MA ANANDA MOYI - 21 de julho de 2012 - Autres Dimensions

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- Ensinamentos da Estrela AL -


ÁUDIO mp3 ORIGINAL:

~ O AMOR, A GRAÇA e A VIDA ~
Eu sou MA ANANDA MOYI.
Irmãos e Irmãs encarnados, eu lhes dou as minhas Bênçãos. 
Eu vou falar livremente, de acordo com o que eu vivi, quando encarnada, e tentar fazê-los viver e, além disso, fazer ressoar, em vocês, o Amor, a Graça e a Vida.
A Vida, onde quer que ela seja, é Amor.
Não poderia existir a mínima vida sem Amor e, no entanto, na superfície desta Terra, o que é deixado se ver é tudo, exceto o Amor, pelo menos em uma aparência.
Muitos elementos, entre Irmãos e Irmãs, entre nações, entre grupos não parecem, à primeira vista, exprimir o amor.
E, no entanto, aqui como em outros lugares, nós somos Amor.
Então, como tentar compreender, apreender, como o que é observado não reflete e não exprime a Vida e o Amor.
A guerra, seja qual for, entre dois seres, duas nações ou dois grupos, visa, em princípio, destruir a vida, negá-la.
E, no entanto, isso estritamente nada muda no que nós somos: Amor.
A vida nem começa, nem cessa na morte.
A vida está por toda a parte.
Ela está, ao mesmo tempo, na própria expressão da consciência, da não consciência e no encontro de tudo o que é possível como interação, como troca, mesmo se a aparência for o oposto disso.

***

O ser humano na encarnação passa a sua vida procurando o Amor e o que diz respeito ao Amor, seja através de religiões, através de um trabalho.
É muito raro encontrar um ser humano que, em algum dos setores habituais da vida sobre esta Terra, não experimente o Amor.
E, no entanto, o que pode parecer oposto ao Amor é, na realidade, apenas a falta de Amor e, a partir daí, a procura desse Amor, do qual todos nós estamos privados, em certa medida, ao mesmo tempo estando vivos.
Então, é claro, existem tantas variedades de Amor quanto de humanos.
Existe, aliás, e nós todos sabemos disso, quando estamos nessa carne, uma paleta infinita de amor.
Nós temos dado, há anos, outra ideia, outra concepção e outra Vibração do Amor.
Esse Amor, que é nomeado frequentemente incondicional, mas que é bem mais do que isso, que é, como eu o dizia, a própria Vida.
Todos os comportamentos - que são manifestados pelos nossos Irmãos e nossas Irmãs, por grupos, por nações - que aparentam ser contrários ao Amor, são apenas o reflexo do medo.
Esse medo é, ele próprio, apenas o reflexo de algumas manifestações ligadas ao vazio, à ausência, à necessidade de proteger-se e à necessidade de não sofrer.

***


Então, como explicar que essa necessidade de não sofrer, geralmente, se expressa justamente pelo sofrimento?
Porque existe um círculo vicioso.
Porque o amor, seja ele qual for, em todas as suas declinações, na superfície deste mundo, jamais poderá preencher, de maneira definitiva, o que nós somos: esse Amor, essa essência de Amor e essa Vida.
Quer dizer que essa vida é ruim?
Não, nenhuma vida é ruim.
Existem, simplesmente, circunstâncias que afastam do Amor e que têm por nome:medoavidezfalta, que resultam, eles mesmos, de uma incompreensão, de uma forma de ruptura do Amor que nós somos e bem além dessa passagem entre a vida e a morte sobre esse mundo.
Tudo o que o ser humano manifesta e exprime, desde as esferas aparentemente mais áridas - relativas ao dinheiro, à organização da vida - é também a expressão dessa falta de Amor e, também, a expressão do que foi, realmente, seccionado.
O que foi seccionado é a livre circulação do Amor, o que nós chamamos de Comunhão.
A impossibilidade, por razões diversas, de Comungar, vai induzir, por si só, um medo.
Quem não se lembra de ter, diante de si, alguém que é amado e que, no entanto, não nos compreende, não parece responder à nossa expectativa, não comunga conosco?
Pois, é claro, o Amor jamais estará em qualquer palavra e, eu diria ainda, em um comportamento, por que o Amor é a nossa natureza.
Ele deveria, logicamente, existir e se manifestar, independentemente de qualquer palavra, de qualquer relação, de qualquer compreensão ou incompreensão por palavras ou comportamentos.
E, no entanto, todos nós sabemos que esse não é frequentemente o caso, porque o Amor sempre é procurado através de uma falta, através de um medo, através de uma insuficiência.
Porque o amor, tal como nós o definimos, quando estamos encarnados, é, em geral, a expressão de uma falta, a expressão de uma projeção, como se a essência que somos não fosse visível e nos fizesse, sem exceção, buscar, no exterior, esse Amor.
Seja qual for a relação que se estabeleça - quer seja a mais amorosa, a mais romântica, quer seja a mais autêntica - ela faz, em última análise, apenas refletir a insuficiência e a incompletitude, que está presente em cada um de nós.

***

O exemplo da minha vida, e de tantas outras, mostrou que a fonte do Amor estava, antes de tudo, no Coração, ou seja, em si mesmo.
E que apenas se podia amar se já se tivesse encontrado, tal Amor, em si.
E que o amor que projetamos é apenas o reflexo do que, justamente, nós não encontramos.
E nós falamos, então, de complementaridade, nós falamos, então, de satisfação: esse amor é sempre condicionado e condicional, porque ele deve responder a uma expectativa, ele deve responder a uma aspiração (encontrada no outro, em uma arte, em um grupo, em uma filiação, não importa).
Essa forma de amor sempre será condicionada, porque ela não pode ser estabelecida na Comunhão.
E a Comunhão apenas pode se estabelecer a partir do momento em que você mesmo encontrou, no seu Coração, a natureza de quem você É.
Não através de uma história, não através de relações, mas, bem mais, com o reconhecimento do seu próprio Coração, da nossa própria Essência.
A partir do momento em que você encontrou si mesmo, o Amor se propaga e flui de você mesmo, deixando-se viver relações bem mais profundas e bem diferentes daquelas que se deixa viver na falta, de qualquer relação humana ou de qualquer relação com um sujeito de paixão ou com um objeto, que não está de acordo com esse amor vivido no coração.
A partir do momento em que um ser humano, um Irmão, uma Irmã, encontra si mesmo, ele irradia, manifestamente, esse Amor, sem ter necessidade de procurar outro amor, e a magia faz com que, naquele momento, o Amor flua dele, assim como flua daquele que está à sua frente e que, tampouco, não tem qualquer falta.
O que eu quero dizer com isso é que, se a essência do Amor estivesse presente, em cada um de nós, na encarnação, não haveria mais qualquer problema de relação, qualquer problema de guerra, de competição, de predação ou de incompreensão.
É a falta e o medo que criam todas as desarmonias, todas as guerras.

***

Foi dito, em muitos textos: «você amará o seu próximo como a si mesmo».
E, se vocês olharem objetivamente, irão constatar que vocês apenas podem dar o que vocês encontraram em si.
Seja qual for a roupagem que vocês derem a isso, seja qual for a expressão que vocês lhe derem, vocês apenas podem dar o que vocês são.
Vocês não podem dar o que vocês não são, isso é impossível.
E é dessa falta, dessa incompletitude - que está presente em vocês - que decorrem todas as abordagens amorosas, sem exceção.
A partir do momento em que vocês forem preenchidos do Amor de si mesmo, e não nessa pessoa, mas no sentido mais autêntico, não pode existir a mínima projeção de expectativa, a mínima projeção de falta, a mínima interrogação, pois, de algum modo, vocês substituíram a relação pela Comunhão.
E essa Comunhão não se importa, em última análise, com as faltas do outro, quer elas sejam aparentes ou escondidas, porque o que emana de vocês, naquele momento, não pode, em caso algum, ser alterado por uma relação, seja ela qual for (de dependência, de filiação ou, até mesmo, no amor mais equilibrado).
Enquanto vocês não encontrarem si mesmos na sua natureza do Amor, vocês apenas farão reproduzir situações de falta que, inexoravelmente, irão se expressar por desequilíbrios, porque eles são pré-existentes pelo próprio fato da falta.

***

Alguns dos seus provérbios, no Ocidente, dizem: «a caridade começa por si mesmo».
Como vocês podem esperar encontrar, em outro lugar que não em si mesmo, algo que os satisfaça, enquanto não perceberem o que vocês São, e que o conjunto de todos os outros Irmãos e Irmãs, das outras situações, já está em vocês?
É impossível encontrar uma satisfação: no máximo, ela irá de um dado momento da sua vida até o fim da sua vida.
E vocês parecem eternos, mas sabem que esse amor jamais é eterno, porque ele se dissolve após a morte.
E aí ocorre novamente a falta, a insuficiência, o sentimento de perda, o sentimento de abandono e de ter perdido algo de essencial.
Isso é profundamente diferente se vocês forem, vocês mesmos, a própria natureza do Amor.
Se vocês se encontrarem, jamais poderá existir, através de um desaparecimento, seja ele qual for, um sentimento de falta.
O amor é, portanto, no sentido mais humano, o reflexo de uma falta, o reflexo de um medo, de uma insuficiência.
Quando o Amor mais autêntico está aí, ele se basta por si mesmo.
Não é por isso que ele se fecha, bem ao contrário, é, justamente, naquele momento, que ele é liberado e pode, efetivamente, emanar do Ser para cada Ser.
E esse Amor é chamado de incondicional.
Ele apenas faz expressar a realidade do Amor, que está além de qualquer relação, mas que se estabelece - como vocês o vivem, talvez, agora - em diversas Comunhões que vivemos com vocês, que vocês vivem entre si, e que passa das palavras, que passa das faltas, pois há uma completitude possível, e presente, de cada lado.

***

O Amor é o motor da vida, ele é o agenciamento da vida, ele é, dela, ao mesmo tempo, a justificação, o pretexto e o fundamento.
Então, o ser humano procura - frequentemente no outro, ou em outros lugares, em outras Dimensões - o Amor que é ele mesmo.
Como vocês sabem, há uma forma de restrição ao amor: o simples fato de perder a consciência entre a vida e a morte, e a morte e a vida, não permite encontrar uma continuidade.
Não há, aliás, continuidade de ninguém: no máximo, existe uma continuidade através do que foi denominado Karma.
E, no entanto, todos os seres que escaparam desse corpo, por uma razão ou por outra, conscientizaram-se, realmente, da natureza do que eles São.
Mesmo sem ir muito longe, fora desse corpo, mesmo sem ir muito longe, fora dessa Dimensão, o Amor é onipresente.
É como se a carne, nesse mundo, fosse um amortecedor, um freio que impedisse viver a realidade do Amor, tal como algumas experiências podem dá-las, propiciá-las.
Mesmo na carne, há sempre o sentido de buscar um complemento, e nós todos sabemos que esse complemento - que é encontrado - dura apenas alguns instantes.
Pois, se ele durasse eternamente, não teria qualquer necessidade de reproduzir-se na carne, ele estaria presente em todos os tempos.

***

Então, obviamente, o que é que faz com que essa humanidade, nessa carne, esteja sempre nessa falta, nesse medo?
É, obviamente, a dificuldade para amar-se si mesmo, mas não amar-se como pessoa, amar-se como Princípio de Vida.
Ora, esse Princípio de Vida foi justamente em algum lugar alterado, uma vez que, geralmente, nenhum ser humano, salvo exceção, até agora, não tinha a possibilidade de viver essa natureza de Amor.
Então, obviamente, através dessa falta, dessa insuficiência, todas as relações - sejam elas quais forem - farão apenas expressar uma idealização ou uma projeção de falta que tem necessidade de ser preenchida.
Mas todos nós temos muita dificuldade para encontrá-la no outro, qualquer que seja a relação.
Enquanto permanecermos no nível de uma relação de falta, jamais essa falta será preenchida.
Então, é claro, existem amores tão fortes que, quando vocês dão todo o seu amor, quando se projetam, totalmente, no que vocês dão ao outro, pode parecer-lhes estarem preenchidos de algo que vem pôr fim a toda falta.
Esse amor, seja qual for o seu aspecto, jamais poderá durar além de certo tempo, pois, efetivamente, existe uma exaustão dessa projeção.
Ninguém pode estar permanentemente nessa projeção, sem se exaurir.
Ninguém pode estar permanentemente nessa doação de amor, sem ele próprio se exaurir.

***

E, depois, há o exemplo de pessoas que foram capazes de dar e de ser esse amor permanentemente, e, frequentemente, o que elas disseram foi que eram alimentadas por um Amor que vinha de outro lugar, mas de outro lugar que não o coração delas, mas, simplesmente, que o coração estava repleto de Amor, sem que houvesse necessidade de justificação, sem que houvesse necessidade de relações, sem que houvesse necessidade de expressar qualquer sofrimento ou qualquer falta.
Isso foi profundamente verdadeiro, para muitos místicos, em sua forma de adoração à Luz ou a um personagem que tivesse vivido esse Amor, que o manifestaram.
Naquele momento, para aqueles seres, o Amor não tinha necessidade de ser projetado, porque ele emanava, espontaneamente, deles mesmos, além de qualquer vontade e além, até mesmo, da noção de fazer o bem, porque eles eram o Bem, e porque o que irradiava deles não tinha necessidade de ser justificado, de ser mostrado ou de ser demonstrado.
Então, é claro, no estado desse mundo no qual vocês vivem e, talvez, com o que vocês tenham vivido, as coisas são profundamente diferentes.
Porque o Amor incondicional, o Amor Vibral, de algum modo, permitiu-lhes reconectar com a natureza profunda da Vida e, hoje, talvez, vocês vivam estados de Graça, mais ou menos intensos, mais ou menos pronunciados, mais ou menos evidentes.

***

A partir do instante em que vocês encontram, sem ter procurado, a partir do instante em que vocês reconhecem o que vocês São, o Amor está aí.
Não há qualquer alteração desse mundo que se mantenha.
Não há qualquer limitação desse mundo que possa impedi-los de encontrar o que vocês São, sejam quais forem as circunstâncias, mesmo as mais penosas, de uma vida humana.
E, aliás, nós todos sabemos que é nos momentos mais difíceis, nos momentos de grande sofrimento, nos momentos de grande perda que um ser humano é capaz, geralmente, de manifestar o que ele É, além de qualquer artifício.
Pois, naqueles momentos, os mecanismos de projeção são aniquilados.
Pois, naquele momento, todos os sonhos - tudo o que havia sido construído por uma razão importante - parecem devastados e destruídos.
E é, no entanto, nesses momentos, que eclode o verdadeiro Amor, aquele que não depende de qualquer circunstância, nem exterior nem relacional.

***

Os Irmãos e as Irmãs que viveram experiências nomeadas «às portas da morte» trouxeram a lembrança desse Amor que existe além do visível, ilustrado por um grande Ser, por um membro da família que morreu ou, ainda, pelo que existe atrás de tudo isso, ou seja, o Sol, a Luz.
Então, é claro, a lembrança da experiência, em si mesma, mesmo a mais imponente e a mais potente, não é a causa da mudança dessas pessoas, desses Irmãos, dessas Irmãs que viveram isso.
E, no entanto, fica nelas, além da lembrança, essa emanação de Amor tão específica, que não depende de qualquer contexto e, sobretudo, de qualquer vazio Interior, de qualquer sofrimento, de qualquer medo, de qualquer perda.
Isso, nós todos conhecemos ao nosso redor.
E depois há, também, seres que, por uma razão ou por outra, encontram-se a emanar esse Amor e a viver o que são denominados Graça, Êxtase, Samadhi, que não dependem de qualquer circunstância exterior, e simplesmente de uma circunstância Interior.
Esses Seres são então capazes, sem decidi-lo, sem querê-lo ou sem desviar-se disso, de emanar, permanentemente, essa qualidade específica de Vida que é o Amor autêntico, incondicionado e incondicional.

***

Cada vez mais, hoje, Irmãos e Irmãs despertam para essa Verdade e vivem isso.
Isso ocorre através de uma série de marcadores.
Esses marcadores, vocês os conhecem: são os Pilares, são as Vibrações, são o que acontece no nível do que é chamado de energia, de Vibração, de Consciência.
A própria Consciência é Amor.
E, no entanto, as guerras são sempre muito presentes, no entanto, os conflitos são sempre muito presentes.
As coisas mudam, pois, para aqueles de vocês que vivem os contatos conosco, vocês sabem, efetivamente, que o que vocês vivem nada tem a ver com um amor condicionado ou condicionante, vivido sobre esse mundo, mesmo no laço mais forte existente entre uma mãe e seu filho: não há comparação com o que vocês podem viver na Comunhão.
Isso acontece e é cada vez mais frequente.
Vocês o constatam, tanto em si como ao seu redor, aliás, vocês estão aqui para isso.
É importante aceitar, antes de poder irradiar, que o único Amor possível situa-se no Interior de Si, e que, quanto mais a pessoa que vocês creem ser se apagar (através de um choque, através de um processo), mais esse Amor pode irradiar, pode se manifestar.
É como se a ausência de interação com a natureza do que nós somos, limitando-se (por uma razão, desta vez, exterior), impedisse qualquer alteração do que irradia.
É nessas circunstâncias que acontecem os acessos ao Si, ao Despertar, à Realização.
É nesse nível que se realiza o Samadhi, a Paz.

***

E depois, temos falado da Morada da Paz Suprema, que é esse estado, e que vem transcender tudo o que pode ser conhecido, em qualquer amor projetado, como em qualquer amor encontrado em si e irradiado.
É, ainda, algo mais que remete além do humano e que, no entanto, permanece, totalmente, humano.
Então, é claro, tudo isso pode parecer experiências, tudo isso pode parecer muito complexo, muito difícil, sobretudo através das experiências da vida desse lado.
Existe, contudo, a possibilidade, hoje, de não mais ser afetado por nada desse mundo, sem, contudo, dele desviar-se, sem, contudo, condenar esse mundo, mas, efetivamente, nele estando, seja como for.
Ninguém disse que era fácil, mas, em todo caso, muitos de vocês experimentaram ou continuam a experimentar, ou mesmo a viver: esse Amor não condicionante, porque ele não é o reflexo de uma falta, mas é o reflexo do que foi conhecido no Si, redescoberto no Si, e que permite, portanto, uma irradiação, além de qualquer desejo, além de toda qualquer projetada no seu exterior.
Isso é o Amor, por que é a Vida.
E, quando a Vida é encontrada, a Graça está aí.
Sejam quais forem as palavras que vocês colocarem, é sempre esse mesmo sentimento de ser pleno e de que nada mais pode esvaziá-los.
Essa plenitude, quer vocês a chamem de Alegria, de Samadhi, de Shantinilaya, resulta realmente disso, ou seja, dessa plenitude, desse sentimento de ser completo, de nada mais ter que fazer senão amar.
Pois, a partir do momento em que o Amor servir a algo de lógico (uma filiação, uma relação com um filho, com um pai, uma relação de casal), esse amor sempre será uma projeção.
Ele irá encontrar, apenas muito raramente, o equilíbrio.
Então, existem casais que passam toda a vida neles, mas isso não é o Amor Vibral, é um amor que encontrou um equilíbrio estável, e vocês sabem, muito bem, que isso está longe de ser o mais frequente e longe de ser o mais fácil a viver para todo mundo.

***

E depois, hoje, vocês são capazes de estabelecer Comunhões, quer seja com outros Irmãos e Irmãs, conosco, as Estrelas, os Anciões, os Arcanjos, com o Sol e com a Terra.
Tudo isso possui diferentes nomes, tudo isso lhes foi explicado.
E quando isso ocorre em vocês, mesmo se não for permanentemente, deixa-os viver algo de diferente, no qual a necessidade de projetar um amor, a necessidade de amar (no seu sentido mais nobre) não existe mais, por que vocês São Amor.
Sendo Amor, vocês não têm necessidade de amar na projeção: basta simplesmente Ser, deixar a sua natureza se manifestar.
É, aliás, através desse ato de deixar manifestar a sua natureza que acontece, mais facilmente, aquilo de que falamos incessantemente há algum tempo, que é oAbandono: Abandono à Luz, Abandono do Si, ou seja, o momento em que a vontade do Eu não existe mais.
E todos vocês sabem que há pessoas que procuram o Amor, permanentemente, e outros que nada procuraram.
Mas, enquanto houver uma busca do Amor, vocês não podem Ser o Amor.
De fato, é como se a marcha ocorresse ao contrário.
A falta induz a essa procura, a procura induz a uma projeção, a procura de um ideal (eu repito, seja uma pessoa ou uma profissão ou o que quer que seja mais) que vai nutri-los.
E o que os nutre e os preenche vêm, efetivamente, do exterior, nesse caso.
Mesmo se vocês sentirem o seu coração, por alguém, por algo, se vocês olharem, de maneira objetiva, vocês irão ver, efetivamente, que é sempre a mesma coisa: seja qual for a expressão desse amor, seja quem for o objeto desse amor, há, em última análise, sempre subjacente, uma falta, uma necessidade de completar, uma necessidade de interagir, também.

***

Isso é profundamente diferente do que se vive quando a sua natureza se revela a vocês, porque, naquele momento, a fonte do Amor é vocês mesmos.
Não há mais que se colocar a questão do Amor para dar.
Não há mais que se colocar a questão de saber se amamos ou não, pois o Amor é a sua natureza e não é mais nem uma projeção, nem uma ocupação, nem um ideal.
Apenas esse Amor que é, se eu puder dizer, autêntico, porque ele não depende, justamente, de uma causa exterior: ele não depende de uma relação, ele não depende de uma pessoa, não depende de ninguém.
Ele é o que vocês São.
Então, naquele momento, não há mais esforço a fazer, não há que prestar atenção em nada: vocês se tornaram, realmente, o que vocês São, naquele momento, o Amor emana de vocês como ele É, ou seja, a sua natureza.
E o que se vive, naquele momento, através de seres, através de situações, de ocupações não tem mais, de modo algum, o mesmo sabor, não tem mais, de modo algum, a mesma coloração de algo a preencher, de algo que falta.
O que vocês vivem, naquele momento, é profundamente diferente.

***

E, no entanto, apesar disso, frequentemente o ser humano tem necessidade de completar, porque o corpo é assim feito, aqui, sobre este mundo, ele é incompleto.
Basta falar de complementaridade, de olhar a própria constituição dos corpos, para dar-se conta de que um é feito para o outro, mesmo no nível da carne, independentemente dos sentimentos, independentemente, até mesmo, da natureza dos sexos.
Tudo isso representa, em última análise, apenas algo que só exprime uma falta.
E, em contrapartida, no momento em que vocês descobrem ou redescobrem a natureza que vocês São, então, naquele momento, não existe mais sentimento de incompletitude, mesmo se ainda houver relações, mesmo se existir uma necessidade de não estar só, mas é profundamente diferente, porque a fonte do Amor é vocês mesmos e, aí, vocês estão prontos para Comungar, consigo mesmos e com o outro e, também, para irradiar esse Amor, sem desejá-lo, em tudo o que vocês tocam, em tudo o que vocês olham.
Aí, não pode existir qualquer falta, não pode existir qualquer traição, qualquer incerteza, e vocês apenas podem dar, lembrem-se, o que vocês encontraram.
Vocês não podem dar o que não adquiriram, mas não «adquirir» no sentido de possuir, não «adquirir» no sentido de guardar para si, mas, efetivamente, reconhecer a natureza da Vida, a natureza da Graça, a natureza do Amor que é, de fato, a única natureza possível.
Naquele momento, vocês vão constatar - e o constatam, cada vez mais, nesta época específica na qual vocês estão encarnados - que, obviamente, as regras do jogo, se pudermos dizê-lo, não se exprimem do mesmo modo em todos os níveis.
Existem muitas coisas que são chamadas de progresso, que são chamadas de evolução que, sem falar da realidade delas, refletem, em todo caso, a modificação do jogo amoroso, e eu entendo por jogo amoroso não unicamente o jogo entre dois seres, mas o jogo amoroso de qualquer vida.
Enquanto o jogo amoroso for baseado no que eu chamei de medo, de sofrimento, de perda, ele não pode ser saciado.
A partir do instante em que o jogo amoroso se expressar no momento em que vocês reconheceram o que vocês São, pelo Fogo do Coração, pela Coroa Radiante, por inúmeras coisas que lhes foram longamente explicadas, então, vocês irão observar que, naquele momento, as coisas mudam, pois não existe mais falta.
Existem, é claro, interrogações sobre o próprio sentido da vida, existe um questionamento que pode envolver outros medos, quer se refiram ao trabalho, aí também, ao medo da falta, ao medo de não ter o que comer, de não ter teto.

***

Quando o Amor emana de vocês que encontraram a sua natureza, tudo se torna diferente.
Pois as leis vão expressar o que os faz sair da ação/reação permanente, seja o que vocês denominaram Fluidez da Unidade, sincronias, leis de Atração e de Ressonância.
Quando vocês são o Amor, o Amor vem a vocês.
E esse Amor exprime-se, não unicamente através de pessoas ou de situações agradáveis, mas tudo o que é necessário, para vocês, então, é provido, porque é exatamente o que acontece, se vocês forem o Amor: nada pode faltar, seja o que for que acontecer no exterior ou no Interior, tudo irá lhes aparecer e será vivido do modo mais correto, sem falta e sem medo.
Isso quer dizer, também, e ilustra o que nós lhes dizemos: que há apenas duas coisas, o medo ou o Amor.
O medo que reflete, unicamente, a falta, a insuficiência e os diversos medos.
E o Amor, é claro, que é, não o oposto do medo, nem mesmo a outra vertente, mas que é, efetivamente, a expressão de algo que foi encontrado.
Tendo encontrado a Vida, a Vida encontra vocês.
E as circunstâncias da sua vida vão ocorrer diferentemente.
É impossível, para aquele que vive o Amor no seu Coração (no sentido mais Vibral), que acede ao Samadhi, poder exprimir a mínima falta, a mínima incompletitude e o mínimo medo.
É nesse sentido que nós sempre lhes dizemos: medo ou Amor, porque frequentemente vocês têm a impressão de que os dois coexistem: um dia, há o Amor, outro dia, há o medo.
Mas, quando o Amor está aí, não pode existir o medo.
Não pode existir o sofrimento, seja ele qual for, no psiquismo ou no corpo, pois, seja o que for que ocorrer na cabeça, no corpo, nas relações, o Amor está aí.
Em vocês, mesmo se algo terminar em uma relação, em alguma coisa, se vocês se reconheceram no Amor, nada pode faltar.
Se algo faltar, então, isso os remete às suas próprias faltas, e ao que vocês projetaram dela, através de um ideal, através de uma necessidade ou de uma falta.
Seja uma necessidade, uma falta, um desejo ou um ideal, estritamente nada muda no que isso é.
Enquanto o Amor permanecer, para vocês, uma investigação, ele fará apenas refletir uma falta.
Enquanto, para vocês, o Amor estiver em outro lugar que não no Aqui e Agora, mesmo através de uma busca espiritual, vocês se afastam de si mesmos.

***

O Amor, como foi dito de diferentes modos, não tem que ser procurado, uma vez que é o que nós Somos.
De fato, é preciso simplesmente perceber o que nós Somos.
E, quando percebemos o que Somos, mais nenhuma falta pode sobrevir.
Nós estamos bem longe, eu lhes garanto, da abordagem comum, no ocidente como no oriente, da evolução de relações entre os homens e as mulheres, entre os homens e as mulheres e a sociedade, ou, até mesmo, nas relações supostas de serem as mais duradouras, como as relações ligadas ao sangue, ao DNA, à família.
Existe, portanto, um mal-estar: é que, enquanto o humano não estiver voltado para si mesmo, não para procurar-se, mas, efetivamente, para manifestar o que ele É, tudo o que for manifestado no exterior será insuficiente, deficiente.
Isso é normal.
Outros disseram: «busquem o reino dos céus, e todo o resto ser-lhes-á dado».
O reino dos céus está dentro de vocês, é então efetivamente vocês que precisam procurá-lo, não como uma busca no exterior, em um conhecimento qualquer, em uma relação qualquer, mas, sim, encontrando a natureza que nos anima e que nós somos.
Realizando isso, todas as contrariedades desse mundo nada irão representar porque, progressivamente e à medida que esse reconhecimento ocorrer, o conjunto de circunstâncias da vida vão estar em harmonia com isso.
E isso se refere, absolutamente, a todos os setores, por que o Amor é Abundância, ele jamais pode ser privação.

***

Então, é claro, existem situações nas quais um grande sofrimento pode fazer aparecer o Amor.
Mas, justamente, o Amor aparece nesses casos de sofrimento, porque há um vazio tão intolerável que o Irmão, a Irmã para quem isso acontece pode apenas encontrar, em si, o recurso.
E, ele, não se encontra, ele emerge, a partir do momento em que vocês não procurarem mais.
Geralmente, quando eu falo de eventos traumáticos, pode tratar-se da perda de uma pessoa próxima, de um trabalho ou de algo que seja julgado como importante, que tem valor para aquele que o vive, e que desapareceu.
Como diz frequentemente um interveniente, mudem de olhar, aceitem que vocês são o Amor, pois essa aceitação, não essa crença, vai refletir-se pela plenitude (ndr: BIDI).
E nessa plenitude há espaço para todos, uma vez que essa plenitude jamais pode esgotar-se.
Ela não depende de circunstâncias exteriores, ela não depende do sentimento de gratificação que vocês possam obter, mas depende apenas de vocês mesmos, não em um confinamento, mas em uma verdadeira abertura, que não é mais a projeção de uma falta ou de uma insuficiência.

***

Então, naquele momento, vocês descobrem a Liberdade.
Vocês não têm mais necessidade de amar ou de não amar.
Vocês descobrem que o Amor é a sua natureza, tudo se torna profundamente diferente.
É isso, a Liberdade que conduz à Liberação.
Essa independência, essa Autonomia está em ressonância direta com a Liberdade e com o Amor.
É isso que vocês devem realizar, não procurar, não compreender, mas viver, uns e outros.
Nós lhes dizemos que a compreensão de nada serve, ela é apenas justificação para o mental, ela é apenas cálculo, ela é apenas lógica.
O Amor não tem que ser lógico: ele É, simplesmente.
Enquanto vocês puserem a lógica à frente, isso corresponde a uma falta.
Enquanto vocês puserem uma organização à frente, isso também corresponde a uma falta, porque o Amor, em sua espontaneidade, não tem que estar em uma lógica ou em uma razão.
Ele é o que se exprime mais naturalmente do mundo, por que, eu repito, é o que nós Somos.
Mesmo a guerra não aniquila o que nós Somos.
Mesmo a morte não pode aniquilar o que nós Somos.
E isso é justamente o que nós somos, que é o Amor.

***

Enquanto vocês projetarem no exterior (através mesmo de uma busca, seja ela qual for), vocês irão manter a falta, vocês jamais irão preenchê-la.
E a sua vida, e tudo o que é humano, representa isso.
Enquanto o humano não for humano, enquanto ele não reencontrar a sua natureza, toda a sua vida será submetida ao que é chamado de ação/reação, e a ação/reação mantém a perpetuação.
A ação/reação mantém o que vocês denominam livre arbítrio, que não é a Liberdade.
E, assim, de reação em reação, de busca em busca, o ser humano se afasta, cada vez mais, da sua natureza.
É essa exteriorização da consciência, através dessa busca, que cria a aparência da falta do amor, que cria as guerras, que cria as insuficiências, as rupturas, as chantagens.
Não há alternativa senão encontrar si mesmo.
Então, é claro, a época que há para se viver, e que vocês vivem, é nessa diferença que o Amor veio a vocês, ele veio despertá-los.
Muitos despertam, hoje, e descobrem - um pouco como acordar, pela manhã - que eles despertam de um pesadelo no qual tudo era falso, no qual o sentido de valores é completamente redistribuído.
Mesmo isso não sendo chamado de Amor, é o Amor que está agindo.
Enquanto o Amor estiver ausente, sempre haverá competição, sempre haverá comparação, sempre haverá falta e insuficiência, e sempre haverá o medo.

***

Quando o Amor está aí, tudo se transforma, tudo se torna diferente.
A Liberdade torna-se real.
A Autonomia torna-se real.
Não pode existir insuficiência.
E, naquele momento, o conjunto de medos que estiver presente, sejam eles quais forem, desaparece, inteiramente, porque nada há para preservar.
Quando a natureza do Amor é reencontrada, a Vida flui sozinha.
Sejam quais forem as circunstâncias, não podem existir privações no Amor, mesmo se vocês não tiverem o que comer, mesmo se não tiverem teto.
É a ausência de Amor que os faz buscar, ativamente, preservar-se dessas desventuras.
Mas, quando o Amor é encontrado, como dizia CRISTO: «será que o pássaro se preocupa com o que ele vai comer amanhã?».
O Amor não se preocupa com nada.
Ele é Vida.
Ele é a Verdade e, quando vocês estão sob essa Verdade, a ação/reação desaparece, ela é substituída pela Graça, e a Graça é atuante, ela fará tudo para que a sua vida seja a Vida.
A abordagem é profundamente diferente.
Em um caso, há projeção.
No outro caso, há Acolhimento e Doação.
É um ou outro.
Não há alternativa e vocês vão vivê-lo, se já não viverem isso, porque as circunstâncias desse mundo vão fazer com que esse mundo reencontre-se frente ao que ele construiu, em relação às suas faltas.
Tudo o que é o progresso moderno, tudo o que foi desenvolvido e construído - tanto na matéria como na cabeça - tinha por função apenas evitar a falta, conferir o que vocês chamam de conforto.
Conforto que vocês obtiveram no ocidente (ou, em todo caso, nos países ricos).
Mas de que vale esse conforto se houver a falta?
De que vale esse conforto se não houver reconhecimento do Amor?
Estritamente, de nada vale, porque ele os apaga, ele os entorpece, ele os anestesia, e os afasta do que vocês São.
E isso cria uma avidez, e isso faz com que a alma vá buscar experiências que possam satisfazê-la, através do outro, através de um filho, através de uma profissão, através de uma atividade, seja ela qual for.

***

Quanto mais o Amor crescer e quanto mais o Amor emanar e irradiar de vocês, menos isso pode preocupá-los.
E, quando vocês chegarem ao Final, vocês vão continuar o Amor, e todo o resto desaparece.
Foi o que eu manifestei, em alguns momentos, na minha vida e, no entanto, talvez vocês saibam, eu fui casada, eu tinha muitas pessoas ao redor de mim.
Todas essas pessoas que vinham se nutrir, não de mim, mas do Amor, pois havia uma ressonância que era criada.
É claro, nem todos tiveram a ressonância suficiente para reencontrar o que eles eram, porque as faltas e as projeções criam, de algum modo, uma barreira que se torna cada vez mais rígida, porque ela é construída sobre o medo e o medo se torna rígido.
Ela impede o Amor que nós Somos de se expressar.
Então, é claro, enquanto vocês olharem a falta, vocês procuram preenchê-la.
Enquanto vocês olharem o objeto do seu desejo, vocês procuram possuí-lo.
Mas, se vocês fizerem cessar tudo isso, então, o Amor está aí.
Não aquele que vocês querem, não aquele que vocês esperam, mas aquele que sempre esteve aí, no meio do seu peito.
Hoje, ele se descobre, cada vez mais facilmente, porque as circunstâncias querem isso, vocês sabem.

***

Então, eu apenas posso convidá-los a viver, não conforme os seus desejos, não conforme as suas faltas, mas conforme o Amor e conforme a Graça, pois, na Graça, há a Vida, e a Vida jamais irá lhes faltar, o que quer que vocês tiverem que viver.
É sempre o mental, a falta, que vai induzir ações de preservação da ilusão, através da segurança, através de laços que vocês criam, através de invenções, através de criações.
Tudo isso, de fato, é destinado apenas a projetar o seu próprio amor e a mascarar a falta da natureza que nós todos Somos.
Assim há, portanto, também nesse nível, uma espécie de Reversão e de inversão.
O apelo da Luz, hoje, é para fazê-los viver isso.
Então, sejam quais forem as circunstâncias da sua vida, não se queixem, não as rejeitem, porque a sua visão inscreve-se, geralmente, apenas na emoção do momento ou na compreensão intelectual e lógica do que vocês tinham e do que não têm mais.
Quando o tempo transcorrer, vocês irão constatar, por si mesmo, e todos vocês fizeram essa experiência, que o que lhes faltou, um dia, através de uma perda e de um luto, termina sempre, sempre, por desaparecer.
E qual é o agente que o faz desaparecer?
O tempo.
Porque a falta sempre está inscrita no tempo.
O Amor não está inscrito em tempo algum.
Ele os faz escapar das consequências do tempo.
O Amor Vibral: o Amor que se doa.
Reflitam nisso, porque esses mecanismos estão trabalhando, absolutamente, para tudo.
Ora, hoje, o que acontece e o que irá acontecer, cada vez mais, é que vocês são regados na Fonte e na Natureza do que vocês São, quer vocês nomeiem isso Supramental, Onda da Vida, Êxtase, SamadhiShantinilaya e as suas múltiplas declinações, isso não tem qualquer espécie de importância.
Tudo isso é apenas um convite para darem-se, vocês mesmos, ao que vocês São, para nada esperarem, pois, quando nada se espera, tudo está aí, não há falta.

***

Nós somos, todos nós, o Amor, a Vida e a Graça, o Caminho, a Verdade e a Vida.
Sem qualquer exceção.
Somente os filtros e os véus, as experiências do passado, os traumas, a falta, o medo, afastam-nos disso.
Então, há apenas o Amor para preencher.
Há apenas o Amor para ser o que nós Somos, de maneira infinita, além desse tempo, como de todo tempo.
Esse Amor, quando é encontrado, não pode ser limitado, não pode ser seccionado e não desaparece com a morte.
Por que vocês encontraram o que vocês São: vocês são a Eternidade.
Antes, em momento algum vocês puderam viver isso, vocês puderam apenas supor ou imaginar.
Mas, a partir do momento em que o Amor estiver realmente aí, vocês são a Totalidade, vocês são o Todo.

***

Aí estão os elementos que eu desejava trazer-lhes e que decorrem, talvez, não do que acontece agora, mas do que eu realmente vivi na minha encarnação passada.
Aí está o essencial porque, se vocês aceitarem olhar, objetivamente, vocês irão se aperceber de que, realmente, essa é a única Verdade.
Ela não é relativa, ela expressa o Absoluto de todas as relações, e de tudo o que pode existir sobre este mundo e em outros lugares.
O que difere nos outros mundos, nos mundos que nós denominamos Unificados ou Multidimensionais, é que a expressão do Amor não é contaminada por nada, freada por nada: não há nem opacidade, nem cálculo, nem lógica, nem razão, nem apego.
Há Liberdade total de movimento, de ressonância, de Comunhão.
Não há qualquer confinamento possível, ao passo que tudo o que foi construído sobre este mundo, há muito tempo, obriga a separar, a confinar.
Isso é visível, até mesmo, nos modos de vida.
Isso é visível em tudo o que se deixa ver, em tudo o que se deixa experimentar neste mundo.
Olhem, claramente, e vocês irão compreender, naquele momento, vocês irão apreender que o Amor não é algo que se tome, nem que se troque.
O Amor é Doação, por que a Vida é Doação e por que a Vida é a Graça.
Reencontrar a Graça, viver a Graça e o Êxtase é a essência da sua Natureza, ou seja, que vocês se encontraram.
Encontrando-se, vocês encontraram o resto do mundo, vocês encontraram o Amor.

***

Eu terminei a minha intervenção.
Estabeleçamo-nos, se vocês quiserem, todos juntos, nessa Doação, nesse acolhimento, no Amor que nós Somos, além de qualquer consideração, além de qualquer expectativa, de qualquer projeção, de qualquer esperança, até mesmo, simplesmente nos instalando nesse tempo presente, que não depende de qualquer tempo e que, portanto, escapa do tempo.
Assim é o Amor, assim é a Verdade.
MA ANANDA MOYI ama vocês, por que é a Natureza dela.
Vocês me amam, por que é a sua Natureza, sem cálculo e sem condição, sem suposição.
Eu os amo.
Até breve.


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Mensagem da Amada MA ANANDA MOYI no site francês:
21 de julho de 2012

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Postado por Célia G.

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Transcrição e edição: Andrea Cortiano e Zulma Peixinho


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