MA ANANDA MOYI - 09 de agosto de 2011 - Autres Dimensions

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- Intervenção da Estrela AL -



QUANDO A ALMA SE VOLTA PARA O ESPÍRITO

Eu sou MA ANANDA MOYI. 
Irmãos e Irmãs, que a Luz e o Amor estejam com vocês.
Eu vou tentar explicar, esta noite, os mecanismos que são desencadeados quando a alma se volta para o Espírito.
Uma série de elementos foram comunicados, há algumas semanas, referentes à alma em manifestação na personalidade, a alma em seus diferentes Impulsos e manifestações.
Como Estrela portadora da Vibração de AL, e então, do que é chamado de Porta da alma, é-me possível exprimir, de maneira simples, e através do que eu vivenciei durante a minha última vida, as diferenças que podem se manifestar, e, sobretudo, existir, a partir do momento em que a alma descobre o Espírito.

*** 

De fato, viver na alma, encarnada, não é viver no Espírito.
A alma possui leis, princípios, assim como a personalidade possui leis, princípios, manifestações.
As leis da alma não são as Leis do Espírito.
Hoje, nesta época em que vocês estão encarnados, o desdobramento do Espírito realiza, para o conjunto da humanidade, Desperta para a alma ou não Desperta para a alma, uma mudança.
Essa mudança é de natureza coletiva.
Ela não é a mesma para todos, pois ela depende, é claro, da maneira como a alma se dirige e serve a personalidade, ou então se desvia (vira-se, se vocês preferirem) e fica a serviço do Espírito.
Muitos ensinamentos, muitas experiências foram divulgadas ao longo da história sobre as manifestações da alma.
São, aliás, essas manifestações que foram mais bem descritas, pois elas foram vivenciadas em muitos países, por muitas almas.
Tendo manifestado, vocês podem imaginar, uma série de fatores comuns, porque além da cultura, da personalidade, além da vida da personalidade, a vida da alma corresponde a Planos que são perfeitamente empilháveis e passíveis de serem separados de novo, em todos os países desta Terra.

***


A descoberta da alma pode ser vista de diferentes maneiras.
Ela pode se exprimir, também, em uma descoberta da poesia, da inspiração, da criatividade.
A alma está ligada então, de algum modo, a manifestações e a desdobramentos da beleza, da sensibilidade.
E depois também, em mecanismos mais sutis do que aqueles da personalidade, onde a vida da alma, quando ela se revela, vai manifestar uma série de elementos, mesmo na personalidade.
O que vai guiar, naturalmente, a personalidade para seguir os Impulsos da alma.
Estes Impulsos da alma são sempre voltados para o aperfeiçoamento da personalidade: para a compreensão, para a adesão e para a manifestação de algumas coisas, em relação ao que é chamado de espiritualidade.
A alma vai se comover.
Ela vai ter necessidade de seguir, ou um modelo, ou uma religião, ou uma filosofia.
Ela vai Impulsionar a necessidade de saber, a necessidade de conhecer os mecanismos mais sutis e invisíveis, que diferem da personalidade comum.
A alma tem necessidade, de alguma forma, de se posicionar, de ser conhecida.
Do mesmo modo que uma criança tem necessidade de aparecer, de saber que ela existe, na sua vida, de compreender como o seu corpo funciona.

*** 

Quando a alma se revela em meio à personalidade, ela vai induzir uma série de mecanismos, de mecanismos de mudança.
E, sobretudo, a personalidade será transformada sob a influência da alma.
A alma vai poder experimentar tudo o que é agradável, tudo o que é aspiração para algo mais leve.
Esta alma, como eu dizia, possui suas próprias regras, seu próprio modo de manifestação e de vida.
Os mecanismos da alma destinam-se, sobretudo, a ser si mesma, através da observação do que é criado, ou do que é servido, no sentido do serviço.
A alma, quando ela se descobre, leva a compreender que a vida não se limita somente a este corpo, a este nascimento, a esta morte, mas que está inscrita em um princípio denominado Reencarnação.
A alma se descobre, de alguma maneira, persistente, e diferente, no entanto, a cada vida, mas em meio a uma ressonância que pode ser comum através de uma sequência lógica de encarnações, de reencarnações.
Onde a alma vai se expressar, e manifestar, essa necessidade de experimentar, essa necessidade de ver (em todos os sentidos do termo), de confrontar-se com ela mesma e também, de interferir em outras almas.
Na realidade, as almas que se encontram e que se reencontram, muitas vezes tiveram destinos comuns ou caminhos que são cruzados.
Então, surgem lembranças de almas, de atrações, que nem sempre são explicadas por um aspecto físico ou por um aspecto intelectual, mas que, efetivamente, vêm da própria alma.

*** 

Quando a alma se descobre em meio à personalidade, a personalidade muda, naturalmente.
A Vontade de Bem, a vontade de serviço, a vontade de fazer o bem, aparece.
Isso se desenvolve, é claro, gradativamente, de vida em vida.
A vida da alma vai então, de algum modo, realmente, aumentar a personalidade.
Vai permitir-lhe limitar algumas angústias, alguns elementos que, em meio à personalidade que não conhece a alma, são a agonia da morte, a agonia de desaparecer, todo um conjunto de medos.
Que, aliás, foram chamados de medos fundamentais, porque eles estão inscritos em todas as almas.
Estes medos são como caseiros, quando a alma é descoberta.
Quando a alma é descoberta, ela vive também, em meio à personalidade, mecanismos específicos.
Novas percepções, novas sensações, novas aberturas.
Uma sensibilidade, ainda uma vez, para a beleza, mas também para a vibração, mas para a vibração da energia de outras almas.
Para a vibração dos lugares, para a energia dos lugares.
Uma sensibilidade particular para as belas históricas, para a história com H maiúsculo, também.
A alma, ao se descobrir, experimenta fundamentalmente a necessidade de fazer sempre melhor.
Há então uma polaridade para o Bem, que se expressa naturalmente quando a alma se descobre.
A alma tem necessidade, de alguma maneira, de se conhecer.
Ela vai, então, recorrer ainda mais ao que é invisível, pela prece ou pela meditação, segundo a raiz cultural da personalidade.

*** 

A alma também terá necessidade de conhecer o funcionamento da vida.
O que é que explica que ela vive isso?
A alma é, de algum modo, muito mais questionadora do que a personalidade.
Ela terá necessidade de sentido, muito mais do que a simples ação / reação presente na personalidade comum.
A alma tem necessidade, de alguma forma, de encontrar uma direção, um sentido.
Ela tem necessidade de conhecer.
De conhecer o passado, o futuro.
É então uma expansão da consciência, real.
Mas esta expansão está inscrita, sistematicamente, neste mundo.
A alma não pode duvidar, em momento algum, que talvez existisse uma origem que não fosse simplesmente deste mundo.
Exceto, talvez, durante esses últimos trinta anos da Terra, onde, devido a Impulsos de energia, bem além da alma, algumas almas talvez puderam percebê-lo, por intervalos, por momentos, mas sem poder elucidar realmente isso.
A alma, em geral, tem uma vibração que é mais leve do que a vibração da personalidade.
A alma implica, também, em modificações no sentido das relações entre os seres humanos, e com o ambiente, a alma expressa necessidade de esclarecimento.
Ela precisa de significado, muito mais do que a personalidade.
Ela tem necessidade de conhecer profundamente.
Ela tem necessidade de ser mais precisa, nos mecanismos da sua ação.

*** 

É naquele momento que aparece o humanismo [filosofia moral que coloca os humanos como principais em uma escala de importância, dando ênfase à racionalidade, e destacando-se por contraposição ao apelo ao sobrenatural ou a uma autoridade superior - http://pt.wikipedia.org/wiki/Humanismo ].
É naquele momento que aparecem funções espirituais importantes.
A alma experimenta sempre a necessidade de fazer mais, de fazer melhor.
Ela tem necessidade, de algum modo, de se contemplar.
Durante o século em que eu vivi, vários ensinamentos, aliás, emergiram, e que eram desconhecidos nos séculos anteriores.
Em uma escala e em um número de indivíduos muito mais importante, que descobriu, por exemplo, a necessidade de saber mais sobre a vida.
De explorar a psicologia, o funcionamento da psique.
E tudo isso contribuiu, é claro, no início do século em que eu nasci, para trazer à tona a questão desta psique.
Todos os movimentos ligados ao estudo da psique nasceram, aliás, no decorrer desse século.
A alma tinha necessidade de sair, globalmente, de uma forma de mecanismo automático da personalidade.
Ela teve também necessidade, esta alma coletiva humana, de se libertar da fé e da crença pura sem se colocar questão.
É o momento onde as perguntas, quando a alma se descobre, começam a ser feitas.
Sobre o próprio sentido da vida, sobre a orientação da vida, e sobre as diferentes formas de vida que podem existir neste mundo.
A alma é então parte integrante deste mundo, e isso possibilita, efetivamente, uma sensação de evolução, através da própria evolução da revelação da alma.
As virtudes da personalidade aparecem, e se revelam, como a bondade, o serviço, mas também o amor.
A necessidade de amar com menos posse, de observar entre os sábios, entre os profetas.
Ela experimenta a necessidade de conhecer a história da alma, através de outras almas.
Ela vai, também, propiciar uma forma de pacificação da personalidade.
Uma sensibilidade mais intensa, mas uma capacidade, também, talvez mais intensa, para se olhar, a fim de sempre exercer uma tensão para mais beleza, mais estética, mais criatividade.

*** 

A alma tem necessidade de agir.
Mas ela tem uma necessidade de agir, de algum modo, para pôr em evidência a sua presença e a sua beleza, bem como para tentar, também, abrir outras almas para a sua própria percepção.
A vontade se revela, então, de maneira muito natural, como um desejo de conhecimento.
Este conhecimento podendo se expressar, por sinal, pela prática de diferentes tipos de Yoga, de diferentes exercícios, de diferentes tipos de práticas, mesmo espirituais (como a magia, a teurgia, o ocultismo).
A alma vai então ter necessidade de ser, de alguma forma, sempre mais.
A alma se volta, em última análise, permanentemente, para a experimentação da encarnação, para o aprimoramento da encarnação e das reencarnações.
Ela vai estudar a ação / reação.
Ela pode ser, literalmente, Atraída pela necessidade de se adaptar a um modelo (seja Krishna, seja Buda, seja o CRISTO, seja MARIA, e tantos outros).
Há uma forma de mimetismo no nível da alma que tem tendência a querer se identificar, a querer se projetar em um modelo ideal.
Isso, é claro, todo ser humano vive e vivencia.
É a lógica e é a própria função da alma, em todo caso, neste mundo.

*** 

Algumas almas, nesta fascinação pela luz desejada, puderam viver algo mais.
Nós, as Estrelas, é claro, vivenciamos este algo mais.
Este algo mais, o que é?
É simplesmente ir além da alma.
Ou seja, ver a alma, vivê-la, mas ter uma Tensão para alguma coisa totalmente indescritível, inconcebível, e mesmo impossível de se ver.
Nesta Tensão, para um Absoluto e não mais somente para a encarnação, nós todas vivenciamos, em um momento ou outro, o encontro com o mistério dos Mistérios.
Naquele momento, a alma, quando ela vive este primeiro encontro com o Absoluto, não pode mais, de maneira alguma, manifestar a mesma Atração para a personalidade, para a própria alma.
A alma é, de algum modo, aí também, Siderada, por alguma coisa que a supera amplamente.
Esta experiência é uma experiência que eu qualificaria de final.
Durante a minha vida, isso era extremamente raro.
A tal ponto que essas almas, que viveram isso, tornaram-se santos, místicos, personagens que buscaram a fraternidade, sem sempre compreender o porquê.
Mas simplesmente se aproximando desses seres, a alma podia se abrir, e também, a personalidade podia ser apaziguada.
Essa foi a época dos mestres exteriores.
Havia modelos vivos, e não mais somente na história, para venerar, para encontrar, para esperar si próprio abrir a alma.
E isso funcionou assim durante um certo tempo.
Pois, naquele momento, é claro, esses mestres estavam realmente encarnados.
Eles prepararam os Fundamentos do Espírito que vocês vivem hoje.
O conjunto das Estrelas, a maioria das Estrelas, também estava encarnado naquelas épocas.
Elas deram a sua contribuição, pelo seu contato com esta Sideração da alma, ou seja, vocês compreenderam, com o Espírito.

*** 

O que é que acontece quando o Espírito é contatado?
Naquele momento, a alma vive, por sua vez, assim como a personalidade que descobre a alma, uma forma de revolução.
Esta revolução é uma Sideração.
Ou seja, tudo o que, até agora, a alma teve necessidade de experimentar, de viver, para aprimorar a personalidade e a encarnação, vê-se confrontado com alguma coisa que não tem mais nada a ver com a encarnação.
Com um amor que supera amplamente o contexto da encarnação, ou até mesmo, do que pode ser expresso através da alma.
Há, realmente, um absoluto total que se manifesta naquele momento.
Onde a própria alma não sente mais Impulso para existir.
Ela não sente mais Impulso para manifestar, seja o que for, neste mundo.
É uma revolução extremamente importante.
Pois a alma tinha as suas próprias regras, e essas regras eram voltadas para a beleza, para a estética, para a criatividade, para tudo o que torna a vida humana mais doce e mais agradável, quando se compreende o funcionamento.
E depois, de repente, a alma encontra-se confrontada com algo que, aí também, supera-a completamente.
E que vem como apagar todas as memórias.
Que vem fazer desaparecer a encarnação, até mesmo, como alguma coisa que não é a Verdade.
Como algo que não tem mais o mesmo sentido que antigamente.
A revolução, naquele momento, Interior, é tão potente como o encontro da personalidade com a alma.
A alma se encontra, de algum modo, em uma Sideração total.
Ela vive a consciência de que não é mais necessário manifestar coisa alguma.
E que mesmo a vontade de fazer o Bem, a vontade de agir para aprimorar alguma coisa, não tem mais qualquer sentido.

*** 

Naquele momento, a alma descobre, estupefata, que existe ainda alguma coisa, em um nível superior.
Ou algo de mais profundo.
E que esse algo de mais profundo é uma resposta a todos os Impulsos da alma.
Vem responder a todos os desejos, vem preencher todas as lacunas.
Vem fazer desaparecer, até mesmo (até aniquilar totalmente, em certos momentos), a personalidade, e até mesmo a alma.
Naquele momento, a alma é preenchida pela Luz do Espírito.
Quando a experiência ocorre uma vez, ou invade a vida (como eu vivenciei na minha vida, por períodos muito longos), naquele momento, a alma é transportada ao Mundo do Espírito e não tem mais qualquer desejo neste mundo.
Ela vive, realmente, de maneira efetiva, praticamente, concretamente, com uma lucidez total, o que vários seres vivenciaram anteriormente, e que, bem, é muito difícil de aceitar enquanto esta revolução não for vivenciada.
Ou seja, que tudo o que pertence a este mundo é uma Ilusão, e que não existe.
Que é simplesmente uma projeção.
Que é simplesmente um divertimento, de alguma maneira, um divertimento trágico.
A alma, naquele momento, toma consciência, realmente, de que ela vive um confinamento.
A Vontade de Bem desaparece, na totalidade.
O que não significa que a alma não existe mais, e que não há mais nada para fazer.
Mas a alma tem todo o escopo do que isso significa: Ser, e não mais fazer.
Estabelecer-se na Luz é suficiente, por si só, de alguma forma.
A alma vai viver, de algum modo, êxtases cada vez mais Elevados.
Levando-a a regar-se nesta Fonte, nesta Fonte de Cristal.
Neste estado particular, onde mais nada pode existir, exceto a própria Luz.

*** 

Então, naquele momento, o Espírito se revela.
E o Espírito não tem, de modo algum, as mesmas regras que a alma ou que a personalidade.
Pois o Espírito não pertence a este mundo, e nada tem a ver com a projeção deste mundo.
Isso foi descrito, é claro, como uma vivência pelos mestres que estavam encarnados no século XX, cada um segundo a sua cultura, segundo o seu país, segundo as pessoas para quem eles haviam expressado isso.
De forma mais ou menos velada, porque uma alma sendo Atraída para a encarnação, para a resolução do seu karma, para esse desdobramento da revelação da alma, não está necessariamente pronta para aceitar o Espírito.
Porque ela está ocupada com a sua própria verdade e não pode perceber, enquanto ela não tiver vivenciado, este aspecto que lhe é totalmente Desconhecido.
A Revelação do Espírito é um jorro impetuoso, que devasta tudo.
E que vai permitir à Consciência se instalar em algo que não tem mais nada a ver com as leis deste mundo, sejam espirituais, ou mesmo da personalidade.
Viver o Espírito é suficiente por si só.
Quando o Espírito se verte em vocês, a Consciência fica Iluminada inteiramente.
E mais nada pode existir senão este estado de Ser.
Particularmente, para nós, que vivenciamos aquele momento, nós não tivemos sequer pensamento para ir a outras Dimensões, como vocês dizem.
Mas simplesmente para nos fundirmos nesta Luz, para apenas existir, aliás, neste estado.
É isso que na minha vida eu experimentei muitas vezes.
E obviamente, é mais difícil expressar palavras sobre isso.
Porque este estado, é claro, absolutamente nada representa para a alma, e ainda menos para a personalidade.
É uma tal abstração que a alma não pode ali acreditar, e menos ainda a personalidade.
É um estado que, para a personalidade, é chamado de loucura.
É um estado que, para a alma, é denominada uma abstração.
Ou algo que não pode existir, porque absolutamente não faz parte do seu campo de experiência, ou do seu campo de possibilidade.

*** 

Então, quando o Espírito se revela, há apenas uma coisa para fazer, é ali permanecer o máximo de tempo possível.
Não por alguma vontade, mas, sim, pelo que foi chamado pelos Arcanjos de desprendimento total, de Abandono à Luz, que vem arrebatá-los e levá-los até as esferas da Alegria, que mesmo a alma mais equilibrada e mais desperta não pode viver.
Porque é um estado que é suficiente por si só.
Muitas vezes, isso é chamado de Samadhi, ou de Maha Samadhi, a Morada da Paz Suprema, Shantinilaya.
Isso também pode ser denominado, se vocês preferirem, e é a melhor expressão que pode ser dada, é como se vocês vivessem um estado de Amor permanente, emitindo Amor o tempo todo.
E o tempo, aliás, que não existe, pois vocês não estão mais no tempo.
Vocês realmente saíram do tempo linear, vocês saíram do tempo da alma, e vocês expressam a Felicidade mais absoluta, que mesmo a alma mais aberta não pode experimentar.

*** 

Então, é claro, esta revolução é um furacão comparado com a abertura da alma.
Durante a abertura do Espírito, quando a alma se volta para o Espírito, ela vai viver a sua própria Dissolução.
Ou seja, tudo no que se acreditou e que foi vivenciado como real anteriormente, não existe mais.
Há esse processo chamado de Dissolução.
É o retorno ao estado de Brahman.
É o retorno ao estado indiferenciado e, no entanto, tão diferenciado.
Aí está o paradoxo.
A personalidade se identifica com algo fechado.
Viver o Espírito e viver esta unidade do Espírito é, às vezes, viver o Ilimitado, a Dissolução, mas é estar, ao mesmo tempo, perfeitamente definido, neste indefinido.
Ainda uma vez, as palavras são muito delicadas.
A alma, além disso, leva-os a manifestações, ditas energéticas, cada vez mais sutis.
É naquele momento que a alma experimenta a necessidade de desenvolver as suas próprias energias, de viver algumas coisas.
De descrever o que ela sente, de exprimi-lo.
Quando vocês vivem o Espírito, vocês se apercebem de que nada há para ser expresso.
Vocês se apercebem de que nada mais há para manifestar, neste mundo.
E, entretanto, vocês ainda estão sobre este mundo.
Mas vocês Transcenderam totalmente os limites deste mundo, os limites desta Dimensão, como vocês dizem hoje.
Os próprios limites da alma não existem mais, e nada mais significam.

*** 

Este estado particular, este instante onde se instala uma Vibração especial.
E a própria Vibração se dissolve, porque vocês se tornam a Vibração.
Mas não a vibração deste corpo, desta alma, porém a Vibração Total de toda a Criação.
Nada mais há para criar, já que vocês se tornaram a Criação.
É muito difícil para a alma aceitar isso.
Porque a alma, ela também, é um confinamento, disso vocês sabem.
O Espírito é Liberdade total.
E esta Liberdade é mesmo inconcebível.
Ela apenas pode ser vivenciada pela própria Consciência, que se Dissolve inteiramente na Luz Branca.
Evidentemente, a Alegria que existe, naquele momento, nada tem a ver com um prazer, ou com a satisfação de algum prazer da alma (mesmo através do mais refinado desses prazeres).
É um estado que não tem qualquer justificação.
E que não é, principalmente, o resultado de nada mais senão dele mesmo.
Este estado é um estado tão fora de qualquer conhecimento, que alguns o chamaram de Conhecimento.

*** 

Viver isso é inegavelmente, agora, sair deste mundo.
É a isso que vocês foram chamados.
Obviamente, lembrem-se de que cada um tem a Liberdade mais absoluta de manter a sua alma.
De manter esta forma de sedução, por que é uma, de Atração pela vida, pelos sentidos.
Esses sentidos se manifestam tanto nos cinco sentidos, que vocês conhecem, como nos sentidos denominados espirituais, os poderes espirituais.
Mas o Espírito nada tem a ver com isso.
O Espírito, eu diria que é outra etapa ou outro estado, mas é algo de profundamente diferente que nada tem a ver com tudo o que conhecido, isso lhes foi dito.
Mas, ainda uma vez, o Espírito, quando ele for encontrado, não pode mais ficar confinado.
A alma vive peregrinações, pode cair e se erguer, mas o Espírito jamais.
O Espírito é o mesmo de toda a Eternidade.
Ele é o mesmo para todos.
Ele está aí, em vocês, desde tempos imemoriais.
Ele apenas aguarda o seu Despertar.
Ele apenas aguarda o seu Abandono total, como lhes foi dito, para esta Verdade do Espírito.
É nesse sentido que a minha Irmã HILDEGARDA DE BINGEN lhes falou, há alguns meses, desta Tensão da alma para a Luz, para o Último (ndr: ver a canalização de HILDEGARDA DE BINGEN de 25 de outubro de 2010 (1)).
Esta Tensão para o Último é, de certa forma, um Sacrifício da alma.
Mas este Sacrifício culmina no Extraordinário, o mais absoluto.
Mas enquanto não existir, na alma, uma saciedade de experiências e de experimentações, ela não pode conceber o que eu tento colocar em palavras para vocês.

***

Então, é claro, as Núpcias Celestes permitiram Acordar em vocês a alma.
E permitiram, para alguns de vocês, começar a levantar o véu do Espírito.
Isso vai se tornar muito mais fácil quando, agora, a Luz Branca estiver entre vocês.
Ao passo que na minha época era preciso, realmente, abandonar-se totalmente à Tensão para esta Elevação.
Se tanto é, ainda uma vez, que podemos falar desta Elevação, que não é uma.
Mas que é, realmente, o estabelecimento no Ser, que sempre esteve aí.
É como se, de repente, a própria Consciência tomasse consciência de que ela não é mais limitada por nada.
E ela vive este Ilimitado.
Sem qualquer pergunta, sem qualquer interrogação, sem qualquer medo.
E naquele momento, e somente naquele momento, revela-se esta Felicidade Total.
Enquanto a alma se perguntar sobre isso, ela não pode vivê-lo.
Porque ela vai procurá-la em si mesma.
Eu não falo sequer da personalidade, a alma é já um progresso.
Mas, evidentemente, o Espírito, quando ele é vivenciado, compreende que mesmo a alma está confinada.
Que isso não é o que é para Realizar.
Porque o Espírito compreende, de fato, que nada há para Realizar, que nada há para procurar, que nada há para esperar.
Que há apenas que viver esta Consciência.
Mas enquanto a consciência limitada, ou a própria alma, quiser viver isso, ela não irá vivê-lo.
Porque enquanto ela estiver identificada com ela mesma, com a personalidade ou com a alma, ela não pode abraçar o Espírito.
É por isso que isso foi chamado de Ressurreição, a Passagem da Porta Estreita.
É o momento da rendição total da alma e da sua Atração para a personalidade, para os desejos, para a necessidade de fazer o bem, para a Vontade de Bem.

*** 

O Espírito não pode se manifestar por muito tempo com a alma.
Porque o Espírito os leva para a Verdade.
Ele não quer deixá-los (e vocês não podem, por sinal, ali permanecer) muito tempo nesta Ilusão.
O que explica, aliás, a partida de algumas das minhas Irmãs, como GEMMA, como TERESA, muito jovens (ndr: GEMMA GALAGANI e TERESA DE LISIEUX).
Algumas almas, como eu, foram ajudadas realmente por outros Planos para poder manter este corpo, que era muito pesado, já que ninguém conseguia movê-lo.
Era preciso manter-se viva, para existir, de algum modo, no meu nível, este Derramamento da alma sobre a Terra.
Do mesmo modo que em meio à sua curta vida, GEMMA, ou TERESA, no desconhecimento mais total, espalharam este Espírito.
A fim de que, por ressonância, algumas almas próximas de suas Vibrações, próximas de suas almas, pudessem aceitar viver o Espírito.
É graças a todos esses Sacrifícios, graças a todos os mestres que estavam encarnados no século passado, que, hoje, a dimensão do Espírito é ofertada a vocês.
Mas apreendam bem que vocês não podem manter uma personalidade, e uma alma, quando o Espírito se descobrir, e se revelar.
Mas entendam bem, também, que vocês não podem colocar um fim, decidindo, assim, esquecer, obstruir a sua personalidade ou a sua alma.
Ao esperar que, voltando-se para este Espírito, vocês vão forçar o Espírito a se Revelar.
O Espírito apenas se revela realmente quando todo o resto é realmente Abandonado.

***

Este Abandono é um mecanismo Interior.
Não há necessidade, para isso, pois isso seria conhecido, de ir viver no fundo de uma gruta, ou de uma montanha, e de evitar outros seres humanos.
Porque esta descoberta, ela não ocorre no exterior.
Ela apenas pode ser vivida no mais profundo do seu ser.
E isso é totalmente independente de qualquer circunstância exterior.
Independentemente da vida da sua personalidade, independentemente até mesmo da vida da alma, isso é um mecanismo de Reversão específico.
É desta Tensão para o Abandono que lhes falou HILDEGARDA.
É esta vontade de não mais ver este mundo, não por desgosto, mas bem ao contrário, pela vontade de Ver além do mundo.
De Ver além do sentido da alma.
De Ver além das aparências, além da matéria, e até mesmo além da alma.
É querer Ver, realmente, o efeito Final, ou a Fonte primordial.
É nada mais expressar como desejo.
É essa Renúncia total, mas que não é uma renúncia em meio à negação da vida, pois renunciar à vida jamais permite encontrar o Espírito.
Por outro lado, quando o Espírito é encontrado, quando ele se Revela, naquele momento há uma verdadeira Renúncia.
Mas não são vocês que decidiram, é o Espírito que os leva a isso.
E isso é profundamente diferente.
Principalmente hoje, como vocês sabem, que existem ensinamentos da alma que têm como objetivo, e como única finalidade, impedi-los de voltar-se para o Espírito, fazendo-os acreditar que a alma vai chegar à Luz e vai chegar a esta Unidade.
Isso não é possível.
A Unidade não conhece a alma.
A Unidade não conhece a personalidade.
A Unidade está bem além desta Ilusão, bem além de todos os papéis que vocês podem imaginar desempenhar, em todas as suas encarnações e suas reencarnações.
A lei de karma não existe no nível do Espírito.
É a Lei da Graça.
É aí onde tudo é Graça, tudo é pleno, tudo é resposta.
É aí onde há apenas a Luz, por que a Luz é Tudo.

*** 

Hoje, coletivamente, o que está chegando para vocês é isso.
Então, é claro, a alma que não quiser esta Luz, vai chamar isso de fim, de morte.
A personalidade que vai viver isso vai chamá-lo de terror.
Mas compreendam bem que é unicamente a negação ou a não vontade de ir para este Espírito que irá expressá-lo.
O Amor se revela, seja qual for a alma, e independentemente do que quiserem as personalidades.
Pois, o que vocês vivem, está inscrito em um Tempo específico, que foi denominado, no oriente, o final do Kali Yuga, o final da Idade das trevas.
O Retorno da Luz.
Os Impulsos da alma, para alguns de vocês, preparam-nos (ao se desprenderem de determinadas coisas, de determinadas situações) para aceitarem a possibilidade do Espírito.
Mas quando o Espírito penetra em vocês, na totalidade, nada mais existe.
Quando ele os penetra e conecta com vocês, por Efusão de Energia e de Consciência.
Então, naquele momento, o que é que acontece?
A sua personalidade se Dissolve, em parte.
Vocês não sabem mais quem vocês são.
Vocês não chegam mais a agir.
Vocês têm a impressão de que o seu mental não funciona mais, de que as suas emoções não existem mais.
Estas são as etapas prévias quando a alma começa a se render.
Quando, em todo caso, ela não se volta mais para a personalidade, mas começa a se voltar realmente para o Espírito.
A Luz Branca, CRISTO, vem para isso.
Para permitir-lhes finalizar, se tal for a sua escolha, essa última Passagem.

*** 

Então, é claro, enquanto vocês estiverem com medo, enquanto a personalidade estiver predominando, e enquanto a alma estiver predominando, isso pode lhes parecer uma ilusão.
Ou ainda, fazê-los ver isso como uma negação, como a pior das loucuras.
E efetivamente, para a alma, é uma loucura.
Mais ainda para a personalidade.
Porque o paradoxo da personalidade é que ela procura a luz, ela procura estar bem.
Mas a personalidade nunca pode se sentir bem, isso jamais dura.
A alma busca se aprimorar, gradativamente, de vida em vida, para purificar o seu karma, para aliviar o seu karma.
Esperando um dia encontrar a Luz.
Mas a Luz não está na alma.
Ela não pode estar ali.
Isso é uma Ilusão e um reflexo da Luz, um simples reflexo.
Mesmo os seres humanos que fizeram uma experiência às portas da morte, viram esta luz ao longe: eles viram apenas um reflexo, o que eles viram não era a Luz.
Eles viram seres luminosos que não são a Luz, que são, eles também, apenas reflexos.
O Espírito nada tem a ver com isso.
E é a isso que a Revelação Final desta humanidade convida vocês.

*** 

Através das palavras simples que eu pronunciei esta noite, eu espero que vocês possam ter elementos suficientes, para aqueles que desejarem, para aceitar o Espírito.
Pois o Espírito não é para ser procurado.
Evidentemente, há várias técnicas que foram dadas a vocês.
E que foram dadas durante o tempo todo.
Permitindo aproximar-se do Espírito, ou, em todo caso, tentar perceber as primícias.
Mas, como lhes foi dito, a última etapa, a última Porta, é apenas a sua alma que decide atravessá-la.
Não pode ser de outra forma, em momento algum.
Simplesmente, eu diria que o Impulso coletivo, que está chegando agora, do Espírito, é irremediável, e irreversível.
Para o conjunto da humanidade.
Pois, mesmo se vocês quiserem prosseguir em meio à alma, será preciso fazê-lo no Conhecimento do Espírito, e não na ignorância do Espírito.
Porque, como vocês sabem, o Espírito foi cortado da alma.
Quase inteiramente.
Então, talvez a alma ainda tenha necessidade de acreditar nas suas próprias ilusões, na sua própria perfeição, na sua própria evolução.
Nada há para repreender.
São apenas experiências que precisavam prosseguir em meio a uma Ilusão.
A Ilusão, em si, não é algo de condenável, nem para condenar.
Mas é preciso, para isso, que a alma possa viver ao menos uma vez o Impulso do Espírito.
E que possa viver este Face a Face com a Luz.
A fim de conhecer, e de existir em alguma parte em meio à alma, esta conexão com o Espírito que foi definitivamente instalado de novo.

*** 

Aí está, dito em minhas próprias palavras, ao que vocês são Chamados a viver.
Tudo foi preparado, no Interior de vocês, do corpo, da alma, sobre a Terra, neste Sistema Solar e bem além, para o que é para ser vivido agora.
 Aí estão as minhas palavras.
Se vocês tiverem interrogações que permanecem, então, juntos, nós podemos tentar ir mais próximo do que eu posso expressar com as palavras.

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Nós não temos perguntas, nós lhe agradecemos.

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Minhas Irmãs e meus Irmãos, eu rendo Graças pela escuta atenta e pela abertura do seu Coração.
Todo o meu Amor está à sua disposição.
Bem além deste espaço e deste momento.
Como vocês sabem, todas as separações terminaram, atualmente.
Está mais fácil, se vocês tiverem necessidade, no seu caminho para o Espírito, de nos chamar.
E nós estaremos aí.
Nós portamos, como vocês sabem, cada uma de nós, Dimensões particulares, Eixos particulares.
Agora que a Luz Branca foi revelada pelo Senhor METATRON, e que as Portas Interdimensionais estão abertas em vocês, a Energia da alma se revela.
Tanto para baixo como para cima.
E nós estamos, cada uma de nós, à sua disposição.
A nossa Vibração pode acompanhá-los a cada instante.

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Eu rendo Graças pela sua Presença, e eu darei a palavra, nos outros dias, para algumas das minhas Irmãs, Estrelas.
Lembrem-se sempre de que vocês foram chamados de Sementes de Estrelas.
Esta palavra foi escolhida.
Eu lhes dou todo o meu Amor, e todo o meu Coração.
Até mais tarde. 


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1 - HILDEGARDA DE BINGEN (25.10.2010):

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Mensagem da Amada MA ANANDA MOYI no site francês:
09 de agosto de 2011
(Publicado em 10 de agosto de 2011)

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Tradução para o português: Zulma Peixinho:


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