em sonho (além de um aspecto preditivo ou profético que é, evidentemente, extremamente raro), o cataclismo Elementar traduz, para vocês, o Elemento que tem necessidade de ser regulado, de uma maneira ou de outra.
Aquele que está precisando de água, no nível da sua constituição, até mesmo, pessoal (em meio a este corpo e a esta consciência), vai muitas vezes sonhar com o Elemento líquido (que está em déficit ou precisando de regulação) como um Elemento extremamente intrusivo, de manifestação violenta e brutal.
No sonho anterior, eu falava de aspiração à Liberdade já que, é claro, a Liberdade está, antes de tudo, associada à ação do Ar.

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Pergunta: como regular um Elemento quando o Triângulo correspondente torna-se ativado?

Minha Irmã, eu a remeto, para isso, a várias explicações que já foram dadas, referentes à associação dos Elementos (em um, em dois, em três, ou no conjunto).
Isso foi objeto de muitas comunicações, essencialmente por algumas Estrelas (ndr: ver, em particular, as intervenções de SNOW de 18 de outubro e de 1º de novembro de 2012 (2)).
Quando um dos Elementos age, em vocês, aí também, há duas possibilidades: ou se colocar sob a lei de causalidade e procurar combater, ou observar o Elemento e, naquele momento, a observação dispensa qualquer regulação.
A ação do Elemento (sendo apresentado, por exemplo, em um sonho de cataclismo com a água que está em relação com o Elemento Água e com o Cavaleiro da Água) nada mais pede senão observar o que ali se desenrola.
Pode ali haver um mecanismo de balanceio, ou seja, de equilíbrio dinâmico, obtido pelo Elemento complementar situado na Cruz Mutável (ndr: a Cruz Central da cabeça, formada pelos Eixos IM-IS e AL-OD, tal como descrito da intervenção de UM AMIGO de 17 de setembro de 2010 (3)).
Por exemplo, uma manifestação ligada à Água, será equilibrada pelo Elemento Ar.
É-me extremamente difícil dar-lhes todas as correspondências do Elemento Ar: nós não temos tempo.
Simplesmente, o Ar pode ser assimilado à respiração, ao movimento.
Existe, é claro (mas isso não é da minha competência), a possibilidade de modificar os Elementos, de múltiplas maneiras: os alimentos podem ser um deles (ndr: ver a intervenção de HILDEGARDA DE BINGEN de 03 de outubro de 2012 (4)), a respiração também (ndr: ver as intervenções de RAM de 09 de maio, 21 de maio e 02 de setembro de 2012 (5)).

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Pergunta: em um sonho, o que significa o fato de ver as pessoas se permearem?

O significado é o seu próprio.
Isso não é como os sonhos com os Elementos: nós estamos, aqui, frente a um processo de multidimensionalidade, abordando também múltiplas facetas da personalidade.
Na realidade, a interpenetração de formas e de consciências corresponde à anulação do princípio deste mundo, ligado à compartimentagem: cada forma, aqui, é distinta.
A única maneira de vocês vislumbrarem a Unidade, através de uma forma, pode ser representada, eventualmente, pelo que vocês chamam de ato sexual, que representa, a um dado momento, a possibilidade de começar um de novo.
Mas nenhum corpo pode ser confundido com outro corpo e com a consciência, que ali é tributária: isso é uma regra deste mundo.
O que não é, evidentemente, absolutamente o caso nos outros mundos onde há interpenetração, possibilidade de intercâmbio da consciência como do corpo.
Eu lembro, entretanto, que vocês não têm qualquer meio, com o intelecto, de imaginar esta interpenetração dos corpos e das consciências.
A única maneira acessível, do ponto de vista de vocês, aí onde vocês estão, é considerar o processo denominado walk-in, ou seja, o momento em que uma alma cede o lugar a outra alma, no mesmo corpo.
Nas outras Dimensões, a Transparência é tal que vocês podem passar um através do outro, sem qualquer inconveniente e sem qualquer dificuldade (o que não é, obviamente, o caso deste lado onde vocês estão).
A Consciência pode fazê-lo.
Vocês podem exprimir, e sensibilizar, um outro corpo que o seu.
Isso faz parte, aliás, do que lhes foi dado por UM AMIGO com relação ao período em curso (ndr: ver a sua intervenção de 10 de novembro de 2012 (6)).
Mas me parece extremamente difícil habitar, de maneira definitiva, um outro corpo: o que é amplamente concebível, praticável, nas outras Dimensões.
É nesse sentido que uma dada forma jamais é fixa.
Um Arcanjo, em tal Dimensão, tem tal forma.
Em uma outra Dimensão, ele tem uma outra forma.
E vocês podem ser, ao mesmo tempo, este Arcanjo em uma Dimensão, como em uma outra Dimensão.
Aí está a Liberdade.
Lembrem-se de que a maior parte dos males deste mundo...
E eu não falo, desta vez, da causalidade, do que é responsável pelo confinamento, mas, sim, do resultado: este resultado foi lhes ter feito atribuir uma forma, e de ter manifestado uma consciência limitada, inscrita entre o nascimento e a morte.
Do outro lado do Véu, não há nem nascimento, nem morte.
O aparecimento em uma Dimensão é vivido de maneira sincrônica, além de todo tempo e de todo espaço, no mesmo momento.
A ausência de separação é a coisa mais difícil de considerar, para a consciência separada e dividida.

***


Pergunta: a partir do momento em que todos os Corpos estão elaborados, e que a Ascensão ocorreu, a Autonomia não é algo natural?

A Autonomia é totalmente natural (a Liberdade também, a Maturidade também) do outro lado do Véu.
A questão que poderia eventualmente se colocar seria: por que se preocupar já que, de qualquer maneira, toda a Terra está Liberada?
Eu responderei simplesmente que as próprias circunstâncias do estabelecimento desta Liberação são profundamente diferentes de acordo com o que encontra a Luz.
Se a Luz encontrar crenças, resistências, medos, ela não pode oficiar corretamente devido à presença de resistências, segundo um princípio, bem conhecido, de oposição.
Agora, se, já, deste lado do Véu, vocês forem capazes de amortecer, em vocês, o peso e o choque da Revelação do que vocês São, é lógico que as circunstâncias da sua Liberação serão profundamente diferentes.
A facilidade da Passagem não é a mesma, conforme vocês tenham realizado isso, deste lado do Véu, ou estejam aguardando o outro lado do Véu para realizá-lo.
Essa é toda a diferença, guardadas todas as proporções, entre aquele que fez uma experiência de morte iminente (que saiu do seu corpo, que viu a Luz ao longe, e que retornou), que não pode mais ser afetado pelo sentimento de perda ou de fim deste corpo, daquele que leu algo sobre isso, mas que não o vivenciou.

***


Pergunta: quando os Elementos tiverem terminado de trabalhar em nós, e quando a intervenção de URIEL tiver terminado, poderemos manter o corpo físico?

Enquanto o mundo estiver presente, sim.
Aquele que realiza o que ele É, real e totalmente, não é afetado (que isso se refira aos medos, às fraturas, ou à própria consciência) pelo futuro, qualquer que seja, deste corpo perecível.
Somente aquele que inscreve o seu curso espiritual no medo de perder este corpo, será afetado pela perda deste corpo.
A busca espiritual é apenas o resultado da conscientização de uma falta.
Qual é essa falta?
É, justamente, a perda do Infinito da Consciência.
Ora, o finito (este corpo) procura uma razão para existir no Infinito que ele não é.
Aquele que é Infinito (aquele que é Absoluto, como na Infinita Presença), como aquele que vivenciou uma experiência de morte iminente, não pode, em caso algum, ser afetado pelo fim deste corpo.
Para responder mais precisamente à sua pergunta: a persistência ou não do corpo não tem qualquer incidência sobre a consciência.
Isso tem, simplesmente, uma incidência, evidentemente, sobre a própria personalidade que está no medo do seu próprio desaparecimento.
Mas lembrem-se de que este medo, ele próprio, passa.
Quem de vocês se lembra de um medo da morte de uma vida passada?
O esquecimento é a característica essencial da consciência fracionada e dividida.

***


Em resumo ao conjunto dessas perguntas, mesmo se houver outras depois, o ponto de vista (qualquer que seja) que vocês exprimem, a vivência que vocês exprimem, a manifestação que vocês têm e que vocês são, sobre este mundo, é apenas, em última análise, tributária de uma única coisa: é da inscrição em meio a um tempo linear.
Sair do tempo linear (que isso seja pela experiência de morte iminente, pela Vibração, pela própria Consciência, ou pelo Absoluto) irá deslocá-los desta linearidade do tempo.
Naturalmente, o corpo, que permanece presente, ali está submisso.
Naturalmente, as leis sociais, morais, políticas, econômicas, afetivas, ali estão submissas.
Mas vocês, vocês não o Estão mais.
Vejam a evolução, por exemplo, de uma aflição: quando vocês sofrem (por uma razão precisa, e justificada), todos vocês notaram que este sofrimento se atenua, desvanece-se, e desaparece com o tempo.
Exceto em alguns casos específicos, onde há a impressão de uma ressurgência permanente do sofrimento, há um sentimento de falta (que isso seja a perda de uma pessoa próxima, ou uma situação traumatizante, qualquer que seja).
Vocês notam, espontaneamente, que o tempo faz o seu trabalho.
E que o sofrimento inicial é muitas vezes substituído por uma lembrança, alimentada ou não, que tende a querer fazer reviver o elemento passado.
Mas quando o elemento passado é superado pelo tempo que transcorre: a consciência não é mais afetada, de maneira geral.
O que prova que esta consciência efêmera é afetada pelas circunstâncias efêmeras deste mundo, assim como pela própria inscrição em meio a contextos e a limites deste mundo.
Tendo em mente a experiência de morte iminente, a maior parte daqueles que vivenciaram esses estados da consciência fora do corpo, não são mais afetados por qualquer medo da morte.
Eles podem ser, é claro, afetados pelo medo, habitual, com relação a uma pessoa próxima.
Eles são afetados pelos estados emocionais que eles podem encontrar devido às circunstâncias da vida deles.
Mas se houve um medo que desapareceu, na totalidade, é o medo do próprio desaparecimento, porque eles sabem pertinentemente que eles não desaparecem.
Ora, enquanto vocês não tiverem vivenciado esta Deslocalização da consciência (que isso seja por uma experiência de morte iminente, que isso seja pelo acesso ao Estado de Ser, que isso seja pelo Absoluto que vocês São, que se realiza em vocês), vocês sempre ficam submissos a este medo, que está inscrito no apego da própria personalidade, que está inscrito nos reflexos de sobrevivência e nos hábitos de sobrevivência (ndr: ver também a coluna “protocolos a praticar / Apego arquetípico da personalidade a ela mesma” (7)).
Se vocês olharem, com a maior das Transparências, é evidente que a personalidade irá sempre reivindicar a Luz.
Ela irá sempre reivindicar uma melhoria, sob a ação do Espírito, da Luz, ou do Amor.
E que, muitas vezes, essas reivindicações, quando elas são satisfeitas, levam a outras reivindicações, outras buscas, outras procuras.
O que não é mais o caso para aquele que, realmente, vivenciou a experiência fora do corpo.
O medo da morte não existe mais.
Mesmo se ressurgências, ligadas aos medos da vivência anterior à experiência de morte iminente, puderem ainda se repetir, em caso algum isso se refere ao medo da morte.

***


Pergunta: por que podemos ter medo da Eternidade?

Por uma razão muito simples: no nível da personalidade, a Eternidade (que é, no entanto, o substrato da sua própria crença, e da sua própria existência) representa o nada.
Porque, em alguma parte, a personalidade sabe que a noção de Eternidade sempre irá lhe escapar.
O medo da Eternidade, o medo da sobrevivência, é implicitamente reconhecido pela personalidade como lhe escapando, permanentemente.
Dessa maneira, do seu ponto de vista (aquela da personalidade), a Luz é algo que vem pôr fim à personalidade.
 Que isso seja pela ação da Luz, sobre este mundo, que isso seja pelo acontecimento nomeado morte, o medo da Eternidade apenas representa o medo do nada, ligado ao desaparecimento da personalidade.
A personalidade apenas existindo porque ela se crê eterna, e inscrevendo a sua ação entre o nascimento e a morte, segundo um princípio de Eternidade que não existe.
Falar, paradoxalmente, da Eternidade, em meio à personalidade, pode efetivamente mobilizar uma série de medos.
O Absoluto, para a personalidade, é o nada.
A Eternidade, para a personalidade (mesmo se ela clamar e declamar que ela procura isso), apenas representa o nada.

***


Nós não temos mais perguntas, nós lhe agradecemos.

***


Irmãos e Irmãs, eu lhes proponho reviver um momento de silêncio, a fim de acolhermo-nos na nossa Presença Una.
Recorramos, juntos, se vocês o quiserem, à Radiância do Anjo URIEL.

... Compartilhamento da Dádiva da Graça ...

Eu sou IRMÃO K.
Recebam todo o meu Amor, toda a Luz.
Eu lhes digo até uma próxima vez, até logo.



************


1 – Intervenções do IRMÃO K
*

2 – SNOW (18.10.2012 e 01.11.2012)
*

3 – UM AMIGO (17.09.2010)
*

4 – HILDEGARDA DE BINGEN (03.10.2012)
*

5 – RAM (09.05.2012, 21.07.2012 e 02.09.2012)
*

6 – UM AMIGO (10.11.2012)
*

7 – Série **PROTOCOLOS** - a contar de 03 de novembro de 2012

***


Mensagem do Venerável IRMÃO K no site francês:
10 de novembro de 2012
(Publicado em 11 de novembro de 2012)

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Tradução para o português: Zulma Peixinho


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