Especial: BIDI - ABSOLUTO (3a. Parte) - Autres Dimensions

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O Absoluto não será, jamais, uma experiência.
Não haverá, jamais, preliminar ao Absoluto.
Não haverá, jamais, preparação para o Absoluto.
É algo que se move, a fim de encontrar a imobilidade.
Portanto, isso não pode ser favorecido por qualquer experiência, por qualquer estado, contato, relação ou outro. Se você abandona tudo isso, verá que tudo é muito simples, tudo é fácil.
Como vocês dizem, tudo é evidente, mas na condição de suprimir as evidências que lhes pareçam normais, mas que são apenas experiências.
A evidência de que eu lhes falo é a evidência do Absoluto, que não depende de qualquer tempo, de qualquer momento, de qualquer instante, de qualquer experiência, de qualquer justificação, qualquer que seja.
***
Efetivamente, saia de tudo o que é conhecido, através desse corpo, através de sua ação ou de sua inação.
Isso volta ao fato de aceitar não mais procurar.
De apreender que nada há a procurar.
Quem procura?
E, sobretudo, quem encontra?
E, enfim, quem encontra o quê?
Ainda, o efêmero.
Ainda, os limites.
Ainda, o conhecido.
Deixe-se levar.
Isso não quer dizer permanecer na cama ou ser inativo.
Deixar-se levar pode realizar-se sendo extremamente ativo.
Porque você sabe, naquele momento, que não é você que age.
Saia do problema da identificação.
Você não é o problema, não mais do que a recompensa, não mais do que a culpa.
Tudo isso representa jogos.
Esses jogos que são programados pelo eu ou pelo Si.
Porque sem eu, sem Si, há o não Si.
E todo o resto seguirá.
É claro que você pode brincar de participar, dando-se a ilusão de ser mestre e de controlar.
Enquanto você crê controlar ou ser o Mestre, o Absoluto é escondido, para você.
É preciso superar a sabedoria.
***
Pergunta: apesar de uma intuição e uma aspiração profunda ao Absoluto, comportamentos que bloqueiam e afastam do Absoluto aparecem, frequentemente. Por quê?
Porque, a partir do instante em que você tem a intuição do Absoluto, a partir do instante em que você aspira ao Absoluto, o que vai fazer o ego?
É claro, ele vai encher-lhe a cabeça como um desejo inacessível, ele vai afastá-la disso.
Absoluto não é nem ligado a uma intuição, nem a uma aspiração.
Ele a faz refutar tudo o que é da ordem da consciência efêmera.
Você não pode perseguir o objetivo do Absoluto.
Caso contrário, ele se afasta, do mesmo modo que quando você o refuta ou quando o nega.
O Absoluto não é concernido por você.
Ele não é concernido por sua aspiração, por sua intuição.
Você deve depor as armas, parar de procurar, Abandonar-se a si mesma.
O Absoluto não será, jamais, uma busca, jamais, uma procura, jamais, uma intuição, jamais, uma aspiração.
Ele não pode, jamais, ser revelado à sua consciência, enquanto a consciência está aí. Então, é claro, você tem bom jogo de falar de sua consciência que tem a intuição disso.
Mas, como você observou, isso nada muda.
Do mesmo modo que enquanto você vive a aspiração.
A potência da aspiração para ser isso não é a mesma para todo ser humano.
Alguns seres – e eles são raros – puderam ter tal tensão para isso.
Mas a tensão não é a aspiração.
O ponto de vista não é o mesmo.
Portanto, pare de buscar, pare de ser aspirada, pare de ter a intuição disso.
Contente-se, simplesmente, de Ser esse Absoluto.
Enquanto há intuição e aspiração, é uma projeção, aí também, da consciência, para um objetivo.
E esse objetivo é inscrito no tempo e, como tudo o que é inscrito no tempo, não é real, porque isso muda e desencadeia, em você, algo que você experimenta, é claro, pelo jogo da consciência.
Isso se chama a frustração.
E, quanto mais você tem a intuição, mais é frustrada.
E isso vai afastá-la, sempre mais, do que já Está aí.
O Absoluto não é uma conquista, não é uma experiência, não é um estado.
É esse Final, que se desvenda a partir do instante em que você aceita, além de todo tempo, que não há aspiração, que não há intuição em relação a isso.
Você deve capitular, porque a aspiração e a intuição são apenas o reflexo da consciência, do Si ou da pessoa, nada mais.
Tudo já Está aí, em você, porque é sua natureza, é o que você É.
Portanto, não pode existir aspiração ou qualquer intuição, porque isso continua o mental ou um desejo, o que é pior.
Nada há a desejar, uma vez que já está aí.
O mental leva-a ao inverso de sua aspiração e de sua intuição.
E, quanto mais elas crescerem, mais o mental vai afastá-la disso, conduzindo-a a viver coisas desagradáveis, que são apenas o reflexo da frustração.
Em seu caso, não há dúvida nem medo, mas, simplesmente, a frustração.
Se você aceita ver isso, compreenderá a futilidade da intuição e da aspiração que a conduz, exatamente, ao oposto do que você quer, porque o Absoluto não é uma vontade, nem um querer.
Então, deixe cair todo querer.
Se você aceita Abandonar-se, verá que o Absoluto já está aí: é o que você É.
Você não é mais suas frustrações do que sua aspiração e, ainda menos, sua intuição.
Uma intuição correta serve apenas nesse mundo (para fazer boas escolhas, por exemplo).
Mas o Absoluto não é uma escolha.
Ele não é desse mundo.
O que você espera ali encontrar?
Você pode encontrar apenas a frustração, cada vez maior.
Nenhum ser pode conduzi-la ao que você já É, se não é aquele que quer afastá-la do que você É.
Torne-se consciente de que há apenas um único mestre e torne-se consciente, depois, de que esse mestre é ridículo, porque ele erige-se naquele que sabe, naquele que tem a intuição, naquele que aspira.
Apreenda isso.
E isso não é um esforço a fazer.
Não é um trabalho.
Não é uma ascese.
É muito simples.
A frustração leva-a à complexidade.
E o que é complexo não é Absoluto.
A complexidade pertence à consciência e seu desdobramento, de mundo em mundo, de Dimensão em Dimensão.
Vá além.
Faça cessar todos esses jogos.
Não aspire a nada mais.
Não tenha mais intuição.
Faça calar isso, esquecendo-se disso (não se opondo a isso), e você verá que já está aí, desde sempre, antes mesmo que você existisse aqui.
Seu você, seu Si identificou-se a essa busca, a essa intuição, a essa aspiração e, portanto, você mesmo põe uma distância que não existe, você põe um tempo que não existe, um espaço que não existe.
Você mesma cria isso.
Veja-o, sem culpa, sem hipocrisia.
E, a partir desse instante, você o viverá.
Diga-se que é simples.
Se devesse permanecer uma única intuição antes que ela desaparecesse, é esta: é simples.
E substitua a aspiração – se você é capaz disso – pela tensão.
E, se a tensão não pode fazer-se, então, Abandone-se.
Se, no instante, você é capaz de dizer-se, em verdade: «não importa», nada mais haverá a manter, nada mais a buscar, nada mais a esperar, nada mais com o que estar em acordo ou em desacordo.
O Absoluto ali Está.
Você ali Está.
Lembre-se de que, para o ego e o mental, o último passo parece terrivelmente difícil, porque há a perda, porque há o Abandono.
Você se sente Abandonada, só?
É um muito bom sinal.
Um melhor sinal do que a intuição e a aspiração.
Mas não se apegue a isso, tampouco, deixe passar tudo isso.
***
Pergunta: Bastante ancorada na materialidade, o Si me parece inacessível. O Absoluto sequer é conceituoso, concebível. Eu experimento, nesse momento (pela leitura dos seus ensinamentos), um sentimento de desânimo e, até mesmo, de rejeição. O que, na personalidade, se opõe e como superá-lo?
Você mesma disse: a materialidade, o fato de querer conceituar o que não pode ser conceituado. Portanto, é óbvio que a materialidade e a personalidade queiram rejeitar.
Você não pode conservar o ponto de vista da personalidade a aceitar isso.
Se você afirmasse isso, seria falso.
O que você disse está correto.
Você não está pronta para deixar o que você acredita ser.
Você está, visceralmente, apegada à sua pessoa.
E então, estando apegada, por qual razão iria querer aceder a algo que a libertaria?
Nenhum conceito, nenhuma ideia, nenhuma alegria, pode sair daí.
Não procure conceituar, nem, menos ainda, aceitar.
Você precisa, primeiro, sair do inferno, ou seja, do seu confinamento: de crer neste corpo, de querer possuir o que quer que seja.
Você sequer possui o seu corpo pois você não é ele.
Quando você aceitar que este corpo é apenas um confinamento (uma ilusão, uma aparência), então você poderá se colocar a questão do conceito ou da ideia. Mas, agora, eu lhe digo que o Absoluto não é, nem um conceito, nem uma ideia, nem assimilável.
Porque você está limitada em sua visão, em sua percepção.
Porque você se apoia no corpo e na própria materialidade: uma transformação da materialidade, da personalidade.
Não há continuidade.
Não há possibilidade e ainda menos conceito e muito menos coisa percebida.
Não há, portanto, solução vislumbrável, nem mesmo desejável.
É-lhe preciso rejeitar, até mais, porque rejeitando significa que você não compreende.
E quanto menos você compreender, mais você será Livre.
É justamente o fato de acreditar compreender este corpo (suas ações, sua vida) que a confina no limitado, porque você tem medo.
O Amor não é o medo.
Por mais que você tenha amado o seu corpo, não irá permitir-lhe superar o corpo.
Por mais que você tente amar a personalidade, transformá-la em algo de melhor.
Mas não é você quem age assim, em sua Eternidade.
É porque você está identificada, demasiadamente, no limitado.
Mas o seu corpo está limitado no tempo e no espaço (neste período).
Ele não tem necessidade de você para existir: ele existe em outros lugares.
O melhor serviço que você possa lhe fazer é deixá-lo evoluir sozinho (sem interferir) e você irá constatar, então, que nenhuma manifestação física pode aparecer.
É você mesma quem cria as suas próprias manifestações físicas.
Não há karma.
Não há causa, exceto si mesma.
É isso que você recusa ver na cara.
Então, você vai buscar em outros lugares: no ontem, em uma causa.
E você se mantém, assim, nos contextos deste corpo, na ação/reação.
E você crê que você vai poder desembaraçar-se desta ação/reação compreendendo a reação à ação.
Mas de onde veio a primeira ação, se isso já não era uma reação?
Você está, já, aprisionada e você se aprisiona ainda mais.
Amar é ser Livre.
Não é aprisionar-se.
É abrir o que está fechado.
É não mais aceitar estar fechado ou aprisionado.
Não há qualquer solução enquanto você estiver na prisão, mesmo se você colocar belas cortinas, mesmo de você mudar a mobília, mesmo se você mudar de pensamentos, mesmo se você compreender.
Eu a convido a não mais compreender.
Eu a convido a deixar toda forma de conhecimento do que existe neste mundo.
Porque, senão, você vai fortalecer as resistências.
Você vai reforçar o sofrimento enquanto você acredita liberá-lo.
Saia da prisão, primeiramente.
Veja a prisão.
Não existe chave escondida no interior da prisão.
É você que dá corpo à prisão, pela vontade de compreender, pela vontade de apreender o que pertence apenas a esta própria prisão.
O Amor não está aí.
É um estágio acima (se eu puder me exprimir assim).
O Amor não está na prisão.
Enquanto você visar uma perfeição deste corpo, desta pessoa, você está na ilusão, em algo que irá passar.
A única satisfação durável é Eterna: ela é o Absoluto.
Ela é efêmera no Si.
Enquanto você acreditar e esperar uma melhoria do que quer que seja deste corpo, dos seus pensamentos, ou aceitar um conceito (que não é conceituoso) ou admitir uma ideia (da qual você não pode ter ideia), você irá pregar uma peça em você mesma. Então, obviamente que você rejeita o que eu digo e você apenas pode rejeitá-lo.
Mas se coloque a questão de quem rejeita: evidentemente, o que é limitado, o que recusa ver os limites e os contextos caírem porque há um apego visceral à materialidade nisso que ela tem de mais sólida aparência, de mais permanente aparência.
Mas tudo isso são apenas aparências.
Se você olhar, objetivamente, o seu saco de comida irá falecer.
O que você vai se tornar, naquele momento?
Como você vai considerar a matéria?
Qual matéria quando não houver mais matéria (não aquela que você conhece)?
É como se você quisesse construir um edifício muito alto em um solo totalmente instável (que você acredita ser estável).
Você acredita que você pode reforçar o solo, mudar o solo, mas isso é falso.
Se a hipótese é falsa, você apenas irá construir sobre areia movediça e o edifício vai afundar.
Nada há a construir,
Há que descontruir tudo, pela refutação.
Mas a materialidade ali se recusa, como o mental, porque apenas o mental para fazê-la crer na materialidade.
Nada é válido, aí dentro.
São apenas ideias, apenas conceitos falsos.
Por que aderir a conceitos e ideias que são falsos?
Aí está a causa do sofrimento e da manutenção da ilusão.
Se você ouve o que eu digo a você, então rejeitá-lo será ainda mais forte.
Mas eu posso afirmar a você que a rejeição e a violência são o caminho certo, enquanto você estiver na prisão.
Não é pacificando o que é ilusório, não é abrandando o que é ilusório, não é se embelezando na prisão que você vai sair da prisão.
Você melhora o contexto, mas você não elimina o contexto.
A Liberdade está em outros lugares.
Como você pode pretender ser Livre, ou ser melhor, no que é efêmero, no que está confinado, no que está limitado?
Você não vê, por si mesma, as oscilações que vão de um muro ao outro, de uma interrogação à outra?
Você não é isso: você é a Liberdade, você é Amor.
Todo o resto não tem qualquer consistência.
E, sobretudo, a materialidade.
Isso é areia movediça das piores.
Eleve o seu olhar.
Eleve-se e você verá que o edifício se constrói independentemente de tudo o que você decidir.
Abandone este medo, esta necessidade de controlar ou de se sentir segura na materialidade.
Isso não tem qualquer sentido.
Isso é apenas peso.
Isso é apenas densidade.
Há um medo do que é elevado.
Em última análise, você busca a Liberdade, mas você tem medo da Liberdade.
Você queria que a Liberdade se encontrasse na matéria: esqueça isso.
Tente ver de outra forma.
O amor da matéria não é o Amor, visto que a matéria é Amor, já.
Ela não tem necessidade do seu amor.
A Ilusão é Amor.
Mas ela não tem necessidade de você: isso é um sonho, uma projeção, uma ilusão.
Você quer dar peso ao que já tem demasiado peso.
Quem a obriga a agir assim?
O que, em você, se opõe à sua Liberação que já está aí?
Continue a rejeitar, continue a recusar: isso cria forças de atrito na Dualidade, na ação/reação.
Então, a prisão irá queimar.
Aquele que chega no final de um beco sem saída dá necessariamente meia volta para apreender-se de que não há beco sem saída, nem caminho.
Mas é preciso ter criado o caminho e o beco sem saída, antes, para perceber que isso não é nada.
O Absoluto não é nem conceito, nem ideia, nem o que quer que seja, mas ele os inclui.
Não há exclusão: é você que se exclui do Absoluto.
Ele sempre esteve aí.
Querendo ter uma ideia, querendo conceituá-lo, você quer fechá-lo na Ilusão.
O Absoluto deixa livre a ilusão: ele a inclui.
Não é perfeitamente a mesma coisa.
Não é o mesmo movimento.
Não é a mesma imobilidade.
Você vê o que eu quero dizer?
E não me responda.
Permaneça em você (em suas certezas) e veja o que eu lhe disse.
Depois, releia-o e você será obrigada a concluir e a ver onde se encontra o absurdo e a absurdez.
Você não é nem absurdo, nem absurdez.
E ainda menos matéria.
Ainda menos física.
Por que querer acreditar no que não é verdadeiro?
Por que fingir uma verdade que não tem qualquer sentido, qualquer lógica?
De onde isso vem?
De onde isso veio a você?
É muito simples: você reivindica estar apegada ao que lhe dá mais medo: à encarnação.
Há, portanto, uma não encarnação, contrariamente ao que você define.
E o corpo se manifesta para mostrar a você a sua não encarnação: aí está o confinamento.
Em nenhum outro lugar.
Porque, por querer ver as coisas tais como elas são, você vê apenas uma aparência, apenas o que lhe mostra o seu mental (e os seus conceitos e as suas ideias)
Abandone as ideias e os conceitos: você verá que não há prisão senão aquela que você construiu.
BIDI - É Preciso Ir Bem Além [16/05/2012] (1a. Parte)

É o mental que te faz acreditar que há solidão, que há isolamento, que é necessário olhar para o exterior.
Mesmo o Duplo está em ti, sem isso, como poderia ele existir no Cristo ou em qualquer outro? Não há nada além do Absoluto.
***
Pergunta: A experiência e a escolha de vida que se faz pode nos levar ao Absoluto, mesmo se nós não somos o que fazemos?
Não.
O Absoluto não depende de nenhuma escolha, de nenhuma vida, de nenhuma realidade deste mundo.
O Absoluto é o mesmo, quer isso seja sobre a cruz do Cristo, quer na criança que morre de fome, quer no velho que morre de velhice, ou aquele que morre com uma bala. Não há diferença nenhuma.
Acreditar que há circunstâncias desta personalidade, precisas (de caminhada espiritual ou outra) que favorecem o cumprimento, se tanto é que se possa falar assim, o estabelecimento do Absoluto, é um erro.
Acreditar que, porque se vai estar livre de todas as necessidades (afetivo, financeiro, moral, familiar, social) será suficiente para ser Absoluto é um erro dramático. O Absoluto não depende de nenhuma condição deste mundo. É um erro.
Nada existe além da personalidade que pode estar satisfeita no fato de não faltar nada, dinheiro, afeto. O Absoluto não tem o que fazer de tudo isso.
Não há nenhuma idade, nenhuma condição, nenhum carma, nenhuma situação, que se oponha ao Absoluto, se não vocês mesmos, através de justificativas, de álibis (que não têm), histórias espirituais (que não têm), medos escondidos, evidências escondidas.
Não há caminho para o Absoluto, nenhum. Não há nenhuma maneira de se aproximar do Absoluto por qualquer circunstância de vida. O Si pode dar-lhes a aparência, mas mesmo o Abandono do Si é necessário e indispensável.
Eu diria que, em última análise, seria muito mais fácil para aquele que não tem resistência. Ou seja, aquele cujo corpo se vai, cujas posses se vão, têm mais chance de revelar o Absoluto. Há alguns países onde os seres abandonaram tudo e nunca mais encontraram nada. Há países onde os seres nunca mais pediram nada e eles são Absoluto. Não vejas isso como uma progressão. Não vejas isso como alguma coisa que facilita ou evita. Isso não é verdade. Só o mental pode acreditar nisso: há circunstâncias favoráveis.
Isso é falso.
Apenas o Abandono do Si, a mudança de olhar e de perspectiva, o não apego, realizam a Verdade do Absoluto, que sempre esteve aí.
Crer que há uma distância criou distância. Crer que há um caminho criou um caminho. Crer que há indignidade torna-os indignos.
Supor que isto está longe o torna longe. É, no entanto, aí também, extremamente simples: não suponham nada, não aceitem nada. Deixem todo o lugar.
Desapareçam.
Enquanto vocês acreditam existir através de um apego, uma pesquisa, um afeto, vocês se afastam do Absoluto. Ele, sempre ele esteve aí, ele nunca se moveu: vocês que se moveram. São vocês que estão afastados, nesta personalidade, nesta ilusão, no si.
Quando nós lhes dizemos para ficar tranquilos e não fazer nada, ocupem-se de sua personalidade, se vocês quiserem (para melhorá-la, para pacificá-la), mas vocês não são isso. Vivam o Samadhi, se isso lhes dá prazer, mas vocês não são isso, não mais.
Através das minhas palavras, eu espero que vocês apreendam um pouco mais sobre o que é a refutação: nem isto nem aquilo. O que os impede de praticar? O que os impede de pôr em prática? O que os faz acreditar que é um jogo mental? O que vocês dizem que é estúpido? Façam-se a pergunta.
Se não é o seu próprio ego, o seu próprio mental, quem lhes vai dizer a cada turno, que “isso não é verdade” que "isso não existe", que "isso não é possível”, que "isso é muito simples, muito fácil." Refutem e vocês verão.
Realizem a sua investigação, mas não procurem a ação/reação deste mundo: ela é sem fim.
Não procurem causa, em definitivo, para o que nunca teve causa. Não há início.
Não há fim.
É uma ilusão total.
Vocês são Eternos, Eternidade.
Eternos: sempre presentes.
Todo o resto são apenas acessórios, piruetas, espetáculos e fraudes.
Vocês querem brincar de ser um bandido ou vocês querem ser Verdadeiros e Transparentes?
Vocês querem ser uma Alegria que não desaparece jamais, uma beatitude que não é função das circunstâncias, de seus amores ou de seus desamores, do seu dinheiro ou do seu não dinheiro, de um teto ou de um não teto?
Vocês não têm nenhuma necessidade de prever porque a sua vida prosseguirá da melhor das maneiras, sem nenhum obstáculo, no Absoluto.
Aí está a única causa dos sofrimentos aparentes, das necessidades aparentes, das feridas aparentes, das doenças.
Não há nenhuma outra.
Se vocês deixarem este saco de comida evoluir por ele mesmo, mantendo-o, sem se colocar perguntas, ele irá muito bem. Do nascimento à morte, ele viveria o que ele tem para viver. Isso é porque vocês estão identificados com ele quer ele esteja doente, quer ele esteja mal e sofrendo, caso contrário, não há razão válida para ser alterado.
Tente isto: refutar este corpo e vocês verão que ele vai se encaixar
bem. Porque o ego irá fazê-los crer que refutar, é renegar, é rejeitar: é um erro. Isso é o que lhes diz o seu mental, constantemente.
Não há nada, além disso, que os impede de praticar a refutação, ou então para fazê-los considerá-lo sob um lado manhoso, "tudo é ilusão." E de rir, mas não o verdadeiro riso, aquele da ilusão que simula.
Não há outro obstáculo que vocês mesmos.
O Absoluto não precisa de vocês.
Ele é o que vocês São.
Apreendam isso.
Todo o problema é apenas uma questão de posicionamento, de ponto de vista, como eu o disse, isso é um erro de ponto de vista, um erro de visão. Esta é uma visão que está sujeita a sua história, aos seus afetos, às suas emoções, ao seu mental, a tudo o que é ilusório. Ultrapassem esta visão.
Vocês não são aquele que vê. Não há nada a ver a este nível.
Se vocês fizerem silêncio de tudo isso, vocês constatarão, com espanto, que o Absoluto já está aí. Ele não tem que aparecer, exceto para a personalidade que se vai.
Aí está a Dissolução.
Aí está a facilidade.
É sair da complexidade.
Sair da dificuldade. Sair do conhecimento, o falso, aquele que depende de uma aquisição, de uma crença, de uma reflexão, de uma suposição.
O Absoluto é o conhecimento. Ele faz de vocês um Liberado.
Não o conhecimento da personalidade, que não os liberará jamais, que os confinará, cada vez mais, na ação/reação, no sofrimento, na dor.
Sejam Livres. Ousem ser Livres.
O que os impede?
Claro, há regras e leis que se aplicam a este mundo, mas vocês não São isso.
Vocês são a Absoluta felicidade da Luz Eterna do Amor.
Nada mais e nada menos.
É apenas que vocês tenham acreditado na sua personalidade, no seu papel nesta vida, no seu início e, nesse fim.
***
Eu me dirijo apenas àqueles que aceitam nada mais compreender, porque o que eu digo apenas pode ser vivido.
Compreender para nada serve.
***
Nada há a ouvir, assim como nada há a esperar, nem a compreender.
O Ser passa de toda compreensão, de toda espera.
A única coisa a ouvir, eventualmente, é o Som, esse Som primordial, que traduz, de algum modo, em sua Consciência, além da Unidade, o retorno ao Absoluto que você É, de toda a Eternidade.
Nisso, não é preciso mais escutar o que quer que lhe diga sua cabeça, o que quer que lhe diga uma autoridade exterior, mesmo a minha, que não tem mais autoridade, como a sua, como você.
BIDI - É Preciso Ir Bem Além [16/05/2012] (2a. Parte)

O Absoluto não é nem bem, nem mal, ele não se importa com esse referencial.
***
Mas nenhuma técnica pode fazer calar o mental, porque ele não se cala, jamais, exceto no Absoluto.
***
Vocês encaram a morte como uma perda.
Mas a morte é tudo, exceto uma perda.
Eu poderia responder-lhes que a vida é uma perda, aqui.
Sim, porque vocês perdem o Absoluto.
Aí está a verdadeira perda.
Enquanto vocês consideram que a perda de seu corpo, de um laço, qualquer que seja, afeta-os, isso assinala a personalidade, ou o Si.
Aquele que está, realmente, no Absoluto, sabe, muito bem, que a morte é um nascimento.
BIDI - Manter o Sofrimento ou Ser Absoluto (17/05/2012)

Questão: poderia falar-nos da linguagem e do silêncio, na ligação deles com o Absoluto?
A linguagem é própria desse saco de comida.
A consciência é uma secreção desse saco, tal como vocês nomeiam.
Mesmo o eu Sou: o que é que ele se torna, quando esse saco não está mais aí?
Você acredita que vai poder proclamar «Eu Sou», do outro lado, sem corpo?
É uma ilusão.
Em seguida, o silêncio e a linguagem.
O que é a linguagem?
O espaço entre dois silêncios.
Não há silêncio.
Há apenas o fato de ficar tranquilo porque, quem pode dizer que está no silêncio?
Você pode fazer o silêncio das palavras.
Você pode fazer o silêncio dos sentidos.
Mas o corpo continua aí, e você continua dentro dele.
Essa é apenas uma primeira fase da introspecção, que vai fazê-la viver o Si ou uma aproximação do Si.
O Absoluto não se importa com a linguagem.
Há apenas que fazer silêncio.
Porque, mesmo o Eu Sou é um som.
Um som primordial, aquele que aparece, também, no Absoluto, nesse azul escuro e nessas estrelas (que não o são).
É claro que você pode trabalhar no Si, reforçá-lo, pela meditação, pelo silêncio.
Mas todos eles são apenas jogos.
A linguagem é um obstáculo.
O mais importante é ficar tranquila.
Se você se esquece de si mesma, o Absoluto está aí: sem nada procurar, sem nada pedir, sem procurar zonas de Sombra, sem procurar uma Fusão (ela se produz por si mesma).
Deixe esse corpo viver sua vida.
Deixe-o falar, se ele quiser.
Deixe-o fazer o silêncio, se ele quiser.
Mas você não é nem a linguagem, nem o silêncio.
Isso pertence à ilusão.
A linguagem é criada pelo saco de comida: é uma interface da consciência.
O silêncio também.
***
O dia em que você compreender que nada pode compreender, o Absoluto estará aí.
***
Questão: ignorar os pensamentos é uma maneira de dar, ainda, peso ao mental?
Absolutamente não.
***
Questão: como soltar tudo e Abandonar-se à Simplicidade?
Reconhecendo o que você É: Absoluto.
Nada há a soltar.
Quem coloca a questão, se não é o ego?
Quem crê que deve soltar algo?
Ficar tranquilo é nada soltar: é refutar.
Enquanto você procura o que quer que seja para soltar, é que você considera, é claro, que há algo a soltar.
O que você quer soltar, uma vez que você já soltou?
***
Questão: se não se reencontra o Absoluto em nossa vida, o que acontece depois?
A consciência existe, ainda e, portanto, ela se projetará.
BIDI - Você não é mais você (21/05/2012)

Se o tempo não existisse, esse corpo não existiria.
Simplesmente.
Essa consciência não existiria.
Essa presença não existiria.
Só permaneceria Absoluto, esse Final.
Mas esse Final, eu repito, não é uma busca.
É uma Verdade que não depende de qualquer experiência, de qualquer corpo, de qualquer conceito, de qualquer consciência.
***
Você não pode demonstrar a ilusão desse mundo.
Você não pode demonstrar a ilusão desse corpo porque, se nele se bate, há dor, e a consciência vive-a.
Você pode apenas refutá-lo.
Refutar não é demonstrar.
Refutar não é opor-se E, ainda menos – como eu já disse – negar.
É mudar de olhar, de ponto de vista.
Vocês não são nem o que sofre, nem o que está contente, nem o Si, nem o eu.
Se vocês aceitam isso, vocês o vivem.
Nenhum medo pode emergir.
E, mesmo se ele emerge, ele não tem qualquer tomada.
Mas, enquanto vocês lutam, enquanto se opõem ao que quer que seja, na ilusão, vocês mantêm a ilusão.
***
O medo é um estímulo que mantém você na ilusão porque, para aquele que está na ilusão, a ilusão dá menos medo do que o Absoluto.
***
Busquem sem buscar.
Parem, e vocês avançarão.
É preciso desembaraçar-se de tudo o que chega à consciência.
Então, eu posso imaginar que a pessoa confinada vai querer desembaraçar-se do que faz sofrer.
Mas ela não consegue compreender como ela deve, também, desembaraçar-se do que põe na alegria. Isso não quer dizer sair de uma relação, mas é, aí também, mudar de ponto de vista.
Quando eu me dirijo assim a vocês, a pessoa pode compreender – erroneamente – que é preciso afastar-se de uma profissão, de um marido, de uma mulher, de uma relação.
Mas eu jamais disse isso.
É o que vocês entendem, ao nível da pessoa.
E vocês o entenderão sempre assim, enquanto estão instalados na pessoa.
Aceitem não mais ser pessoa, e vocês verão.
Mas, a partir do instante em que vocês empreendem uma ação para não mais ser pessoa, suprimindo isso ou aquilo, vocês nada apreenderam.
BIDI - Colocar um olhar lúcido sobre tudo o que é efêmero
[03/06/2012] (1a. Parte)

Há o Centro, o Coração, o Amor e nada mais.
E nenhum obstáculo (mesmo o diabo ou Lúcifer ou outro) pode impedir de ser o que você É, desde toda Eternidade.
Só o peso das crenças e do saco de pensamentos é um obstáculo e há apenas você que pode parar de nutri-lo.
Nenhuma montanha pode parar o Amor.
Nenhum mundo pode parar o Amor.
Nenhuma força pode parar o Amor.
Eles podem simplesmente dar a ilusão de parar.
É nesta ilusão de parar o Amor que o ser humano acredita.
Mas se você for além da crença e da Vibração, isso não tem qualquer peso, qualquer consistência e qualquer Verdade.
Tranquilize-se.
***
Coloque-se sob a ação da Graça, ou seja, deixe a Luz fazer.
Deixe a Luz se ocupar de tudo.
Enquanto, você, você quiser se ocupar de alguma coisa, isso irá fracassar, é inelutável.
Em quem você confia?
No seu ego ou na Luz?
Onde você coloca o seu interesse: no ego ou na Luz?
É sua responsabilidade.
Você não pode manter a ação/reação e pedir para que a ação/reação cesse.
Seja lógico.
Eleve-se acima da ação/reação e você irá constatar, por si mesmo, que a reação não é mais sua, assim como a ação não é mais sua.
E que, realmente, naquele momento, é a Luz que age e não mais você.
É preciso que você se doe, você mesmo, à Luz.
E a Luz irá se doar a você.
***
Pergunta: por que eu tenho a impressão de estar aguardando, como se me faltasse algo para passar, para bascular, no Desconhecido, no Absoluto?
Eu chamo a sua atenção para o fato de que esta pergunta é um
contrassenso. Porque, se você tiver a impressão de que falta algo para bascular no Desconhecido e no Absoluto, nenhum elemento do que lhe é conhecido (ou cognoscível) pode permitir-lhe ir para o Absoluto.
E nada pode faltar ao Absoluto, nem ao limitado.
Existe, simplesmente (e isso de maneira geral, que não é específico de você), o que foi nomeado (nas perguntas anteriores): a Última Retração, seja da alma, seja do Espírito, que recusam render as armas e capitular.
Deste modo, você não tem que procurar o que falta porque nada falta.
Você não tem que experimentar uma impressão de espera (porque a espera o coloca no tempo ou na busca), mas aceitar que isso seja assim, isto é: ser, cada vez mais, o observador disso, sem se colocar questões, sem nada refutar (aí onde você está) e aguardar, pacientemente (sem nada esperar porque irá desaparecer por si só), que o observador se dissolva.
Portanto, não se coloque a pergunta do porque, nem do que quer que seja que poderia faltar, mas, simplesmente, deixe desenrolar-se esta espera.
Mas você não é esse que espera.
Você é o que observa.
Isso é profundamente diferente.
A partir deste momento, o contrassenso poderá desaparecer por si só.
Porque você não irá buscar um sentido ou uma resposta, mas, sim, você irá constatar, por si mesmo, o que se desenrola.
E o que se desenrola não pede, nem questão, nem interrogação, mas, simplesmente, uma lucidez, aí também.
Observar, ir além, aceitar superar aquele que experimenta e que observa. É, já, de algum modo, ir levantar, sem procurá-lo, o que está por trás de tudo o que se joga.
Se você aceitar isso (permanecer tranquilo, nada procurar: nem resposta, nem falta), então, tudo vai chegar.
Não há sequer que mudar de ponto de vista.
Há apenas que observar esse ponto de vista e deixar como está.
Aí também, nós conectamos esse último curso do Abandono do Si.
O Abandono do Si (como o Abandono à Luz) não é uma ação da vontade, nem uma decisão do ego, mas sim, o que eu chamaria de capitulação do ego e de capitulação do Si onde nenhuma ação é necessária, onde nenhuma decisão é indispensável.
Simplesmente, observar o que irá pôr fim, seguramente (daí onde você está), ao próprio observador.
Você irá constatar, aliás, que, assim que o porquê cessar, assim que a espera cessar, tudo está aí.
Isso acontece, sempre, dessa maneira.
Foi dito (por alguns Anciãos) que a espera e a esperança não eram a mesma coisa.
Eu lhes digo, quanto a mim, que a espera e a esperança devem cessar, agora, tanto uma como a outra.
Porque não há mais tempo, em todos os sentidos do termo.
O Tempo está consumado, os Tempos terminaram, portanto, vocês saem do tempo para entrar no Espaço.
E não busquem, tampouco, embarcações.
São vocês a Embarcação.
Mesmo se, é claro, existem circunstâncias específicas e particulares em que o que vocês denominam embarcações exógenas devendo intervir, mas isso não lhes diz respeito.
Ocupem-se da sua Embarcação.
Porque vocês São uma Embarcação.
É isso que acontece.
***
Lembre-se: é sempre uma questão de ponto de vista, mesmo sem falar do Absoluto.
***
O Absoluto não é uma finalidade: é a Verdade Absoluta.
Se isso não lhes convém, fiquem no Si.
Eu jamais apresentei o Absoluto como finalidade.
BIDI - Deixe a LUZ ocupar-se de Tudo [03/06/2012] (2a. Parte)

Pergunta: eu vivo um vai e vem entre o Absoluto, o Si, a personalidade e o mental. Eu tento deixar acontecer o vai e vem, mas quando eu me encontro no mental, eu começo a tentar sair.
Enquanto houver um Absoluto com forma, as passagens são inumeráveis.
Você tem necessidade do seu mental para viver sobre este mundo, não para ser o que você É.
Se a passagem, que não é uma, se este Último for o que você É, ou você fica Último, ou você vive.
Isso não deve causar qualquer problema.
Você pode conduzir o que você conduz, sem qualquer problema, porque o Absoluto está aí.
Quando o primeiro Absoluto se revelar, tudo é Absoluto.
O seu mental não pode dirigi-lo, mas ele pode dirigir o que se refere à sua vida, o que você aprendeu, o que você conduz, nesta vida, sem problema algum.
A passagem do eu ao Si, e ao Absoluto (quando o Absoluto se revela), é normal.
É mesmo salutar, isso não tem que preocupá-lo.
Esta forma existe, este corpo existe, este saco de comida está aí.
Deixe-o viver.
Isso não é você.
Ele irá viver o seu fim quando ele o viver, isso não lhe diz respeito.
E em função disso, deixe-o viver o que ele planejou viver.
Isso não deve causar qualquer problema.
E isso não é um problema.
As passagens tornam-se cada vez mais evidentes, ou seja, você vê claramente o que age, e o que É, e o que não É.
Então, está tudo bem, não há problema.
***
Pergunta: o que, em mim, deseja esse retorno ao Absoluto, é o Absoluto que eu sou?
Mas você não pode retornar, você jamais partiu.
É o “eu sou” que joga assim.
Você não pode colocar uma questão como essa.
Isso quer dizer que você está procurando.
Você não pode procurar o Absoluto.
Isso gira ao contrário.
Esqueça-se e desapareça.
Você não tem outra solução.
É preciso que a consciência do observador, o observador, a testemunha, o sujeito, o objeto, o teatro, desapareçam.
Isso é tudo.
Você gostaria que o teatro desaparecesse para mostrar-lhe o que há, mas você permanece no teatro.
Eu dei o exemplo do sono.
O Absoluto não pode observar o Absoluto, porque, assim que houver observação, o que há?
Consciência, experiência.
Portanto, você procura fazer a experiência do Absoluto.
Mas quem procura fazer a experiência do Absoluto, senão a consciência?
Você não pode compreender, o Absoluto.
Você não pode se servir da sua consciência, mesmo a mais Realizada.
É exatamente isso que deve desaparecer.
Se você chegar a se esquecer, a desaparecer, o Absoluto está aí.
Você considera, ainda, o Absoluto como uma busca, mas o Absoluto já está aí.
Saia do teatro.
Ele não tem que aparecer já que ele está aí.
É o seu não desaparecimento que bloqueia.
Você gostaria de apreender-se do que você É, você gostaria de fazer uma experiência, você gostaria de ter uma certeza, percebida.
Isso não é possível.
BIDI - Resta apenas o Absoluto (09/06/2012)

A vida está aí, independentemente de você, independentemente do
mundo. Viver isso é ser Absoluto, isso não é mais uma crença, é a ausência de localização, é a ausência de identificação, é não mais jogar o jogo da ação/reação, mas fazer tudo – absolutamente tudo – o que a vida propõe, com a mesma equanimidade, a mesma Simplicidade e a mesma Humildade porque, no Absoluto que você É, o Absoluto não pode ser afetado, nem pela doença, nem pela perda, nem pela falta, nem pela plenitude, uma vez que o Absoluto é Infinito Eterno, o que não é esse corpo, o que não é essa pessoa, o que não são suas relações, o que não são seus filhos, nem seus pais, nem aquilo a que você está apegado.
***
O Amor é Livre, o Amor é Absoluto, porque é o que vocês São.
Mas não o amor humano, projetado em uma emoção, qualquer que seja, porque todas as suas emoções fazem apenas traduzir seus próprios vazios e suas próprias incompetências para ser Absoluto, porque nada há a preencher, exceto para o efêmero.
A essência é Amor: o que vocês São, o que nós todos Somos.
Se nós somos isso, então, nada há a procurar, não há ideal, nada há a idealizar, nada há a crer.
***
Questão: há certo tempo, em qualquer circunstância que, em outros tempos, geraria emoções de todo gênero, a ausência de emoção deixa-me um pouco perplexa.
Não há passo para o Absoluto.
Contudo, quando as emoções somem, em um primeiro tempo, isso pode dar-lhe a pensar que há um desinteresse ou algo de bizarro ou de não habitual. Isso é, efetivamente, um passo para o Si que, efetivamente, pode parecer aproximá-la do Absoluto, que já está aí.
A eliminação da localização desse saco de comida, como dos sacos de pensamentos, efetivamente, traduz-se pela rarefação e pelo desaparecimento das emoções, porque a emoção é o que põe em movimento.
Ora, o Absoluto não é o movimento: ele é a ausência de movimento, dada a não participação nesse mundo em movimento.
O efêmero é movimento.
O Absoluto é não movimento, porque o que é o Tudo não pode estar em movimento.
As partes do Tudo podem estar em movimento.
Assim, portanto, quando as emoções somem, mesmo se isso possa aparecer como bizarro, ótimo, porque é a prova indiscutível de que você não participa mais dos movimentos do efêmero.
Eu repito: não é um desinteresse ou um desengajamento, mas, bem mais, um ponto de vista que muda.
É um grande passo do ponto de vista.
O ponto de vista amplia-se, você não está mais na cena do teatro, você é, ainda, aquele que pode observar, mas que não vive o que se vive na cena.
***
O Absoluto não é aquele que permanece numa gruta.
O Absoluto pode efetuar não importa o quê, no seio de uma forma, mas ele sabe que ele não é essa forma e, no entanto, ele faz. É uma mudança de ponto de vista, não de ação.
Não é passar da ação à inação, não é parar todas as interações, não é matar pai e mãe ou filho. É um outro olhar, uma consciência alargada.
É passar daquele que é ator da sua vida, àquele que olha.
É o observador: aí está o Eu Sou. E depois, o observador desaparece, ele também; não há mais localização no seio de um corpo, no seio de uma história. Mas quem disse que a história devia parar? Ninguém, senão o teu ego.
BIDI - O Desconhecido não pode ser conhecido, uma vez que ele é o que vocês São [29/06/2012] (1a. Parte)

Questão: vários intervenientes falam-nos de efetuar uma escolha: ou aquela de deixar o Absoluto desvendar-se, ou voltar, entre aspas, a uma Dimensão (como aquela de nossa origem estelar, por exemplo).
Nós temos, realmente, ainda, a escolha, ou essa escolha já está estabelecida (e isso, talvez, mesmo antes do início dessa vida)?
Por outro lado, se escolha há, como estar, verdadeiramente, certo de que, no fundo de nós mesmos, está-se pronto para ser, entre aspas, Absoluto ou que se tem, ainda, sede de experiências?
O Absoluto não conhece essa vida, nem vida alguma: ele saiu desse saco, ele deixa esse saco viver.
A partir do instante em que há o sentido de uma questão, em relação ao desenrolar temporal e linear, há, obviamente, não Absoluto.
A partir do instante em que a consciência existe em um «Eu» ou um «Eu sou» (na crença em uma encarnação qualquer), há persistência da experiência.
Assim, portanto, no modo pelo qual você formula sua própria questão, você continua sob a influência da lei de causalidade e, portanto, sua consciência é projetada.
Ainda uma vez, não há qualquer julgamento, mas, simplesmente, o fato de atrair sua consciência para o que ela acaba de emitir.
O Absoluto sempre esteve aí.
É a projeção da consciência que o distancia dele.
Crer nessa vida – crer que você vive o que você vive – coloca-o, de maneira irremediável, no «Eu» ou no «Eu sou». Então, o «Eu sou», como nas camadas de cebola, é, por vezes, necessário, mas é preciso estar, efetivamente, consciente de que o «Eu», mesmo da consciência, é apenas repetição, projeção e olhar exterior.
É preciso soltar, também, isso.
O Absoluto não é uma evolução.
A evolução pertence ao «Eu» e ao «Eu sou».
O Absoluto não tem relação com qualquer evolução, qualquer melhoria, qualquer transformação, qualquer Vibração: é o estado que é além da consciência e além de todo estado.
Se, um instante, o corpo não é mais percebido; se, um instante, o mental não está mais ativo; se, um instante, as Vibrações cessam, você se junta ao estado chamado Maha Samadhi ou Turiya, que lhe dá a viver a experiência da Infinita Presença.
Os contatos – sejam os nossos, entre nós, sejam aqueles de entidades bem além desse plano – levam-nos, progressivamente, a realizar a Dissolução.
Em caso algum isso pode ser uma escolha efetuada pelo consciente, seja no «Eu» ou no «Eu sou».
Apenas quando você solta o «Eu», apenas quando você solta o «Eu sou», quando aceita desaparecer, inteiramente, é que a Liberação ocorre.
Sem isso, não há Liberação.
Enquanto você crê ser, você não pode Ser no Não ser.
Você não pode estabelecer-se Absoluto.
E, portanto, sendo parte de uma evolução, de uma transformação, de uma Vibração, você permanece nesse espelhamento (nessa projeção nomeada consciência), enquanto há consciência moral, enquanto há consciência do «Eu sou», enquanto há um «Eu sou Um» (que foram, no entanto, certamente, para muitos de vocês, etapas importantes, com um sentido importante e uma missão importante).
Mas compreendam, e apreendam que não há missão alguma.
Enquanto vocês procuram um sentido na encarnação, enquanto procuram um sentido em qualquer espiritualidade, continua o «Eu sou» e continua a Ilusão e o efêmero.
Ser Absoluto não pode ser, em caso algum, uma crença nem um estado.
Mas só aquele que o realiza, para além de toda Realização, sabe disso.
Como dizia o Comandante (ndr: Omraam Mickaël AÏVANHOV), fechado em um saco – que ele chamou aquario – como você quer conhecer o que está fora de seu aquário, qualquer que seja esse aquário?
Só a consciência crê poder encontrar-se.
Ela não se encontra, jamais, porque nada há a procurar.
O trabalho que vocês realizaram, no «Eu sou», permitiu instalar o que vocês nomeiam Canal Mariano (acesso à Multidimensionalidade), mas não é, e em caso algum, o objetivo.
Esse objetivo é temporário, transitório e efêmero e não os faz, de modo algum, sair do efêmero.
O medo é o elemento motor: o medo da perda da individualidade, o medo da perda da personalidade, o medo do nada (neant). Porque, de seu ponto de vista, o que vocês nomeiam nada é vazio, é absurdo, enquanto, de nosso ponto de vista, é esse saco que é absurdo.
Os pontos de vista não são os mesmos.
Cada um tem sua Verdade.
Mas existe apenas uma Verdade Absoluta.
É claro, todos os princípios existentes nesse mundo, nesse saco de comida, nesse saco de pensamentos têm uma lógica que lhes é própria, baseada na Dualidade.
Outro olhar os faz mergulhar na Unidade – para além da Dualidade – e penetrar os espaços da não Dualidade, realizando a Passagem do «Eu» ao Si.
Resta, agora, a Passagem ao não Si que é, eu os lembro, a única coisa que é Absoluta, Eterna.
A única Realidade.
Mas, enquanto estão – o que nomeiam, vocês mesmos – no caminho, vocês não podem revelar o que vocês São, para além do ser.
Vocês apenas podem, perpetuamente, continuar.
E esse perpetuamento não é infinito: ele se repete como um círculo que gira em si mesmo (ou uma espiral, se preferem), a partir do instante em que vocês saem do confinamento dito inicial.
Se eu tanto insisti no fato de que vocês não são esse saco, de que vocês não são qualquer regra que adotam, é, efetivamente, aí que está o problema: vocês aplicam, pela consciência – a sua, onde quer que vocês estejam – regras.
Essas regras permitiram construir algo.
Se posso tomar o exemplo, é como quando vocês colocam o concreto: é preciso uma cofragem [ndt: forma de concreto armado].
Vocês olham a cofragem e continuam a cofragem.
Vocês observaram a construção do que estava na cofragem, com um sentimento de solidez, chamado o Samadhi, o Si. Mas, em definitivo, não há cofragem, nem concreto, nem nada do que vocês creem, percebem, sentem, imaginam.
BIDI - Enquanto existir apego, vocês não podem ser Liberados [13/07/2012] (1a. Parte)

Questão: qual é esse «Eu» que não tem mais sentido algum, mas que não desaparece no Absoluto?
Mas, na medida em que você é Absoluto com forma, como você quer que o «Eu» desapareça, enquanto esse saco de comida não está morto?
O «Eu» funde-se no Absoluto: você passa de um ao outro e do outro ao um, sem qualquer problema.
O «Eu» é transmutado, transformado.
Ele é aniquilado.
Ele desaparece no Absoluto e volta, assim que você volta em seu «Eu», ou seja, a esse saco (também, no «Eu sou»).
Enquanto o saco de comida e de pensamentos está aí, você é Absoluto com forma. O que quer que lhe seja dado a viver (e o que quer que você se dê a viver), o que resta não é o «Eu», quando você está no Absoluto com forma.
É o observador, imóvel (que sempre esteve aí), que vai traduzir pelo «Eu», porque é o «Eu» que você vive, quando o observador está em um saco, mas ele observa o saco.
***
Então, eu diria, para terminar (e é o que eu já disse, não sei quantas vezes): não é um problema de compreensão, não é um problema de busca, não é um problema de encontrar, não é um problema de ver cadáveres ou livros.
Não é um problema de separar-se amigos.
O problema é vocês.
Mudem de ponto de vista.
Soltem aquilo que vocês creem ter: todas as suas aquisições, todos os seus esforços.
O Absoluto não é um esforço: é um Abandono.
Façam cessar toda vontade.
Façam cessar toda diligência que consista em querer apropriar-se e compreender.
Rendam tudo.
E o saco, deixem-no viver.
***
Nada procurem, porque nada há a procurar.
Nada eliminem: nada há a eliminar.
***
Mudem de olhar e de ponto de vista.
Eu lhes peço para olhar o Centro, e vocês me falam da periferia.
Eu lhes peço o ponto de vista daquele que não se move – o observador e o Absoluto – e vocês falam da pessoa.
Apreendam isso: nada há a compreender.
É simples: revertam seu ponto de vista e constatarão, vocês mesmos, os efeitos. É a mesma coisa para a Onda da Vida, para o Manto, para o Canal, para tudo isso: deixem fazê-los, mas nada façam.
Trabalhar nas Vibrações, isso ocupa, isso desenvolve o Si, para permitir a ele tocar o Último Si (ou Presença).
E, depois, de nada mais se ocupem.
BIDI - Não é esse saco que é um obstáculo: É você, quando você se coloca no «Eu» (20/07/2012)

Veja também:
Coletânea: ABSOLUTO (1a. Parte)
Coletânea: ABSOLUTO (2a. Parte)

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Trechos extraídos das mensagens do site: http://www.autresdimensions.com
Seleção e edição: Beth Rodrigues
Tabulação e edição: Beto Junior - www.despertardaluzinterior.blogspot.com
André MA - www.mestresascensos.com

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