UM AMIGO - 20 de novembro de 2010 - Autres Dimensions

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- Ensinamentos de um Iogue -

UM AMIGO foi escolhido por MARIA para ser o seu Embaixador

ÁUDIO mp3 ORIGINAL:

~ A PAZ SUPREMA ~ 
Eu sou UM AMIGO.
Do meu Coração ao seu Coração, Irmãos e Irmãs na humanidade, eu volto hoje a vocês com grande prazer. 
Eu venho hoje, não para continuar o ensinamento do Yoga da Unidade que irá prosseguir oportunamente, eu venho a vocês para falar de uma série de elementos referentes aos conceitos que vocês utilizam, eu diria, de maneira rotineira, que hoje vão assumir uma importância especial, pois eles se inscrevem em meio ao processo da Consciência no nível Vibratório.
De fato, muitos de vocês, aqui como em outros lugares, empreenderam um caminho de retorno à sua Unidade.
Sejam quais forem as formas, muito diferentes, que possam assumir este retorno à Unidade, existe uma série de marcadores.
Esses marcadores, como vocês sabem, são, antes de tudo, Vibratórios.
A Vibração e a Consciência estão ligadas por esses processos de expansão que vocês vivem atualmente.
Eu falei longamente da palavra Alegria, da palavra Samadhi.
Eu lhes dei uma série de elementos do Yoga da Unidade que permitem, justamente, chegar a esta etapa da Alegria, vivê-la e dela tirar os benefícios.
Certamente, o Samadhi, a Alegria, não é um fim em si, mas é algo que permite ser a testemunha da realização do Si.
A realização do Si não é o Tudo.
O Tudo, associado ao período específico da humanidade que é vivido atualmente, para os seres encarnados, é o acesso ao Estado de Ser.
A Porta e o Selo são a realização do Si.
A realização do Si e o estabelecimento em meio à Alegria contribuem, então, para permitir o seu estabelecimento e a continuidade da Consciência em meio ao Estado de Ser. 
*** 
Hoje, se vocês quiserem, eu vou falar de coisas muito mais usuais, situando-se no nível da vida que vocês ainda vivem nesta Dimensão.
Eu vou abordar uma série de palavras com um esclarecimento novo quanto ao sentido e quanto às suas propriedades Vibratórias e suas propriedades na Consciência.
Nós iremos falar inicialmente de duas palavras, se vocês quiserem, que tomam hoje todo o seu relevo nas circunstâncias de vida que lhes resta para viver, em meio a esta Dimensão.
A primeira dessas palavras é a palavra “perdão”.
A segunda palavra é a palavra “Paz”.
Evidentemente, o homem, a mulher, sempre tem a tendência de exprimir em palavras, pelas palavras: “eu o perdoo” ou “eu sou perdoado” ou “eu me perdoo”, uma série de elementos.
Eu gostaria de ir, se vocês quiserem, além dos elementos habituais que vocês entendem por “perdão”.
Nós iremos começar, se assim desejarem, primeiramente, pela palavra “Paz”.
Eu dei a entender, e eu disse, que a palavra Samadhi conduzia ao Si e era a expressão do Si, que o Si é a porta para aceder ao Estado de Ser.
Existe um Samadhi, aquele que é o mais elevado, eu diria, em intensidade Vibratória, chamado de Maha Samadhi ou Grande Samadhi.
Realizar o Samadhi significa que vocês realizaram o Abandono à Luz.
Este Abandono à Luz pode ser mais ou menos total, mais ou menos atualizado.
A partir do momento específico em que vocês se instalarem, de maneira definitiva e duradoura, em meio à Vibração da Coroa Radiante do Coração ou do Triângulo Tri-Unitário do Coração, acoplado ao Triângulo do sacro e à Coroa Radiante da cabeça, quando a permanência desses estados Vibratórios começarem a se instalar em vocês, será então possível penetrar em um espaço final, em meio a este corpo e a esta Consciência.
Este espaço final foi chamado, no Vedanta, de “Shantinilaya”, ou seja, a “Morada da Paz Suprema”.
É desta Paz que eu quero lhes falar, e da expressão “estar na Paz”. 
*** 
Estar na Paz corresponde então ao acesso a essas últimas etapas da Ascensão do seu mental Interior, dando-lhes acesso à equanimidade, a um estado onde a Alegria é bem mais do que a alegria.
Este estado de Paz Suprema poderia ser assimilado ao que eu chamaria de Dissolução e a aceitação desta Dissolução.
Esta Dissolução não é uma Dissolução impessoal ou bramânica, como poderia ser chamado.
Trata-se, efetivamente, da Dissolução de tudo o que fazia, em meio à personalidade, os jogos da dualidade, bem além dos jogos de poderes mais grosseiros.
Os jogos da dualidade são empreendidos de uma série de comportamentos, oriundos de programações, oriundos de regras sociais, das próprias regras comportamentais, ou mesmo familiares e hereditárias, que os levam a viver estados de ausência de Paz.
Assim que houver, no ser humano, mesmo realizado em meio ao Samadhi, um ressentimento, seja ele qual for, para com um ser, para com uma situação, para com um elemento que foi considerado como ofensivo, isso irá afastá-los da Paz Suprema.
A Paz Suprema é um estado de desprendimento bem além do desapego.
É um estado que vai conferir um estado de estabilidade, independente das consequências ou das reações exteriores.
É um estado além da Alegria, pois a Alegria ainda é movimento e a Paz é a ausência de movimento.
É um estado de Fusão na Unidade, colocando em distanciamento total com o mundo da 3ª Dimensão dissociada.
Isso não é uma retirada da vida, isso não é um suicídio, mas, efetivamente, a vivência real da ilusão como tal.
É apenas naquele momento que o ser pode escapar, na totalidade, do jogo da ilusão e se instalar, de maneira definitiva, na Vibração do seu Maha Samadhi, bem além da alegria e que, no entanto, é a Alegria.
Esta Alegria que relega para Shantinilaya, ou seja: “a Morada da Paz Suprema”, o lugar onde nenhuma onda, onde nenhum elemento pertencendo a vocês, como pertencente ao seu ambiente, pode vir alterar a qualidade Vibratória do Ser.
Este estado específico, chamado de Paz Suprema, é um estado que a humanidade, na sua totalidade, é levada a viver. 
***

Sejam quais forem os nomes que tenham sido dados, na sua tradição, particularmente no ocidente (três dias de Trevas, Julgamento final, Ressurreição), a estase, na linguagem um pouco mais moderna corresponde, de fato, à mesma realidade, ou seja, o momento em que vocês serão capazes, todo mundo, de ficar e de permanecer neste estado de Paz Suprema.
O estado de Paz Suprema é caracterizado pela ausência de movimento, pela ausência de Vibração.
É o momento em que, depois de ter percorrido o conjunto de gama de Vibrações ligado à abertura do chakra do Coração, à abertura da Coroa Radiante, à abertura das diferentes Lâmpadas novas e chakras novos, o ser percorreu várias Vibrações cada vez mais intensas e cada vez mais fortes, confinando a irradiação do Supramental ou a agregação das Partículas Adamantinas no nível da sua estrutura física e sutil.
A um dado momento, a própria Vibração, depois de ter preenchido todo o espaço, vai fazer Silêncio.
Isso não é uma recaída, pois isso é acompanhado, aí também, como diria SRI AUROBINDO, de um fenômeno de switch muito peculiar.
Este switch, se vocês quiserem, e até agora, eu chamaria de Dissolução.
Lembrem-se: Crucificação do ego e, agora, Dissolução do ego, a etapa preliminar para a dissolução da matriz.
Vocês entram nesses tempos.
O modo que vocês realizarem e prepararem, ou não prepararem, esta etapa, será condicionante e determinante para a sua vivência desta etapa de Paz Suprema.
A Paz Suprema, quando a Alegria foi encontrada previamente, vai se refletir por um estado de vacuidade e de plenitude total. 
*** 
Para os seres humanos que não começaram o caminho de retorno à sua Unidade, que nem sequer se interessaram pelas esferas espirituais, a Paz será vivenciada como um suplício, um suplício terrível, pois não haverá possibilidade de ação, não haverá possibilidade de reação, nem de mover o corpo e, ainda menos, de agir em meio à ilusão.
É isso que foi chamado de ‘face a face’, o retorno da Ressurreição, a Ressurreição final.
Aquele momento não é o fim, mas ele firma a entrada em um processo final e concluído.
Viver a Morada da Paz Suprema é possível, a título individual, de maneira prévia ao fenômeno coletivo.
Alguns estão se aproximando muito de perto, durante as suas meditações, resultando em Vibrações intensas, percorrendo todas as Lâmpadas e todos os chakras do corpo e terminando, a um dado momento, pelo basculamento em meio à Dissolução e no acesso ao que foi chamado, no Vedanta, de Maha Samadhi ou Grande Samadhi.
Esse Grande Samadhi aparenta ser uma morte.
A respiração não existe mais, o coração não bate mais, o corpo esfria.
Alguns de vocês começam a perceber as primícias desses estados durante as suas meditações.
O coração fica mais lento, a respiração passa no Coração.
Não se trata mais de um batimento do coração, mas de uma respiração cardíaca.
O corpo não responde mais.
Depois de se tornar pesado, ele não existe mais.
Só permanece a Consciência estabelecida na Paz Suprema.
Naquele momento, não existe mais Vibração, nem percepção.
A Consciência foi então depurada, ela foi desnudada, ela foi desengatada, na totalidade, da ilusão.
Ela não penetra necessariamente, no entanto, em meio ao Estado de Ser, mas o corpo de Estado de Ser pode então se manifestar de diferentes modos, pelos sentidos ou fora dos sentidos, refletindo-se por percepções novas de formas novas, bem além do que pode existir nos mundos intermediários chamados de astral.
O acesso a este estado firma, para vocês, a sua capacidade, não somente para estarem Acordados e Despertos, mas para escaparem, de maneira definitiva, da matriz e dos mundos de carbono, sejam eles quais forem.
Evidentemente, não é possível, a título individual, permanecer neste estado mais do que o razoável.
Este “razoável” sendo, evidentemente, em função de cada ser, em função da sua capacidade para permanecer neste estado de suspensão, de vacuidade e de plenitude onde existe apenas a Consciência pura, liberada de todo o condicionamento.
Como chegar a este estado de Paz Suprema?
Obviamente, e como sempre, há um aspecto Vibratório que lhes pertence, ligado ao próprio progresso dos seus estados meditativos e dos seus trabalhos Vibratórios.
Além disso, e como eu disse, é indispensável desvencilhar-se si mesmo de tudo o que é apego ou reação.
Naturalmente, não se trata de fingir um estado de não reação, trata-se de viver realmente um estado livre de reação. 
*** 
Sejam quais forem os elementos e os acontecimentos ocorrendo na sua vida, assim como no seu ambiente, o estado de quietude, o estado de Alegria, vai permitir-lhes experimentar a Paz, conduzindo à Paz Suprema.
Experimentar a Paz é, antes de tudo, dar a Paz, ou seja, estar em Paz com todos os seres humanos que vocês encontram, estar em Paz com todas as situações que vocês podem encontrar.
Enquanto uma situação, seja ela qual for, e seja qual for o seu estado Vibratório e o progredir das suas Lâmpadas novas ou das suas Lâmpadas antigas, seja qual for o estado de realização do seu Triângulo Tri-Unitário revelado por URIEL, enquanto vocês permanecerem na reação, vocês não estão em Paz e vocês não poderão aceder, de maneira individual, à Paz Suprema.
A Paz Suprema é um estado específico onde a ausência de reação, a própria ausência do que poderia ser qualificado, como o Samadhi, de Alegria, desaparece também, para dar lugar à Consciência, ainda uma vez, pura e extraída integralmente desta Dimensão dissociada.
É a última porta que se ativa assim.
Tranquilizem-se, mesmo se vocês não viverem isso a título individual, isso será vivenciado a título coletivo, em um tempo muito próximo e iminente.
A preparação para este estado é, contudo, o que eu chamaria de um adicional ao que vocês são, pois muitos de vocês notaram que, sejam quais forem as capacidades para estabelecer-se em meio à Vibração da Coroa Radiante do Coração (quer seja durante as suas meditações, quer seja durante o encontro coletivo das 19h00 (hora francesa) ou ainda em situações onde tudo funciona bem na sua Dimensão dissociada), vão se aproximar deste estado, e frequentemente vocês notam que vocês vão ficar desestabilizados por uma reação ligada a um ambiente ou a uma situação interferindo na sua própria realidade.
Isso prova simplesmente que a estabilização do Samadhi ou da Alegria não aconteceu e que vocês ainda não alcançaram a Morada da Paz Suprema.
A Morada da Paz Suprema é um estado que está bem além da simples aceitação ou do simples Abandono.
Nessa palavra “simples”, não vejam qualquer trivialidade, mas, bem mais, processos dos quais muitos de vocês começam a se aproximar de maneira bem concreta.
Encontrar a Paz, eu diria (e mesmo além de qualquer ato Vibratório), é uma atitude comportamental, uma forma de Yoga particular.
Assim como existe um Yoga da devoção ou ainda um Yoga do serviço, existe, do mesmo modo, um Yoga da Paz.
Este Yoga é uma atitude de Paz: vocês treinam e se exercitam para não reagir, para adiar as suas reações no tempo, de maneira a não ficarem sujeitos às influências emocionais ou mentais de uma situação criada por uma pessoa ou por um acontecimento.
Dessa maneira, então, ao se distanciarem do evento causal, possibilita não entrarem em reação com relação a este evento causal.
Evidentemente, no nível da estrutura humana, uma série de engramas vai impulsioná-los, no nível da personalidade e do seu próprio cérebro, a reagirem no momento, em relação, por exemplo, ao que lhes pareceria correto, em relação à sua própria Ética, à sua própria Integridade, à sua própria Atenção e à sua própria Intenção.
Isso é também um contexto de referências que será conveniente superar e transcender.
Admitindo como premissa verificar por vocês mesmos que a melhor Ética e a melhor Integridade, que a melhor Atenção e a melhor Intenção, são aquelas que são exercidas cara a cara consigo mesmo e jamais em relação a algo de exterior, seja com quem for ou com o que for. 
***

Assim, vocês poderão instalar a Cruz da Ética, da Integridade, da Atenção e da Intenção, não mais em relação ao ambiente, mas em relação à sua Consciência irradiante que assenta no meio da Cruz, ou seja, no ponto de agrupamento dos Quatros Pilares ou das Quatro Linhagens.
Este ponto foi chamado de Ponto ER.
Este Ponto ER corresponde ao Éter.
Ele corresponde efetivamente ao chakra do Coração estabilizado no 9º Corpo.
Isto é apenas naquele momento, quando a Ética, a Integridade, a Atenção e a Intenção não são mais exercidas de forma alguma no exterior, ou seja, não mais em relação a uma situação, não mais em relação a uma pessoa, mas unicamente em relação a vocês mesmos e à sua própria Consciência, independentemente do exterior, independentemente de uma situação, independentemente de um papel ou de uma pessoa, até mesmo de vocês próprios em meio à personalidade.
Naquele momento, vocês transcendem o próprio conceito de Ética, o próprio conceito de Integridade, de Atenção e de Intenção.
Vocês se colocam, naquele momento, espontaneamente, no centro da Cruz, no Ponto ER, ou seja, vocês retornam ao Coração, ao Coração transcendido e que sofreu alquimia pela Vibração do 9º Corpo, no Coração transcendido e que sofreu alquimia pela Vibração do que é chamado de chakra de enraizamento da alma e de enraizamento do Espírito.
A Paz, esta Paz é algo que vocês devem aprender, pela sua compreensão e pela sua própria Consciência, a desenvolver: ir além da simples reação, ir além da simples colocação em meio à sua Ética e à sua Integridade e mesmo em meio à sua Atenção e à sua Intenção, pois, de qualquer maneira, e em última análise, a Atenção e a Ética, a Integridade e a Intenção, definindo o contexto da sua ação, sempre são apenas o resultado de uma ação.
Este aprendizado vocês fizeram.

***

Para os mais adiantados de vocês, resta agora estabelecerem-se na ausência de Vibração, ou seja, na Morada da Paz Suprema.
Para que a Morada da Paz Suprema seja estabelecida, é preciso que haja Paz em vocês.
Esta Paz em vocês apenas pode ser obtida a partir do momento em que o jogo da ação/reação não puder mais existir, sejam quais forem as circunstâncias da sua vida.
Vocês são levados a fazer este aprendizado de maneira simples e lúdica, pois, aí, vocês têm um acesso direto através da sua própria cognição.
Coloquem-se a questão, não mais da Ética e da Integridade, frente a uma situação ou uma pessoa, mas o que faz com que esta situação ou esta pessoa faça com que vocês não estejam mais na Paz?
O que veio perturbar, em vocês, esta pessoa, esta situação?
Vocês estavam no seu Coração, vocês estavam na Vibração da sua Tripla Coroa, vocês estavam acordados, na meditação, e eis que, na sua vida, um acontecimento ou uma pessoa vem desestabilizar, vem tirá-los do centro e fazê-los sair da sua Alegria.
Naquele momento, o que aconteceu?
Qual o elemento que vai me enviar a uma parte de mim mesmo que ainda não foi colocada na Luz, que ainda não foi iluminada e que, então, não foi transcendida?
Aliás, naquele momento, aqueles de vocês que vivenciaram isso percebem, de maneira distinta, o momento específico em que a Vibração se extingue no Coração, ou que se atenua, para aparecer em outro local, na maioria das vezes na garganta ou no plexo solar, demonstrando, assim, que vocês saíram do seu alinhamento.
Deste modo, então, encontrar a Paz através dessas situações consiste em abandonar os propulsores da sua própria reação, mesmo eles sendo desconhecidos.
Não é preciso ir elucidar a causa raiz (ela existe, estejam certos) que os fez reagir e sair do seu Coração, mas simplesmente, naquele momento e nesse momento, não tentem resolver, não tentem se esquivar, busquem simplesmente estabelecer de novo a Paz.
Todos vocês constataram, em um momento ou outro, que é mais difícil, naquele momento, de se restabelecerem no Coração, pois vocês são perturbados pelas suas próprias emoções, pelos seus próprios pensamentos, pelos seus próprios contextos de referências e pela própria manutenção da Ética, da Integridade, da Atenção e da Intenção.
Resta-lhes então, simbólica e praticamente, fazer passar esse quadro de referências chamado de Ética, Atenção, Intenção, Integridade, no centro, ou seja, no local onde ele não precisa mais se exerce enquanto valor de referência, mas simplesmente estabelecer-se no silêncio da Paz, na Morada da Paz Suprema.

***

Este exercício é para ser feito de maneira muito simples: assim que vocês estiverem conscientes de que há reação, assim que vocês estiverem conscientes de que vocês saem da Consciência do seu Coração, assim que vocês estiverem conscientes de que estão presos em algum lugar, não procurem se desprender, não procurem se estabelecer de novo no Coração, pois, na maioria das vezes, vocês constatam, vocês não chegam ali imediatamente, mas no dia seguinte ou dois dias depois.
 Existe, nesse nível, um mecanismo energético e de Consciência associados que consiste, justamente, em dar a Paz.
Para quem é preciso dar a Paz?
Evidentemente, para você mesmo, mas também para o outro.
Eu emprego a palavra Paz de propósito e não a palavra perdão, pois o perdão, aí também, foi frequentemente empregado de maneira maliciosa pelo ser humano, nos contextos da dualidade, nos contextos de chantagem, sejam eles quais forem.
Por outro lado, dizer a alguém “eu lhe dou a Paz” ou “eu lhe dou a minha Paz”, no nível Vibratório, é de longe superior a dizer para uma pessoa “eu perdoo você”, pois vocês não podem dar a Paz enganando.
Vocês podem dizer: “eu o amo” enganando, vocês podem dizer “ser amado” enganando, mas vocês não podem dar a Paz sem que isso seja seguido de um efeito real e concreto no nível Vibratório.
Ora, dando a Paz para o exterior, para a situação, para a pessoa, como dando a Paz para você mesmo, você está bem além do perdão, por que você sai da ação/reação.
Mesmo esta reação de perdão podendo induzir um certo estado de calma, ele jamais irá aproximar o estado que é transmitido dando a Paz, no exterior como no interior.
 Ou seja, concretamente, ao darem sua Paz para a situação, ao se darem a Paz para vocês mesmos, vocês interrompem qualquer utilização, para fins matriciais, da Energia, além do bem e do mal.
A Paz é, portanto, Unitária.
Ela vai então lhes permitir aproximarem-se, de maneira extremamente simples, da Morada da Paz Suprema.

***

Naturalmente, alguns de vocês, meus Irmãos e minhas Irmãs, vão me perguntar por que eu não falei disso antes.
Isso não podia existir enquanto vocês não tivessem integrado a Vibração do Coração.
Dessa maneira, então, a partir do momento em que uma das duas Coroas Radiantes ou o Triângulo Sagrado for despertado, vocês podem, de agora em diante, praticar esta técnica da Paz.
Dar a Paz para o outro, para si e para a situação permite dissolver instantaneamente o princípio de ação/reação inscrito em um julgamento de valor da dualidade bem/mal.
A Paz não é nem o bem, nem o mal.
A Paz é um estado de estabilidade que existe no nível do ponto central da Cruz, chamado de Ponto ER.
Aí está a utilização que vocês podem fazer desse último princípio, permitindo-lhes conectar com o Maha Samadhi.
O perdão, quanto a ele, trabalha no chakra do Coração, mas de forma alguma trabalha no Ponto ER.
Só a Paz é capaz de trabalhar no Ponto ER.
A Paz é independente de qualquer condição.
Por definição, a Paz é incondicional.
Perdoar significa que há algo a ser perdoado e isso é então uma reação.
A Paz, quanto a ela, não é em função das circunstâncias, a Paz não é em função de algo para dar ou para perdoar.
A Paz “é”, a partir do momento em que vocês a pronunciam, em vocês, como no exterior de vocês.
Esse princípio de Paz vai reforçar o princípio de Unificação, o princípio de Unidade e vai reforçar, em vocês, a Fluidez da Unidade, pois isso os libera instantaneamente, e vocês vão constatar por si mesmo que naquele momento, bem naturalmente, a Vibração se estabelece em meio ao Coração.
Façam a experiência, vocês irão constatar por si mesmo a rapidez de ação pelo fato de dar a Paz, pelo fato de “se” dar a Paz, mais do que o perdão.
Aí estão, Irmãos e Irmãs, as poucas palavras que eu tinha que dar esta noite e elas são importantes, pois quem de vocês não gostaria de aceder à Shantinilaya, à Morada da Paz Suprema?
Lá onde não existe mais qualquer antagonismo, lá onde nada mais existe a não ser a Consciência pura Sat-Chit-Ananda, a Morada da Paz Suprema que confere a Felicidade Suprema, etapa final da Alegria que não é mais a Alegria, mas que é a Felicidade.
Caros Irmãos e caras Irmãs na humanidade, se houver perguntas em relação a isso, é claro que eu irei responder com grande prazer.
Mas permaneçamos, se vocês quiserem, centrados nesses dois dados, nessas duas palavras e na sua implicação no nível da sua Consciência.

***


Pergunta: se oferecermos a Paz ao mundo durante o período das 19h00 às 19h30 (hora francesa), qual será o efeito?

O efeito será amplificado.
Cara Irmã, esse momento é um momento privilegiado.
Como muitos de vocês percebem, esta energia de conexão supera amplamente os contextos existentes em meio a esta Dimensão.
Evidentemente, aproveitar o afluxo de Energia e de Consciência resultante da conexão de todas as Consciências a esta Merkabah Interdimensional coletiva permite, evidentemente, realizar a Paz com o que deve sê-lo.
Vocês podem perfeitamente imaginar viver em tais ocasiões, tendo preparado a lista das coisas a serem pacificadas, das coisas ou das pessoas a serem colocadas na Paz, assim como das situações e de vocês mesmos.
Naturalmente, isso é um meio, mas vocês podem realizá-lo também em qualquer circunstância, intervindo no próprio momento em que isso acontece.
A Paz é o elemento libertador.
Vocês não podem sair de um mundo com ódio, vocês apenas podem deixá-lo na Paz.
Do mesmo modo, há diferentes formas de morrer em meio à matriz.
Vocês podem morrer com raiva ou morrer em Paz.
Do mesmo modo, compreender que se vocês deixarem a sua Consciência separada estando na Paz, será muito mais fácil para vocês, vocês não serão retidos por nada, nem por um sofrimento, nem por uma dor, nem por qualquer apego.
A Paz é desapego e não indiferença.
O perdão pode conduzir, por vezes, a uma forma de indiferença.

***


Pergunta: sentir a Vibração das três Lareiras de maneira quase imperceptível pode corresponder a um acesso a esta Paz?

Cara Irmã, na condição de ter passado, anteriormente, pela fase de invasão Vibratória correspondendo à aglomeração das Partículas Adamantinas no seu Canal do Éter e em todo o corpo.
Há uma gradação, como eu expliquei.
Vocês não podem passar, de imediato, da ausência de Vibração natural para a Paz da qual eu acabo de falar.
Vocês devem passar obrigatoriamente por todas as etapas Vibratórias preliminares, sem isso, vocês retornariam ao ponto de partida.
É muito fácil, para o ser humano, de dizer “eu o perdoo” ou “eu perdoo”, ao mesmo tempo pensando exatamente o contrário, o que é impossível para a palavra Paz.
Dar a Paz é um ato Vibratório de desprendimento.

***


Pergunta: sentir-se em Paz pressupõe que estamos “imobilizados” no Ponto ER e que não há mais nada?

Caro Irmão, se nada vier desestabilizar este estado, nem ninguém, então, você está na Paz.
Se eu abordo isso agora, é com razão, pois as modificações Vibratórias existentes atualmente sobre a Terra levam-nos, uns e outros, a viverem este tipo de experiência: cabe a vocês ficarem estabelecidos em meio à Vibração do Coração de maneira mais ou menos intensa, de maneira mais ou menos duradoura e saírem, de um modo ou de outro, da sua Paz.
Certamente, isso não é sempre algo duradouro.
Certamente, isso não é sempre algo que os desestabiliza de maneira profunda, mas reflitam simplesmente nas circunstâncias ou nas próprias situações de irritação, nas situações que não lhes pareçam corretas, onde a vontade de reação é importante e justificada.  
Tentem substituir, de maneira constante, esse sentimento de Paz por um momento de Paz Vibratória, em função das circunstâncias e das pessoas que vocês encontram.
Vocês irão perceber então, bem depressa, que a Paz os coloca de novo efetivamente no seu Coração, em nível Vibratório.

***

Nós não temos mais perguntas. Nós lhe agradecemos.

***

Irmãos e Irmãs na humanidade em encarnação, eu lhes agradeço pela sua escuta.
Do meu Coração ao seu Coração, eu lhes transmito a minha Paz e eu acolho a sua Paz.
Até breve.


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Mensagem do Venerável UM AMIGO no site francês:
20 de novembro de 2010

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Tradução para o português: Zulma Peixinho

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