NO EYES - 29 de abril de 2011 - Autres Dimensions

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- Intervenção da Estrela VISÃO - 

“A clarividência ou a falsa visão, a visão interior, emprega também processos ligados ao som. Esse som não é o som da alma, mas um poder da alma denominado telepatia. A telepatia recorre à Ilusão denominada Prometeica ou Luciferiana. Ouvir no Coração não é ouvir por telepatia. A telepatia passa pelo cérebro e jamais passará pelo Coração. A partir daí vocês irão compreender como aqueles que manipulam a Ilusão, em meio mesmo ao seu confinamento (que foi o meu também), através de imagens projetadas sob forma de hologramas, através de ondas telepáticas, poderão manipular inteiramente a evolução espiritual da humanidade, a fim de desviar o homem do seu Coração, onde está situada a verdadeira Visão.”

ÁUDIO mp3 ORIGINAL:


~ Visão exterior, Visão interior e Visão do Coração ~

Eu sou NO EYES. 
Irmãos e Irmãs no meu Coração, que a Graça nos preencha.
Eu retorno a vocês a fim de expressar e completar, enquanto Estrela da VISÃO, uma série de elementos complementares sobre o que eu falei, há algumas semanas (1).
Eu vou falar, hoje, da visão exterior, da visão interior e da visão do Coração.
Conforme UM AMIGO lhes disse, há algumas semanas, o eixo falsificado está ligado à Visão (Vision) e à Atração (Attraction).


Nós vamos, juntos, tentar prosseguir nesse caminho para compreender em que a substituição do eixo AL - OD, pelo eixo VISÃO - ATRAÇÃO, pôde propiciar um aprisionamento, um confinamento e uma ilusão. 

***


Convém, entretanto, em um primeiro momento, compreender que o confinamento simplesmente consistiu em privar o ser humano do acesso aos seus outros corpos, às suas outras Dimensões, de alguma forma, da sua filiação com o Grande Espírito ou com A FONTE.
Esta privação, de certo modo, criou, desde algum tempo, uma situação onde o ser humano se viu desprovido de uma série de sentidos e onde outros sentidos foram privilegiados, permitindo evoluir sobre este mundo, privado do essencial.
Este essencial foi substituído por uma elevação nos sentidos comuns, denominados visãotatopaladaraudição e olfato, que permitiram, em meio a este confinamento, encontrar meios de atravessar esta etapa, identificando o que incidia, justamente, nos sentidos. 

*** 

Como vocês talvez saibam, o olho humano é certamente um dos órgãos mais aprimorados.
O olho está em relação direta com o cérebro.
Tudo o que impressiona o ser humano, tudo o que imprime o ser humano, vai ocorrer através, é claro, dos seus cinco sentidos.
O primeiro desses sentidos é, obviamente, a visão, que vai permitir definir e, sobretudo, memorizar o que vocês veem.
O fato de eu não ter tido a oportunidade de ver na minha última vida foi, no entanto, algo necessário para estabelecer a Visão do Coração e a minha capacidade para ter esta visão Interior, também, bem mais precisa do que a visão exterior ou do que a vida comum. 

*** 

Em meio às Dimensões Unificadas, todas as percepções se fazem pela própria Vibração.
Nesses Mundos Unificados, onde a criação é instantânea, a visão não é limitada por um órgão, mesmo o mais sutil.
A visão está diretamente conectada com uma percepção Vibratória global, que recorre a outra coisa que um órgão, como o olho, mas a uma capacidade que eu denominaria, se vocês bem o desejarem, na falta de outra palavra, para ressonância, aplicando, da mesma forma, o emprego da lei de atração e de sincronia, permitindo, usando a orientação, não mais dos sentidos, que não existem, mas da Vibração ou da percepção, criar, na sua vida, o que é necessário à Consciência, para mover-se, para percorrer os mundos, os universos, os multiversos, as Dimensões, bem além dos limites de uma forma, seja ela qual for. 

*** 

O olho é o sentido da orientação, muito mais do que o paladar, o olfato ou a audição.
O olho é o que vai captar e transmitir, de algum modo, a Vibração.
Estando em contato direto com o cérebro, ele vai, de certa forma, ser o espelho que deforma ondas densificadas (chamadas de 3ª Dimensão) aparecendo como fixas em meio a uma forma, a uma cor, a um deslocamento.
A imagem que se é deixada ver, não é a realidade.
Nisso, a maior parte dos ensinamentos, muito antigos, aí focalizou.
A característica do olho é a de definir, justamente, algum significado.
Em primeiro lugar, um senso de estética.
Este senso de estética, por si só, vai ser responsável, justamente, pela atração.
Esta atração vai fazer com que o ser humano, servindo-se do seu olho, seja atraído por tal forma, por tal cor, por tal movimento, seja através do sexo oposto a encontrar, de um lugar, de um elemento da natureza ou seja do que for existindo na superfície deste mundo.
O olho possibilita então dirigir-se exteriormente, para definir, em relação a imagens e conceitos, o que permite orientar-se, para definir um senso de estética que seja próximo e próprio da pessoa.
O olho é, de algum modo (e isso corresponde perfeitamente à sua constituição), impressionável.
Esta noção de impressionável virá através dos sinais elétricos e químicos, localizando-se no cérebro, sobre zonas que são áreas de projeção da visão.
Portanto, o que o olho vê não é a verdade, mas uma gama de frequências bem conhecida, indo desde as cores chamadas de baixa frequência no espectro do arco-íris, até a cor de frequência mais alta.
Dessa maneira, a definição das formas, das cores, dos deslocamentos, vai permitir uma identificação da imagem quase que exclusivamente por isso.
Quando vocês olham uma árvore, há uma imagem que se cria, que é denominada visão, mas que, de fato, é apenas uma representação de um comprimento de onda no cérebro.
O problema desta imagem é duplo porque é um problema.
O primeiro dos problemas é, justamente, jogar com um conceito de atração, que se fia na imagem e de modo algum na realidade ou na verdade da própria Vibração, já que a gama de vibrações às quais é sensível o olho, é extremamente limitada.
Portanto, é muito mais fácil apaixonar-se por um corpo que é visto, do que por um corpo, por exemplo, que se poderia senti-lo com o nariz ou com o sentido mais sutil.
O olho é condicionante e limitante.
Ele está em relação direta com uma representação que, ela mesma, é oriunda da sua própria experiência de vida.
Dessa maneira, uma forma, uma cor, vai ser agradável ou desagradável, sem, no entanto, poder definir a causa

*** 

Este eixo da VISÃO e da ATRAÇÃO funciona estritamente nesse princípio.
Desse modo, o ser humano, confinado, não é mais guiado pela sua ATENÇÃO e pela sua INTENÇÃO, mas pela própria sugestão da imagem que vem desencadear açõesreações, por impressão agradável ou desagradável.
O olho é então o que permite o confinamento, porque, se não houvesse imagem e impressão, não poderia existir qualquer crença, absolutamente nenhuma.
Eu vou tomar um exemplo específico para vocês, do ocidente.
Para nós, o Grande Espírito Indígena é o Todo, A FONTE.
Ele não é representado por uma forma.
Na religião ocidental que prevalece, o cristianismo, o salvador exterior é representado sobre uma cruz, pregado.
A cruz, e antes mesmo da presença de CRISTO sobre esta cruz, é o primeiro símbolo do cristianismo já que é um símbolo comumente usado pelos católicos ou cristãos.
Há então uma identificação com uma imagem.
Esta imagem, é claro, não corresponde a qualquer realidade, a qualquer verdade, exceto à indução, por impressão, de uma crença.
O que vocês denominam, no seu mundo, publicidade, funciona exatamente da mesma maneira que é a de desencadear, através de uma imagem (às vezes também pelos sons, é claro, mas, naquele nível, a imagem é bem mais potente do que o som), a de provocar uma atração, uma adesão para a publicidade e para uma compra.
Mas, para as crenças religiosas, a adesão cega, é o caso de dizê-lo, a uma série de elementos denominados dogmas, recorrendo à fé, sem ter a capacidade para verificar a verdade ou a realidade. 

*** 

O olho está então fundamentado, diretamente, na sedução desta impressão.
Aliás, mesmo em meio a várias tradições, o olho é maquiado, é revestido de atrativos, para atrair, por sua vez, o olhar, a fim de seduzir.
O olho é a ferramenta mais perfeita da falsificação do Éter, já que o olho se baseia na transparência do Ar para apreciar, para ser atraído, para ser impressionado e ser seduzido por uma imagem, independentemente de qualquer suporte Vibratório, porque a Vibração da árvore, evidentemente, não é a imagem da árvore. 

***

Esses mecanismos de visão exterior conduzem o conjunto da vida da humanidade, como do ser humano, sem qualquer exceção.
Este olho vai então ser extremamente condicionante, através mesmo das memórias do que foi vivenciado, já que tudo o que foi vivenciado, e sobretudo visto, vai ser impresso no cérebro e vai servir, mesmo a esse cérebro de base, de referência a qualquer ação, a qualquer reação.
Então, alguns elementos podem ser arrebatados, analisados e compreendidos.
Mas existem, no nível da visão, mecanismos da visão exterior que estão abaixo da capacidade consciente do ser humano.
E daí provém, de fato, toda a Ilusão.
Uma vez que o olho, sendo impressionável, vai ser capaz de veicular, sob o próprio domínio da Consciência, informações sem relação com a Vibração original, mas destinadas a orientar, vocês entenderam, o comportamento e a ação do ser humano em um sentido.
Esse sentido está sempre ligado a uma ação/reação.
O melhor exemplo que vocês poderiam encontrar está nas imagens criadas no cinema, na televisão, nas publicidades que buscam atrair o olhar, a fim de que o que é visto possa ser impresso no cérebro e desencadear uma reação, inconsciente, de compra, de adesão ou de sedução. 

*** 

O olho, denominado sentido essencial, neste mundo, é a ferramenta fundamental da execução dos planos da falsificação.
Eu não vou voltar aos símbolos de algumas sociedades, que justamente controlam o mundo e que certamente utilizam o olho.
A visão exterior não é, portanto, o reflexo da verdade.
Ela é apenas uma imagem disfarçada visando desencadear uma adesão, uma crença, uma compra, uma sedução.
Vocês todos conheceram isso através da sedução de um ser próximo, do reconhecimento de um filho, baseando-se unicamente no que é visto

*** 

Esse mecanismo da imagem é, evidentemente, o que afasta mais do mistério da Vibração, já que, como vocês sabem, o seu idioma, em todo caso neste país, francês, corresponde ao que foi denominado linguagem dos pássaros, ou seja, que mesmo no som de uma representação, vocês têm vários significados.
Uma imagem, por exemplo, corresponde a IM, ao mistério, transformado pelo mago, e então a invertendo e permitindo assim desencadear uma ação de adesão ou de sedução ou de atração, bem diferente da Verdade. 

*** 

A visão exterior irá funcionar sempre e sempre, assim.
Nas lembranças do ser humano, nos fenômenos da memória, há emoções.
Essas emoções são sempre acopladas a odores, a sabores, mas, sobretudo, e antes de tudo, a imagens.
São as imagens que são, acima de tudo, responsáveis pelas mágoas do ser humano.
Não é o sentimento, não é o afeto, é a imagem que vai induzir a emoção, o sentimento, e não o contrário.
Portanto, a imagem os aprisiona em uma cadeia lógica de ações e de reações, frequentemente emocionais.
De vez em quando irá se tratar de um imaginário mental que, em todo caso, é uma representação alterada da Verdade, construída pelo cérebro e restringindo, de algum modo, qualquer acesso à Visão do Coração. 

***

Eu falei, há algumas semanas, da diferença entre a visão dos olhos e a Visão do Coração (1).
Eu vou introduzir hoje, se vocês quiserem, um terceiro termo, denominado visão interior, porque muitas coisas foram ditas, de maneira, aí também, desviada, em relação a esta visão interior.
O que é chamado de clarividência, de imagem mental, de visualização, esta visão Interior não é absolutamente a Verdade.
Ela é, ela também, uma imagem disfarçada da Verdade.
Então, é claro, o ser humano, mesmo no seu período de sono, tem visões.
Nesses processos de despertar espiritual, existem também fenômenos chamados da visão, a percepção visual com imagens construídas da mesma maneira do que o que é visto com os olhos.
Às vezes, essas imagens não têm o suporte de uma imagem vivenciada com a visão exterior, mas representam uma forma de originalidade, onde noções de transparência, de cores diferentes, de formas diferentes podem aparecer.
A visão interior está diretamente conectada com o terceiro olho.
Trata-se de uma visão denominada também reptiliana, porque inscrita no próprio princípio da sedução e da Ilusão. 

*** 

A visão interior sempre aparece no caminho daquele que busca a Verdade.
Ela aparece, muitas vezes, no início, como a visão do que é chamado de terceiro olho, que, quando ele se abre, vai dar a percepção de cores, agenciadas de maneiras específicas e, aliás, perfeitamente descritas nos textos antigos, em todas as tradições.
Esta visão interior vai inicialmente subjugar aquele que é o objeto.
Por quê?
Porque se constrói, com os olhos fechados, sobre um olho do meio chamado de terceiro olho, imagens que vão bem além da simples memorização da vivência, mas que, justamente, refletem o acesso ao mundo astral e aos seus diferentes planos, manifestando-se segundo regras extremamente precisas que vão evoluir, primeiramente, sob a forma de pontos luminosos violetas, amarelos.
E depois se seguem movimentos rotatórios, onde o amarelo está no centro e o violeta girando em volta.
Em seguida, é o contrário: o violeta está no centro e o amarelo girando em volta.
Há, naquele nível, assim que isso aparece, a capacidade para ser subjugado por esta visão interior e para criar então uma realidade que não é mais real do que a Ilusão que vocês veem com os olhos, mas que corresponde a um processo perfeitamente identificável.
E depois, gradualmente e na medida do caminho, dito espiritual, vão começar a aparecer formas muito mais estruturadas e, em primeiro lugar, rostos que vão desfilar, e depois cenas, nada tendo a ver com a experiência ou com a memória do que foi vivenciado nesta vida, podendo pertencer a suas vidas passadas ou a universos muito mais bonitos, cujas cores são etéreas, correspondendo, aí também, a visões totalmente ilusórias de criação astral, denominadas Shamballa, por exemplo, mundos astrais, mundos de Luz onde símbolos vão aparecer, cuja transparência e luz são radiantes, aliás, frequentemente traduzidas pelos seus artistas, representando, por exemplo, um objeto físico com uma aura ou uma irradiação no exterior.
A luz não está, portanto, no interior do objeto, mas sim no exterior do objeto.
Existe, naquele nível, a capacidade do ser humano, vivendo isso (chamado de ‘abertura do terceiro olho’), uma capacidade para ser literalmente subjugado pela Ilusão, pois, obviamente, naquele momento, existe (devido a imagens profundamente diferentes daquelas percebidas na visão exterior) uma sedução ainda maior, pelo fato da beleza e da estética dessas imagens.
A maioria dos seres humanos permanece aí.
Algumas dessas imagens têm, aliás, a propriedade de dar imagens correspondendo à trama do futuro.
Então, naquele momento, vocês acabam fazendo como um médium, capaz de ver a trama astral e o futuro, o dele, como o seu ou aquele da Terra. 

***

Esta ilusão vai então ser aceita e integrada como um processo de despertar e de iluminação.
Ora, isso não é verdadeiro.
Isso é apenas o reflexo, sobre um modo mais sutil, da Ilusão desse mundo.
A primeira coisa a compreender é que a Luz nos Mundos Unificados, jamais está no exterior de um objeto, mas no interior do objeto.
Ao passo que a maioria, a totalidade das visões, mesmo de mundos etéreos, ilusórios e quiméricos como Shamballa, era a imagem onde a luz estava no exterior, apresentada sob a forma de aura, de irradiação ou de radiação.
Uma multidão de seres humanos tem sido levada, então, por esses caminhos chamados de Ilusão Luciferiana e ali permaneceu, subjugada pelas visões, pelos poderes, pelas capacidades desse ‘terceiro olho’ para penetrar em espaços desconhecidos da visão exterior, denominada visão interior.

*** 

Desta falsificação da visão interior apareceram conceitos denominados discernimento, denominados visão do bem e do mal, mas que apenas são, aí também, ilusões sobre as quais foram levados muitos seres humanos há mais de um século.
A verdadeira Visão não é esta.
Ela é aquela do Coração.
Visão do Coração nada tem a ver com a visão astral ou com a visão clarividente, porque ela preenche amplamente o contexto da imagem.
A Visão do Coração é uma visão onde a Luz está no interior do que é visto.
A Visão do Coração é a verdadeira Visão.
Ela é aquela que não é alimentada ou subjugada por qualquer atração ou por qualquer senso de estética ou de beleza, mas, sim, pela Verdade da própria Vibração.
Então, o ser humano, por suas crenças, por sua constituição, na maioria das vezes, detém-se nesta visão interior que, para ele, é o mais alto grau da evolução espiritual.
Dali, nasceram as palavras clarividênciadiscernimento, que são apenas falsificações levadas à tela interior do ser humano, novamente uma imagem, reflexo de uma verdade, mas cortada da sua dimensão de Verdade. 

*** 

A Visão do Coração é a Visão da Vibração.
Ela pode dar a visão de formas, ela pode dar uma visão de estética, mas ela não é vista pelo terceiro olho, ela é vista pelo olho do Coração.
A Visão do Coração é a visão do que eu denominaria, e do que foi denominado, parece-me, mundo imaginal, o mundo dos arquétipos, feito de estruturas geométricas, mas, sobretudo, um objeto onde uma consciência está em uma forma Luminosa.
Não há luz no exterior, porque tudo é Luz no interior, e somente a especificidade ou a tonalidade da Consciência ou do objeto vai aparecer como diferente da tonalidade da Luz global.
Ao passo que, neste mundo, os objetos que vocês veem (quer seja na visão interior ou na visão exterior) estão literalmente iluminados do exterior.
Tentem ver, com a visão exterior, algo que está no escuro.
Vocês nada vão ver.
Enquanto que, na Visão do Coração, tudo é branco, tudo é Luz e, nesta Luz, existem outras Luzes.
É exatamente o negativo e o positivo.
A visão interior foi utilizada através de bom número de elementos, perfeitamente estratégicos e ordenados e pensados para afastá-los do Coração.
Assim, há realmente uma ilusão, arrebatando-os (pelo fato de verem esta luz na tela da visão interior e de conceber esta luz como a verdade absoluta), afastando-os sempre, e ainda mais, da Visão do Coração. 

*** 

Os conceitos que foram anexados a esta visão interior, as palavras como clarividênciadiscernimento, se formos além da minha própria civilização indígena e se debruçarmos nos escritos muito mais antigos, particularmente na Índia, foram referidos, é claro, desta possibilidade do terceiro olho, desta possibilidade de visão interior pertencendo aos poderes da alma, e então foi dito, em muitos textos, que precisaria se salvar bem depressa quando esses processos aparecessem.
Isso corresponde, ponto por ponto, também, ao que SRI AUROBINDO, que foi o Bem-Amado João, descreveu como os chamados que serão marcados na testa.
A testa não é o Coração.
A testa não é a Coroa Radiante da cabeça.
Ela é o seccionamento da Coroa Radiante da cabeça, através do confinamento no Fogo do ego, o Fogo Luciferiano, Prometeico, afastando-os do Fogo do Coração.
Muitos seres humanos foram então subjugados pelo que foi apresentado, por diversas escolas de iniciação, falando justamente da clarividência, da intuição

*** 

A intuição faz parte da Ilusão Luciferiana.
O Coração não tem que ser intuitivo.
O Coração vê a Vibração.
Ele não está no discernimento já que o discernimento é discriminante entre o bem e o mal.
A Visão do Coração situa-se além do bem e do mal.
Ela engloba os dois.
Ela não pode discriminar já que não há, de um lado, a Sombra e, do outro lado, a Luz.
Há a Luz por toda a parte, em diferentes estágios de revelação.
A Visão do Coração é isto.
Ela não pode julgar, ela não pode discriminar, ela não pode então manifestar qualquer intuição porque ela é a visão da Unidade e da Luz, onde tudo, ainda uma vez, é apenas Luz mais ou menos revelada, mais ou menos desvendada, mas a Sombra não pode existir em meio à Luz e à Unidade.
Portanto, ver a Sombra, especificidade do olho humano, em sua visão exterior e em sua visão interior, simplesmente não existe na Visão do Coração.

***

NO EYES, justamente, eu o fui, porque a ausência de olhos me privou dessa visão exterior e dessa visão interior.
Eu tive acesso apenas à Visão do Coração, permitindo-me passear de mundo em mundo, mesmo no plano físico, e ali ver a realidade, além da aparência da imagem, porque eu não podia me fiar em uma imagem, mas, efetivamente, em uma Vibração e, tampouco, em uma representação construída em função de afeições, de emoções e do mental.

***

A clarividência ou a ‘falsa visão’, a visão interior, emprega também processos ligados ao som.
Esse som não é o som da alma, mas um ‘poder da alma’ chamado de telepatia.
A telepatia recorre à Ilusão denominada Prometeica ou Luciferiana.
Ouvir no Coração não é ouvir por telepatia.
A telepatia passa pelo cérebro e jamais passará pelo Coração.
A partir daí vocês irão compreender como aqueles que manipulam a Ilusão, em meio mesmo ao seu confinamento (que foi o meu também), através de imagens projetadas sob forma de hologramas, através de ondas telepáticas, poderão manipular inteiramente a evolução espiritual da humanidade, a fim de desviar o homem do seu Coração, onde está situada a verdadeira Visão.

***

Hoje, no período em que Irmãos e Irmãs estão se abrindo no nível do Coração, alguns são ainda atraídos pelos mecanismos que eu acabo de descrever, de visão interior.
A visão exterior é, contudo, bastante evidente para compreender.
Ela atua na sedução, na exaltação, na necessidade chamada de sentidos ou de sensualidade, nada tendo a ver com qualquer Coração.
Para a visão interior, a sedução é ainda mais forte porque, de fato, aquele que se torna, pela abertura do ‘terceiro olho’, capaz de ver a visão astral, será subjugado pela capacidade para ver o passado ou o futuro, o dele como o daqueles seres com quem ele está em contato.
Mas isso jamais permite, jamais, a abertura do Coração.
Muito pelo contrário.

***

Existe uma derivação da Consciência para essa visão interior, privando-os da Visão do Coração.
Ao passo que passar da visão interior para a Visão do Coração tornou-se, doravante, possível pela ativação das Cruzes da Redenção (a Cruz fixa e as Cruzes mutáveis), na condição, contudo, de recusar todos os mecanismos de visão interior que podem ainda se manifestar, tanto em seus espaços de alinhamento como pela própria atividade da personalidade, deixando-se ver coisas que nada têm a ver com o Coração (ndr: ver sobre as cruzes no Protocolo ‘Yoga Integrativo’) (2).
A Visão do Coração, eu repito, é muito fácil de diferenciar da visão interior.
A visão interior é discriminante, em bem e em mal, em atração e em repulsão.
A visão interior dá uma imagem iluminada do exterior e não do interior, onde o objeto, ou a Consciência, ou as pessoas que são vistas, aparecem em uma luz exterior e não interior.
A Visão do Coração é exatamente o inverso: não existe, nem bem, nem mal, nem atração, nem repulsão, na Visão do Coração, já que a Visão do Coração é a visão da Luz e da Unidade.
Existem, é claro, mecanismos Vibratórios associados a isso.

***

A visão interior vai se manifestar, doravante, não mais unicamente pela percepção do ‘terceiro olho’, mas também, em certa medida, pela visão e pela percepção da Coroa Radiante da cabeça.
O único modo de penetrar na Visão do Coração é, aí também, deixar estabelecer a Coroa Radiante do Coração, permitindo sair da discriminação da Ilusão da intuição, da Ilusão do discernimento, para penetrar na visão da Unidade.
É assim, por esse sentido essencial chamado de visão, que se chega à Visão do Coração e, portanto, à Unidade.
As Estrelas situadas na parte posterior da cabeça, atrás de IM e de IS, recorrem ao Coração.
Elas recorrem à UNIDADE, a KI-RIS-TI.
A UNIDADE está no Coração.
KI-RIS-TI é o Filho Ardente do Sol, que está no Coração.
OD é a Nova Fundação, levada por ANNA, que é a ‘porta estreita’ de passagem no Coração, a Visão do Coração e não mais a visão da atração.
E, enfim, a PROFUNDEZ, a capacidade para penetrar no espaço Interior sagrado, o Templo Interior, chamado de Coração.


Eis os poucos elementos de reflexão que eu tinha e que me foi pedido para trazer à sua atenção e à sua Consciência.
Cabe a vocês neles se impregnarem e verem se isso corresponde à sua visão.
Se existirem, em relação ao que eu acabo de dizer, perguntas, pois, eu não duvido que, para muitos de vocês, aqui como em outros lugares, as minhas palavras possam parecer abruptas, mas eu não lhes peço para nelas crerem, eu lhes peço simplesmente para verificarem, por si mesmos, se a Visão do Coração os faz sair da dualidade, contrariamente à visão da Ilusão, mesmo interior, que os mantinha sempre nos estados emocionais exacerbados, impedindo-os de penetrar no santuário do seu Coração.
A visão é, portanto, realmente, quando ela se torna aquela do Coração, a porta de acesso ao Coração e a saída da cabeça, em todos os sentidos do termo.
Irmãos e Irmãs, eu os escuto agora.

***


Questão: a visão da natureza releva de uma Visão do Coração xamânico?

Absolutamente não.
A visão exterior da natureza jamais dará a Visão do Coração.
Ela afasta da Visão do Coração.
Isso não quer dizer que não seja preciso mais olhar para a natureza.
Isso quer dizer que é preciso ‘transcender’, superar essa visão, para penetrar na Visão do Coração.
Não pode haver visão exterior e visão do Coração.
Não pode haver visão interior e Visão do Coração.
É uma ou a outra, do mesmo modo que não pode haver visão exterior e visão interior.
Para passar da visão exterior dos seus olhos para a visão interior, vocês fecham os olhos.
Para passar da visão interior para a Visão do Coração, é preciso fechar a cabeça.
São como representações ligadas a uma crença, ligadas a um aprendizado (chamado xamanismo ou outro), mas que jamais será a Verdade, jamais.
Pois, a partir daquele momento, não há qualquer meio de encontrar a Paz, e a Alma estará sempre presa às suas emoções e não será capaz de superá-las.
Ela estará, literalmente, subjugada pelo que viram os seus olhos.

***


Questão: e se, abraçando uma árvore, sentimos calor no coração?

Isso prova que o seu coração colocou-se na árvore, mas, parece-me, se você abraçar uma árvore, os olhos não estão mais abertos, e os olhos não podem mais ver a árvore.
Agora, se você for capaz, meu Irmão, de sentir o calor do Coração, abraçando com o coração a árvore, sem tocá-la, então, naquele momento, você estará na Visão do Coração, e sem vê-la.

***


Questão: «escutar com o coração» é próximo do que você chama de Visão do Coração?

Na condição, meu Irmão, de que você coloque, você também, no “escutar com o seu coração”, a mesma coisa que o que eu ali coloco.
Escutar com o seu coração pode ser o coração ‘emocional’, ou seja, discriminar em função do que você sente ou percebe.
Escutar com o Coração é, antes de tudo, não estar no julgamento e, portanto, não estar no discernimento, nem na discriminação.
O sentido de ouvir é diferente do sentido da visão, por que a visão está mais ainda ligada à imagem.
O som está ligado a outra forma de representação, que é muito mais colorida, não por uma memória, mas mais pela emoção do momento.
Vocês sabem, por exemplo, por que vocês gostam de tal música e por que vocês detestam uma outra música?
Por que tal música vai fazê-los escutar com o Coração, como você diz, e por que uma outra música os irrita?
Trata-se, simplesmente, de frequências que estão em concordância com as suas próprias frequências emocionais ou em discordância com as suas próprias frequências emocionais.
A única escuta do Coração, no Coração, traduzir-se-ia, de preferência, por ouvir o canto da Alma e o canto do Espírito, ou ainda o canto do Céu e o canto da Terra, ele não tem mais frequência.
Nas dimensões Unificadas (mesmo não sendo o contexto da minha intervenção), ouve-se sem ouvido, o ouvir não passa pelo sentido, mas também pela percepção da Vibração.

***


Questão: e sobre os cantos de Hildegarda de Bingen?

Trata-se exatamente de harmônicas que remetem ao que ela mesma ouviu no seu Coração.

***


Questão: meditar com os cantos de Hildegarda de Bingen facilita o acesso ao Coração?

Inteiramente, na condição de que não haja sobreposição de visões ligadas ao ‘terceiro olho’, de imagem do ‘terceiro olho’, ou de qualquer imagem.
Penetrar no som e na Vibração real do som deve ser feito sem qualquer imagem.

***


Questão: e sobre a visão etérea?

A nova visão que está aparecendo está em ressonância, eu os lembro, com, justamente, o fim da falsificação do triângulo do Fogo, onde o ponto AL, em ressonância com a Estrela MA ANANDA MOYI, foi revertido e permite então desenvolver, pela ativação dos dois últimos Corpos (11º e 12º Corpos), a visão etérea, não a visão prânica (aquela que aparece ao redor de uma árvore), mas a verdadeira visão etérea, onde vocês irão se aperceber de que o conjunto é colorido de azul, já que o Éter é de cor azul.

***


Questão: o olfato pode proceder de uma atração, como o sentido da visão?

Sim, mas de maneira muito mais grosseira.
O olfato, qualquer que seja a intensidade das percepções, traduzir-se-á em uma maneira muito mais animal, como uma atração e uma repulsão instintiva, e não mais construída na representação como a visão, mesmo se alguns odores puderem remeter, aí também, a imagens.

***


Questão: e sobre o que chamamos de «odores da santidade»?

Os odores ditos místicos, chamados também de clarissenciência [psicometria], são intrusões dos mundos da Unidade na dualidade.
É, aliás, o sentido sutil mais difícil de obter, contrariamente à clarividência, que se manifesta cada vez mais facilmente na humanidade, atualmente.

***


Questão: e sobre a relação entre o canto de um pássaro e a nossa percepção do Coração?

Qualquer música pode comovê-los, seja ela qual for.
Alguns seres são até mesmo capazes de sentir uma forma de calor na zona torácica quando há atração por uma música, do mesmo modo que vocês têm o coração que se põe a aquecer quando há uma atração dos sentidos em relação a um sexo oposto.
Mas isso não é o Amor, é a sedução.

***


Questão: se a visão pelos olhos leva a aspectos falsificados, convém desenvolver mais espaços onde poderíamos evoluir com os olhos fechados?

Não mais, uma vez que a visão, com os olhos fechados, conduz inevitavelmente à visão interior e não à Visão do Coração.
É por isso que hoje se substitui, pela ativação dos dois últimos Corpos, a visão Etérea real, que se faz com os olhos abertos.

***


Questão: e sobre os sonhos premonitórios?

Eles pertencem, sem exceção, à matriz ‘astral’.
Tudo o que é visão de um futuro corresponde, necessariamente, a uma percepção astral.
Mesmo um profeta, tendo uma visão que é real, no sentido da sua concretização, toma essa visão, imperativamente, no mundo astral.
No mundo da Unidade vocês saem do tempo.
Como é que, saindo do tempo, vocês poderiam se aperceber de algo situado em um futuro que não existe?

***


Questão: sentir a Coroa da cabeça expandir-se releva da nova visão etérea?

Sim.
A partir do momento em que a Coroa Radiante da cabeça não estiver mais unicamente presente na sua parte anterior, mas na parte posterior que eu desenvolvi, então, naquele momento, efetivamente, a nova visão etérea aparece, devido à própria ativação do triângulo KI-RIS-TI, VISÃO e OD, que dá a visão das novas fundações, mas também da nova Terra, na 5ª Dimensão.

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Questão: qual é a diferença entre calor do Coração e Vibração do Coração?

O calor do Coração pode ser sentido nos estados emocionais.
Ele é centrado na zona central do chakra do Coração.
A Vibração do Coração, ou o Fogo do Coração, ou a Coroa Radiante do Coração ultrapassa amplamente o chakra do Coração para estender-se até os mamilos, até a garganta e até o plexo.
É um abrasamento do peito.
Esse abrasamento, ou essa percepção tende a tornar-se permanente, progressivamente e à medida que vocês constroem o seu Templo Interior, em outros termos, o seu corpo de Estado de Ser.

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Questão: portanto, isso significa que calor não é, sistematicamente, sinônimo de vibração?

Tudo depende da zona de projeção desse calor.
Há pessoas que têm angústias e que sentem também o calor no peito.
Há pessoas cujas emoções refletem-se por uma percepção de calor no peito.
O Fogo do Coração não é o calor do peito, mas, enquanto isso não for vivido, é muito difícil de colocar palavras ali.
A diferença é essencial.
Quando vocês penetram o Fogo do Coração, não pode existir a mínima visão interior.

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Questão: para desenvolver essa visão do Coração, há outra coisa a fazer além de trabalhar no desenvolvimento dos novos corpos?

Inteiramente, sim, a resposta é: abandonar-se à Luz.
Quer dizer, Ser e não mais Fazer.
A maior parte dos Seres que viveram esse acesso à Unidade, seja no meu povo ou nas tradições orientais, ocidentais ou extremo-orientais, apenas pôde aceder a esse estado do Coração quando conseguiu extrair-se de toda atividade da personalidade.
Houve, de algum modo, a passagem por essa ‘porta estreita’, chamada de morte da personalidade.
Vocês não podem nascer para a Visão do Coração enquanto o que for visão exterior e visão interior não tiverem morrido.
É claro, contrariamente a mim, a visão exterior irá voltar.
Essa visão exterior tornar-se-á uma visão etérea e não uma visão astral.

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Questão: a visão da cor das auras procede da Visão do Coração?

Não, da visão interior ou da visão exterior astral, e não da etérea.
Ela é colorida pelo bem e pelo mal e está, portanto, inscrita na dualidade.
A luz da aura é, portanto, percebida no exterior do corpo, parece-me, não no interior.

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Questão: sentir tremores na presença de um Ser de Luz como você, por exemplo, releva de uma sensibilidade etérea ou de outra coisa?

Nem um, nem outro.
De uma percepção vibratória.

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Questão: como é possível sentir a Coroa da cabeça, de maneira muito forte, ao mesmo tempo não sentindo quase a Coroa do Coração?

Esse é o caso de muitos seres humanos em curso de realização e de despertar total.
Eles têm, então, a percepção do que é chamado de ‘Coroa na Coroa’, a representação real do chakra do Coração em meio ao chakra da cabeça.
O Fogo do Coração (ou Coroa Radiante do Coração) é a porta de saída.
Alguns Seres despertos à verdadeira Luz ainda não podem manifestar essa Coroa Radiante do Coração, mas manifestam as duas Coroas (a Coroa na Coroa) porque, se não, eles não estariam mais presentes nesse mundo.

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Questão: é possível que uma pessoa possa nos fazer sentir o calor no Coração?

Sim.

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Questão: é possível que uma pessoa possa nos fazer sentir a Vibração do Coração?

Não.
Apenas você, e você sozinho (se você estiver falando de uma pessoa encarnada), apenas você sozinho é que pode abri-lo.
Se vocês tomarem (na sua tradição, mesmo falsificada) CRISTO: todos eles receberam o Espírito Santo durante o que foi chamado de Pentecostes.
Esse Espírito Santo foi representado por uma chama em cima da cabeça.
CRISTO deu a eles a dimensão Crística pela ativação das duas Coroas da cabeça, a ‘Coroa na Coroa’, a imagem da Coroa do Coração.
Mas a Coroa do Coração apenas pode se abrir por si só.
Isso está de acordo com tudo o que os Anciões, as Estrelas ou os Arcanjos disseram: o Coração abre-se apenas do Interior.

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Questão: falar em línguas é a confirmação da abertura do Coração?

Não.
A confirmação da abertura do Coração é o Fogo do Coração e nada mais.
Os Espíritos malignos podem muito bem falar em línguas.

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Questão: eles o fazem então com o terceiro olho?

Por outros centros energéticos, geralmente, pelo chakra chamado da garganta.

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Questão: poderia explicar o que significa falar em línguas?

Falar em línguas é exprimir-se em uma língua que não é conhecida pelo cérebro.
Pode ser o Latim, pode ser o Grego, pode ser uma língua que não existe nas linguagens conhecidas na Terra.
Falar em línguas pode ser, no caso do Fogo do Coração, falar em Vibração.
É reencontrar (após a abertura da boca, constituindo o que foi denominado canal do Éter) o Verbo criador.

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Questão: ter aberto o Coração é ter reencontrado A FONTE?

É estar reconectado, sim.
Além da percepção de que vocês falam: Fogo do Coração, calor do Coração, Coroa Radiante do Coração, lembrem-se de que o Fogo do Coração confere a Alegria, o Samadhi.
Se vocês não estiverem em Paz, vocês não estão no seu Coração.

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Questão: a Mãe Divina, a Shakti, a Fonte Mãe pode dar essa segunda Coroa de que você fala?

Na condição do ego não existir mais, se não o ego vai apreender-se da Luz.
Naquele momento, não haverá Fogo do Coração, mas fogo do ego e confinamento no fogo Prometeico, feito de desejos e de projeções.
O Fogo do Coração não tem desejo algum.
O Fogo do Coração não tem projeção alguma.

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Questão: a Mãe Divina pode ativar a segunda Coroa no interior da cabeça?

Não estou certa de ter apreendido o sentido profundo desta pergunta.
Apenas o ser, ele mesmo, é que pode abrir o próprio Coração.
Nenhuma autoridade exterior pode abrir o seu Coração, nem CRISTO, nem MIGUEL, nem MARIA.

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Questão: alguém que pretendesse isso estaria na falsificação?

Inteiramente.
CRISTO, em pessoa, não poderia abrir o seu Coração.
É você que abre o seu Coração para Ele.

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Questão: o abandono à Luz é sinônimo de abertura do Coração?

O abandono à Luz, quando é realizado, abre instantaneamente o Coração.
É o instante, o momento, localizável entre todos, onde a personalidade se dissolve, onde não há mais qualquer reivindicação, onde não há mais sequer o sentido da existência de qualquer identidade.

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Questão: sabendo que o eixo Atração/Visão faz parte da falsificação e que a ativação das cruzes mutáveis reequilibrou esse eixo, isso tem, apesar de tudo, uma razão de ser?

Doravante, sim, a partir da ativação das Cruzes mutáveis.

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Questão: e como, hoje, evolui a expressão desse eixo?

Pela verdadeira clarividência (não sendo mais a visão fechada em Lúcifer), pela Visão do Coração e pela visão etérea restituídas.

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Questão: ver com o Coração uma planta, ao ponto de se tornar essa planta, corresponde à realidade da Visão do Coração?

Sim, isso se chama: tudo é Um.
É justamente a perda da identificação com este corpo ou com esta personalidade que permite à Consciência ou à Supra Consciência penetrar em outra coisa.
Em outros termos, isso se denomina passar da distância à coincidência.
Não há mais separação.
Daí o perigo do que foi desenvolvido, a adoração a uma entidade exterior a si mesmo, uma vez que a adoração, geralmente, não é uma fusão, mas uma distância.

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Questão: é preciso trabalhar a Visão do Coração ou ela chega espontaneamente nesse momento?

Isso é diferente para cada um.
Alguns são capazes de se abandonar diretamente à Luz, outros jamais o serão.

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Questão: praticar a Visão do Coração não releva de um processo egotista?

Não me parece, uma vez que é o que eu pedi na minha última, ou penúltima intervenção (1).

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Questão: se vivemos uma vez a Visão do Coração, ela é definitivamente instalada?

Uma vez mais, a resposta é diferente para cada um.
O melhor indicador da Coroa Radiante do Coração, além da própria percepção, é a Paz e a Alegria.
O seu CRISTO dizia: «Reconhecer-se-á a árvore pelos seus frutos».

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Questão: levar um sentimento de Amor para a FONTE ajuda a atingir essa Unidade?

Não, o sentimento é uma emoção.
O sentimento jamais será a Alegria.
O sentimento de Amor não é a Vibração do Amor.

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Nós não temos mais perguntas. Nós lhe agradecemos.

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Irmãos e Irmãs no Coração, NO EYES os ama e NO EYES Vibra em vocês.

Até uma próxima vez.

... Efusão Vibratória ...



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1 - NO EYES (13.02.2011):

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NO EYES (06.03.2011):

2 - YOGA INTEGRATIVO [Protocolo]:

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Mensagem da Amada NO EYES no site francês:
29 de abril de 2011
(Publicado em 1º de maio de 2011)

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Tradução para o português:
Texto da mensagem: Zulma Peixinho
Perguntas e respostas: Célia G.

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Transcrição e edição: Zulma Peixinho


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