SRI AUROBINDO - 16 de agosto de 2012 - Autres Dimensions

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~ A AUSÊNCIA DE LIMITE ~

Eu sou SRI AUROBINDO.

Irmãos e Irmãs na humanidade, no Amor e na Graça, pediram para que eu viesse falar sobre uma série de elementos, visando fazê-los aproximarem-se do que pode representar a vivência do Absoluto, quanto ao interior e ao exterior.

Falar, de fato, do interior e do exterior é, evidentemente, possível, pela própria constituição da vida sobre esta Terra.
Há o que está dentro, há o que está fora, há o que é observável e perceptível, no exterior, e há o que é vivenciado, de algum modo, no interior.
A vivência do Absoluto, assim como da Infinita Presença, vai transformar isso.
Na realidade, falar do interior e do exterior, leva em consideração, é claro, um conceito de limite, de delimitação e de separação entre o que está no interior e o que, por definição, está no exterior.
Os estados da Presença e do Eu Sou (realizados, por exemplo, pelas Coroas Radiantes do Coração e da cabeça, ou pelo Despertar da Kundalini) levam a experimentar estados de não separatividade, estados onde a compartimentagem tende a esvaecer.
Permitindo viver, de alguma forma, o que é nomeado o Si (ou o Eu Sou).
Mas mesmo em meio ao Si (ou ao Eu Sou), sempre existe um limite, uma separação, entre o que está dentro e o que está fora.
Cada consciência, cada Irmão e cada Irmã, presente na superfície deste planeta, tem, portanto, um interior e um exterior.
A comunicação passa pelo exterior, de um como do outro, para poder ressoar e implicar em uma série de percepções, ao nível do interior de cada um.

O que acontece no momento da vivência do Absoluto é bastante diferente.
Gradualmente e à medida que este Absoluto é vivenciado, pelos nossos Irmãos e Irmãs que vivem isso, ele se traduz pelo desaparecimento puro e simples desta noção de interior e de exterior: o limite, a delimitação parece desaparecer, e ela desaparece realmente.
O que eu vou falar dá sequência ao que foi expresso, desde pouco tempo, pela Estrela NO EYES (ndr: sua intervenção de 20 de julho de 2012) (1), com relação ao que é Visto com o Coração, e o que pode ser visto com os olhos, com a visão Etérea.
De fato, o Absoluto é caracterizado por esta noção de Transparência, Interior, onde nada mais faz obstáculo para a Luz.
Quem diz Transparência, como pelo efeito de um vidro, dá a Ver do mesmo modo, sem qualquer alteração, o que está dentro como o que está fora.
Aquele que é Absoluto, em meio a uma forma, vai desenvolver, de maneira rápida, sem buscá-lo, uma percepção nova, que não é mais nem uma comunicação, nem uma Comunhão, nem uma Fusão, nem uma Dissolução, nem mesmo uma Deslocalização da Consciência ou uma Multilocalização da Consciência, mas sim algo de novo, difícil de exprimir em conceitos e palavras, mas que é a estrita realidade da vivência.
O que é percebido no exterior é percebido, da mesma forma, no interior.
O que é visto no céu, é visto no Si.
O que é ouvido no exterior, é ouvido no interior.
A delimitação entre o interior e o exterior não existe mais.
Há, portanto, uma Transmutação que ocorre, naquele momento, que cria, para o Ser que o vive, uma ausência de limite, uma ausência de barreira, e o acesso a este Absoluto, do qual nada pode ser dito, mas que pode ser tornado testemunho.

O estado Absoluto é acompanhado, portanto, do desaparecimento, pela Transparência, pela Humildade e pela Simplicidade, de qualquer noção de interior e de exterior.
Não existe mais delimitação, barreira, entre o que está dentro e o que está fora.
Aliás, até a expressão “dentro” e “fora” nada mais significa: na medida em que o Absoluto com forma é alcançado (se eu puder empregar essa palavra), é realizado, esta noção de delimitação desaparece sozinha.
É o próprio princípio, aliás, da Transparência, que está trabalhando, naquele momento, e que permite, aos seus Irmãos e às suas Irmãs que vivem isso, manifestar o conjunto, não de poderes, mesmo espirituais, mas muito mais, capacidades, tão simplesmente, para instalar-se na não-localização, e no que foi nomeado o não-ser.
Não há mais fato de pertencer, não há mais apropriação, de um corpo, de uma ideia, de uma função, em um interior ou em um exterior.
Não há mais, de qualquer forma, fronteiras.
 Este estado, que é além do Samadhi, corresponde ao que foi nomeado este Absoluto Último (ndr: ver especialmente sobre esse tema a intervenção de ANAEL de 09 de abril de 2012) (2), ou, se preferirem, o que se aproxima desta Morada da Paz Suprema.

A consciência é um mecanismo de exteriorização e de projeção, qualquer que seja esta consciência, que ela esteja limitada pela pessoa, que ela esteja limitada pelos sentidos, ou que esta esteja expandida ao máximo possível (através do Corpo de Estado de Ser, da Presença e do Eu Sou, até o Infinito ou a Última Presença).
As experiências, que podemos qualificar de místicas, vivenciadas naquele momento, evocam um sentimento de Dissolução, de Plenitude, um sentimento onde mais barreira alguma parece existir, na consciência como na percepção.
Os Arcanjos e nós mesmos, nós frequentemente lhes afirmamos que nós estávamos no Interior de vocês, assim como o Sol, os Planetas, os Universos, e o conjunto dos Mundos, Criados e Incriados, está no Interior de vocês.
No Absoluto, não tendo mais localização em meio a uma individualidade, a uma personalidade, a uma consciência limitada ou ilimitada, a instalação nesta Consciência além de toda consciência, vai fazer, de algum modo, desaparecer qualquer distinção possível entre o interior e o exterior.
Assim como o Absoluto não é este corpo, assim como aquele que vive no Absoluto não é este mental, nem esta pessoa, nem este indivíduo, do mesmo modo, a Deslocalização Última da Consciência se traduz, para aquele que o vive, como um sentimento indizível (muito além de qualquer sentimento humano) de não mais estar separado do que quer que seja, de não mais estar confinado no que quer que seja, não estando mais localizado em meio a uma forma, em meio a algo que é chamado de efêmero.

A instalação e a vivência do Absoluto vão fazer desaparecer toda barreira e toda distância.
Dando, de alguma maneira, acesso à possibilidade de passar de um estado a outro, sem qualquer dificuldade, de maneira evidente, como se, enfim, o Ser que vive isso reencontrasse o que ele sempre Foi, antes da separação, antes da encarnação, e antes mesmo do Estado de Ser, antes mesmo do que foi nomeado a Origem Estelar.
Isso é dificilmente compreensível pelas palavras e, ainda mais, assimilável através de conceitos.
A experiência do Samadhi e de seus diferentes estágios, em meio à consciênciaTuriya, pode representar, de alguma forma, uma aproximação desta Dissolução do interior e do exterior.
Chega um momento, durante o estabelecimento, além de qualquer estado temporário, do Absoluto, em que se manifesta algo de novo, onde não pode mais existir a menor distância entre um ponto e outro.
Expresso tal como lhes falou BIDI, isso dá: o Centro, presente em qualquer ponto (ndr: ver a intervenção de BIDI-2 de 13 de julho de 2012) (3).
Não há mais apego real a uma forma, a um conceito, a uma ideia, a um Mundo ou a uma Dimensão.
Isso apenas pode ser realizado através, como eu o disse, da Transparência, cujas ferramentas as mais importantes são a Humildade, a Simplicidade, e a Integridade.
Desta Integridade, que eu falo, nada tem a ver com as regras morais ou sociais, manifestadas por qualquer personalidade, mas é bem a Integridade, além da Unidade, conduzindo, e permitindo ao Absoluto Ser, a cada instante.

Este desaparecimento de limite ou de fronteira, entre o interior e o exterior, faz parte, justamente, desta Dissolução Última.
Levando a consciência a não mais ser devedora, justamente, de qualquer atributo, de qualquer função, ou de qualquer circunstância, interior como exterior.
Não há, propriamente falando, desaparecimento do interior, do mesmo modo que não há, propriamente falando, desaparecimento do mundo (em todo caso, enquanto a consciência ali estiver presente).
Há, simplesmente, a possibilidade de ser, às vezes, o conjunto do Criado como do Incriado.
Esta ausência de barreira ou de limite cria, então, a verdadeira Liberdade, assim como lhes expressou IRMÃO K, como sendo a Autonomia e a Liberdade.
Não pode existir Autonomia real enquanto persistir a menor distância, a menor separação, entre o que é percebido e vivenciado como interior, e entre o que é percebido e vivenciado como exterior.
Não pode existir nem oposição, nem assimilação, ou comparação, entre o interior e o exterior, já que eles fazem parte, naquele momento, da mesma realidade, da mesma vivência.
NO EYES expressou isso, em relação à Visão do Coração, ou Visão Real, que ocorre sem os olhos.
Do mesmo modo, o desaparecimento de uma consciência identificada e localizada, vai levar a fazer desaparecer toda noção de interior e de exterior.
Naturalmente, o funcionamento fisiológico deste corpo é no interior deste corpo.
Mas a Consciência, ela, não pode ser atribuída a este corpo, ou não importa a qual outro corpo, já que esta Consciência tem a particularidade de não mais ser devedora de uma forma qualquer, de um limite qualquer, de um confinamento qualquer, ou de uma barreira qualquer.

É justamente neste estado que a realidade e a vivência do que dissemos a vocês, isto é, que nós estávamos no Interior de vocês, emerge realmente.
Naquele momento, vocês vivenciam que o conjunto das manifestações da Vida e das Dimensões se situa por toda parte, e, tanto no Interior de vocês como no interior de qualquer coisa, já que, justamente, esta noção de interior não existe mais.
Dessa maneira, portanto, a vivência do Absoluto vai, no que se refere às noções de limite e de delimitação, fazer desaparecer toda separação.
Deste modo, aquele que está estabelecido no Absoluto não é mais, nem este corpo, nem qualquer outro corpo.
Ele não pode mais ser afetado em um tempo e em um espaço determinado.
Não existe mais, portanto, localização real para a Consciência, como na vivência, dando então a possibilidade, àquele que é Absoluto, sobre este mundo, de viver além de todo limite e de toda contingência, ligada ao corpo, ligada ao ambiente.
Não se coloca mais, então, o problema do que é chamado de comunicação.
Não se coloca mais, então, o problema do que é chamado de persuasão, a necessidade de demonstrar, de convencer, de seduzir, de atrair ou de repelir.
Isso está diretamente ligado ao que foi expresso sobre as noções de Transparência, desde algum tempo (ndr: ver particularmente sobre esse tema a intervenção de IRMÃO K de 07 de junho de 2012) (4).

Desde pouco mais de dois meses, eu expliquei a vocês o que podia resultar dos contatos com as outras Dimensões (ndr: sua intervenção de 21 de maio de 2012) (5).
Vários de vocês puderam experimentar a aproximação, no Canal Mariano, de uma Estrela, de um Ancião ou de um Arcanjo, ou mesmo de outros.
Isso levou muitos de vocês a serem chamados, através do Canal Mariano, por MARIA ou por outra Estrela, pelo seu primeiro nome.
Essas experiências não visam viver algo, simplesmente, experimental, mas visam, realmente, estabelecer, em vocês, a Transparência.
Ou seja, o próprio desaparecimento de toda comunicação, a vivência direta da Vibração, da não separatividade entre vocês e MARIA, entre vocês e um Arcanjo, entre vocês e um Ancião.
Os marcadores de que lhes falei e, em particular, as tonalidades específicas se modificando nos ouvidos, foram, de algum modo, para vocês, um suporte das suas experiências.
Através dessas experiências (para aqueles que as vivenciaram), vocês puderam constatar, a um dado momento, o desaparecimento total de todo sentido de identidade, de todo sentido de identificação, ao que quer que seja.
Para muitos de vocês, isso se traduz por uma sensação de desaparecimento total da Consciência, que isso seja na meditação, que isso seja no Alinhamento.
Isso, efetivamente, faz parte de um processo devendo levá-los à Liberação total, ou seja, à ausência de posse de um corpo, de um mental, ou do que quer que seja pertencente a qualquer Dimensão que seja.

A preparação que está em curso visa, portanto, fazê-los viver esses estados específicos, onde não existe mais nem consciência, nem mental, nem corpo.
Que essas experiências, que vocês vivem, durem um minuto como várias horas, não tem importância alguma.
O importante, como vocês o constatam, é a repetição dessas experiências.
Porque a repetição dessas experiências irá levá-los, em um determinado momento, a se estabelecerem além das experiências, neste estado de Transparência Total, onde nada existe no interior, sem existir, do mesmo modo, no exterior, e reciprocamente.
Aqui, se situa a Morada da Paz Suprema.
Aqui, se situa a ausência de distinção entre o sujeito e o objeto.
Aqui, se situa a percepção, a um dado momento, Clara e Consciente, de que existe algo além da existência, a presença de algo, que está aí, além do sentido de uma identidade, além do sentido de uma localização no tempo e no espaço.
O que pode parecer, em um primeiro momento, desconcertante, porque a Consciência não pode conhecer isso nela mesma, e que pode, portanto, fazê-los interrogar sobre o sentido dessas ausências, que são, realmente, a verdadeira Presença, são os meios que vão permitir-lhes (através da Fusão dos Éteres, realizado, em vocês, pelo Manto Azul da Graça) se aproximar sempre mais.
E colocá-los, de algum modo, em sintonia com o que se presume desenrolar-se nos seus céus, sobre a Terra, e em vocês.

A um dado momento, uma vez passado o primeiro Choque da Humanidade, que será, para aqueles de vocês que vivem isso, extremamente limitado no tempo, vocês poderão então se instalar no que vocês nomeiam, no momento, ausência ou estase.
Que é, na realidade, apenas o despertar da sua Consciência dita Ilimitada, ou ainda do Absoluto, além de toda forma, que é (eu lembro a vocês) a nossa Essência comum.
Uma vez vivenciadas as primeiras experiências (através das Comunhões, das Fusões e das Dissoluções, vivenciadas com as outras Dimensões), vocês irão se aperceber de que essas Presenças não são apenas no Canal Mariano, mas são também, muito exatamente, as mesmas no interior de vocês.
Este interior não podendo ser definido como o coração, ou outro local, mas corresponde, realmente, ao que vocês poderiam chamar de sua intimidade.
Além da sua intimidade, ou seja, do que pode ser visto pelo exterior, e que lhes pertence propriamente, irá acontecer um processo chamado de não pertencimento, que irá levá-los a viver, por intermédio da não localização, este Absoluto (o que vocês podem nomear, por enquanto, estase ou ausência), como o seu estado natural, como o que vocês perderam, ou aparentemente perderam, até agora.

Mesmo se vocês não tiverem identificado, nem experimentado, o conjunto de todas as buscas, de todos os Irmãos e Irmãs encarnados (qualquer que seja a manifestação e a expressão), é apenas o reflexo desta busca final.
Esta busca final, nos momentos de Comunhão, nos momento de Fusão/Dissolução, nos momentos de ausência ou de estase, vai levá-los a perceber (além das percepções habituais) o desaparecimento deste corpo, o desaparecimento deste mental, o desaparecimento da sua identidade.
E, naquele momento, vocês irão constatar que há algo que sempre esteve aí.
Há, portanto, um Observador, invisível, além da testemunha.
Ao atingir este estado, vocês serão Liberados, Livres e Autônomos, na totalidade.
Nenhuma ilusão, nenhum corpo, nenhum sofrimento, nenhum limite imposto por este mundo poderá tocá-los ou afetá-los.
Aqui se situa a Liberação Final.

Dessa maneira, então, durante este período que se desenrola, como isso lhes foi especificado, em sua aceleração, pela própria MARIA (ndr: sua intervenção de 15 de agosto de 2012) (6), o que vocês são levados a viver não deve, nem fazê-los procurar um sentido, nem fazê-los procurar uma interpretação, mas simplesmente, estar imersos no que lhes propõe esta ausência ou esta estase.
O importante não é o significado, o importante não é o sentido ou a explicação do que é vivenciado, mas, sim, chegar e resultar no que vocês São, em Verdade, no Absoluto, além de toda forma, além de toda localização, em qualquer tempo, em qualquer Dimensão e em qualquer espaço.
Os mecanismos vivenciados atualmente, para muitos de vocês, levam muito exatamente a isso.
A aproximação da Presença, a aproximação do Eu Sou, realizada através de mecanismos Vibratórios (já que a Consciência é Vibração), tinha apenas um único objetivo: fazê-los aceitar a eventualidade do Absoluto.
Hoje, cada vez mais, entre vocês, estão se aproximando disso.
Através da Última Presença (ou Infinita Presença) são realizados, em vocês, momentos experienciais que vão, a um dado momento, estabelecê-los além do Choque da Humanidade, além de toda interrogação, de todo questionamento, de todo sentido, de todo significado, estabelecê-los no que vocês São, antes que esta ilusão, em meio a este mundo, aparecesse.
Esta é a ação, ao mesmo tempo, do Supramental, da Onda da Vida, da Fusão dos Éteres, do Manto Azul da Graça, tendo trabalhado em meio às Portas KI-RIS-TI e OD, permitindo-lhes, hoje, não mais se interrogar, se isso for possível, sobre o que é vivenciado.

Evidentemente, durante as primeiras experiências, o mental vai buscar compreender, ou no mesmo momento da experiência, ou, mais frequentemente, depois, para dar um sentido, para dar uma explicação.
Mas muito rapidamente, se vocês aceitarem não parar neste sentido ou nesta explicação, vocês irão se aperceber de que esses momentos de ausência, esses momentos de estase, esses momentos de desaparecimento da consciência, vão se traduzir, por sua vez, por uma maior percepção de vocês mesmos, uma maior Transparência e, sobretudo, uma modificação total dos seus ritmos fisiológicos, quaisquer que sejam.
Será, naquele momento, extremamente fácil dar-se conta dos efeitos obtidos por este estado de estase, ou de Absoluto (que vocês poderiam, ainda hoje, chamar de ausência).
Em todos os setores do seu corpo, em todos os setores da sua vida, vocês irão constatar que as coisas nunca mais são como antes.
Haverá uma espécie de tomada de distância, que não é um desapego, ou um abandono do que quer que seja, mas, naquele momento, vocês estarão plenamente Presentes, se eu puder dizer, dentro como fora.
A procura de sentido e de significado não terá mais, para vocês, qualquer nexo.
Vocês estarão estabelecidos, e vocês estarão, naquele momento, de maneira definitiva e formal, no Absoluto.

Deste modo, então, as experiências propostas, sejam aquelas que eu lhes falei, desde quase dois meses (ndr: sua intervenção de 21 de maio de 2012) (5), sejam estas que eu anunciei hoje, têm apenas um único objetivo: a sua Liberdade, a sua Autonomia, a sua Transparência, e estabelecê-los no Absoluto que vocês São, de toda Eternidade.
Ao realizar isso, vocês irão se apreender, naquele momento, além de toda noção mental e intelectual, do que É o Absoluto, porque vocês terão se tornado ele.
Vocês não poderão, de qualquer maneira, ser objeto de um questionamento em relação a isso, porque eu os lembro de que essa é a sua natureza, a nossa natureza de todos, sem qualquer exceção.  
O conjunto do que deve se desenrolar, naquele momento, no interior deste corpo, como no exterior, no sentido o mais amplo (ou seja, no seu ambiente, tanto pessoal como no seu ambiente geofísico), não poderá mais, de qualquer maneira, afetar, no que quer que seja, a estabilidade: esse Centro, que está presente em todos os centros, e que jamais se mexeu, irá se tornar então, para vocês, a sua Realidade.
Naquele momento, ser-lhes-á extremamente fácil apreender-se dos sentidos, das explicações, dos prós e dos contras do que vocês vivem, naquele momento.
O desaparecimento do limite entre o interior e o exterior irá se tornar, para vocês, a sua verdadeira natureza.
A perda, até mesmo, de todo sentido de identificação a uma pessoa, irá lhes parecer como uma evidência, que eu qualificaria de suprema.
Naquele momento, a Morada da Paz Suprema será estabelecida, de maneira definitiva, no que vocês São.

Assim, portanto, o conjunto do que foi conduzido, por vocês, pelos Arcanjos, pelos Anciãos e pelas Estrelas (reunidos em Conclave, doravante, e desde já vários meses), teve apenas por objetivo facilitar seus Reencontros com vocês mesmos, além de todo efêmero.
Deste modo, então, os momentos de ausência ou de estase, onde vocês parecem não mais participar da sua própria vida, não devem ser nem temidos, nem rejeitados, porque eles são (do mesmo modo que os contatos com as Estrelas, ou com os Anciãos, ou com os Arcanjos) um meio de se aproximarem do seu Absoluto Essência.
É nesta Transparência, aceitando a Humildade e a Simplicidade de não ter que explicar, de não ter que compreender, de não ter que intelectualizar, que irá se estabelecer, para vocês, da melhor maneira, o que eu nomeei, desde quase dois anos, o Choque da Humanidade (ndr: em sua intervenção de 17 de outubro de 2010) (7).
Vocês não serão de forma alguma concernidos pelo Choque da Humanidade, a partir do momento em que vocês se apreenderem de que não há nem exterior, nem interior.
E isso é apenas a partir do momento em que as projeções da Consciência, como do mental (através de uma busca de sentido, através de uma busca de explicação, através de uma busca de correlação) tiverem desaparecido, que vocês serão capazes de penetrar a sua Morada de Eternidade.

Isso é um mecanismo natural.
As únicas resistências, e as únicas forças visando se opor a vocês, vêm unicamente do que vocês não São, em meio ao Absoluto, e do que vocês são, em meio ao efêmero.
Uma série de elementos foi dada a vocês, referente aos medos e aos apegos, quaisquer que sejam.
Referindo à sua descrição, mas também à possibilidade de trabalhar com eles, não a partir da personalidade, mas sim a partir da Vibração, além de todo mental, além de todo intelecto e de toda conceituação (ndr: ver particularmente, na coluna “Protocolos a praticar” do nosso site, os protocolos “Apego arquetípico da personalidade a ela mesma” e “Liberação dos Apegos Coletivos”) (8).
Para muitos de vocês, isso vai se tornar cada vez mais fácil, não para compreender, mas sim para viver.
A partir do momento em que vocês aceitam, da mesma maneira que vocês aceitaram as Presenças em meio ao Canal Mariano, em que vocês aceitarem, do mesmo modo, as suas ausências (o que vocês nomeiam assim, essas Dissoluções, onde não há mais sensação do corpo, onde não há mais sentido de uma identidade, onde não há mais mental), essas experiências irão ganhar em intensidade, em duração, para os meses que lhes restam aqui.
Da sua capacidade para viver esses estados, da capacidade de vocês para permanecer na Humildade e na Simplicidade, irá resultar, muito naturalmente, a sua Independência, a sua Liberação, e o Absoluto.
Nada há a buscar, como disse BIDI.
Há apenas que mudar o olhar, e a melhor forma de mudar o olhar é aceitar esses processos.
Situando-se nem dentro, nem fora, mas agindo diretamente na Fonte da Consciência, ou seja, no que vocês São.

Os resultados e as transformações que irão resultar, na sua vida, serão tais que nenhuma dúvida poderá atingir a sua Consciência ou atingir a sua mente.
A Transparência irá se tornar, então, para vocês, a sua natureza.
É naquele momento que vocês serão instalados, na denominação, que lhes foi dada, de Libertador.
O Libertador não é aquele que vem com as armas na mão.
O Libertador é aquele que depõe as armas, cujo único objetivo é abandonar o que ele acredita Ser, ser atravessado pela Luz, na totalidade, sem resistência, sem oposição, sem medo, sem apego.
Isso irá resultar e implicar para vocês, em uma maior facilidade para instalar-se na sua natureza verdadeira.
A influência de alguns tipos de Irradiações, muito além do que havia sido chamado de Supramental, muito além da Liberação do Núcleo Cristalino da Terra (denominada Onda do Éter, ou Onda da Vida), além mesmo de toda localização em meio a uma das Coroas Radiantes ou de qualquer ponto deste corpo, irá lhes permitir, de maneira extremamente simples, viver isso, e se estabelecer nisso.

Há uma série de elementos, através do que vocês podem utilizar, e eu falo particularmente deste corpo, que é um ressonador: eu deixarei UM AMIGO se exprimir, amanhã, sobre a utilidade dos diferentes yogas que ele comunicou a vocês, para ajudá-los, durante este período, a realizar este Absoluto, esta Infinita Presença, esta Última Presença.
 Para encontrar o que jamais foi perdido, o que jamais desapareceu e que sempre esteve aí.
O Abandono da personalidade, o Abandono à Luz, o Abandono a qualquer identidade, não é uma fuga, mas sim a instalação, no Infinito Presente, da Consciência como da não-consciência.
É isso que se desenrola através dos diferentes tipos de Irradiações, que lhes foram já enunciadas pelo nosso Comandante Ancião, que foi embora para as suas áreas de eleição, nomeado ORIONIS.
Assim como lhes enunciou MARIA, ontem, foi dada a vocês, desde alguns anos, uma série de elementos que, naquela época, podiam não lhes parecer claros ou evidentes.
Mas se vocês relerem isso hoje, vocês irão constatar que é muito exatamente o que vocês estão prestes a viver (ndr: ver as intervenções de ORIONIS de setembro de 2005 a agosto de 2009) (9).
A Liberação do Céu, do Sol e da Terra, permite, efetivamente, às qualidades Vibratórias particulares das Irradiações (vindo do Sol Central da Galáxia, Alcyone, e vindo também do que é nomeado Hercólubus) chegarem até vocês para finalizar o que eu lhes falei hoje.

O que irá aparecer, em vocês, aparecerá nos seus céus.
O que irá acontecer, em vocês, acontecerá nos seus céus.
Porque é a mesma coisa: não está no céu, no exterior, não está dentro de vocês, nas suas Vibrações, mas é exatamente o mesmo processo.
Não há diferença, não há distância, não há tempo.
Essas afirmações irão se tornar, para vocês, a Verdade da sua vivência, superando e transcendendo esse Choque da Humanidade.

Eu não irei me estender mais.
Alguns Anciãos irão expressar uma série de elementos, visando sempre, de qualquer modo, favorecer isso.
A ausência de limite, o desaparecimento de toda delimitação, é o Absoluto.
Ela os faz passar de uma visão exterior, ou Etérea, à verdadeira Visão do Coração que não depende de qualquer órgão e, sobretudo, de qualquer sentido, nem de qualquer exteriorização ou projeção da Consciência.
É passar dos diferentes Samadhi ao Absoluto.
É passar do último limite à ausência de limite.
É tudo isso que se desenrola, em vocês, e que vai se desenrolar, em vocês, nos Tempos que estão doravante presentes.

Eu sou SRI AUROBINDO.
Eu lhes proponho viver alguns instantes curtos de Comunhão, em meio à minha Luz Azul, em meio à sua Presença.
Eu lhes digo até muito em breve.

... Compartilhamento da Dádiva da Graça ...



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1 – NO EYES (20.07.2012)
*

2 – ARCANJO ANAEL (09.04.2012)
*

3 – BIDI-2 (13.07.2012)
*

4 – IRMÃO K (07.06.2012)
*

5 – SRI AUROBINDO (21.05.2012)
*

6 – MARIA (15.08.2012)
*

7 – SRI AUROBINDO (17.10.2010)
*

8 – Série **PROTOCOLOS** - a contar de 05 de julho de 2012
*

9 – Mensagens de ORIONIS

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Mensagem do Bem Amado SRI AUROBINDO no site francês:
16 de agosto de 2012
(Publicado em 17 de agosto de 2012)

***


Tradução para o português: Zulma Peixinho


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