Coletânea: Transcendência, Transverberação, Transfiguração, Transmutação e Transubstanciação (1a. Parte) - Autres Dimensions

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A Unidade apenas pode obter-se e se viver se há uma aceitação total da humanidade do ser humano. Isso quer dizer que deve ali ter uma aceitação das limitações presentes nesse corpo de carne.
O que não quer dizer que é preciso contentar-se.
O que eu quero dizer assim é que é preciso, já, aceitar tudo o que as condições de vida dão-lhes a viver para, justamente, poder transcendê-las.
A Transcendência da humanidade e do húmus não é a negação do húmus, mas sim a própria Transcendência do que é o homem e a humanidade. E não pode ali haver Transcendência (ou se vocês preferirem Redenção, ou ainda Acordar ou Despertar, ou Realização, quaisquer que sejam as palavras que empreguemos) enquanto não houver aceitação, total, das próprias condições dos contextos de vida.
Estes contextos de vida não são feitos para permanecer como tais.
Eles são feitos, efetivamente, para ser transcendidos.
Mas apenas pode transcender-se alguma coisa que foi aceita.
Porque qualquer coisa que fosse rejeitada, no princípio da vida do húmus e do homem ou da humanidade, não poderia ser transcendida já que a Transcendência (a Ascensão, como vocês a nomeiam hoje) apoia-se na existência, justamente, de um corpo físico limitado: como isso lhes foi dito e anunciado, esse corpo é o Templo onde se realiza a Ascensão.
Dessa maneira, então, não pode ali haver acesso à Unidade enquanto não há humanidade, ou seja, enquanto não há aceitação dos princípios limitantes e condicionantes deste mundo.
Eu disse a vocês, desde algum tempo, que seria preciso aprender a liberar-se do Conhecido para viver a Autonomia e a Liberdade, que pertencem ao Desconhecido (ndr: ver em particular as canalizações do IRMÃO K de 01 de abril e de 03 de julho de 2011).
Mas este Desconhecido deve se apoiar, para transcendê-lo, no Conhecido.
Isso significa que vocês não podem refutar ou negar sua vida, em todos os seus componentes, e aceder à Transcendência.
Isso pode ser dito de outra forma: ou seja, deve ali ter uma Plenitude total e uma Lucidez total do que é sua vida, neste espaço e neste tempo limitado, para poder esperar viver a Transcendência.
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Portanto, viver a Consciência Unitária apoia-se na Consciência Dual a fim de transcendê-la.
Não pode ali ter, de forma alguma, uma negação da Dualidade.
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Então, agora, resta definir o que significa: ser Humilde.
Ser Humilde é já aceitar, não em um sentido de servidão, mas bem mais, em um sentido de Transcendência e de Lucidez, o contexto que faz sua própria vida e o corpo que faz sua própria vida.
Quaisquer que sejam as circunstâncias deste corpo, qualquer que seja a idade deste corpo, quaisquer que sejam as doenças deste corpo, vocês apenas podem encontrar a Transcendência e a Unidade através desse corpo.
Dessa maneira, a Unidade não é uma negação da vida, em meio à Dualidade, mas, realmente, sua Transcendência, de alguma forma seu ponto de apoio, que vai permitir revelar a Multidimensionalidade e, então, o acesso à Luz.
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A Unidade não é uma fuga da Dualidade (como alguns podem compreender), mas sim uma Transcendência do estado Dual.
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Não se acede ao Ilimitado pela negação do limitado, mas, realmente, por sua Transcendência.
Sua Transcendência que, ainda uma vez, não pode se realizar pela análise da ação/reação desmedida e existente em meio a uma vida.
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A Humildade não é, em caso algum, uma abdicação dos componentes limitados da vida, não é, em caso algum, uma submissão, mas uma ‘aceitação’ desses princípios permitindo, justamente, Transcendê-los.
Dessa forma, então, é preciso, em um primeiro momento, aceitar, totalmente, o princípio de confinamento, a fim de conscientizá-lo, para poder esperar sair deste confinamento.
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Porque, uma vez que vocês aquiesceram e compreenderam que vocês vivem em uma prisão (não a rejeitando, não a olhando, mas compreendendo e vivendo que é uma prisão), é a partir daquele momento que vocês podem Transcender realmente a prisão.
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Deste modo, portanto, tomar consciência do confinamento conduz à Lucidez, e, sobretudo, fazem-nos viver a Humildade, que é já aceitar o confinamento, para poder esperar então conhecer os mecanismos, não para escapar, mas, realmente, para transcendê-los.
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Isso quer dizer que vocês não podem escapar à condição humana escapando à humanidade e a todas suas leis. E vocês apenas podem transcender a lei de ação/reação para viver o que nomearam Ação da Graça, aceitando integralmente as leis da ação/reação.
O que isso quer dizer?
Aceitar as leis da ação/reação é, justamente, ser Humilde.
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Os testemunhos têm sido numerosos pelos seres que justamente escaparam a esta prisão, enquanto estando plenamente presentes e na Humildade a mais total, em sua humanidade. E que se reuniram, através desta humanidade, exatamente para viver esta Transcendência.
O caminho mais curto que os leva a viver a Unidade é, evidentemente, a Humildade.
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Mas se vocês se lembrarem da vida desses seres, eles necessariamente conheceram a humanidade em todas suas limitações, em um primeiro momento. E é justamente pelo fato de reconhecer essas limitações, de certo modo, de aceitá-las, que permitiram sua Transcendência.
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Em resumo, vocês apenas podem viver a Unidade aceitando e transcendendo a Dualidade, por completo.
Isso necessita, efetivamente, viver o que foi denominado, de diferentes maneiras: a Crucificação.
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É-lhes solicitado, não desvendar todos os mecanismos, mas compreender o mecanismo final.
Tendo compreendido o mecanismo final, através do simples nome da ação/reação, isso lhes permite, se vocês aceitam isso (ou seja, se vocês aceitam a Humildade e o fato de tornar-se Humilde), poder, realmente viver a Unidade.
Então, evidentemente, eu lhes falei de circunstâncias particulares para alguns seres que vivenciaram isso, no passado. E a maior parte desses seres encontrou-se confrontada, a um dado momento específico de sua vida, ao que foi denominado ‘a noite escura da alma’, ou a esta agonia metafísica extrema da morte, da Dissolução, ou do fim da vida em meio à prisão.
É justamente este elemento que permitiu, muitas vezes, aceder à Transcendência e à Unidade.
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A Unidade não vem confrontar a Dualidade, mas a Unidade vem transcender a Dualidade.
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Dessa forma, então, vocês não têm que fugir de sua própria vida.
A Humildade não se encontra jamais na fuga.
A Humildade dá, pelo contrário, a força a mais absoluta: aquela de viver o confinamento, para transcender o confinamento.
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Vocês não podem encontrar a Unidade, na prisão.
E é, no entanto, estando no ambiente desta prisão, ou seja, no Coração, que vocês poderão viver sua Unidade.
E isso passa então pela humanidade.
E isso passa então pela Humildade.
Ou seja, reconhecer, justamente, os limites desta consciência que é a sua, enquanto vocês estão submissos às leis do confinamento. Isso significa, também, que ao nível da Humildade, pode existir certo número de desvios.
Por exemplo, o fato de conhecer os prós e o contras de sua própria vida (seja no conhecimento de suas vidas passadas, seja no conhecimento do porquê vocês têm tal problema, do porquê vocês encontram tal alma ou tal outra alma), não lhes é estritamente de qualquer utilidade para transcender a Dualidade, mas faz apenas reforçá-los e implicá-los na dita Dualidade.
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HIC corresponde à Humildade, a Humildade inscreve-se de maneira atemporal no Instante Eterno do Presente. E não mais referenciar esse presente em relação a uma ação/reação, mesmo a mais gloriosa ao nível espiritual, de uma vida passada.
AQUI é destituído de toda projeção em um futuro qualquer: é Ser, total e plenamente, no centro da prisão, ou seja, no Coração, para poder transcender esta prisão.
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O acesso à Multidimensionalidade da Unidade é apenas possível a partir do momento em que há, realmente, uma aceitação, uma Transcendência.
Enquanto vocês quiserem ser outra coisa do que este Instante Presente, enquanto vocês se projetarem no amanhã, enquanto vocês se projetarem em um sofrimento que vocês vivem (ou dizendo no presente, mas que não pode vir de um passado porque o Instante Presente não conhece o sofrimento), vocês se afastam de sua própria Transcendência, e vocês se afastam, então, de sua Humildade e de sua Simplicidade.
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A Humildade e a Simplicidade são, de certa forma, os dois elementos (se vocês se lembram do que eu disse há um mês) que vão permitir transcender, totalmente, as forças Arimânicas e as forças Luciferianas que estão inscritas em cada ser humano (ndr: ver as canalizações de IRMÃO K de 6 e 7 de julho).
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No Instante Presente, Áriman e Lúcifer não têm qualquer peso, nem qualquer densidade, e não podem manter os muros da prisão.
Portanto, a Humildade e a Simplicidade são as armas as mais absolutas que lhes permitem, aí também, transcender Áriman e Lúcifer.
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Aceitar as leis da Dualidade faz parte da Humildade.
Não é preciso analisar, mas conscientizá-las, não na análise dos fatos da vida pessoal (quaisquer que sejam os sofrimentos inerentes a toda vida humana, quaisquer que sejam as circunstâncias de toda vida humana que se inscreve em relação a uma história), mas estar plenamente Presente, consciente e Lúcido de si mesmo.
Não para se julgar, não para escapar a um sofrimento qualquer que seja, mas para olhar isso tal como isso é: sem falso semblante, sem vontade de fugir seja do que for.
É naquele momento, aceitando ver as coisas tais como são em sua vida, que a Transcendência pode aparecer. Isso necessita também a Humildade para aceitar esse processo que propõe esta vida, em meio ao húmus, em meio à humanidade.
Os acontecimentos que ocorrem, em uma vida, mesmo os mais dolorosos, não estão aí para punir, não estão aí para fazê-los pagar alguma coisa, principalmente neste período, mas unicamente para desencadear esta Transcendência.
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Enquanto sua consciência está ocupada com os muros da prisão, vocês não podem sair da prisão. É preciso simplesmente que a consciência reconheça a prisão enquanto princípio geral, e naquele momento, colocar-se no centro da prisão para transcender a prisão.
O que muda, ainda uma vez, não é a prisão, é a consciência.
Mas os efeitos sobre a prisão são inegáveis.
Ou seja, o conjunto das limitações da vida, o conjunto dos sofrimentos da vida, o conjunto do que podia ser denominado perturbações de sua vida, desaparecem como por encanto.
IRMÃO K - 15 de Setembro de 2011

Pelo conjunto dessas Ações, da Luz, os complexos (ou corpos inferiores) sofrerão alquimia, na totalidade.
O corpo causal (no qual se encontram as linhas de predação) vai ser queimado, na totalidade.
Aí está a Liberdade.
Aí está a Verdade.
Tudo isso é levado a se desenrolar, de maneira parcial ou completa, nesse tempo específico.
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Da parte do Conjunto dos Anciãos, eu lhes peço então esta Atenção focada nesta zona (em última análise, limitada e restrita) do seu corpo, aonde vai se desenrolar esta Transmutação.
UM AMIGO - 04 de setembro de 2012

Nenhuma estratégia de evasão pode transcender e refutar o medo: apenas no modo de ver, de aceitar seus medos, ou seja, de aceitar vê-los.
Nenhuma explicação, mesmo do seu histórico, apresenta o mínimo interesse, porque vocês não podem, no Conhecido, opor-se ao que os mantêm no confinamento. Porque são estratégias que não podem resolver-se, uma vez que elas recorrem à ação e à reação permanentes, existentes na ilusão.
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A frase chave – além da refutação – é a ‘mudança de ponto de vista’.
Mas não um ponto de vista como uma ideia ou uma crença, mas, bem mais, um deslocamento, do observador, primeiro (que se encontrou), e o próprio desaparecimento do observador, ao mesmo tempo deixando esse saco de comida, esse saco de ideias e as interações da vida na Ilusão desenrolar-se.
Isso, eu creio, foi nomeado – em todo caso, no Ocidente – a Divina Providência.
Vocês são capazes disso?
Isso não demanda coragem, nem uma decisão qualquer.
Não há qualquer caminho para isso, qualquer evolução para isso, qualquer espiritualidade para isso, mas apenas estabelecer-se nisso. E isso não pode ser uma experiência, o que quer dizer que vocês não podem experimentar isso como o Si e voltar depois, tranquilamente, ao saco.
É, como foi dito, essa espécie de transformação final, que conduz à não consciência, à não separação e, eu diria mesmo, mais longe, à transcendência do «Eu Sou UM», que os faz descobrir a natureza de quem vocês São.
BIDI - 28  de agosto de 2012

O Samadhi, a Última Presença, o Absoluto, não são fugas da realidade (ou do concreto), é uma Transcendência total do concreto, não pela vontade pessoal, não por uma reação, mas por um estado de Ser (ou um estado de Não Ser) para o Absoluto.
Enquanto vocês procurarem uma solução na personalidade, vocês não irão resolver a equação da personalidade.
É tão simples assim.
O.M. AÏVANHOV - 16 de agosto de 2012

Pergunta: o Absoluto ou Paz suprema, é o que é estar na Simplicidade, Humildade, Transparência, na própria Essência do que nós Somos?
A partir do instante em que vocês são Humildes e Simples, a partir do instante em que vocês saem de todo papel, de toda função, não por pedir demissão mas colocando-se no justo ponto de vista, a partir do instante em que vocês não inter-reagem mais, por Transparência, então a Onda da Vida, o Absoluto podem Ser.
Porque, justamente, vocês não estão mais na ação nem na reação.
Mas compreendam bem que isso não os impede de agir.
É o ponto de vista que mudou.
Vocês aceitam que este saco de comida, que esse saco mental, faça o que precisa ser feito.
Mas vocês não são o que faz.
A partir desse instante, o Absoluto está aí.
Isto é, portanto, novamente, uma mudança de posição, de olhar, de ponto de vista.
É tomar consciência, primeiramente, que há um observador, que há a Vida e que isso se vive independentemente de vocês.
Esta é a saída da implicação, é a saída do ego, é a Transcendência do Si, é o basculamento na Infinita Presença e, é enfim, deixar ser o Absoluto que vocês São.
BIDI - 13 de julho de 2012 (2a. Parte)

Todo sofrimento é feito para ser transcendido.
A transcendência não é a supressão do sofrimento por qualquer meio (químico, energético, psicológico ou outro).
Ela é, simplesmente, a visão mais clara e a mais lúcida do sofrimento, onde quer que ela esteja, a fim de permitir uma não identificação.
A refutação é efetivamente o meio. Mas, aí também, isso não funciona instantaneamente.
Às vezes, sim. Às vezes não.
Às vezes é preciso um pouco mais de tempo.
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Claro que, quando há sofrimento ou medo, a primeira coisa que vem à consciência, é encontrar um remédio para fazer cessar o medo e o sofrimento.
O erro está aí, e ele é fundamental: a refutação não vai agir contra, enquanto a lógica da encarnação gostaria que se agisse contra.
A refutação é um acompanhamento, e não uma luta.
O acompanhamento vai sempre em direção às linhas de menor resistência.
A refutação vai, neste caso (como na pergunta que eu não respondi), ser, muito exatamente, o que será um agente de transcendência contribuindo para a Liberação.
Enquanto vocês querem lutar contra, enquanto vocês querem explicar medos, sofrimentos (é a mesma coisa), vocês se vão enganar.
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Vocês não podem, em caso algum, guiar o que quer que seja.
Vocês não podem elaborar qualquer estratégia, qualquer outra possibilidade.
Nenhuma Vibração pode conduzi-los a ser Absoluto.
É, justamente, na refutação de tudo o que é vivido – concernente tanto ao eu como ao Si – que o Absoluto revela-se e desvenda-se.
É claro, a Onda da Vida, o Manto Azul da Graça participam desse trabalho.
O conjunto de elementos inscritos na sobrevivência da própria personalidade – como o medo da perda dessa personalidade, o medo da morte – são elementos que podem ser transfigurados pela própria Onda da Vida que facilita, de algum modo, o desaparecimento do ego e a transcendência do ego, o desaparecimento do Si e a transcendência do Si, permitindo desvendar o que sempre esteve aí.
Vocês não podem apreender-se disso por qualquer processo mental, por qualquer processo Vibratório, por qualquer experiência.
A refutação é o princípio e o próprio fundamento do Advaïta Vedânta que permite, se o desejam, estabelecer-se no que vocês São, de toda a Eternidade, para além de toda a vida, para além de toda matéria e para além de toda Dimensão.
Vocês não podem apreender-se disso, vocês não podem aproximar-se de outro modo que não pela refutação, de outro modo que não aproveitando da influência da Onda da Vida, do Manto Azul da Graça e da superação e da transcendência do eu e do Si.
BIDI - 29 de junho de 2012

Toda experiência pode parecer boa a realizar e a viver, mas é um instante em que todas as experiências devem ser transcendidas, a fim de, justamente, não mais ser, simplesmente, uma experiência, simplesmente, um estado que passa.
BIDI - 16 de maio de 2012 (1a. Parte)

Vocês passaram de Semente de Estrela e de Ancorador de Luz a Filhos da Liberdade. Então, demonstrem a sua Liberdade porque vocês são os Liberados e porque vocês são os Viventes.
Cabe a vocês deixar Ser, na totalidade, isso.
Cabe a vocês romper toda barreira, derrubar todos os muros do isolamento que poderiam ainda restar, isolando-os dos seus Irmãos e das suas Irmãs, daqueles que vocês amam, como daqueles que vocês acreditam não amar, daqueles que estão deste lado do véu, como daqueles que atravessaram esse véu para ir ao que vocês nomearam, anteriormente, as portas da morte.
Tudo isso está aberto, tudo isso é Verdadeiro, tudo isso é Amor.
Transcendendo e Glorificando a própria carne que vocês habitam, chamando-os a esta Transparência, a esta última Transcendência, transformando cada uma das suas células em um braseiro ardente de Amor, nesta forma de cristal, estabelecendo-os em meio à sua nova Morada ou em meio ao Absoluto.
ANAEL - 09 de abril de 2012

O ego pode viver a Luz e isso resulta, aliás, no Si, que é Transcendência do ego. Mas o Si jamais poderá viver o Absoluto, já que ele é o não Si.
MA ANANDA MOYI - 10 de março de 2012

Há, em vocês, toda a capacidade, hoje, para cada um, de transcender qualquer sofrimento e qualquer situação, não por um ato de vontade, não por um controle, mas, efetivamente, por um Abandono e, sobretudo, pelo acesso à sua própria PROFUNDIDADE.
Então, para isso, não há técnica.
TERESA DE LISIEUX - 04 de dezembro de 2011

Outro elemento importante: qualquer que seja o estado do corpo, qualquer que seja sua idade, qualquer que seja a deficiência desse corpo, que este permaneça ou que este desapareça (pela ação e pela Inteligência da Luz e não por uma vontade pessoal), a consciência vive isso, não mais como uma deficiência, mas, justamente, como um fator de transcendência e de desenvolvimento.
Não é somente uma mudança de ponto de vista, mas, sim, uma mudança, completa e radical, da consciência.
SRI AUROBINDO - 20 de novembro de 2011

A Consciência é Una, qualquer que seja a presença ou o desaparecimento desse corpo.
A Unidade é um estado que transcende a apropriação de um corpo, a identificação a um corpo (qualquer que seja, que isso seja este, ou ainda a apropriação em um único corpo, pertencente a uma vida passada) porque vocês são bem além, em Consciência, além desse corpo.
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O princípio da Unidade é a transcendência do conjunto dos medos, a liberação de todos os apegos, e a transformação de tudo o que está ligado ao confinamento.
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Aquele que está na Unidade não tem qualquer sofrimento.
Ele pode ter a lembrança, mas ele não é mais afetado, porque isso foi transcendido, não por uma vontade pessoal, mas porque ele, realmente, tomou consciência de que ele não é nem seu sofrimento, nem sua alegria, nem sua dor, nem seu prazer.
De que ele está neste mundo, como dizia o CRISTO, mas de que ele não é deste mundo.
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A noite escura da alma, qualquer que seja a intensidade do sofrimento que foi proposto (no tempo ou na própria intensidade), vai, justamente, permitir-lhes transcender os limites da alma e sair, de Verdade, do confinamento.
ANAEL - 20 de novembro de 2011

Sair da personalidade permite viver, através da Visão dita Etérea, ou da Visão do Coração (bem além da visão do 3º olho), o que é Imanente, ou seja, o que está além do sentido, o que está além da ação/reação.
E vivendo esta Imanência, em meio à Visão Etérea e à Visão do Coração, vocês vivem, conscientemente, que tudo está inscrito na Eternidade e no Eterno Presente. Que não existe tempo que transcorra entre um passado e um futuro, que há apenas o Instante Presente.
E vocês não são mais afetados, como dizia IRMÃO K, pelo que quer que seja, vindo do passado ou vindo do futuro. Naquele momento, a Consciência do Si se instala no Eterno Presente, na Felicidade absoluta e na Alegria absoluta do Instante.
Independentemente de qualquer circunstância de vida, independentemente de qualquer sofrimento e de qualquer prazer, porque vocês Transcenderam os limites deste mundo.
Na verdade, naquele momento, vocês seguem o CRISTO, não para segui-lo enquanto personagem histórica, mas vocês se tornam o CRISTO.
.....
Cabe a vocês saber se vocês devem resistir, ou se Abandonar.
Mas, cada vez mais, tornar-se-á evidente, segundo a própria vivência de sua consciência, que vocês fizeram suas escolhas, que vocês tomaram suas decisões. Não por qualquer vontade de Luz, mas, bem mais, pela decisão da própria Consciência.
A testemunha é o Fogo do Coração e a Vibração da própria consciência.
Naquele momento, vocês estarão sobre este mundo, mas vocês não serão mais deste mundo.
Vocês terão, integralmente, Transcendido a Ilusão da personalidade e da vida que vocês creem viver, que não é a Vida.
UM AMIGO - 19 de novembro de 2011

Ora, a personalidade quer, a todo custo, estabelecer seu reino com a Luz, o que, logicamente, não pode acontecer.
Jamais.
A anulação e a Transcendência do “eu” [‘moi’], do “eu” [‘je’], é um Sacrifício. E esta Crucificação (essa Passagem da Porta Estreita, do ego ao Coração, da Nova Fundação de Vida) apenas acontece se o ego se rende, integralmente.
MA ANANDA MOYI - 27 de outubro de 2011

Questão: fora das Portas, se zonas do corpo reagem (ligadas a memórias, por exemplo), convém inclinar-se acima, para Transcendê-las, dialogando com elas, por exemplo?
Meu Irmão, absolutamente não porque, naquele momento, você recai na Dualidade e afasta-se da Unidade.
Os Pontos do corpo são as Portas e as Estrelas.
Os Pontos do corpo são as Coroas Radiantes.
Os Pontos e as Portas podem ser os tornozelos e os pulsos, as mãos e os
pés. Mas nem toda dor fisiológica chama a Luz acima, se não, é um ato Dual e não Unitário.
E, além disso, não haverá, estritamente, ação alguma, porque você não pode forçar a Luz.
GEMMA GALGANI - 24 de outubro de 2011

Quando presente, em meio à consciência, um medo, qualquer que ele seja, referente a algum elemento de sua vida, significa que vocês não transcenderam sua vida.
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Paradoxalmente, o peso de algumas dissonâncias, chamadas, em linguagem ocidental, de algumas ‘alterações’, que eu chamaria de doenças, que eu chamaria de oposições, resumidamente, tudo o que pode vir perturbar mesmo sua Unidade, está aí apenas para mostrar-lhes sua ausência de Unidade.
A Unidade é, justamente, transcender tudo isso.
Transcender tudo isso apenas pode se fazer estabelecendo-se no Si, porque, estabelecidos no Si, vocês irão constatar (e somente naquele momento) que, quando vocês estão abandonados à Luz, não somente vocês não são mais afetados por esse corpo, não somente vocês não são mais afetados por um próximo, não somente vocês não são afetados pelo que quer que seja deste mundo, e, no entanto, vocês estão sobre este mundo, e, no entanto, vocês constatarão que vocês estão cada vez mais vivos.
O que eu quero dizer assim é também compreender e aceitar que estar cada vez mais vivo significa estar cada vez mais presente na consciência da personalidade.
Isso quer dizer, realmente, transcender os limites da personalidade e estabelecer a consciência nesses espaços de Liberdade onde predominam a Alegria e a Paz. E vocês não podem, naquele nível, trapacear com vocês mesmos.
UM AMIGO - 24 de setembro de 2011

É preciso Transcender o medo para ir para a Unidade.
É preciso compreender que seus medos, quaisquer que sejam, mesmo os mais íntimos, não são seus medos, mas os medos deste corpo que não é seu corpo, mesmo se ele é um Templo, porque é aí que se vive a Núpcia de Luz com o CRISTO.
Essas palavras, eu espero que elas fiquem, em alguma parte, gravadas em vocês, no que a vida vai dar-lhes a viver, onde vocês estejam, quaisquer que sejam as circunstâncias que vocês se encontram.
Então, se uma doença chega, ela não é uma punição, aí também, ela é um fator de superação e de Transcendência, chamando-os a ainda mais Humildade e Abandono.
É, às vezes, mesmo se isso possa parecer difícil de viver para uma alma, mais fácil ter uma doença grave do que se defrontar com uma outra pessoa ou com sua própria Consciência.
Então, a Luz age assim para permitir-lhes Liberar-se mais facilmente.
GEMMA GALGANI - 24 de Setembro de 2011

Desde os primeiros gestos no berço da criança, como chorar para poder comer, há, nas primeiras tomadas de respiração em meio a este mundo, a instalação desta famosa lei denominada ação/reação, que corresponde à sua prisão e, como lhes disse Irmão K, vocês não podem transcendê-la enquanto vocês não a tenham aceitado, por completo.
A Humildade e a Simplicidade são um eixo, de qualquer forma, horizontal, que vai permitir atravessar a Porta Estreita, passar sob a influência e a ação direta da Luz Cristo, que vem em suas costas.
Dessa maneira, portanto, vocês poderão constatar, por vocês mesmos, em sua vida como em seu ambiente, que, quaisquer que sejam as circunstâncias do seu ambiente, vocês irão se tornar cada vez mais distantes, não em uma forma de distanciamento ou de negação, como disse Irmão K, mas, bem mais, na transcendência do que lhes propõe viver sua vida.
É apenas naquele momento que vocês poderão penetrar o santuário do Coração, integralmente.
SRI AUROBINDO - 16 de setembro de 2011

A Profundez é uma Vibração que permite transcender, superar, de qualquer modo, a aparência do que é dado a viver, a sentir, transcender o que é dado a ver, transcender o que é dado a viver ainda e, em particular, ao nível do medo.
SNOW - 12 de agosto de 2011

Questão: durante esses momentos difíceis, antes dessa fase final de transcendência, pode-se pedir ajuda às Estrelas?
Irmã, isso foi dito, sim, é claro.
Mas, no momento final do Reencontro, você estará só.
Não haverá outro além de você, e você só.
O que vocês vivem, doravante, cada um, eu repito, ao seu modo, são esses preparativos.
Lembrem-se, também, de que enquanto vocês não estão no próprio Reencontro, vocês têm a possibilidade de preencher-se de Alegria, por seus alinhamentos, pelo que vocês fazem.
Busquem o que é bom, afastem-se de tudo o que os arrastaria para o peso, para a tristeza, sem, no entanto, fugir do que vocês têm a fazer.
GEMMA GALGANI - 10 de agosto de 2011

A renúncia ou o Abandono à Luz não é, em caso algum, uma rejeição da vida, mas, efetivamente, uma aceitação plena e total da vida, sob todas as suas formas, mesmo nesse mundo.
De qualquer modo, enquanto vocês rejeitam qualquer parcela do que vocês são, mesmo na personalidade, vocês não podem viver o Espírito. A transcendência, a transmutação e a metamorfose não são, em caso algum, rejeições do que quer que seja.
A borboleta forma-se no interior da lagarta.
Não pode existir borboleta enquanto a lagarta não o compreendeu.
ANAEL - 05 de agosto de 2011

De fato, a Luz Vibral, quando de seu retorno e sobretudo, doravante, é oferecida a cada um na humanidade.
Receber a Luz não é tudo.
Receber a Luz não é uma finalidade em si, mas é, de algum modo, um impulso que deve permitir-lhes superar e transcender os limites da consciência fragmentária do ego, permitindo estabelecê-los na Consciência do Coração, na Consciência da Unidade.
.....
A Unidade é um estado de Alegria, no qual não existe qualquer questão.
O estado de não Unidade, ou o estado de Ilusão, traduz-se por um questionamento permanente.
A passagem de um ao outro é coisa que lhes interessa no mais alto ponto, mas, em caso algum, um ego passaria ao Coração. Efetivamente, a dissolução de um estado de consciência é que lhes permitiria nascer para outra Consciência (o que é chamado o nascimento do Embrião Crístico).
Para isso, deve existir uma forma de Transcendência da matéria, uma forma de Transcendência do Corpo de Desejo, que deve conduzir a viver uma forma de Completude Interior, independente de qualquer circunstância exterior.
Isso não faz de vocês (no sentido pelo qual puderam chamá-lo) um retirante desse mundo, mas, bem mais, um ser preenchido de sua própria Graça, de sua própria Vibração e de seu próprio estado Interior, de KI-RIS-TI.
UM AMIGO - 16 de junho de 2011

A tranquilidade do mental, a tranquilidade das emoções é um marcador, hoje, tão importante, se não mais, do que sua própria capacidade de percepção do corpo biológico através das Vibrações.
Face aos riscos da vida comum, o próprio modo com que vocês têm que se comportar traduz, e mostra, antecipadamente, o modo com o qual vocês se comportarão ao nível coletivo.
Há, portanto, em vocês, e como sempre, todos os meios para darem-se conta, por si mesmos, do que resta em vocês de apegos, do que resta em vocês de noção de território, de confinamentos, de limitações, de engramas (ligados às suas vivências, desta vida como de outras vidas).
Insistindo no fato de que não há mais que trabalhar sobre isso, sob uma forma ou sob outra, mas, efetivamente, aceitar olhá-los de frente, vê-los, porque a Luz, então, transcendê-los-á.
...
Questão: Como as forças do Amor podem nos ajudar a superar os limites da personalidade e a nos engajar no Abandono à Luz?
Bem amado, o Abandono à Luz realiza-se apenas por si mesmo.
O Amor pode apenas propor-lhes a Luz, mas é você mesmo que acende sua Luz.
Nós estamos, aqui, bem além de um amor conceitual, nós estamos bem além de um amor no sentido humano. É por isso que nós preferimos a palavra Luz Vibral, ou amor Vibral, ilustrando a tonalidade específica desse Amor Unitário, conduzindo-os a superar e a transcender as noções de personalidade, as noções de fogo do ego.
As forças do Amor (como você as nomeia) estão aí apenas como testemunhas, permitindo-lhe, se as aceita, iluminar-se a si mesmo. Mas não se esqueça que o Fogo do Espírito ou o Fogo do Amor, para o ego, assinala sua destruição.
A passagem do ego ao Espírito é uma Transcendência total.
Procedendo por pequenos toques, até o presente, mas indo proceder, cada vez mais, por toques cada vez mais violentos, permitindo-lhes, justamente, como eu o dizia, efetivamente distinguir o que é do domínio do ego, o que é do domínio do Espírito, a partir do instante em que vocês a tiverem vivido uma primeira vez (se não foi já feito).
ANAEL - 14 de maio de 2011

A transcendência do medo é, já, não mais estar identificado aos seus medos porque, efetivamente, em seu Ser verídico, você não é absolutamente esse medo.
O fato, portanto, de sentir-se incomodada, você mesma, por seu próprio medo assinala, de maneira formal, que você se identificou a ele e o que se identifica a ele, sempre, é a personalidade.
A transcendência do medo é já ligada, primeiramente, à não identificação a esse medo.
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Questão: Quando se sente o ego que se aponta, como centrar-se novamente no Coração?
Somente o ego vê o ego.
A partir do momento em que você é transcendida pela Graça, o ego desaparece por si.
Você não pode se servir de seu próprio ego para transcender o ego.
Todo o paradoxo está nesse nível.
Isso concerne tanto à sua vida social como à vida a mais espiritual e às buscas espirituais que são apenas ilusões que os puxam sistematicamente ao seu próprio ego.
Transcender o ego é abandonar-se à Luz.
Não há outra possibilidade.
Não existe outra, exceto esta.
Existem chaves preliminares indispensáveis: humildade, simplicidade, os quatro Pilares.
Quando foi dito por numerosos Despertos: «viver a Graça é a dissolução do ego», mas não se pode dissolver o ego com qualquer vontade do ego. É a passagem de um estado a outro estado, mas não se pode pretender o Coração estabelecendo-se na personalidade.
Assim, como você disse, voltar a descer ou, mais precisamente, entrar no si, transcender o ego, pode-se fazer apenas pelo Abandono e pela aceitação. Não pode existir técnica exterior, mesmo se, efetivamente, como neste espaço, existam lugares, Vibrações, pessoas propícias, mas o passo final apenas você é que o realiza e ninguém mais.
E esse passo final não pode ser levado a efeito por qualquer técnica.
É você, e você mesmo, para além do ego, que cruza a Porta.
ANAEL - 07 de abril de 2011

Questão: Não mais inquietar-se sobre o lugar de vida não é uma maneira de renunciar?
É uma maneira de baixar o ego.
Isso prova, ao menos, que não há apego a um território chamado casa ou apartamento. É uma transcendência, isso é muito importante porque, recordem-se do que sempre lhes dissemos: vocês serão tocados naquilo a que vocês são apegados.
Mas não é um processo vicioso, é um processo de Liberação.
Portanto, se você não está apegado a um lugar, se você não tem domicílio, como diz, fixo, você está já liberado de alguns apegos com relação a isso.
Há seres que estão apegados a isso ou àquilo, apesar de sua abertura.
Isso é assim.
Portanto, você não tem que se colocar a questão.
Basta-lhe deixar baixar o ego e tudo irá bem.
AÏVANHOV - 30 de março de 2011

Por intermédio do que é chamado astral ou emoções, vocês se banham num banho Vibratório participante da alteração e do mal estar. Então, vocês procuram, de acordo com suas crenças, segundo suas percepções, segundo suas intuições, os remédios para o mal estar.
E vocês os encontram.
A uma determinada queixa corresponde uma determinada causa e uma recuperação vem. Isso se estabelece de maneira habitual no desenrolar de suas vidas.
Hoje, pela Graça da Fonte e pela Graça de nosso Conclave, vocês têm a possibilidade real de superar a alternância mal estar/bem estar. O que sugeri por «ser liberado de contingências da matéria» não significa, obviamente, deixar esta matéria, no momento, mas transcendê-la, ultrapassá-la, ainda estando aqui agora.
Quer dizer que a Consciência deve situar-se em um outro lugar, ainda mantendo esse corpo e esse Espírito nesta densidade, correspondendo, ponto a ponto, ao que disse Cristo: «você está nesse mundo, mas você não é desse mundo».
Hoje, lhes é ofertada a Verdade e portanto a cessação da alternância entre mal estar e bem estar.
Como?
Parando de jogar o jogo da dualidade.
RAFAEL - 08 de outubro de 2009

Vocês devem levar esse corpo, se tal é seu desejo, na Luz.
Leva-lo na Luz significa fazê-lo apagar e transcender, inteiramente, as feridas do passado.
Hoje, os jogos da Sombra e da Luz terminaram.
ANAEL - 10 de julho de 2009

Pergunta: por que vocês criaram a 3ª dimensão?
Porque a experiência da divisão, porque a experiência da separação permite à alma humana fortificar-se em Luz.
O afastamento da Fonte, o afastamento de sua interioridade permite desenvolver na matéria qualidades de Luz que ali não existiam.
Vocês têm então um papel de transcendência da matéria, de ascensão da matéria a fim de ‘espiritualizar’, evidentemente por um retorno à sua própria Fonte, sua matéria e a matéria.
ORIONIS - 08 de agosto de 2008 - Revelações sobre Hercólubus

Coletânea: TRANSCENDÊNCIA, TRANSVERBERAÇÃO, TRANSFIGURAÇÃO, TRANSMUTAÇÃO E TRANSUBSTANCIAÇÃO (2a. Parte)

Trechos extraídos das mensagens do site francês Autres Dimensions - http://www.autresdimensions.com
Tradução para o português:
Célia G. - http://leiturasdaluz.blogspot.com
Zulma Peixinho - http://portaldosanjos.ning.com
Seleção e edição: Elizabeth Rodrigues
edição: Beto Schlichting Junior
Via: http://despertardaluzinterior.blogspot.com

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