RAM - 03 de dezembro de 2008 - Autres Dimensions

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  - Ensinamentos de RAM -
Sri RAM Chandra




~ SILÊNCIO E INTERIORIDADE ~

Eu sou RAM.
Recebam a Paz.
Recebam as minhas Bênçãos.
Eu venho a vocês e com vocês em uma perspectiva que é a de instruí-los e de conduzi-los para um espaço sagrado.
Este espaço sagrado é o seu Templo Interior.
Eu insisti bastante sobre a importância e o papel do Silêncio.
O Silêncio é ao mesmo tempo a chave e a porta do seu Templo Interior.
Ficar em Silêncio permite então abrir o acesso à Interioridade e isso nos leva naturalmente a vislumbrar a Interioridade.
Todas as ações que são realizadas pelo ser humano na encarnação são apenas reações a estímulos, tendo a sua origem em diversos locais do seu ser.
Qualquer ação, mesmo aquela que iria lhes parecer a mais correta, a mais autêntica, a mais luminosa, é colorida, condicionada, filtrada por alguma coisa, exceto pelo seu Interior e a sua Interioridade.
O acesso à Interioridade, graças à chave do Silêncio, vai permitir observar as ações engendradas no mundo exterior e, rapidamente, nesse estado de Interioridade, vocês vão tomar consciência de que a grande maioria das suas ações não vem do seu ser Interior, mas que são apenas reações a coisas diversas: condicionamentos da sua educação, condicionamentos do seu mental que tem medo, condicionamentos ligados ao olhar do outro, condicionamentos ligados às estratégias defensivas e por vezes ofensivas que se construíram (a cargo de vocês e sem o seu conhecimento) nas camadas bem afastadas do seu ser Interior, do seu Templo Interior e da sua Interioridade.

***

Ficar em silêncio, aprender a ficar em silêncio, viver o silêncio, abre o espaço interior do seu Templo Interior denominado Interioridade.
A Interioridade não é, no entanto, inação, ela é criação.
O olhar do olho e do mental está condicionado pelas próprias condições da sua existência na encarnação.
A ação (instilada pela Interioridade) é diferenciada das reações (ligadas aos condicionamentos) pela própria natureza desta ação.
 A ação oriunda da Interioridade (à qual vocês acessaram pelo silêncio) é uma ação necessariamente desprovida de qualquer dualidade, pois esta ação tem sua origem na Unidade do seu Templo Interior.
Façam a experiência: deixem emergir à Consciência a reação a um evento da sua vida.
Observar isso é já tomar consciência de que o que dita a sua conduta visível no mundo é, de fato, apenas o efeito dos seus condicionamentos.
Na realidade, o condicionamento é o próprio requisito para a existência desta Dimensão que vocês percorrem.
Dimensão da dualidade, da multiplicidade, cuja origem foi velada, foi escondida pelas estratégias que aplicaram, a fim de acreditarem estar progredindo na vida.
Somente os seres capazes de aceder à Interioridade podem, neste estado, engendrar ações que são realmente ações, e não reações.
O silêncio então lhes permite o acesso a esta Interioridade e, então, vocês tornam a praticar a ação correta.
A Interioridade é um estado de Consciência.
Eu diria, até mesmo, um estado de Lucidez, além da lucidez habitual.

***


Tudo o que vocês observam no exterior de vocês, todas as manifestações nesta densidade Dimensional, apenas podem ser criadas e manifestadas, porque isso se tornou possível enquanto ação exterior e exteriorizada e desejada, a um dado momento, pela Interioridade.
Dito de outra forma, nada do que vocês podem observar, avaliar, experimentar no exterior de vocês, está ausente no seu interior.
O que vocês vivem, o que vocês enfrentam, o que vocês experimentam, é apenas o resultado de reações às suas próprias reações, engendradas nos espaços do mental dividido.
Isto é verdade tanto no nível individual como no nível coletivo.
A Interioridade não pode ser encontrada em um olhar exteriorizado ou em uma atitude exteriorizada.
O Templo Interior, estabelecido no meio do ser e no silêncio da Eternidade, apenas se deixa penetrar a partir do momento em que vocês tiverem engajado o desejo e a vontade de superar a sua condição atual no plano mental da sua vida.
Na Interioridade, vocês não podem gerar ações duais.
Todas as ações relacionadas com a sua fonte interior apenas podem refletir, apenas podem manifestar, a Unidade e a Luz.
Qualquer ação tomada nos níveis da divisão, no seu mental (mesmo obedecendo ao que vocês chamam de “lógica”), sempre será uma reação condicionada, ela mesma, pelo seu próprio modo de funcionamento, em meio mesmo à divisão desta encarnação.

***

O aprendizado do silêncio é a única maneira que vai permitir, nos tempos extremamente curtos de aprendizagem, descobrir o olhar da lucidez, o olhar da Interioridade, pois o olhar exterior ocorre através do filtro dos olhos, do filtro do mental, ao passo que o olhar interior ocorre, ele, pelo olhar e através do filtro do Coração, e este filtro não conhece a lógica.
Ele conhece apenas o Amor, ele conhece apenas a Unidade, ele conhece apenas a Graça e a plenitude.
Ele não conhece a privação.
Só o silêncio é capaz de revelar a sua Consciência Unificada, a sua Consciência Divina.
A sua Vibração Divina e o seu Sopro Divino apenas poderão ser animados e despertados perante a sua atitude de silêncio interior.
A Interioridade é um estado de Transparência.
A Interioridade é um estado de Unidade.
A Interioridade é um estado de Paz.
O exterior é um olhar de combate, pois a exteriorização, nesta Dimensão, é um parto penoso, ilusório.
Mas os seres humanos exteriorizaram tanto que eles chegaram, na sua totalidade, há muito tempo, a cristalizar, a densificar esta exteriorização na qual os seres humanos vivem hoje.
Não há salvação fora de vocês.
Não há certezas fora de vocês.
Não há Unidade possível fora de vocês.

***

A Unidade, a Paz, é uma questão interior e exclusivamente interior.
A Transcendência, a Elevação, a Ascensão (palavras, hoje, muito empregadas) apenas são possíveis quando em total adequação e identificação com o seu ser interior.
Como vocês sabem que vocês estão na Interioridade?
Vocês estão na Interioridade quando vocês passam da distância para a coincidência, quando vocês passam da separação para a unificação, quando vocês passam da guerra para a paz (com vocês mesmos e com todos os outros), quando vocês passam da dualidade para a Unidade interior.
Quando vocês passam do ego para o Coração, a paz está em vocês.
Nenhum acometimento, nenhuma perturbação exterior pode vir enfraquecer (ou até mesmo diminuir) o interior e a Unidade que vocês São.
A Interioridade, o Coração, é o único quesito que pode guiá-los, de maneira definitiva, além dos jogos da ilusão, do pertencimento, desta Dimensão.
Vocês foram criados livres.
Todos nós fomos criados livres.
Nesta densidade, nós nos cremos confinados.
Mais uma vez, neste nível, trata-se apenas de uma crença que perpetuou, que cristalizou de vida em vida, a fim de adquirir esta certeza que, ela, vem se opor à evidência da sua Divindade.

***

Vocês sabem, por outros instrutores, que vocês vivem, nestes tempos, um período de Graça, um período em que a promessa do seu juramento, da sua Eternidade, seria revelada em vocês, a fim de que pudessem, de maneira lúcida e livre, decidir a sua orientação, o seu caminho, o seu trajeto para os ciclos futuros.
O risco é não estar à escuta do ser interior daquele que sabe e, então, de não fazer a distinção entre o que quer o ego e o que quer a Unidade.
Não há, aí, um diabo fora de si mesmo.
Há apenas o mental que diaboliza, que os inunda de palavras (e de pensamentos, mesmo), a fim de afastá-los do lugar onde ele não existe e onde, no entanto, vocês estão na totalidade.
Este lugar é a sua Divindade, ali onde a evidência é Transparência, ali onde tudo é resolução, ali onde tudo é solução e onde tudo é Luz, Amor, harmonia e facilidade.
Quando uma coisa é difícil, ela pode ter vocação tornar-se o centro.
Isso é válido nas rodas da encarnação que ocorrem fora dos períodos de início e de fim de ciclo.
Hoje, isso é diferente.
Vocês sabem, vocês percebem, vocês leem, vocês ouvem, vocês veem manifestações exteriores opostas ao surgimento da Luz.

***

Tudo o que foi criado na negação do princípio da Luz e da Unidade sobre esta Terra deve tender a apagar-se diante do apelo da Luz.
Qual é o apelo da Luz?
É o momento em que todo o planeta tem encontro.
Esta hora pode ser chamada, sem qualquer conotação negativa, de hora do Julgamento Final.
A hora do Julgamento Final é uma visão metafórica que ilustra o momento das escolhas e da exteriorização das escolhas, a fim de iniciar novos ciclos de vida e novas experiências além destes mundos divididos e limitados nos quais, alguns de vocês, evoluem desde muito tempo.
Essa hora é agora.
Essa hora é nestas horas que vocês estão vivendo.
A Luz autêntica e eterna vem bater à porta do seu ser interior para lembrá-los do que vocês São: seres de Luz que penetraram na matéria pelas suas crenças e pela sua determinação em querer elevar, espiritualmente, esta matéria.
Isso foi uma promessa, isso foi um caminho, isso foi um momento (uma eternidade, dirão alguns), mas há momentos em que os caminhos terminam.

***

Há momentos em que é preciso saber começar um novo trajeto, fazer escolhas, mas também atuar de acordo com estas escolhas.
Agir conforme o que grita o Coração, ao invés do que aquilo que seduz o mental.
Vocês estão nesse momento, vocês estão na encruzilhada dos caminhos, na encruzilhada dos mundos, na encruzilhada do momento final.
Não se atrasem em uma visão exterior do fenômeno.
Contentem-se em cultivar o silêncio interior.
Ele é um bálsamo, ele é aquele que pode tudo, ele é a solução, ele é o caminho.
O período de agora é um período de grande agitação.
Certamente, todos vocês estarão agitados, mas aqueles que resistirem serão aqueles que estarão consolidados solidamente no Coração, na própria Unidade, aqueles que deixarão a ação ligada ao estado de Transparência assumir a dianteira em relação à ação do mental que divide e que separa.
O silêncio, este estado específico da Consciência, está hoje à sua porta.
Cabe somente a vocês acolhê-lo, recolhê-lo, permitir-lhe crescer e embelezar.
Cabe a vocês, e vocês sozinhos podem fazê-lo, dizer “sim” ou “não”.
Eu gostaria, agora, de abrir um espaço de reflexão comum sobre este conceito.

***

Pergunta: de que nos serve então a fala, haja vista a importância do silêncio?

A fala, a agitação do ar, só existe nesta Dimensão dividida e separada.
Ela vem suprir provisoriamente uma falta de comunicação direta, de Essência a Essência, ou de Interior a Interior, que é normalmente a regra em outros espaços Dimensionais acima desta Dimensão.
A fala é ar.
A fala pertence à vibração desta Dimensão.
Ela manifesta no exterior o que vocês querem mostrar no exterior e, em caso algum, a Verdade.
A fala apenas se torna Verdade naqueles que conectaram com a sua Unidade.
A fala, as palavras, dividem, separam.
A fala e as palavras pertencem à análise, à sentença, ao julgamento.
Elas também podem pertencer realmente à expressão da Unidade, mas, então, esta fala se torna Clareza.
Ela não pode, em caso algum, ferir.
Ela não pode, em caso algum, trair.
Mas a fala raramente é utilizada deste modo, nesta Dimensão.
A fala é utilizada para seduzir, para enganar, para iludir e mentir.
É por isso que é muito importante cultivar o silêncio, pois o silêncio não pode mentir, pois o silêncio não pode enganar, pois o silêncio está localizado especificamente onde a Luz se manifesta.
Aí está agora a resposta à sua pergunta pela Vibração da Luz.

... Efusão de energia ...

***

Pergunta: a Verdade do nosso Coração pode ser compartilhada simplesmente pelo sorriso?

Sim, mas não de maneira absoluta.
Se o sorriso vier do interior, então ele faz parte da Unidade.
Este sorriso então não é mais a expressão manifestada, em reação, em sinal de reconhecimento ou em qualquer sinal.
Mas este sorriso é o sorriso de felicidade.
Trata-se de um estado específico daquele que deixa emergir, nele, a alegria do Pai, a alegria da Luz, a alegria da Unidade.
Então, sim, este sorriso que é dado, naquele momento, é a Verdade.
Eis a resposta do silêncio.

... Efusão de energia ...

Outra pergunta.

***

Pergunta: como chegar ao silêncio quando somos tomados pelos pensamentos?

Os pensamentos são, na maioria das vezes, a expressão do mental.
A partir do momento em que vocês decidirem ir para o silêncio, evidentemente, o silêncio não está ali.
Um fluxo incessante de pensamentos criados pelo mental acabam aflorando na sua Consciência.
Entretanto, se vocês perseverarem, bem depressa e bem facilmente vocês vão ver que o fluxo, na intensidade e na frequência desses pensamentos, irá diminuindo.
Vai chegar um momento em que o silêncio realmente é estabelecido.
Quando este silêncio realmente é estabelecido, no interior do Coração, ocorre uma série de processos energéticos ilustrando que vocês alcançaram o objetivo.
Quais são estes sinais?
Eu não vou descrever as manifestações energéticas que são bem conhecidas.
Eu vou me ater especialmente em dizer-lhes, com palavras, que, quando vocês realmente alcançam o silêncio interior, ocorre em meio a sua Consciência (e mesmo no seu mental) uma imersão gradativa na Unidade e na Paz.
Esta imersão progressiva na Unidade e na Paz foi denominada “Estado Místico”, “Graça Interior” e, no oriente, o Samadhi.
As palavras que melhor podem descrever este ‘estado de ser’ são as seguintes: trata-se de um estado de arrepio, de um orgasmo de união mística, cujo centro e a explosão não estão situados na esfera genital, mas na esfera cardíaca.
Aproximar-se da Unidade, alcançar a Unidade, confere modificações que ninguém pode confundir, porque, naquele momento, reconectados com o silêncio, a Divindade e a sua Interioridade são acompanhadas de um sentimento que está além da emoção.
Este sentimento surge mais como uma certeza.
Qual é esta certeza?
A evidência de que isso é verdadeiro.
É algo que se impõe a si mesmo sem reflexão, sem lógica, pois no momento em que o silêncio é estabelecido, vocês abrem um espaço no qual vocês penetram, onde mais nada pode ser como antes.
Naquele momento, vocês vivem um estado de Consciência a nada comparável.
Assim que ele se afasta de vocês (o que significa que a Unidade se afasta de vocês), vocês percebem, no interior do seu ser, uma ruptura e uma falta extremas.
Este estado, assim que ele for atingido, não requer mais esforço para alcançá-lo, pois ele se torna a sua evidência, o seu estado, a sua referência.
Este estado foi vivido e descrito por muitas pessoas na história humana, com palavras diferentes, com experiências por vezes diferentes, mas a finalidade sempre é a mesma: realizar o Divino em si, despertar, acordar e se revelar para a sua Luz, para a sua FONTE e para a sua autenticidade.
Aí está a resposta da Luz.

... Efusão de energia ...

Outra pergunta.

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Pergunta: durante à noite, é o ser interior que se manifesta ou há ainda interferência da personalidade?

Há vários níveis de intervenção durante à noite e nos seus períodos de sono.
Tudo é possível.
Mas o acesso ao silêncio interior deve ocorrer (e não ocorre em outro lugar) durante o estado de vigília, mesmo se, posteriormente, vocês puderem viver este estado durante à noite.
Mesmo se, durante algumas noites, forem propostas experiências que os aproximam deste estado interior.
Eis a resposta do silêncio.

... Efusão de energia ...

Outra pergunta.

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Pergunta: e sobre os cantos sagrados, já que eles também utilizam a fala, mesmo vindo do Coração?

Tudo o que é verbalizado, pela fala ou pela respiração (pela linguagem falada, pelo canto), toma parte efetivamente no canto sagrado, no canto inspirado, nos saltos vibratórios que literalmente aspiram a alma para cima.
Mas quando a música para, quando o canto sagrado para, a Consciência cai de novo.
Não existe, ou então isso é uma experiência rara, acesso à Divindade pela fala ou pelo canto.
A experiência em um nível não é a criação do nível.
Ver a Luz não significa ser a Luz, pois o fato de ver é um ato exterior.
Enquanto vocês permanecerem no ver, vocês permanecem na exteriorização e na manifestação.
Trata-se então apenas de um reflexo ou de uma reação, se vocês preferirem.
O silêncio é simplesmente a condição mais propícia e a chave mais fácil para aceder ao ser interior.
Pois o acesso, quando ele tiver ocorrido uma vez, ele será reproduzido à vontade e naturalmente, ou seja, sem esforço e sem se exercitar.
Eu digo de novo, o momento em que vocês atingem a sua própria Interioridade é um momento identificável entre todos, pois ele leva a viver e a experimentar a Unidade, a Transparência e o Amor.
Eis a resposta do silêncio.

... Efusão de energia ...

Outra pergunta.

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Pergunta: a simplicidade do ser é uma outra chave como o silêncio?

Eu diria que a simplicidade, real e autêntica, decorre do silêncio.
A simplicidade é uma chave, mas se trata, eu diria, de uma chave lógica e, portanto, mental.
Por outro lado, a simplicidade que resulta do estado interior daquele que encontrou a sua Interioridade, é uma prova da realidade da sua vivência.
Mas a simplicidade sozinha não pode levar à Unidade.
Aí está a resposta da Luz.

... Efusão de energia ...

Outra pergunta.

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Pergunta: a alegria e o entusiasmo não são a expressão do silêncio interior e, então, é correto incentivá-los?

A alegria é provavelmente a manifestação mais autêntica da Interioridade, mas, trata-se de uma alegria que não está associada a circunstâncias exteriores.
É uma alegria interior que procede deste retorno à Unidade e deste retorno à Interioridade.
O entusiasmo é muito louvável, mas ele sempre está colorido pela emoção.
Há o risco, com o entusiasmo, de recair no nível do ego e da pessoa.
O entusiasmo é uma energia que projeta no exterior e que pode, em certos casos, afastá-los do silêncio interior.
Eis a resposta do silêncio.

... Efusão de energia ...

Outra pergunta.

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Pergunta: como se situa o sentir em relação à intuição?

O sentir é colorido pelo seu próprio contexto de leitura mental ou outra.
O sentir lhes dá o que está de acordo com vocês, com vocês na manifestação e, então, não na Unidade e, então, não na Interioridade.
O sentir é necessariamente colorido pelas suas convicções, pelas suas crenças, pelas suas certezas e suas esperas.
Ele pode ser correto e será de todo modo sempre correto em relação a vocês mesmos, mas o seu sentir não pode ser uma regra geral, ele lhes pertence, ele é seu.
A intuição não é o sentir.
A intuição é o que está ligado diretamente à Unidade e à Interioridade.
A intuição é uma evidência, por vezes visual, por vezes sem imagens.
Ela se impõe, a intuição, como uma evidência além do sentir, ela está então associada diretamente à Unidade e à Interioridade, o que não é o caso do sentir.
Aí está a resposta do silêncio.

... Efusão de energia ...

Outra pergunta.

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Pergunta: o que você entende por “julgamento final”?

O Julgamento Final é um momento em que é preciso passar em revista, examinar o caminho percorrido com lucidez.
Não há árbitro.
Vocês jamais serão julgados, exceto por vocês mesmos.
Por vocês mesmos, não no nível da pessoa, mas no nível da alma, pela Consciência (não pela consciência limitada ligada ao mental, mas pela Consciência total liberada do mental).
O Julgamento Final é o exame, a revisão, a Passagem, a Ascensão, a revelação e a compreensão além do intelecto.
É a revelação de sua Divindade, não através das palavras, mas através da realidade da energia e da Consciência.
É o momento da colheita.
É o momento, se quiserem, da Liberdade reencontrada.
É o momento, se quiserem, de voltar na Luz e para a Luz.
O Julgamento Final é, antes de tudo, um estado interior que, evidentemente, irá se refletir pelos eventos visíveis ou pela realidade fora desta Dimensão.
Estes eventos, se existem, são apenas o reflexo do que vocês vivem no interior.
Eis a resposta do silêncio.

... Efusão de energia ...

Outra pergunta.

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Pergunta: viver uma EQM (ndr: Experiência de Quase Morte ou Experiência de Morte Iminente) faz voltar a viver o Julgamento Final?

O que vocês chamam de EQM é uma experiência múltipla que permite atingir diferentes limiares.
Alguns viram a Luz de longe.
Outros, mais raros, aproximaram-se desta Luz.
Outros, ainda mais raros, tiveram a oportunidade de estar na Luz.
Outros, ainda mais raros, tiveram a oportunidade de ir para o outro lado da Luz, no pensamento puro que antecede o aparecimento da Luz.
A experiência EQM pode fazê-los irromper na totalidade da experiência ou pará-los em um limiar.
Entretanto, ela marca de maneira indelével a alma, do mesmo modo que o encontro com a Luz (tornado possível pelo silêncio interior que abre a porta da Interioridade) é também uma experiência inesquecível que não pode desaparecer.
É preciso diferenciar, de maneira formal, o que é do domínio da experiência do que é do domínio no nível de Consciência.
Fazer a experiência de um nível de Consciência é, certamente, agora, sem igual, mas não é a finalidade.
Há uma diferença essencial entre viver a experiência e tornar-se a experiência, entre verificar por si mesmo, ver no exterior e alcançar com o Coração e viver no interior.
Há uma gradação até o momento em que a gradação termina.
Naquele momento, vocês sabem que vocês entram na evidência e vocês têm a visão panorâmica de todas as etapas que vivenciaram para chegar a este momento.
Mas este momento é detectável, não tenham temor.
Se vocês se perguntarem sobre isso significa que vocês ainda não estabilizaram ou vivenciaram este estado interior.
Este estado interior é um estado de Luz, um estado de Unidade, um estado de Transparência, de Paz e de Alegria.
Ele não pode ser confundido com outras experiências ou com outros estados alcançados, porque a sua alma sabe, porque o seu Espírito sabe e porque a sua personalidade não pode ali sobreviver.
Aí está a resposta do silêncio.

... Efusão de energia ...

Outra pergunta.

***

Nós não temos mais perguntas, nós lhe agradecemos.

***

Bem-amados Irmãos na encarnação, eu vou lhes propor agora para viverem juntos um momento de silêncio, no recolhimento, na atitude interior de acolhimento e de benevolência.

... Efusão de energia ...


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Mensagem do Venerável RAM no site francês:
03 de dezembro de 2008

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Tradução para o português: Zulma Peixinho


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