IRMÃO K - 19 de setembro de 2012 - Autres Dimensions

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- Ensinamentos de Jiddu Krishnamurti -


ÁUDIO mp3 ORIGINAL:

~ SER AMOR ~

Eu sou IRMÃO K.
Irmãos e Irmãs na humanidade, instalemo-nos, juntos, na nossa Presença e na Alegria.

As palavras, as frases e os pensamentos que eu vou entregar a vocês certamente não são novidade, mas, muito mais, uma colocação em evidência, a mais intensa, a mais Vibrante, do que significa: Ser Amor.
Eu irei empregar, em um agenciamento específico, as palavras que já lhes foram perfeitamente definidas, por outro ou por mim mesmo.
O objetivo reconhecido não é ensinar-lhes mais alguma coisa, mas, muito mais, compartilhar, entre nós, um momento de Graça e de Eternidade, eu espero.
Nós iremos abordar essas duas palavras juntas, que são: Ser Amor. 

Ser Amor é o resultado de elementos que lhes foram dados.
Ser Amor é o desaparecimento de todas as crenças, a instalação na Transparência, na Simplicidade, além da dualidade e além da Unidade, além de toda identidade e de toda pessoa. 

Ser Amor é o que nós Somos, todos nós, sem exceção.
A diferença está simplesmente ligada, justamente, às crenças, e às distâncias que podem ter sido colocadas pela ilusão do caminho, pela ilusão de manter alguma coisa.
Quando chegar o momento em que forem transcendidas, em vocês, e que desaparecerem todas as ilusões, todas as crenças, todas as vontades, todas as tentativas de se obter alguma coisa, quando o sentido de uma pessoa desaparecer, quando o próprio sentido da existência desaparecer, então, o Amor aparece.
E naquele momento, Ser Amor torna-se a única Realidade, a única Verdade tangível. 

Ser Amor é encontrar a Morada da Paz Suprema, desprovida de qualquer crença e de qualquer apreensão. 

Ser Amor é um abrasamento de cada uma das células, de cada parcela da Consciência, conduzindo para além de tudo o que é conhecido e, sobretudo, para além da Consciência. 

Ser Amor é perceber que não há nada mais, exceto as aparências dos jogos de papéis. 

Ser Amor está além do estado podendo ser definido, mesmo se, obviamente, as palavras puderem ali ser unidas, e trazer a sua própria semântica, o seu próprio sentido, e a sua própria significação.
É (como lhes disseram as Estrelas, e algumas delas) desaparecer, para estar plenamente Presente, plenamente Lúcido.


Ser Amor é renunciar ao efêmero, é Transcendê-lo.
É encontrar o que jamais foi perdido, diferentemente do que através dos jogos e das identidades. 

Ser Amor é não mais colocar distância, entre as existências (aparentemente separadas), entre as pessoas, entre os objetos. 

Ser Amor é transcender a sensação, o sentido e a percepção.
É estar plenamente Presente, plenamente Tranquilo.
O momento em que desaparece todo o sentido do “eu” e todo o sentido do Si, todo o sentido de um, e todo o sentido do outro.
Então, o coração do Coração, o centro do Centro, é a única Verdade.
É o momento em que a Transparência é tal, que a realidade do Amor é a evidência a mais bem sucedida.
É o momento em que o movimento cessa. 

Ser Amor é redescobrir, além de qualquer definição e de qualquer vontade, o que nós Somos.
Além da eliminação de toda a distância, neste estado de Abandono, descobre-se o que era inaparente.
Desaparecer no “eu” e desaparecer no Si, desaparecer no mundo, é ali aparecer, mas completo e inteiro. 

Ser Amor é não mais ter barreiras, não mais estar condicionado, por nenhuma palavra, por nenhum olhar, por nenhum passado, por nenhuma circunstância.
É se tornar o que É: o Caminho, a Verdade e a Vida.
O Alfa e o Ômega.
A Ressurreição da Alegria sem fim. 

Ser Amor é ser nutrido pelo Amor, é ver a sua sede saciada, pela Eternidade. 

Ser Amor é pôr fim a qualquer dúvida, a qualquer pergunta e a qualquer resposta, instalando a Evidência como a própria natureza do que nós Somos. 

Ser Amor é a Graça do estado de Graça.
É Ver claramente, além de qualquer visão, de qualquer aparência, de qualquer julgamento e de qualquer ideia.
É estar Livre de todo o encadeamento e de qualquer ideia preconcebida, Livre de todo o raciocínio. 

Ser Amor é estar Livre de qualquer futuro.
Ser Amor é estar Aqui e Agora, na totalidade, na Eternidade. 

Ser Amor está, naturalmente, além de querer o Amor.
Ser Amor está além de dar o Amor.
É perceber e Ver, além dos olhos, além da forma e além da informa.
É se instalar no que sempre esteve instalado.
É não mais perceber a menor distância, a menor diferença entre você e eu, além da identidade, além da forma e além da Consciência. 

Ser Amor é a bênção da Graça, constantemente renovada, independentemente de qualquer condição e de qualquer restrição.
É apreender-se do indescritível, para restituí-lo à Verdade.
É uma Alegria sem objeto, que nada tem a ver com qualquer circunstância. 

Ser Amor é o Amor de Ser, de Ser além de todo ser, de toda densidade.
É o Último, não antes e não depois de qualquer busca, porque o Caminho não é um caminho, assim como isso não é um estado, mas uma forma de permanência e de imanência, onde não existe qualquer interstício para a mínima justificativa.
É o instante em que se apaga todo efêmero e toda suposição. 

Ser Amor é um desaparecimento, uma Dissolução ardente dos efêmeros da vida, a fim de que apenas permaneça a palavra Vida. 

Ser Amor é o Fogo do Batismo, conjuntamente com o Fogo da Ressurreição.
A Água do Céu.
A Ode à Vida.
Ser Amor é Ressuscitar à sua Verdade, não aquela da pessoa, mas aquela do Amor. 

Ser Amor é o “sim” perpétuo ao Amor, cujo Veículo é a Luz, sem sombra carregada, sem canto nem recanto. 

Ser Amor é o momento em que o Silêncio se torna mais falante do que as palavras, e mais intenso do que as frases. 

Ser Amor é restabelecer a Visão sem os olhos, na Clareza e na Transparência, e na Profundez da Unidade. 

Ser Amor é aceitar o Amor, dar-se si mesmo, no Abandono do Si e no Abandono ao Amor.
É viver a Vida, sem morte e sem ilusão. 

Ser Amor é não mais atuar, nas aparências, nos apegos. 

Ser Amor é dar-se, a fim de que o Amor se torne a Doação, não chamando qualquer vontade, porque espontâneo.
É imitar, sem copiar, aquele que foi o Alfa e o Ômega, inscrito na atemporalidade, muito acima de toda história e de toda narrativa.
É compor, sobre este mundo como em todo mundo, a Música das Esferas, sequenciando-se pela Liberdade do Amor, sem constrangimento, sem freio, sem limite.
É escutar a testemunha do Amor, que é Canto. 

Ser Amor é não mais depender de qualquer circunstância, e de qualquer estado, porque a Graça preenche tudo.
É o momento em que se depõe todas as armas, porque todo combate é em vão.
É fazer a Vontade da Luz, que é Inteligência e Esperança.
É acolher a Providência, acolher a Alegria, assim como qualquer sofrimento, porque nenhum sofrimento pode persistir além do efêmero. 

Ao trazer essas palavras a vocês, eu me conduzo a vocês, e eu abro o que vocês abriram em mim: o coração do Coração.
E aí, juntos, unidos e Um, na nossa Presença, na nossa doação, nós realizamos o Incognoscível. 

Ser Amor é estar aí, sem interrupção, à nossa escuta, ao nosso acolhimento mútuo.
E é assim que eu me junto, em vocês, e a vocês, no Caminho, na Verdade e na Vida.
Então, juntos, eu digo: Vivamos.
Então, cabe a cada um me chamar, e Viver.
No espaço do meu Silêncio, eu acolho vocês, nas suas palavras como no silêncio de vocês, no mesmo Caminho, na mesma Verdade e na mesma Vida.
Eu me calo. 

... Compartilhamento da Dádiva da Graça ... 

IRMÃO K, em vocês, e com vocês.
Eu abençoo o nosso encontro.
Permaneçamos Tranquilos e Humildes, para Viver. 

... Compartilhamento da Dádiva da Graça ... 

Eu abençoo o nosso Amor.
Eu saúdo em vocês o que não pode desaparecer.
É possível, no próximo Alinhamento, nomearem e chamarem por mim, porque eu vou nomeá-los e chamá-los. 

... Compartilhamento da Dádiva da Graça ... 

IRMÃO K lhes diz até logo mais.
Até logo.



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Mensagem do Venerável IRMÃO K no site francês:
19 de setembro de 2012
(Publicado em 21 de setembro de 2012)

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Tradução para o português: Zulma Peixinho


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