RAM - 06 de julho de 2009 - Autres Dimensions

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- Ensinamentos de RAM -
Sri RAM Chandra



~ O CORAÇÃO ~

   
Eu sou RAM.

Eu lhes transmito a minha Paz.

Recebam o meu Amor e as minhas Bênçãos.

Eu sou aquele que os instrui e que lhes permite encontrar o espaço do seu Coração (*).

Eu sou o Mestre do ar.

Eu sou aquele que vai lhes dar os elementos concretos e práticos para chegar a estabelecer em vocês esta Paz do Coração.

Eu venho, portanto, hoje, entre vocês, prosseguir a missão que me é atribuída.

O Coração é o Templo, isso vocês compreenderam.

O Coração é o lugar onde se encontra a Essência.

O Coração é o lugar onde vocês reencontram a Fonte.

O Coração é o lugar onde nasce a Alegria.

Coração é, assim como lhes anunciou Miguel, a sua nova fundação.

É no Interior do Coração que deve se erigir e se desenvolver a sua nova Consciência.

O Coração é um espaço de não dualidade.

Ele escapa, portanto, ao espaço dimensional de vocês.

Assim, uma série de expressões existentes, em todas as culturas e traduções, como, por exemplo, dizer de alguém que tem Coração ou não tem Coração não tem qualquer sentido.

O Coração é Unidade.

Ele não participa da sua dualidade.

Isso significa que, a partir do momento em que a sua consciência se erigir e se manifestar no Coração, vocês não podem mais participar da dualidade.

Sair do seu Coração, em suas atividades correntes nesta dimensão dissociada os impede de viver no Coração.

O Coração não se importa com os seus caminhos.

O Coração não se importa com o desenrolar da vida de vocês nesta materialidade.

O próprio Amor, do qual vocês pronunciam as palavras para com uma pessoa, não é o Coração.

O Coração está além da posse.

O Coração está além da declamação.

O Coração está além da afirmação ou da negação.

O Coração É.

Como Mestre do ar, eu inicio o movimento que permite o não movimento.

Nisso, eu me permito estabelecer em vocês o que pede a Fonte, de toda Eternidade.

As rondas da vida, as rondas de suas vidas, fogem para o Coração, sem isso, não haveria ronda, não haveria Unidade e ausência de encarnação.

Aí está o ‘paradoxo’, em suas vidas encarnadas, que é encontrar o Coração que não pertence a esse mundo.

O Coração é Essência.

O Coração é radiação.

O Coração não é palavra.

O Coração é estado.

O Coração é Alegria.

O Coração é Paz.

Coração é (ainda um paradoxo) ação e não ação, resolução da ação na não ação, e resolução da não ação na ação.

Essas palavras são importantes.

Elas significam para vocês o movimento e a imobilidade do movimento.

Encontrar o Coração é encontrar a sua Essência.

Estabelecer a vibração do Coração estabelece em vocês as fundações da nova dimensão.

Estabelecer em vocês a Verdade da sua Essência permite-lhes estar na Verdade da ação, em conformidade com a Fonte que está em vocês.

Assim, a Fonte apenas pode se revelar e se despertar.

Vocês são a Fonte, mas, também, os filhos da Fonte.

O Coração permite compreender e resolver os paradoxos.

O Coração não pode julgar, porque o julgamento é já sair do Coração.

O Coração não pode parecer, o Coração apenas pode Ser.

Estar no Coração é deixar transparecer o estado de ser através do brilho do olhar, através do brilho da vibração, através do brilho do Ser, inteiramente.

***



Se estabelecer no seu Coração é a chave da Eternidade.

Se estabelecer no seu Coração é a chave da felicidade.

Se estabelecer no seu Coração é a chave da Alegria, da Paz e da Verdade.

Apenas há Verdade comum a todos os seres, no Coração.

A Verdade de um não é a Verdade do outro, mas Verdade.

Estando no Coração, a Verdade de uns e de outros torna-se apenas Uma.

Ela é Amor e fraternidade.

O relacionamento pelo Coração é possível e desejável entre vocês e o conjunto dos seus irmãos humanos.

A relação pelo Coração é possível e desejável entre o seu reino e os outros reinos.

A relação pelo Coração entre o seu reino, entre a sua evolução e outros caminhos evolutivos é possível e desejável.

O Ar está ligado ao movimento.

O movimento participa da imobilidade.

O movimento dos astros, no seu curso ao redor do sol, participa da criação.

O movimento do seu satélite participa dos humores e da própria criação de vocês, refletindo a Luz do sol.

Assim, a lua é a Luz do astro desse povo maravilhoso que, no entanto, não pertence às mesmas linhagens evolutivas que a de vocês, que a da humanidade.

Estabelecer a relação pelo Coração com essas outras linhagens evolutivas permite-lhes não julgar, permite-lhes viver o maravilhamento do instante e a Realidade do contato com esses povos, com Verdades outras além das de vocês e, no entanto, que participam da mesma Verdade.

Porque, estando no Coração, uns e outros, vocês irão constatar facilmente, pela vibração e pela visão real do que é, a Unidade de todas as coisas, nos diferentes mundos e nas diferentes linhagens evolutivas.

Os passos que vocês estão dando no decorrer desta vida são destinados a afirmar em vocês a Verdade do Coração.

Paradoxo, aí também, que, mesmo ao se afastar desta Verdade essencial através das experiências da sua encarnação, isso contribui para fazê-los encontrar-se e reencontrar-se.

Vocês não podem escapar à sua Luz.

Vocês não podem escapar ao seu próprio Coração se vocês crerem nisso; isso é apenas uma crença, não é a Verdade.

Vocês todos, irmãos e irmãs desta Terra, sigam as suas linhas diretrizes, sigam a sua própria Verdade e as suas próprias linhas evolutivas.

Do mesmo modo como há muitas moradas na casa do Pai, há muitas linhagens evolutivas que participam da expressão e da expansão da Fonte e do retorno à Fonte, porque, em última análise, tudo provém e tudo regressa a Ela, a Ele.

Todos nós somos Seus agentes.

Todos nós somos Suas manifestações, em um grau diferente, segundo nosso ponto de vista, segundo nosso olhar.

Hoje, várias portas se abrem, várias revelações se fazem, mesmo no seu sistema solar, mesmo no corpo de vocês.

Hoje, a abertura que acontece está ligada ao movimento: movimento do sol, movimento da lua, movimento dos planetas mudando no seu orbe e que permite, nas suas estruturas físicas e etéreas, revelar o seu Coração.

Ainda uma vez, o paradoxo, a mudança, o movimento induz um novo movimento que contribui para estabelecer o não movimento.

Vocês são os jogos e as danças do Senhor.

Vocês são o Senhor em outro tempo que Ele, na Eternidade.

A Paz é a porta.

A Alegria é a chave.

O Coração é o assento e o ponto de impulso na nova Divindade que deve aparecer e nascer em vocês a fim de lhes permitir revelar a totalidade da sua Essência nesta materialidade, a fim de apagar as sombras criadas pelos seus caminhos, no decorrer das suas encarnações.

O Sombra não existe como tal.

Ela é apenas a Luz ainda não manifestada.

O jogo da Sombra e da Luz é um jogo dual ao qual a Luz não participa.

A Luz tendo sido, sendo, não pode participar da luta entre a Sombra e a Luz.

Apenas a Sombra que acredita que ela está lutando.

A Luz jamais luta.

A luta implica no movimento.

Mas a Luz é movimento, mas, está além do movimento e do não movimento; ela não pode, portanto, de nenhum modo, participar da luta, nesta dimensão.

Somente o Arcanjo, em sua ronda, em seu movimento, vem apagar as zonas de sombra, que são as zonas da ilusão.

Mas eles não lutam, ainda que se possa, para alguns deles, chamá-los de Guerreiros da Luz, eles não são Guerreiros de nada mais senão das ilusões criadas pelo Homem, criadas pela necessidade da experiência.

Assim, vocês mesmos devem trabalhar no seu próprio Templo interior, no seu próprio santuário.

Vocês devem ter, como disse Cristo, a sua casa limpa, porque Cristo vem, porque a Luz vem.

Não a procurem no exterior; ela vem em vocês, para vocês e por vocês.

Não há outro Cristo além de Cristo.

Não há outro Pai além do Pai.

Não há outra Verdade além da Verdade.

Somente os movimentos de ‘inspirar’ e de ‘expirar’ os fazem crer que o contrário seja possível.

Na sua intimidade, na sua Eternidade, vocês são os seres de Paz.

Os únicos combates estão ligados ao movimento para o exterior; o combate cessa quando vocês se voltam para o interior.

E, quando vocês alcançam o interior, o movimento cessa totalmente, o tempo para, no sentido em que vocês entendem isso.

Esta dicotomia ‘passado e futuro’ não tem mais qualquer chance sobre vocês, porque vocês encontram o instante e o presente que é o instante da sua Presença.

***



Assim, a Fonte se revela a vocês, na sua intimidade.

Ela tomará, segundo o seu olhar e segundo o seu ponto de vista, um aspecto diferente, mas o próprio aspecto da Fonte é apenas o reflexo das suas crenças finais.

Entretanto, a Fonte tem uma forma.

A Fonte mais etérea possível tem a capacidade para ser o mais denso possível e para habitar inteiramente, ou parcialmente, uma forma.

Assim, a Fonte, que expressou o fato de não tê-los jamais deixado, é Verdade autêntica.

É por isso que todos os ensinamentos e todos os professores da Terra lhes pediram para buscar o Reino dos Céus no interior de vocês, no interior da sua Verdade, e não em qualquer história ou em qualquer experiência.

O importante é viver o que vocês são.

O que vocês são não é o que vocês creem.

O que vocês são não é o que vocês vivem.

O que vocês são é a Realidade do que vocês são, no momento em que vocês não expressam mais qualquer movimento.

A Realidade do que vocês são é independente de qualquer crença.

A Verdade do que vocês são escapa aos seus condicionamentos, aos seus sofrimentos e às suas projeções.

Cabe-lhes, assim, criar este espaço de Verdade no seu Templo interior.

Cabe-lhes criar, em vocês, este espaço sagrado.

Eu lhes dei as chaves, eu lhes darei outra chave essa noite.

Vocês estão no dia do ar.

Amanhã vem o dia do fogo, que será preciso depois encarnar na Terra e mobilizar no ar e na água.

Hoje, o ar é o que é propício para o estabelecimento da Paz, o sopro se abranda.

Quando o sopro se desperta, ele se torna fogo.

O atrito do ar dá o fogo e nutre o fogo.

O fogo tem um objetivo que é o de se elevar, para permitir a descida na Terra e o movimento na água e, novamente, no ar.

Quando os elementos se revelam inteiramente na sua manifestação, na sua corporeidade, eles permitem o estabelecimento do Éter e, portanto, da Verdade que lhes foi escondida.

Isso é agora.

Isso se revela a vocês, a seu ritmo, mas no instante.

Vocês têm compromisso com o tempo.

Vocês têm compromisso com vocês mesmos, vocês têm compromisso com a sua Presença no instante presente.

Vocês revelaram o que vocês são, vocês vão compreender o que vocês são, vocês vão viver o que vocês são.

Mas, para isso, é preciso fazer silêncio e o silêncio apenas é encontrado no Coração.

Ele jamais será encontrado nas palavras, ele jamais será encontrado na elaboração de conceitos, na elaboração de proposições, porque a Fonte é o único indicativo que tem Realidade, que tem o peso da Verdade e o peso da densidade em meio à sua manifestação.

Aí estão, meus amados irmãos, as poucas palavras que eu tinha para dar a vocês, mas, além das palavras, eu vou lhes dar, agora, esse discurso, sob forma de Vibração.

Agora.


... Efusão de energia ...

*


Eu vou lhes dar agora o ensinamento pela Luz.

O mesmo ensinamento.


... Efusão de energia ...

*


Eu lhes dou agora o mesmo ensinamento, pelo Silêncio.


... Efusão de energia ...

*


Então, agora, se vocês desejarem, vamos abrir um espaço de questões em relação ao ar e não em relação ao seu caminho na exterioridade.

Aí onde eu posso ajudá-los, que é o seu caminho na interioridade e nada mais.

***


Questão: o espaço entre o inspirar e o expirar é significativo nos processos de despertar?

Sim.

A respiração do ser humano é trinitária ou tri-temporal.

Entre o ‘inspirar’ e o ‘expirar’ existe o silêncio da postura.

O silêncio da postura é o equilíbrio.

O silêncio da postura é o não movimento e pode aparecer como o vazio e o nada, mas é o eixo do mundo, no qual se manifesta a Fonte.

A Fonte é irradiação, mas a Fonte é vazio, a Fonte é plena.

Irradiar a Fonte necessita de encontrar o espaço do vazio, assim como foi definido pela vivência da pessoa anteriormente.

***


Questão: voando no ar, pareceu-me que o ar e a água eram ambos como um líquido.

A água está no ar apenas em outro ‘espaço/tempo’.

Assim, ir no ar, acelerando o movimento, contribui para fazer aparecer a água e a resistência da água.

Isso é perfeitamente lógico no sentido em que a criação dos elementos, uns nos outros, participa da mesma Verdade.

água, o fogo, a terra, o ar, são constituídos, em graus de densificação diferentes, de Agni Deva, partículas Adamantinas.

Trata-se de um nível de ‘tempo’ e de um nível de ‘espaço’ diferentes, participando de dimensões diferentes e concretizando-se na sua dimensão.

Na escala mais etérea, os elementos são veiculados e criados, literalmente, pelos Quatro Viventes.

***



Questão: como reencontrar as sensações de perda de marcadores, no voo, fora do corpo?

Irmão bem amado, você busca viver o seu presente em relação a uma referência situada no passado.

Ora, o presente é sempre novo.

Enquanto ele permanecer a consequência do seu passado, você se afasta da Fonte.

Assim, convêm que você faça a limpeza das experiências passadas.

O referencial ‘tempo’ não existe no instante.

Toda referência ao passado, qualquer que seja a qualidade e a intensidade da experiência passada, o afasta inexoravelmente da Fonte.

Alegria e a Fonte apenas se encontram no presente, descondicionado e lavado de todo passado e de toda antecipação.

Isso é um aprendizado.

A partir do momento em que a consciência se centrar no coração, assim como eu expliquei, não pode haver referência ao passado com relação à experiência do instante presente.

Apenas evocar a experiência passada o afasta do seu presente, inexoravelmente.

Assim, portanto, querer classificar ou escalonar ou referenciar algo existente o afasta da existência do ‘instante’, inexoravelmente e, portanto, o afasta da Alegria e o afasta também do que você é.

***



Questão: o que significa «estar no coração» e qual é a relação com as emoções?

O coração é inspirar e expirar.

O coração é contração e dilatação, no seu mundo, na sua manifestação.

Mas, no sentido espiritual, ele é doação.

Encontrar o Ser é doar-se si mesmo, é doar, não é tomar.

Doar-se totalmente é o que deve lhes acontecer para deixar o lugar para a totalidade da Fonte.

Assim, uma série de ‘conceitos’, uma série de ‘ideias’ sobre o coração, estão presentes em você, como estão presentes em qualquer ser humano.

Entretanto, a emoção não é o coração, ainda se o coração bater mais rápido ou menos rápido.

O coração, na sua Essência espiritual, é doação.

O coração, na sua Essência, é Serviço.

Serviço e doação são as duas vertentes da mesma palavra que é Amor.

O Amor é doação.

O Amor é Serviço.

O Amor é dar.

O Amor é jamais olhar o que se recebe, nem tampouco o que se dá.

Os ideais mentais, os ideais espirituais não são o mental, não são o espiritual.

O Amor é a totalidade da doação.

Doação de si.

Doação de tudo.

Você não pode se preencher se você não tiver dado tudo.

Dar tudo necessita de abandonar os medos.

Dar tudo necessita de abandonar todas as crenças, sem exceção.

A Fonte tem todo o tempo para que você viva e para que você aceite isso, nesse ciclo ou em outros ciclos.

Eu lhes dei as chaves da Paz e da Alegria no coração.

As chaves da Fonte, a fim de que esta se estabeleça em você, inteiramente, e se revele em você, inteiramente, são doação e serviço, no seu sentido mais nobre.

Assim, a emoção da palpitação reflete a emoção da minha Presença, mas também a emoção da sua Presença, de Você, em Você.

Entretanto, encontrar o vazio necessita de se esvaziar, para se preencher.

Você não pode ser preenchido da Graça do inefável se você não estiver vazio previamente, e o vazio se encontra fazendo a Paz, se encontra encontrando a Alegria.

Além da Alegria e da Paz, encontra-se um espaço do vazio que é a ‘Alegria da Presença’ e o momento inefável do reencontro da Verdade da Fonte.

Os meios para chegar a este estado e para esta revelação são múltiplos, mas o ponto crucial final é sempre o mesmo: ele corresponde à doação total de Você, à doação total do que você crê.

A filiação, a sua filiação no todo, as suas filiações no todo, apenas podem se revelar nesta condição final.

A chave final é, portanto, o abandono, a doação, a doação de si, ao grande Todo.

É apenas nesta condição que você irá penetrar a Eternidade, senão, isso irá permanecer experiência.

Mas a experiência jamais é perdida sob a forma de lembranças, ela irá voltar a assombrar os seus dias e as suas noites, a fim de lhe permitir amadurecer, em você, o conceito e a ideia e a emoção, do abandono e da doação.

E, um dia, você vai entrar na doação e no servir, para lhe preencher o vazio assim criado pela Presença.

Não há alternativa.

***



Questão: a que correspondem os perfumes de laranja e de jasmim que eu sinto na meditação?

A Fonte, quando ela lhes falar, a uns e outros, irá lhes dizer que ela é a dança, que ela é o movimento, que ela é a harmonia e que ela é o perfume.

O perfume é a Essência mais sutil, mais etérea, na manifestação a vocês da Fonte.

Obviamente, algumas Presenças etéreas, mais perto da Fonte, têm o seu próprio perfume.

Mas a Fonte é vibração, a Fonte é cor, o conjunto das cores, o conjunto das vibrações, mas, sobretudo, o perfume.

O perfume que também expressa a rosa que você se torna no momento em que você constrói a rosa que você é.

Então, os perfumes se misturam, os perfumes se encontram no espaço sagrado do seu coração.

E então você percebe o sabor, a textura.

O reencontro com a Fonte exala um perfume.

***



Questão: por que esses perfumes podem ser diferentes?

É diferente conforme a hora.

É diferente conforme a intensidade e a qualidade do atrito, da fusão entre a Fonte e você.

Assim, um dia ele é de rosa, um dia ele é de jasmim, um dia ele é néctar.

Toda gama dos perfumes agradáveis e na ordem dos possíveis, no decorrer desses encontros, no decorrer dessas fusões, no decorrer desses abraços, no decorrer desses atritos.

***



Questão: é a mesma coisa quando se sente esses perfumes fora dos espaços de meditação?

Sim.

A meditação final não é mais a meditação.

Ela é a capacidade para viver o estado interior mais profundo na sua manifestação exterior.

Naquele momento, a revelação é total.

Enquanto vocês tiverem que percorrer espaços interiores para encontrar a Fonte, vocês não revelaram a Fonte na sua manifestação habitual, mas em um ‘estado’ diferente.

Assim, a interioridade encontrada, manifestada e expressa em meio aos espaços interiores, deve voltar-se para emergir no seu mundo dissociado, na sua realidade dissociada.

Naquele momento, você não irá viver a experiência, mas você terá realizado a experiência.

***



Questão: como não reencontrar os velhos medos ao voltar-se a mergulhar na vida «exterior»?

Quanto melhor os espaços interiores se abrirem, melhor o medo irá encontrar menos aderência e influência no seu mundo exterior.

Assim, nisso, a Fonte participa do inspirar e do expirar, do mesmo modo.

E viver o inspirar e a manifestação da Fonte, nos espaços interiores, deve saturá-los de Paz e de Alegria, para que, em um determinado momento, a experiência se torne estado e Presença.

Ao irrigar, ao cultivar, no interior, chega um momento em que a flor desabrocha no exterior.

Naquele momento, não há mais medo.

Há apenas Presença e Alegria em meio mesmo ao seu processo, em meio mesmo ao seu caminho exterior.

Isto está a caminho.

Não há técnica propriamente falando.

Apenas saturando a Alegria no interior, abrindo ao máximo e inteiramente o que vocês são para a Verdade do que vocês vivem aqui, que vocês poderão esperar viver essa reversão, aceitá-la e integrá-la na sua Verdade, quaisquer que sejam as circunstâncias do seu caminho.

Tendo em vista a Luz que se fusiona, doravante, a minha Presença não tem mais razão de ser neste espaço.

É tempo de reencontrar a Fonte, da qual eu sou apenas um modesto servidor.

Então, irmãos e irmãs, eu lhes transmito a Paz, o Amor, as bênçãos, e os desejo nos espaços da alegria e da Eternidade.

Eu os deixo ir, no seu ser interior, viver isso.

Recebam a minha Paz e a minha eterna gratidão.




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(*) - 'Meditação Direcionada para o Coração' [Protocolo] - RAM:

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Mensagem do Venerável RAM no site francês:
06 de julho de 2009
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Versão do francês: Célia G. http://leiturasdaluz.blogspot.com
Postado por Célia G.

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Transcrição e edição: Zulma Peixinho



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