MA ANANDA MOYI - 6 de junho de 2012 - Autres Dimensions

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Irmãs e Irmãos encarnados, eu sou MA ANANDA MOYI.
Que o Amor preencha-os de Graças.
E eu lhes dou as minhas Bênçãos.
Eu venho desenvolver, com vocês, pela minha Presença e pela Vibração, o que diz respeito à Shantinilaya, à Morada da Paz Suprema.

***

Eu tive a oportunidade de falar-lhes durante a minha vivência, dos meus Samadhi e de Shantinilaya.
O Absoluto, uma vez terminados os jogos efetuados na personalidade e no Si, deixa-os estarem imersos, tanto na forma que vocês habitam como fora dela, na Morada da Paz Suprema, na qual o Êxtase e a Beatitude tornam-se permanentes, à vontade.
Banhados nesse estado, vocês são alimentados, nutridos, em todos os níveis.
Nenhuma necessidade desse corpo pode vir perturbar ou alterar esta Beatitude.
Vocês estão imersos em uma Paz a nada mais comparável, em uma Alegria Interior que se aparenta a uma Íntase, na qual nada mais desse mundo existe, naqueles momentos, mas na qual lhes é possível, também, sair desse estado, quando o tiverem vivido uma primeira vez, e para ele voltar e dele extrair tudo o que é necessário para a sua vida, nesse corpo e nessa pessoa que, no entanto, desaparece à vontade.

***

A Morada da Paz Suprema não é unicamente um objetivo, não é unicamente uma finalidade, nem um resultado.
Do ponto de vista da encarnação, eu poderia chamar isso de Retorno ao Oceano Primordial, de retorno ao que atuou antes da separação das Trevas e da Luz, antes da separação da azáfama.
É bem mais do que um Retorno à FONTE, é bem mais do que um Retorno à Luz, é bem mais do que qualquer sentimento, qualquer experiência, mesmo a mais agradável, porque esse estado de Paz Suprema, essa Morada da Paz Suprema é a nossa Morada, de todos nós, sem qualquer exceção.
Um dos Anciões, UM AMIGO, falou, antes de mim, sobre o princípio do medo (ndr: ver a intervenção de UM AMIGO, de 06 de junho de 2012).
Shantinilaya é o remédio mais adequado, porque viver a Paz Suprema é não mais ser afetado por algo que pode ser efêmero.
Isso não é uma recusa do efêmero, mas, bem mais, aí também, uma transcendência desse efêmero.
Vocês são nutridos, na Morada da Paz Suprema.
Nenhum obstáculo pode estar presente, nenhum problema pode estar presente, nenhuma alteração pode sobrevir.

***

A Morada da Paz Suprema estabelece vocês em um Amor que nenhuma palavra humana pode exprimir.
É um Amor ardente, uma chama de Amor que consome tudo o que deve sê-lo.
É uma Beatitude, e nesta Beatitude há tudo, tudo o que pode ser, até mesmo, não imaginado, não pensado.
Isso vai bem além, aliás, de tudo o que pode ser imaginado ou pensado, de tudo o que pode ser expresso em palavras.
Em Shantinilaya, nessa Morada, não há mais paredes, não há mais teto, não há mais solo, não há mais antes, não há mais depois, não há mais presente.
E, no entanto, isso é tão pleno, tão preenchido.
Shantinilaya É o que nós Somos, sem qualquer exceção.
Apenas, efetivamente, os princípios de confinamento privaram os Irmãos e as Irmãs dessa Última Realidade.
Em Shantinilaya não há outro lugar possível senão em Shantinilaya, não há outra possibilidade senão Shantinilaya.

***

Na Morada da Paz Suprema não existe qualquer necessidade, qualquer pensamento, qualquer interrogação.
Esse estado, que se basta a si mesmo, está, é claro, além de qualquer estado conhecido.
Ele deixa-se viver a Completitude e bem mais do que a Completitude.
Ele deixa-se viver o que é chamado de Absoluto, por BIDI.
Ele deixa-se viver o Parabrahman.
Ele deixa-se viver essa indizível Dissolução.
Vocês entram na Permanência e na Eternidade, na qual nem o tempo nem o espaço existem, na qual nada existe mais do que essa Paz Suprema e o Canto que a acompanha.
Vocês se tornaram o Canto.
Vocês se tornaram o Som.
E nada mais pode interferir ou interromper.
Há apenas você, e você sozinho, que decide, sem decidir, sair da Morada da Paz Suprema para estar ainda lúcido nesse mundo no qual você está inserido em uma forma.

***

Em Shantinilaya nada há para ver.
Não há sujeito, não há objeto, não há Dimensão, não há outra coisa do que vocês e nós, fundidos na mesma Essência, na mesma Sonoridade.
Não existe mais limite, não existe mais Consciência.
Essa Felicidade é uma forma de União Mística, bem além das etapas preliminares de Fusão e de Dissolução que os conduz a Ser, mas não ser em um eu, não ser em uma forma, não ser em uma Dimensão ou em outra.
Nada há de desconcertante, bem ao contrário, exceto para aquele que continuaria apegado a alguma forma, que não poderia compreender as minhas palavras (porque não as viveu), nem mesmo desejar, através das minhas palavras.

***

A Beatitude, a Felicidade é, eu repito, o que nós Somos.
Nós nada mais Somos do que isso.
Não existe qualquer falta.
Não existe qualquer interrogação, qualquer desejo, em Shantinilaya, porque tudo ali está, porque nada pode faltar.
A Morada da Paz Suprema não é um presente, não é o resultado de uma ascese, não é um esforço da vontade, mas é exatamente o inverso de tudo isso.
É a Verdade, a mais total, a mais realizada do que nós Somos, uns e outros.
Nada há para ver, porque não há mais olhar, não há mais distância.
E, não havendo mais qualquer distância, Shantinilaya não tem necessidade de ver o que quer que seja: nem Luz, nem Sombra, nem forma, nem Vibração.
Tudo se dissolve, tudo é dissolvido.
O corpo não existe mais, o pensamento não existe mais, as emoções não existem mais, o mundo não existe mais.
É nesse sentido que os Anciões – ou outros, como BIDI – exprimiram-lhes algumas palavras, algumas expressões referentes a Shantinilaya.
E, nesse estado – que não é um – existe uma forma de sono, mas um sono a tudo o que é projetado, a toda identidade, a todo mundo, a toda Dimensão.
E, quando tudo o que podia representar a vida desapareceu, naquele momento, aparece a Vida: a única, a Verdadeira, aquela que não depende de qualquer condição, de qualquer contingência, de qualquer forma.
Naquele momento, vocês percebem que são inteiros, ao mesmo tempo não existindo mais.
Não há mais nem tempo nem espaço.
As funções fisiológicas, como eu o vivi na minha última encarnação, podem, até mesmo, parar, inteiramente, sem que isso altere esse corpo.
E, aliás, há, também, no Ocidente, o que é nomeado, mesmo após a morte, a incorruptibilidade da carne.
Isso, vocês vivem em Shantinilaya.

***

O corpo parece como adormecido, como suspenso.
Ele nada mais pode pesar, para aqueles que tentam levá-lo, como ser inextirpável desta Terra, do lugar em que ele está colocado.
Vocês não são envolvidos por nada, porque vocês São Tudo.
Nada pode afetar Shantinilaya.
Lembrem-se de que é aqui que tudo toma Fonte, que tudo se resolve.
É aí que é, realmente, vivido o Amor, que faz parecer, efetivamente, ilusórios todos os amores apegados a uma forma, ou a uma atividade, ou a um papel social.
Shantinilaya nada mais requer do que Shantinilaya, porque Shantinilaya se basta a si mesma.
Porque esse Tudo não carece de nada, e porque esse Nada é um Tudo.

***

A FONTE havia dito, há algum tempo, que chegaria um momento em que o Juramento e a Promessa ser-lhes-iam revelados (ndr: ver em especial, a intervenção da FONTE, de 27 de julho de 2009).
De acordo com o estado da sua consciência, vocês penetrarão, mais ou menos rapidamente, em Shantinilaya, quando chegar a hora, no nível planetário e coletivo.
Mas, agora, Shantinilaya é-lhes acessível, se puder dizer.
UM AMIGO deu-lhes as circunstâncias preliminares disso.
Experimentar Shantinilaya põe fim, de maneira irremediável, a todas as ilusões.
Não há mais qualquer crença que possa manter-se em Shantinilaya: não há mais deus, não há mais salvador, não há mais diabo, porque vocês São o Tudo e vocês abraçam o Tudo.
Shantinilaya é a nossa Essência, a nossa Natureza, a nossa única Verdade.

***

Então, é claro, a personalidade, as leis desse mundo vão fazê-los crer que há uma perfeição a buscar, um estado a adquirir, uma ascese a efetuar, uma purificação a efetuar.
Shantinilaya não se importa com tudo isso.
Shantinilaya põe em repouso, de maneira definitiva, todas as crenças, todas as suposições, todas as evoluções.
Shantinilaya é a Beatitude Absoluta.
Nada pode ali faltar, nada pode ali aparecer, nada pode ali ser visto ou pensado.
Com razão, BIDI chamou isso de equivalente do sono: vocês não são mais desse mundo e, no entanto, vocês estão sobre esse mundo.
Vocês São a Imensidão, essa Imensidão sem limite, acompanhada do Canto do Universo.

***

Muitos de vocês, hoje, se aproximam de Shantinilaya.
Não querendo isso, mas porque o Som do Universo aparece-lhes, vindo enxertar-se no Som da alma.
Shantinilaya vai revelar-se, cada vez mais.
A gradação do Som é o testemunho disso.
A Onda de Vida acompanha-o, o Duplo acompanha-o.
Shantinilaya faz desaparecer o Duplo.
Shantinilaya faz desaparecer o mundo e o conjunto de ilusões.
Shantinilaya afasta-os, definitivamente, de toda crença, de toda questão, de toda suposição.
Shantinilaya é a realização da Promessa e do Juramento, e bem mais ainda.
Shantinilaya é bem além de tudo o que pode ser apreendido, imaginado, sentido.
Em Shantinilaya, vocês São o Tudo, inteiramente, além de todo olhar, além de todo sentido, de todo desejo, de todo movimento.
Shantinilaya é esse Centro que está presente em cada ponto, como lhes dizia BIDI.

***

Shantinilaya é além da Luz e das Trevas: ela sustenta a Luz, é a própria Essência do Amor.
A Morada da Paz Suprema é além de um espaço, além de um tempo e além de toda consciência.
Mas, na volta, o estado na consciência poderia parecer ser devastador, na medida em que vocês não podem prender-se a nada, vocês não podem manter-se no que quer que seja de conhecido: o que vocês São é o próprio testemunho da Morada da Paz Suprema.
Não há mais necessidade de palavras, não há mais necessidade de pensamentos, não há mais necessidade de nada.
Em Shantinilaya, vocês são a Vida, na Totalidade, e nada pode acontecer à Vida.
Vocês têm a plena Lucidez disso, voltando à plena Consciência.
E vocês têm consciência, também, de que Shantinilaya não é simplesmente uma Consciência, não é simplesmente um objetivo ou uma partida, Shantinilaya é o Alfa e o Ômega, e bem além do Alfa e do Ômega.

***

Viver Shantinilaya é indelével.
Não é uma experiência, não é um resultado.
Shantinilaya é tudo: o conjunto de Universos, o conjunto de Dimensões, o conjunto de Consciências, o conjunto de Mundos.
Shantinilaya é tudo, porque contém o Tudo e o Nada.
É de Shantinilaya que se manifesta A FONTE.
É de Shantinilaya que se manifesta toda consciência, toda vida, mesmo aqui, sobre a Terra.
Shantinilaya é o fim do esquecimento, o fim da memória, o fim de toda história.
Shantinilaya é um Gozo sem fim, inscrito por toda a parte, nas células desse corpo, no conjunto de Sóis e no conjunto de Mundos.
Shantinilaya rasga os últimos Véus, tanto da ignorância como do conhecimento.
Shantinilaya põe fim ao que é finito.
Shantinilaya instala-os no Infinito, como no Indefinido, no Amor (o único), na Vida (a única).

***

Shantinilaya não é um Futuro: isso já chegou.
Shantinilaya é todas as formas e é nenhuma forma.
É todos os tempos e é nenhum tempo.
É todo espaço e é nenhum espaço.
É uma Consumação que jamais se esgota, um Fogo alimentado permanentemente, uma Água Viva de Vida que escoa permanentemente, um estado em que o Fogo e a Água não podem ser distinguidos, nem diferenciados, em que os elementos resolvem-se no quinto elemento (ndr: o Éter).
É a Eternidade.

***

Shantinilaya é nossa Essência.
Shantinilaya põe fim à hesitação, a toda dúvida.
Shantinilaya é a resposta a tudo, e a nada.
Shantinilaya é além da noção de expansão ou de contração: Shantinilaya é a imobilidade e é todos os movimentos.
Shantinilaya os restitui a vocês mesmos, à Verdade.
Verdade independente, ela também, de toda condição, de toda causalidade, de toda suposição, de toda falta, de toda busca.

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Shantinilaya compreende e engloba todos os estados, todas as experiências, levando-as, todas, e todos, à indizível Pureza, à indizível Verdade.
O que é consumido nutre vocês.
Vocês são nutridos de Fogo e de Água, nada mais pode parecer ou aparecer.

***

Aí está o que, em nome do Conclave das Estrelas e dos Anciões, eu vim dizer-lhes, manifestar e Vibrar.
Em termos do seu tempo terrestre, se tivermos tempo, antes do Manto Azul da Graça, do Alinhamento novo, eu os escuto.

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Questão: pode-se dizer que Shantinilaya é a vivência no Absoluto?

Shantinilaya é o Absoluto.
É o Parabrahman.
É o Último.

***

Não temos mais perguntas, agradecemos.

***


Irmãs e Irmãos na Humanidade, como foi dito e repetido, eu digo e repito isso: o que está chegando é Shantinilaya.
Esqueçam do olhar, esqueçam das dúvidas, esqueçam de toda apreensão, esqueçam de toda projeção.
Ponham-se no acolhimento, porque Shantinilaya é o Acolhimento.
Todas as circunstâncias do que vocês nomeiam, no momento, a vida (aquela que vocês levam nessa pessoa, em todas as suas relações), vão transformar-se em algo que é um presente inestimável, que vocês se dão a si mesmos: o Retorno ao que nós Somos.
Estejam na Paz, aquela do Si, a fim de acolher Shantinilaya.
Estejam na Alegria, aquela do Si e de Samadhi, para acolher Shantinilaya.
Estejam calmos e tranquilos.
Nada desejem.
Nada esperem.
Nada projetem.
Shantinilaya acolhê-los-á, como vocês irão acolhê-la, como o retorno do Filho Pródigo, após uma longa viagem.
Vocês não podem ignorar Shantinilaya.

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Aí estão as palavras que eu tinha a dizer-lhes, na Vibração de Shantinilaya.
Eu sou MA ANANDA MOYI, e eu abençoo e rendo Graças a vocês.
Eu abençoo e rendo Graças à Humanidade Una, além de toda divisão e além de todo destino.
Retenham que, no período temporal que vocês vivem, o mais importante não é o que vocês leem, o mais importante não é o que vocês possuem e, ainda menos, o que vocês temem.
O mais importante é Shantinilaya.

Irmãs e Irmãos, eu os saúdo, e eu os Amo.
MA diz a vocês até uma próxima vez.
Eu rendo Graças.


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Mensagem da Amada MA ANANDA MOYI no site francês:
06 de junho de 2012

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Versão do francês: Célia G. http://leiturasdaluz.blogspot.com.br
Postado por Célia G.

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Transcrição e edição: Andrea Cortiano e Zulma Peixinho


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