HILDEGARDA DE BINGEN - 13 de março de 2011 - Autres Dimensions

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- Ensinamentos da Estrela REPULSÃO -

ÁUDIO mp3 ORIGINAL
http://autresdimensions.info/audio/Canalisation_-_HILDEGARDE_DE_BINGEN_-_13032011.mp3

~ CONVITE PARA INTERIORIZAR-SE ~


Eu sou HILDEGARDA DE BINGEN e eu lhes apresento as minhas homenagens, Irmãos e Irmãs, aqui e em outros locais.
Muitos de vocês, sem conhecer quem eu era, puderam talvez ler o que eu recebi durante a minha vida, nesta vida, isso a fim de levá-los, hoje, sobre uma compreensão e uma vivência.
Eu já tive a oportunidade de me expressar em relação ao conjunto de conhecimentos que eu recebi, naquele momento.
Esses conhecimentos jamais foram (se bem que isso foi extremamente interessante para mim) oriundos de um estudo mas, bem mais, de uma comunicação Interior e, portanto, o que eu denominaria um ‘conhecimento Interior’.
Obviamente, àquela época, jamais me foi permitido e tolerado, mesmo na ordem na qual eu evoluía, falar de outra coisa senão de CRISTO.
O conhecimento, que eu recebi então, é denominado um Conhecimento Interior, intuitivo, direto, do Coração.
O Conhecimento de que eu lhes falo é procedente de um ‘movimento’ da Consciência, da energia, voltada para o Interior.
O conjunto do que eu retranscrevi então era, de certo modo, uma forma de comunicação direta com a fonte da Consciência.
Isso se tornou possível, além da minha história pessoal, pela possibilidade, justamente, de nada buscar no exterior de mim mesma, mas sim de buscar no Interior de mim mesma.
Esta fonte de Conhecimento, o conjunto dos humanos, sem exceção, possui em si, partindo do princípio de que este Conhecimento, absoluto e total, do conjunto de leis, desta própria Matriz, está presente em Si.

***

Convém, hoje, colocar e apreciar, por seu justo valor, uma palavra que é a palavra busca.
A busca é um elemento que apreende muito rápido a atividade intelectual, como uma forma de ‘projeção exterior’ de algo que não estaria no Interior, mas que se experimentaria, unicamente, pelos escritos, pelas reflexões levadas ao exterior de si.
O conjunto das minhas Irmãs Estrelas tem, hoje e desde alguns dias, levado a se debruçarem no Interior.
A busca possui então dois aspectos: uma busca que se faz no exterior e uma busca que se faz no Interior.
De fato, a busca Interior não é uma busca porque a busca sempre evoca um ‘movimento’, ao passo que, justamente, o conhecimento Interior é a ‘parada do movimento’, para o aparecimento de outro estado de Ser.
Este outro ‘estado de Ser’, alguns têm buscado para explicar os fundamentos na história humana, outros têm simplesmente descrito sua experiência, outros enfim, como eu, temos captado, em meio a este outro estado de Ser, uma forma de comunicação, uma forma de sapiência, bem diferente do conhecimento exterior.
Algumas das minhas Irmãs falaram-lhes de Profundez, de Clareza, de Unidade.

***

Agora, sempre foi anunciado a esta humanidade que o essencial era invisível aos olhos, que o essencial era invisível à personalidade e que tudo, absolutamente tudo, encontrava-se dentro de Si.
Isso é a estrita Verdade.
Vocês não podem revelar e desvendar nada que já não esteja presente, nada que não seja exterior a vocês mesmos.
Aceder a este estado e a este espaço de Ser apenas pode acontecer quando há uma aceitação ‘prévia’ dessa constatação, de que tudo está dentro, de que tudo está no Interior e de que o exterior representa apenas um aspecto separado, projetado, diferenciado e distanciado de nós mesmos.
Alguns seres, bem antes de mim, disseram: “o que está dentro é como o que está fora, o que está em cima é como o que está embaixo”.
O problema é que o ‘fora’ e o ‘embaixo’ jamais mostram a verdade e nunca se deixam revelar, mesmo se a projeção exterior obedecer a leis totalmente calculáveis.
Essas leis múltiplas, inumeráveis, hoje, é claro, vocês as conhecem mais do que o que eu conheci na minha vida.

***

O problema principal tem algo de muito simples.
É que o conjunto da consciência humana coletiva, quando certas palavras são empregadas, essas palavras fazem ressoar uma vivência própria de cada pessoa, mas, também, inscrita em uma forma de ‘bolsa coletiva’, de memória coletiva.
Portanto, cada palavra, qualquer que seja o idioma (mesmo nas línguas mais antigas), cada palavra é ‘portadora’ de uma vivência e essa vivência é, ela, estritamente limitada ao que é perceptível em meio ao espaço onde evolui a consciência.
A dificuldade é que, em meio a palavras muito simples, como ‘amor’, como ‘luz’, como ‘bem’, ou como ‘mal’, ou como ‘ódio’, ou como ‘sombra’, são definidas apenas por pares e por oposições.
A definição, e o que é veiculado por uma palavra, é então tributo da experiência conjunta, veiculada pela crença, no sentido mais amplo.
Assim, a luz pode ser assimilada ao que é visto, porque, na sombra, nada pode ser visto.
Igualmente, o amor, mesmo se a ele tiver ali aderido (como vocês têm feito nesta época) alguns epítetos ou qualificativos, não é, de todo, senão limitado aí, ainda uma vez, pelo conjunto de crenças recíprocas e de significados comuns atribuídos a essa palavra.
Assim, o simples fato de pronunciar a palavra ‘amor’ vai induzir, na consciência do ser, nas células, na fisiologia, certo número de elementos, oriundos então de crenças recíprocas e de experiências mútuas, jamais permitindo se aproximar do ‘absoluto’, isto é, do que está além da projeção, da aparência e das crenças.

***

Neste canal, como em outros, uma série de expressões foi encontrada a fim de suplantar esse déficit de significados, esse déficit do absoluto.
Por exemplo, a luz se torna a ‘Luz Vibral’, para bem diferenciá-la da luz do dia que é vista pelos olhos, da luz do Sol que é captada pela pele (e às vezes pelos sentidos, mas que é uma luz projetada) e, portanto, jamais dando acesso ao absoluto.
Assim então, o qualificativo de Vibral deixou entender que era possível viver uma Luz que seria então ‘não visível’, no sentido comum, ‘não perceptível’, no sentido comum, mas que o qualificativo seria Vibração: Luz Vibral.
O Amor mesmo em sua linguagem corrente, para diferenciá-lo do amor clássico, do sentido comum, foi denominado, por exemplo, ‘amor incondicional’, significando, assim, que o amor, por definição, é condicional.
Outras palavras foram (e outras expressões foram empregadas), para qualificar este Amor sem ali colocar a condição de ser ‘incondicional’, por exemplo: Fluidez, Unidade, Graça, Atração e Ressonância.
O Conhecimento participa do mesmo processo.

***

Muitas vezes o humano confunde o conhecimento aprendido com o verdadeiro Conhecimento, negligenciando, assim, a própria etimologia e a raiz do sentido primordial da palavra.
Aí também se encontra uma ‘armadilha’, é que a raiz, tal como é admitida, jamais reenvia à origem primordial, real, da palavra.
Assim, portanto, as palavras se tornam então portadoras de uma Vibração, de um sentido, de uma crença, bem diferentes do seu sentido dito primeiro.
Desse modo, falar de luz não é a Luz.
A Luz Vibral não é a luz do dia, mas é uma Luz que não pertence a este mundo, então invisível aos olhos deste mundo.
Remontando, por exemplo, às palavras comuns e frequentemente ultilizadas, nos séculos passados e presente, se nós tomarmos, por exemplo, a palavra ‘religião’, a origem latina envia-os a ‘religare’, ou seja, a capacidade para religar: a religião, então, conecta o homem com alguma coisa.
Isto, no sentido que dá para ver, e para saber, e para compreender, ocultando, assim, a Vibração da palavra anterior à religare e do latim, que é ‘religio’, não tendo mais nada a ver com o latim, não tendo mais nada a ver com o sentido de religar, mas cuja raiz, oriunda do silabário original, do sumério, quer dizer simplesmente ‘agrupamento'.
Assim, passamos de um sentido adotado da religião e de ser ‘religado’, a uma noção, muito mais banal, que os reenvia preferencialmente a uma noção bem longe do sagrado e bem longe de uma dependência qualquer.
Todas as palavras, sem exceção, foram construídas dessa maneira, pois aqueles que criaram (se tanto é que podemos falar de criação) uma linguagem, nesta Matriz, conhecem, bem mais do que o humano, a capacidade para Vibração das palavras, conectando-os, além do sentido comum e além da crença, com a origem Vibral, significando, frequentemente, exatamente o inverso do que acredita o ser humano.



É preciso então suplantar as palavras.
Ora, o conhecimento exterior é baseado nas palavras que são lidas e aprendidas.
Elas se apoiam então, hoje ainda mais do que na minha época, unicamente em uma crença e na validação de uma crença, aplicável e reprodutível, eu lhes garanto, nesse mundo, mas não em outros lugares.
Obviamente, o ser humano, evoluindo nesse mundo, encontra isso plenamente suficiente para explicar a realidade, para agir sobre a realidade e modificar esta realidade.
A grande diferença é que o sentido primordial, o sentido Vibral, é bem diferente desse que foi implantado pela educação, pela observação, pela ciência e mesmo pela religião.
Eu lhes falo disso porque é algo de que eu tomei consciência muito jovem.
Vocês irão reparar, aliás, que a maioria dos seres que vivenciaram estados, ditos ‘místicos’ ou Unitários (para adotar a linguagem de hoje), estava sempre questionando o próprio sentido da Consciência.
Eu não fui exceção à regra.

***

Eu expliquei, em uma das minhas primeiras vindas neste canal, o que aconteceu no momento em que eu alcancei o verdadeiro Conhecimento.
Conhecimento que, eu lhes recordo, pode ser decomposto em ‘co’ e ‘nascimento’, isto é, ‘nascer com’.
Mas a palavra ‘nascimento’, em si mesma, eu lembro a vocês, em sumério, quer dizer a ‘negação da Essência’.
Portanto, nascer, neste mundo, é tornar-se a própria negação do que se é.
Paradoxo.
E tudo os remete, inexoravelmente (mas minha proposta não está aí) tudo irá remetê-los, inexoravelmente, a esta noção paradoxal.
Eu poderia multiplicar os exemplos ao infinito sobre as palavras extremamente correntes.
O objetivo é, simplesmente, levá-los a um grande ponto de interrogação, eu não diria a uma angústia existencial, mas, bem mais, ao próprio sentido da experiência da vida humana, voltada então para um exterior, considerada a única realidade.

***

Então, é claro, durante a busca dita espiritual o ser humano vai aplicar os mesmos preceitos, permitindo-lhe apreender o seu ambiente, para a sua busca dita espiritual.
Mas esta busca é um ‘movimento’.
Como eu expressei, durante a minha primeira vinda neste canal (1), a descoberta da verdade é um ‘não movimento’ e, portanto, uma ‘não busca’, mas sim uma interrupção de tudo o que é exterior.
Então, obviamente, de acordo com os séculos, isso pode se denominar contemplação, misticismo, prece, meditação.
Ainda é preciso que esta contemplação, esta busca, este misticismo, esta prece, esta meditação tenha apenas o objetivo de ‘parar’ o movimento de busca, mas, de preferência, de algum modo, (como lhes disseram seres que vivenciaram o despertar, particularmente durante esse último século que passou) a suspensão e a parada do tempo.
A saída do tempo permite encontrar a Verdade e esta Verdade é conhecimento.

***

Assim, portanto, é preciso, antes de qualquer coisa, ‘integrar’ esse paradigma que é, enfim (e como, aliás, lhes disseram muitos sábios ou despertos) que não há nada para buscar por que tudo já está aí.
Sim.
Mas o problema é que o ser humano abre os olhos e não vê nada.
Certamente, não há nada para ver.
Como as primeiras camadas que são tocadas nos espaços, ditos Interiores, são as camadas das crenças, as camadas do inconsciente coletivo (denominadas também ‘astral’ com suas diferentes tonalidades que vocês qualificam de boas ou de más), mas essas são apenas ainda camadas em movimento.
A projeção, a exteriorização, a vida nesse mundo é uma ‘projeção’.
E então encontrar outro mundo necessita da parada de toda projeção e de todo movimento.
Há um mecanismo, além da consciência humana, presente em todas as consciências, e é aí onde eu desejo chegar, e em particular na consciência de Gaïa, de Urântia, a Terra (ou Teras ou Uras, segundo as suas diferentes denominações).

***

Os mecanismos da consciência, passando de um estado a outro, acompanham-se, sempre e sistematicamente, de uma noção de ‘reversão’.
Quem diz reversão, diz parada de movimento para partir de novo em um sentido diferente.
A Terra, como vocês sabem, nesta época, muda de direção.
Ela gira ao redor do sol com algumas características precisas.
A passagem da consciência do mundo exterior para o mundo Interior, para a humanidade, agora, na sua totalidade (já que é exatamente disso que se trata nesse momento), passa, aí também, por uma parada de movimento e por uma reversão, e por um movimento partindo em outro sentido, como já lhes foi assinalado por vários profetas.
O sol irá nascer do lado oposto ao que ele nasce hoje.
 Lembrem-se também de São João: as estrelas não estarão mais nos mesmos lugares no céu.
É esta época que vocês vivem.
Se a aparência e o exterior mudam, isso reflete, inexoravelmente, uma mudança Interior.
Essa ‘mudança Interior’ é aquela que vocês vivem também na sua própria consciência.
Esta mesma que, hoje, segundo o seu caminho, irão colocá-los frente ao que eu denominaria questionamentos e interrogações ‘novos’.
Há, de fato, uma perda de sentido e de referência que é indispensável para passar de um estado a outro.

***

O que acontece nos mundos Unificados é que a passagem de um estado a outro, de um lugar a outro, ocorre segundo as ‘leis da Unidade’, ou seja, com FluidezGraça e facilidade.
O mundo da Dualidade, este em todo caso, é um mundo de oposições, de ação/ reação, de ‘atrito’, se vocês preferirem, para empregar um termo físico.
A passagem do estado exterior para o estado Interior, da Dualidade para a Unidade, é precedida, obviamente, por atritos, atritos cada vez mais importantes em meio à consciência do humano.
Isso, muitos seres humanos vivenciaram no final do ano passado: rituais de Passagem, de Abertura.
Hoje, é a Terra que vive isso, com mecanismos de atrito, de aquecimento, como vocês observam, em vocês, aliás, como no exterior de vocês.
Há mesmo os Arcanjos cuja função é a de assistir, de algum modo, para efetuar essa Reversão nas melhores condições.
A grande vantagem é que a consciência humana, se ela ainda desejar, tem ainda a possibilidade de viver essa Reversão, nela, antes que a consciência da Terra e a própria Terra a viva, a fim de limitar as forças de atrito e de oposição.
Esse caminho, que vários seres humanos começaram a seguir (para os mais antigos, para os primeiros, desde 1984), vai crescendo.
Um número de calendários, aliás, antigos, explicam isso perfeitamente.
Vocês entram, desde o início deste mês de março, em um mecanismo de ‘aceleração’, não linear, mas logarítmico, exponencial, de qualquer forma, se vocês preferirem, mas bem mais intenso.
Portanto, as faculdades de adaptação a esta aceleração serão em função das capacidades de cada humano para deixar o movimento ocorrer sem resistir.
Isso participa, inegavelmente, do que o Arcanjo ANAEL chamou de Abandono à Luz.
Mas, hoje, eu diria que é principalmente um Abandono à transformação, ainda por cima.
Mas a transformação é procedente da Luz.

***

Assim, dentro das circunstâncias da vida de vocês (que elas lhes sejam pessoais, próximas ou que elas sejam planetárias como é o caso atualmente), das suas capacidades para Fluidez, das suas capacidades para ir ao sentido do movimento que, eu os lembro, é uma Reversão, resultará a sua facilidade para viver essa mudança.
Nunca é muito tarde para começar.
A Graça é acessível a todos.
Não há qualquer condição de idade, de saúde, de karma, de conhecimento exterior, que possa se opor a isso.
Vocês são então convidados, hoje, a ir ao sentido do ‘movimento’.
Esse movimento que precede, acelerando-se assim, a última Reversão.
De fato esta aceleração do movimento, em um sentido, é uma parada do outro sentido, do outro ‘ponto de vista’.
Dessa forma, a consciência humana encontra-se confrontada, não mais com as suas próprias oposições, com as suas próprias Sombras, mas com uma ‘mudança’ à qual ela está submetida.
Quer tivesse consciência, conhecimento ou não.
É nesta última etapa da Terra que o humano tem a capacidade e a chance finais para poder seguir esse movimento, mas, para isso, é preciso aceitar o movimento, para isso, é preciso não entrar, aí tampouco, em oposição ao que reclama o movimento da Terra, onde quer que vocês estiverem.
Há então, de algum modo, uma ‘conexão’ a restabelecer.
Esta conexão, este alinhamento é o que vocês vivem para aqueles de vocês que vivem as Vibrações.
É também o que expressou a minha Irmã NO EYES ou ainda SNOW, em relação à sua capacidade para estar vivo, para estar plenamente vivo.
Este ato de estar ‘plenamente vivo’ não é algo em função de uma idade, de um estado de saúde ou de crença, mas, bem mais, de um impulso da alma e do Espírito para se manifestar de uma forma ou de outra.
Mais do que nunca, a consciência humana é levada a acompanhar o movimento.
Para alguns de vocês isso pode representar um desafio, uma abnegação nova, uma confiança total no movimento.
Frente a esse movimento, é claro, uma série de medos, inerentes, pode aparecer.
Como o medo do desconhecido, medo de mudança ou medo da morte.
Esta etapa aí, a consciência humana individual e coletiva passará necessariamente por esse ‘choque’ (como foi denominado por SRI AUROBINDO),o “choque da humanidade”.
E é agora.

***

É um momento em que o que pertence a projeções exteriores será ameaçado, induzindo então reações, oposições, temores, medos que serão, obviamente (como lhes disse o Bem-Amado João), superados, integrados, a fim de viver a aquiescência, a aceitação do movimento e da Reversão.
Existem exercícios muito simples para ver e apreciar, de algum modo, as suas capacidade para aceitar o movimento.
Simplesmente, imaginando (e o mental é muito bom para isso), por exemplo, que vocês perdem a casa, a mulher, o marido, o filho, a posição, as chaves do automóvel (qualquer coisa que lhes era útil em sua projeção exterior), e apreciar a projeção do mental nessas reações emocionais que ela vai induzir.
E isso é apenas uma projeção.
Isso já irá lhes permitir antecipar o que acontecerá no nível coletivo.
Em suma, como lhes dizem os grandes neófitos, vocês estão prontos a perder tudo para ganhar tudo?
Vocês estão prontos para morrer a fim de viver?
Vocês estão prontos, de alguma forma, para ter confiança na Vibração que os anima, para a maioria de vocês que me escuta e que me lê?
Vocês estão prontos para confiar na vida?
Pois é bem disso que se trata.
Não a sua vida, oriunda das crenças, das suas próprias projeções (e das nossas quando nós éramos vivos nesse mundo), mas na ‘vida eterna’, ilimitada.
É ainda tempo eu penso, se vocês permanecem ainda nas atividades mentais, de se colocarem essas questões.
Lembrem-se de que são apenas ‘projeções mentais’.
Mas essas simples projeções, para alguns de vocês, poderão desencadear reações violentas, corporais, fisiológicas, emocionais, psicológicas.
Isso lhes dará uma ideia do que vocês terão que viver, onde, o dado momento, real e não mais projetado, chegará nesta projeção do mundo.

***

Lembrem-se de que vocês não poderão superar o medo combatendo-o.
E isso, o Bem-Amado SRI AUROBINDO lhes expressou perfeitamente analisando as etapas sucessivas que vivem a consciência humana, individual e coletiva, frente ao que eu denominaria um ‘mecanismo geral de adaptação’ necessário.
A diferença entre os mundos Unificados e o mundo da Dualidade é que, nos mundos Unificados, quando nós passamos de uma Dimensão a outra, jamais há, não só, interrupção, mas nós sabemos, precisamente, aonde nós vamos, a Dimensão em que nós estamos, o Universo aonde nós vamos.
Isso que está longe de ser o caso na consciência da Dualidade.
Existe, portanto, nesse nível, um ‘desafio’, e esse desafio pode ser transcendido unicamente pelo Coração, cujo próprio reflexo, em meio a este mundo projetado, é exatamente a Vibração vivenciada nas Coroas, nas Lâmpadas, nos chakras, nos plexos, quaisquer que sejam os nomes que vocês lhes derem.
Há ‘marcadores’, marcadores Vibratórios, aí também, perceptíveis no nível dos sentidos: o som da alma, os coros dos Anjos, o som do Espírito.
Há também a capacidade para experimentar a paz, a serenidade, a Alegria, independentemente de qualquer circunstância Interior ou exterior.
Não se trata então de um estado de humor, mas, sim, de um ‘estado de Ser’, profundamente diferente até mesmo do que pode ser experimentado em meio a um estado de satisfação ou de prazer, qualquer que seja a origem.
Existem então muitos marcadores na consciência humana individual, coletiva, que, hoje, se instalam sob o seu olhar, sobre a sua consciência, sobre sua experiência, confirmando, assim, que o que acontece no Interior acontece também no exterior.

***

Tudo isso para lhes dizer, e vocês o compreenderam, que o conjunto da humanidade encarnada está à beira de um basculamento sem precedente que é o nascimento para a Eternidade.
Então, é claro, o mental, há muitíssimo tempo, apreendeu-se do conceito de Amor e de Luz para transformá-lo ao seu gosto que é sempre um gosto ou um ato de apropriação, ao passo que o que vem é tudo exceto apropriação.
A única maneira de viver, aquiescendoaceitando, situa-se no nível do Coração, do Coração Vibratório, no Interior.
É nesse sentido que MARIA os convidou, já há duas intervenções, para irem para o ‘essencial’, para dedicarem tempoAtençãoIntençãoenergia, ao seu Interior, pois não haverá mais o exterior, não duvidem.
Então, é claro, aqueles que tiverem apenas uma existência externa, não irão saber sequer que existe uma interna, exceto se tiverem a oportunidade de reencontrar uma Consciência humana que vive já no Interior e que pode surgir para colocar boas questões e abrir canais corretos de recepção.

***

A maioria dos elementos, permitindo-lhes viver o que é para viver, foi anunciada há muito tempo.
Mas o que é anunciado é uma coisa.
É outra coisa vivê-lo, não é?
Ainda uma vez, a única preparação, agora mais do que nunca, é Interior e exclusivamente Interior.
Cabe a vocês, então, neste período em que o movimento exterior se acelera, aproveitar esta chance, porque efetivamente o Interior se torna acessível cada vez mais facilmente.
Assim, portanto, o que eu venho lhes dar são, simplesmente, elementos permitindo refletir com calma.
O que é que vocês buscam, realmente?
 Sabendo que estando neste mundo, hoje, encarnados (seja qual for a idade, a função), é algo que vocês escolheram, livremente.
Eu não falo da encarnação, de maneira geral, mas eu falo da circunstância específica da sua encarnação nesse momento.
Há então, em vocês, todas as possibilidades para encarar e entrar no Interior de vocês mesmos.
Não existe qualquer obstáculo a não ser vocês mesmos e, sobretudo, não exterior.
Aí está o que eu queria lhes dar sobre o próprio princípio do que está em curso na consciência humana coletiva e individual e na consciência da Terra, e nos fatos.
É então um convite para sempre mais interioridade.
Este convite não deve ser concebido como uma busca, eu penso que vocês compreenderam isso, mas, bem mais, como uma revelação, no ‘instante’, do seu presente.
Parar o tempo, como lhes foi descrito por vários sábios.
Irmãos e Irmãs nesta consciência encarnada, se houver, para mim, a possibilidade de seguir mais adiante nas palavras explicando, à minha maneira, o que vocês vivem e como vivê-las, e se eu puder ali colocar outras palavras, então eu posso tentar fazê-lo.
Se vocês tiverem tempo para dialogar.

***


Pergunta: se as palavras foram manipuladas, como então falar agora?

Bem, justamente, cale-se.
Esse silêncio é indispensável.
Não é unicamente o silêncio das palavras, é também o silêncio de tudo o que é exterior, é o mesmo silêncio.
Vocês ficariam surpresos ao constatar o efeito das palavras, mesmo as mais magníficas dentre elas, quando elas são percebidas sob forma de ‘ondas’, do que nós percebemos do seu mundo (que era o meu, mas que, hoje, é seu, já que vocês ali estão).
Simples palavras, portadoras de sentido intenso, de que eu falei, como Amor e Luz, têm efeitos de ondas totalmente opostos ao que vocês creem.
Resumindo, isso significa que a solução jamais estará nas palavras, mas na Vibração, que está além das palavras.
Eu vou tomar um exemplo que é muito simples.
Em um primeiro sentido lógico de uma palavra há, inicialmente, a sua experiência, a sua representação, a sua compreensão.
Em um segundo momento, vem a representação, a compreensão e a experiência de uma forma de consciência coletiva denominada ‘inconsciente coletivo’.
Em um terceiro momento, vem a Vibração falsificada, mas vocês têm a possibilidade, se vocês entrarem no seu Coração, de se desvencilhar até mesmo do sentido primeiro e do sentido segundo das palavras a fim de que a palavra não seja portadora da Vibração que vocês portam (ou que porta o mundo), mas que a palavra seja portadora, unicamente, da Vibração do seu Coração e então da Essência, além do próprio sentido, primeiro ou segundo ou falsificado.
Naquele momento, eu poderia, pela Vibração, empregar uma palavra no oposto do sentido comum, mas que portaria e que irá portar uma Vibração totalmente ‘dissociada’ do sentido primeiro da palavra ou da Vibração da pronunciação da palavra.
Eu poderia, por exemplo, dizer uma blasfêmia e essa blasfêmia seria dissociada do seu sentido e da sua Vibração, mas seria, entretanto, o ‘vetor’ da Vibração do meu Coração.
É o sentido além da palavra.
É assim que se estabelece a comunicação de Coração a Coração.
Ela transcende a palavra.
Eis o sentido do meu “cale-se”.
É dissociar, de qualquer modo, o sentido primeiro, o sentido segundo e o sentido falsificado, da ‘realidade’ Vibratória que, ela, tem apenas que dar palavras, ilustradas, aliás, como um dom do Espírito Santo pelos discípulos de CRISTO.
Falar ‘em línguas’ é o melhor exemplo: o sentido não está na língua, o sentido não está no agenciamento, mas em uma Vibração que está totalmente dissociada dos três sentidos de que eu venho falar.
É isso que vocês precisam encontrar através da fala ou das palavras.

***


Pergunta: podemos nos comunicar unicamente com a Vibração, no silêncio?

É exatamente o que é mais recomendado e recomendável a partir de hoje.
O importante não é o sentido das palavras e a Vibração da palavra, mas, efetivamente, a Vibração que é levada do Coração, diretamente, do ser que as pronuncia.
E aquele cujo Coração está aberto, que recebe essas palavras, não busca o sentido das palavras, nem primeiro, nem segundo, nem falsificado porque ele capta, além das palavras, a ‘essência’ diretamente do Coração.

***

Não temos mais perguntas, nós lhe agradecemos.

***

Irmãos e Irmãs humanos encarnados, além das minhas palavras, o Amor e o Coração fazem apenas Um.
Assim, o meu Amor e o meu Coração fazem apenas Um com o seu Amor e o seu Coração.
Talvez até breve, com Amor.



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1 - HILDEGARDA DE BINGEN (25.10.2010 e 06.11.2011):

***

(Publicado em 16 de março de 2011)

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Tradução para o português: Zulma Peixinho


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