O.M. AÏVANHOV (1/2) – 7 de fevereiro de 2008

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Bem, caros amigos, eu lhes apresento todas as minhas bênçãos, todas as minhas saudações, todo o meu amor e eu espero que vamos, como de hábito, poder, em pouco, ajudá-los no caminho que é o seu, nesse momento, sobre este planeta.
Então, podemos, agora e já, começar nossas conversas.

Questão: qual será o destino dos pássaros na quinta dimensão?

Isso é extremamente diferente, conforme o tipo de animais, mas, também, conforme as classes às quais pertencem, por exemplo, os pássaros.
Há três grandes grupos de pássaros.
Há os pássaros que se sacrificaram para permitir ao humano alimentar-se e fornecer, também, seu precioso ovo, aqueles que vocês chamam as galinhas, os patos, os faisões, os perus e tudo o que vocês comem.

Existe uma segunda classe de animais, que não tem qualquer comércio com os humanos, em todo caso, que não se servem de seu corpo para nutrir-se: são os pássaros selvagens, mas, também, ornamentais, que vocês põem em gaiolas.
Esse reino tem a particularidade de serem mensageiros, ou seja, é difícil a explicar, mas inúmeros seres desencarnados, inúmeros seres que pertencem a outras dimensões vão passar as mensagens por intermédio de pássaros.
Há um papel simbólico nesses pássaros ornamentais ou selvagens.
O fato de cruzar com tal tipo de pássaro ao longo de seu caminho do dia significa uma mensagem que lhes é endereçada.

Então, agora, a terceira classe de pássaros é uma classe que não é representada pela encarnação na terceira dimensão.
Essa classe de pássaros corresponde a seres diferentemente evoluídos do que vocês, por exemplo, seres humanos.
Eles pertencem a raças extremamente raras no universo, mas que são seres dotados de consciência, mas isso é outra história.

Então, agora, o que acontece para os animais, não, unicamente, os pássaros, no momento da transição?
Bem, é extremamente variável.
Aí também, há animais que estavam em curso de individualização da alma na terceira dimensão, por exemplo, os animais domésticos, que são animais nobres, como se diz, por exemplo, o cavalo, o elefante, os gatos, os cães, a vaca.
É preciso, efetivamente, compreender que, aí também, o destino será profundamente diferente.

O acesso à quinta dimensão não permitirá a animais, que não constituíram veículo de individualização, viver nessa nova dimensão.
O que não quer dizer que eles são condenados a morrer, ou outra coisa, mas o caminho deles difere, profundamente, do seu, a partir daquele momento.

Esses animais, em curso de individualização, terão, também, a escolha de um caminho de evolução, com alma individualizada, que nada terão a fazer com a quinta dimensão.
Mas é profundamente incompleto, porque é muito, muito complexo tudo isso.

Questão: o que se chama de alma-grupo?

Esse termo é característico de formas de consciência que ainda não individualizaram sua alma, ou seja, cuja alma não saiu do potencial nutridor do que eu chamei alma-grupo.
Toda vida animal vem dessa alma-grupo.
Ao fim da vida do animal sobre a Terra, a alma que era uma extração do grupo em encarnação vai subir para esse reservatório de almas, no qual as trocas de informações fazem-se em todos os sentidos.
Não há individualização da alma, mas há consciências suficientemente embrionárias para permitir a criação desse reservatório de encarnação.
Então, isso é o que se chama as almas-grupos.

A maior parte dos animais possui uma alma-grupo.
Apenas os animais em curso de individualização é que têm laços, eu diria, muito mais soltos, com essa alma-grupo da qual eles são oriundos.

Questão: o que é dos tigres e dos felinos?

Os tigres, em especial, não estão em curso de individualização da alma.
Eles pertencem a um reservatório de almas-grupos.
Os felinos, agora?
De uma maneira geral, eu não sou suficientemente calibrado para dar-lhes todas as raças, porque vocês podem imaginar que, em outros níveis de evolução, há apenas muito poucas formas animais.

Não se esqueçam de que os animais, nessa terceira dimensão, são apenas a concretização na partida de formas pensamentos que vocês emitiram, e essas formas pensamentos, em um dia muito distante, densificaram-se, suficientemente, para permitir a consciências emergirem dessas formas e que se tornaram animais.

Questão: quais mensagens simbólicas correspondem a quais pássaros?

Eu não sou, tampouco, ornitólogo, nem ornitólogo espiritual, então, e não conheço o simbólico de todos os pássaros, mas há o que vocês conhecem, já, forçosamente, porque isso faz parte de uma abundante literatura.

Há, naturalmente, a pomba, e os pássaros brancos, de maneira geral, que significam a paz.
Há o pintarroxo (rouge gorge), que é um enviado de Deus, assim como o cauda vermelha (rouge queue).
Há pássaros como o pavão, que é o símbolo da perfeição, mas, também, do ego etc. etc...

Então, agora, se vocês acordam uma manhã com um pavão que gira em torno de seu leito, aí, efetivamente, o significado é altamente simbólico.
Eu não falo, tampouco, do pombo porque aí há, também, a expressão corrente.

Questão: deve-se deixar-se levar pelas emoções ou controlá-las?

Então, não é, tampouco, questão de deixar livre curso a todas as emoções que afloram à consciência.
A manifestação de uma emoção não é, absolutamente, necessária ao bem-estar, eu diria, de uma maneira geral.

Observem como os seres humanos são diferentes.
Há seres que têm necessidade, sem parar, de exprimir o que eles sentem, que têm necessidade de preencher o espaço através de suas palavras.
E, depois, há seres que falam muito pouco, que estão aí, em um canto, e que não ousam falar ou não querem falar.
É exatamente o mesmo ao nível das emoções.

Há seres que vão manifestar algumas emoções, de maneira quase permanente.
E há seres que têm a impressão de serem muito pobres ao nível emocional, por rações ou de bloqueio, como se viu, ou, ainda, porque eles não se autorizam, por outras razões, a manifestar emoções.

Então, manifestar as emoções é manifestar o que vem do interior e que pode traduzir um sentimento ou um estado de espírito, em todo caso.

Agora, se, a cada vez que você experimenta a tristeza, você se põe a chorar, isso arrisca a tornar-se invasivo.
Se, assim que haja uma contrariedade, você experimenta raivas e devia manifestar a raiva, isso pode, também, tornar-se muito invasivo.

Então, é por isso que há, acima da emoção, o mental, que controla, geralmente, ou que analisa as razões da emoção.
Por exemplo, em face de uma situação na qual você tenha vontade de pôr-se na raiva, porque alguém diante de você pisou em seus pés, a raiva dá a você vontade de estrangulá-lo, por exemplo.
Se você passa ao ato, de imediato, aí, exprime, corretamente, as emoções, porque há um ato que está em acordo com o que você viveu no interior, ou seja, estrangular essa pessoa.
Mas você acredita que seja um sucesso emocional, manifestar nos atos esse tipo de emoção?
Eu não creio.

Então, a emoção, como o fez Cristo, quando esvaziou o templo, aí, é o que se pode chamar uma santa raiva.
Entretanto, é uma raiva, de qualquer forma.
Ele não estava na pele daqueles que receberam a bronca, aqueles que expunham diante do templo.
Então, se querem, é, sempre, similar: a emoção faz parte de um exato equilíbrio entre o que é sentido e o que é dado a ver.

A noção de equilíbrio da emoção deve ser algo que os libere, mas não algo que deva contraí-los.
Se o fato de liberar uma emoção, deixá-la sair e exprimi-la ou vivê-la exteriormente desencadeia uma zona de tensão no corpo, isso não é bom.
Em contrapartida, se o fato de estrangular aquele que está diante de você – é uma imagem simbólica, não é? – e você sente uma grande alegria no corpo, sente-se liberado, mas você não liberou o outro, contudo.

Portanto, a emoção faz parte de transferências de sugestão, ou seja, você dá a ver o que sente, mas não é certo que o outro sinta o que você quer sentir e experimentar, porque há, frequentemente, distâncias.
Então, efetivamente, você tem emoções que se traduzem pelos mesmos mimetismos, pelas mesmas palavras, em todas as raças e em todas as tradições.
Mas manifestar, assim, a emoção é, já, algo que implica, de algum modo, uma noção de julgamento em relação ao que é enfrentado e que vem do exterior.

Então, se você tem grandes raivas que estão emperradas no interior, é preciso, efetivamente, evacuá-las, mas não, necessariamente, sob a forma que você crê, ou seja, gritando ou estrangulando o vizinho da frente que lhe pisou nos pés.
A solução é aprender não o controle ou a mestria das emoções, porque, isso também, é um trabalho penoso, no qual seu mental estará, permanentemente, vigiando as mínimas manifestações emocionais que poderiam escapar de você, para controlá-las e, eventualmente, manipulá-las.
Isso, tampouco, é bom, vocês podem imaginar.

Então, o importante é compreender que as emoções fazem parte de um nível de manifestação e, independentemente da palavra emoção, seria preciso que vocês conseguissem substituir essa palavra por irradiação.
O que é que vocês querem, não manifestar como emoção, mas o que é que lhes daria prazer de irradiar de vocês?
Será que vocês querem irradiar a alegria, o prazer, a beleza?
Será que querem irradiar a paz ou a raiva?

Se você consegue conceber a noção de emoção assim, como uma irradiação, você se aperceberá de que existem muito poucas irradiações que o preenche.
É o que se chama, frequentemente, uma dilatação, que sobrevém ao nível da cabeça, ao nível do peito e, mais raramente, do ventre.
Você irradia e não se coloca a questão de saber o que sente como emoção.
Eu tive uma emoção, eu a irradio, o que é que acontece e o que é que eu sinto?
Penso que seja um bom meio e que é simples, além disso, de chegar a um conhecimento de suas próprias emoções e das mecânicas íntimas que as geram, sabendo que as emoções, como dizem em todas as tradições orientais, sobretudo, são algo que deve ser integrado e superado porque, enquanto há emoção, há reação.

Quem diz reação diz ausência de olhar interior, ou seja, a pessoa está, inteiramente, centrada em sua consciência e no amor.
Se lhe pisam no pé, ela não tem vontade de estrangular a pessoa à frente, ela não tem vontade, tampouco, de agradecer, ela está na neutralidade.
A solução é encontrar-se nesse estado em que não há mais sugestão emocional, no qual vocês não fazem mais suposições sobre o que têm vontade de fazer, mas permanecer, simplesmente, centrados em si mesmos.

Então, eu sei que, hoje, há muito trabalho que se faz na noção de liberação de emoções.
Então, é preciso, efetivamente, compreender que, quando se fala de liberação de emoções, faz-se referência não a uma reação presente, mas a uma vivência que, de algum modo, um dia, provocou um traumatismo que se cristalizou no corpo e na cabeça.
Isso não é a emoção que se trata quando se vai tratar isso, mesmo se se reviva a emoção do traumatismo inicial.
Não é uma terapia emocional.

O importante é compreender que a emoção não é algo a trabalhar para si.
É um vetor que vai mostrar-lhes as zonas de tensão ao nível do corpo e, por vezes, em alguns casos, quando há uma memória emocional em relação a um traumatismo vivido permite, com técnicas precisas, eliminá-la.
A partir do momento em que se concentra na irradiação e não no que se sente, mas nessa quintessência que se extrai de nós no momento em que se tem uma reação.
É nisso que é preciso centrar-se.

É tomando o hábito de estar no instante da emoção e não na referência à ferida que vocês acabam de viver, cinco minutos antes ou dezenas de anos antes.
É centrando-se nesse sentir ou nessa irradiação que vocês poderão adquirir um controle, não negativo, é claro, mas uma melhor assimilação do que são as emoções.

Questão: isso significa que convém não mentalizar, no sentido de pôr palavras nisso, mas, simplesmente, permanecer no sentir?

É uma primeira etapa, eu diria, indispensável, analisar não através de seu mental, mas através de seu corpo.
Eu experimento, por exemplo, tal raiva.
Eu tenho vontade de estrangular a pessoa que pisou no meu pé.
Será que eu tenho as mãos que se agitam, prontas para apertar?
Será que eu tenho o punho que se firma, pronto para bater?
Será que tenho uma tensão que chega aos ombros?
O que acontece ao nível de meu corpo e, em seguida, o que emana de mim, independentemente de fazer dizer minha emoção ao outro?
É isso que é importante compreender.

Se vocês chegam a esse nível de compreensão, estarão, totalmente, na vivência do instante e conseguirão, então, naquele momento, deixar passar ao filtro de sua consciência apenas as irradiações que são chamadas positivas, ou seja, essa atenção consciente de seu estado emocional vai permitir pôr-se em um estado de alinhamento com seu ser interior e deixar sair de si as emoções, não sob a forma emocional, mas sob a forma de qualidade vibratória.

Não se esqueçam de que o amor de que todo mundo fala não é uma emoção.
O amor é um estado de ser, que nada tem a ver com a emoção, porque a emoção não é um estado de ser, mas é um movimento do ser para o exterior, portanto, é uma desestabilização do ser.
Tudo o que tem tendência a fazê-los reagir, mesmo que seja para a boa causa, afasta-os de seu ser interior.

Questão: mas como estar no ser e viver, também, as evoluções a vir, estando desengajado de emoções?

Mas a ação não é uma emoção.
Eu os lembro das palavras de Cristo: «busquem o reino dos Céus, e o resto ser-lhes-á dado em acréscimo».
Vocês estão em um período, efetivamente, pode-se empregar um eufemismo, digamos, delicado, muito delicado.

Então, se vocês se centram no que acontece à esquerda e à direita sentem a energia espiritual muito forte, mas sentem, também, a energia de desestabilização muito forte da matéria.
Então, se vocês se centram nas necessidades que têm, podem desencadear ações, mas, se a ação é desencadeada pela emoção, é um erro.
Mas se a ação é um movimento de dividir, para o ser, independentemente, desacoplado de emoções, desacoplado de algo que, justamente, seja da ordem da reação, naquele momento, vocês entram na ação que não é incompatível com o ser.

Em contrapartida, a reação é algo que é ligado às emoções.
Por exemplo, vocês têm a impressão de que veem o que acontece – ao nível econômico, financeiro, ao nível de rumores – e dizem-se «ai, ai, ai, vou fazer provisões».
Isso é uma reação.
Há todas as chances de que isso, estritamente, para nada sirva.
Agora, no silêncio de seu ser interior, vocês não têm uma reação em relação ao que acontece, mas têm a intuição ou o sentir de que é preciso ir fazer provisões, desacoplando, obviamente, o ato de ir comprar essas provisões de qualquer reação aos eventos.
Aí, vocês estão na justiça.

Vocês me dirão: «o resultado é o mesmo, nos dois casos eu fiz compras».
Sim, aparentemente.
Porque, no primeiro caso, você obedeceu a uma reação de tipo emocional.
Aí, você não vai aproveitar o alimento, talvez, ela vai estragar, talvez, você vai perder tudo, talvez, você vai comê-lo antes do que era previsto, porque essa compra é ligada a uma reação e não a uma decisão interior.
É toda a diferença.

Então, vocês acreditam que, aparentemente, é o mesmo resultado: ambos têm uma despensa.
Mas há um de que se servirá e o outro de que não se verá a cor.

Questão: o que acontece com a bolsa de valores é o anúncio do início da queda do sistema econômico?

Mas é o início do fim.
O fim de todo o sistema financeiro construído na ilusão e no virtual.
É uma etapa que era esperada há muito tempo, porque é, verdadeiramente, o precursor da mudança.

Vocês sabem, para o ser humano, enquanto a carteira está cheia e o cofre está cheio, está-se bastante despreocupado, porque se tem do que prever para amanhã.
Em contrapartida, quando as economias começam a derreter, quando nada mais há a comprar para comer, e quando as lojas fecham, porque não há mais materiais para comprar, é evidente que seu modo de encarar sua relação à abundância torna-se profundamente diferente.
Mas é uma etapa que é escrita há muito tempo.

Então, esses movimentos vão acentuar-se, progressivamente, de maneira extremamente forte, durante os próximos meses, para chegar onde isso deve chegar.
É difícil falar de adiamento, como vocês sabem, sempre, mas o que vocês observam hoje, eu já havia anunciado no ano passado, nos meses de julho e agosto.
Eram os sobressaltos dessa crise financeira, perfeitamente orquestrada e desejada por algumas forças.
Elas são desejadas tanto pelas forças da Sombra, porque elas creem que vão conduzir a algo, mas, também, pelas forças de Luz, que creem que isso vá conduzir, também, para outra coisa.

Vejam, todo mundo quer a mesma coisa.
Isso cai muito bem para uma vez.
Mas a finalidade não é a mesma, em todo caso, uns esperam isso e os outros esperam aquilo.
Tudo dependerá da reação dos homens, é claro.
Mas olhem, hoje, a morosidade que é a sua nos corredores de ônibus, de metrô, de pessoas com quem vocês cruzam na rua.
Vocês veem, efetivamente, que não há a felicidade transcendente que transparece, hein?

Vocês estão em um período, efetivamente, extremamente perturbado, mas não pode haver mudanças de nível de consciência, não pode haver mudanças de modo econômico enquanto os seres humanos não tenham compreendido que esse sistema econômico, baseado no dinheiro que traz dinheiro – ou seja, o que é chamado o lucro do dinheiro – enquanto esse sistema não seja abolido, não pode haver transformações de trocas econômicas.

A troca econômica, mesmo com o dinheiro, não é proibida.
Em contrapartida, o que é proibido, e algumas religiões insistiram, entre aspas, nisso, é o que se chama a usura.
Fizeram-nos crer que o dinheiro devia servir para ganhar o dinheiro.
A maior parte de muito grandes empresas ganha mais dinheiro com o dinheiro do que com o que elas produzem.
Não é, absolutamente, normal, vocês podem imaginar.

De fato, o dinheiro deve ser algo cujo valor não aumente com o tempo.
Quando o dinheiro circula, ele tem o mesmo valor.
Se ele não circula mais e é acumulado, naquele momento, isso quer dizer que esse dinheiro não vai ao bom sentido.
O dinheiro que está imóvel ou supostamente depositado, deveria não trazer, mas custar dinheiro.
O sistema econômico está totalmente invertido.

Isso foi criado pela noção de usura.
A noção de usura conduz a criar algo que não existe.
Então, por mais que vocês digam que se vai remunerar a usura através do trabalho assalariado, é uma versão muito capitalista e liberal, mas é uma ilusão.
Não se pode criar o dinheiro a partir de nada.
Não se pode criar um valor outro que não aquele que é definido pela troca.
Não é porque a troca é diferida ou não possa ser paga em dinheiro, cash, como vocês dizem que ela deva, por isso, ter uma usura.
Isso foi construído pelo sistema econômico mundial, e é isso que desmorona.
Isso se agrava a cada dia.
A cada dia, cada vez mais seres humanos que estavam no domínio da finança ou de investimentos dão-se conta do erro monumental, e é ótimo que eles se deem conta.
Aí, eles têm, diante dos olhos, o resultado disso.
Eles veem, por si mesmos, ao que conduz a usura e o lucro do dinheiro.

Questão: o que fazer diante disso?

Não reagir.
Então, ou você reage, emoção grave, «eu perdi tudo» e faz hara kiri, portanto, você diz, com isso, que aceita que o dinheiro era seu ídolo, que o dinheiro era seu objetivo e, naquele momento, tem o direito de fazer-se hara kiri, porque você não tem mais razão de crer e algo que desmorona; ou você considera que é um risco da vida e que o sistema social vai mudar, necessariamente.
É preciso aceitar isso com lucidez e, sobretudo, não reagir.

Então, agora, se você perdeu muito dinheiro, talvez, resta-lhe algo que não o dinheiro, ou seja, a vida.
Tudo é apenas questão de relatividade, é claro, mas, através dessas questões, vocês se apercebem, vocês vão definir-se, muito claramente: qual é seu papel em relação à vida?
Será que vocês se situam no sentido do amor da vida ou no sentido da vida para o dinheiro?

Lembrem-se: «ninguém pode servir a dois mestres ao mesmo tempo».
Ou vocês servem a Cristo, ou vocês servem o deus do dinheiro.
Mas vocês não podem servir a ambos.

Questão: mas o problema é que nossa sociedade é construída no...

Mas ela não existe mais, a sociedade.
É uma ilusão porque, se vocês permanecem nessa sociedade, é que vocês a aceitam.
Não me digam «eu sou obrigado a permanecer nessa sociedade».
Se você diz «eu sou obrigado», eu nada mais tenho a dizer.
Em contrapartida, é preciso estar em harmonia consigo mesmo.
Se você acha que essa sociedade não lhe corresponde, o que você faz?
Você pode ir viver onde quiser.
Você ainda não tem um chip sob a pele que o impeça de deslocar-se.
Portanto, você pode decidir ir viver onde quiser.
E você vai ao sentido do que é correto para você e para a vida e para o amor.

Tudo será feito de forma a facilitar-lhe a tarefa.
Você estará em uma linha de menor resistência.
Os sofrimentos vêm a partir do momento em que vocês resistem ao apelo de sua alma, seja para o dinheiro ou para as pessoas ou para outra coisa.

Questão: qual é a mensagem à humanidade na AIDS?

O mesmo que todas as doenças ditas degenerativas, o mesmo que o sentido da morte.
A terceira dimensão é uma dimensão de experiências, na qual vocês não encontrarão parada, até o momento em que a deixam.
Alguns seres conseguem fazer coincidir a vida em encarnação com estados multidimensionais.
São seres realizados, grandes Avatares ou Boddhisatvas ou seres cósmicos.
Mas eles são raros, não é?

A terceira dimensão é uma dimensão de experiências, uma dimensão de algo que é, como dizer..., doloroso, porque vocês estão na separação.
Então, não é preciso esperar encontrar o paraíso na terceira dimensão.
O paraíso está no interior de si.
Vocês podem estar cercados de colossais somas de dinheiro, podem aproveitar de todos os prazeres prometidos pelo poder do dinheiro.
Vocês podem comprar um avião, podem comprar um órgão novo para viver mais tempo, por exemplo, mas não terão respondido à questão fundamental.

Então, muitos seres humanos e ocidentais deixaram-se prender-se pelo modelo de sociedade que lhes impuseram.
Impuseram-lhes, mas vocês aceitaram, não é?
Caso contrário, vocês teriam feito revoluções.
É, portanto, que, de algum modo, esse modelo os satisfazia: a segurança social, o seguro de vida, a segurança do emprego, a segurança do lugar de vida.
Tudo isso são estratégias que conduziram à sociedade que vocês veem, hipertecnológica, na qual o valor o mais importante é o dinheiro e não a relação com o outro.
Tudo isso é o que vocês quiseram.
Então, se vocês não querem mais isso, bem, deixem-no.

Questão: existem estratégias de cura energética no caso da AIDS?

Há algumas pessoas que conseguiram curar-se por uma transformação radical da própria vida.
As técnicas energéticas de tomada de consciência de si são extremamente importantes nesse caso.
Não se esqueçam do que permitiu a essa doença explodir, mesmo que seja oriunda de uma maldade humana, é, entretanto, a falta de amor e o medo.
A partir do momento, de qualquer modo, em seu mundo, em que lhes põem uma etiqueta nas costas, em especial se é uma doença que é grave e reputada de mortal, como os cânceres ou outras, bem, já, vocês pertencem à egrégora de medo.
Isso fere, muito fortemente, as estruturas subjacentes ao nível do coração.
Há milhares de tratamentos energéticos, eu não posso dizer que uma técnica seja melhor do que outra.

Questão: como sair de uma egrégora de medo?

Talvez, não com um dente de alho, não.
Sair de uma egrégora de medo faz-se a partir do momento em que vocês tenham cansado de ter medo.
Enquanto vocês aceitam o medo, isso quer dizer que, ainda, não cansaram, suficientemente, do medo.

Eu me explico.
Você tem medo, portanto, você precisa de um teto.
Você tem medo, portanto, precisa de uma carteira.
Você tem medo, portanto, precisa de um refrigerador.
Você tem medo, portanto, precisa de um trabalho.
Você tem medo, portanto, não deve estar só, etc. etc.

Então, quando você tenha cansado de ter medo, sai da egrégora de medo.
Mas não se pode lutar contra o medo, porque é algo que é inscrito nas estruturas arcaicas do humano, a partir do medo de não ter o que comer no nascimento.

Então, é evidente que o único modo de fazer desaparecer o medo é encontrar o amor, a confiança e a certeza interior.
Progressivamente e à medida que a consciência e a alma estabelecerem-se na personalidade e no corpo, ela vai, pouco a pouco, afastar o medo e os medos.
Mas não se esqueçam de que o período evolutivo que vocês vivem nesse momento vai pô-los em face de seus últimos medos.
É importante.
E vocês dizem, por exemplo: «eu não tenho medo disso».
Como por acaso, vai acontecer-lhe isso e vai mostrar-lhe que, finalmente, você tem medo.
Isso faz parte da experiência da vida, não é?

Questão: a afirmação «eu sei o que eu sou e eu sou o que eu sou» é necessária?

De onde sai esse truque aí?
Você acredita que repetir isso vai provocar-lhe algo como um despertar ou uma iluminação?
São, ainda, camisas de força mentais.
Ao limite, «eu sou» é suficiente.
«Eu sou Um» é ainda melhor.
Mas «eu sou aquele que eu sou porque tenho medo de ser aquele que eu sou» é uma camisa de força mental.
É uma frase terrivelmente complicada.

Questão: pareceria que essa frase foi dada por você mesmo.

Não deve ser isso, de modo algum.
Não estou certo de que a alma ali encontre seus pequenos ali.
Nenhuma frase libera-os, só a afirmação do «Eu sou», porque isso remete a Jeshua, Je Suis.
Isso remete, em hebraico, a Ehié, algo que é uma afirmação, porque você afirma seu ser.
Mas «eu sou o que eu sou» é um pouco particular.
Porque, se você não é claro, você afirma que não é claro.

Questão: que vão tornar-se as crianças?

Vocês acreditam que as crianças serão tocadas por isso ou aquilo?
Não se esqueçam de que os episódios que vocês enfrentam, ao nível dos elementos, ao nível climático, ao nível interior são elementos que vão permitir-lhes aceder ao outro lado.
Não é um fim, em si.
Estejam certos de que as crianças são o objeto de uma atenção muito específica, e eles nada têm a temer de tudo o que vem.
Aí, vocês projetam seu próprio medo em relação a essa criança, mas vocês não têm qualquer cuidado a tomar.

Questão: como acompanhar o melhor possível as crianças?

Isso é bem complicado.
É uma questão pedagógica muito longa.
Eu não posso responder assim, durante essa conversa.
É uma questão muito, demasiado vaga.
Sobretudo, não dizer a ela que o mundo está desmoronando.
Não se pode resumir isso.
Não é o pó de Pirlim Pimpim.
Não é uma resposta simples, é muito, demasiado complexa.
Já, deixem-na livre.
Se você tem, como se diz, culhões, bem, tirem-nas do sistema.

Questão: até qual idade as crianças estão protegidas de questões que se possa colocar?

Aproximadamente até quatorze, quinze anos.

Questão: se a França vive um confinamento específico, por que nascer na França, hoje, ou por que ali viver ainda?

Vocês participam da egrégora francesa, simplesmente.
Qualquer que seja sua nacionalidade, a partir do momento em que nasceram ou vivem nesse lugar, é que você se reencontrou, por afinidade vibratória, com aquilo.

Questão: o que é da vinda eventual de um Messias sobre a Terra?

Jesus Cristo 2.
Eu vejo o título daqui.
Não, não há retorno de quem quer que seja, em todo caso, não pelas vias que vocês imaginam, absolutamente não pelas vias da encarnação ou por um corpo de carne.

Lembrem-se do Apocalipse de São João: «Cristo voltará como ele partiu», ou seja, nas nuvens, em um corpo imortal e, absolutamente, não em um corpo de carne.
Não haverá reencarnação.
O Messias veio uma vez, ele não voltará em um corpo de carne.
Todos aqueles que anunciam o retorno de Instrutores do Mundo ou de entidades veneráveis balançam a iscas para manter uma espécie de pseudo-esperança.

Cristo é, antes de tudo, um retorno interior, não em um corpo de carne, mas no Cristo interior.
É pedido, a todo ser humano, tornar-se um Cristo, seu próprio Cristo interior.
Vocês podem encontrar frases do estilo «eu sou o novo Cristo que vem, eu sou o Cristo 2».
Por que não?

Não, para além dessas diversões, é importante compreender que não pode haver retorno em um corpo de carne da entidade que foi Jesus Cristo.
Isso é impossível, porque Cristo sacrificou-se na cruz, Seu sangue foi derramado, Ele fecundou a Terra e Cristo está presente em todas as moléculas físicas, mas, também, do éter, desde esse mistério da crucificação e de Gólgota.

Então, por que vocês querem que, ao nível vibratório, haja um retorno, uma vez que Cristo é onipresente desde Sua excarnação?
Isso volta a querer procurar uma ajuda exterior.
Isso é para melhor vender-lhes cursos de guru, cursos daqueles que vão doutriná-los em movimentos complicados, se possível, na conotação Oriental.
Isso fica mais exótico, não é?
Enquanto tudo foi dito há extremamente muito tempo.
Há apenas que tentar viver segundo os preceitos de Cristo, que Ele deu em Sua vida.

Então, vocês podem meditar, concentrando-se em tal ponto ou tal ponto, durante vinte anos, durante cinquenta anos, durante dez vidas, se quiserem.
Mas vocês não chegarão, certamente, ao despertar, desse modo.

Questão: alguns dizem que alguém mais foi morto no lugar de Jesus, e que ele foi elevado a outras vibrações?

Eu jamais falei de morte, mas eu falei de verter Seu sangue.
Verter Seu sangue, até prova em contrário, não quer dizer morrer.

Questão: em que um «retorno» de Cristo, hoje, poderia ser contraditório com o fato de ajudar a humanidade?

Eu não disse que era contraditório, eu disse que não era possível, porque Cristo está presente em cada átomo que constitui a Terra e as terras desse povo.
Uma presença física nada mais aportaria.

Questão: poderia ser, também, outro Messias?

Mas o que é esse hábito de sempre crer que há seres que virão, com um golpe de varinha mágica, transformar sua vida?
Isso jamais existiu e não existirá, jamais.

Todos aqueles que se apresentaram como liberadores foram perseguidores, com o rótulo de guerreiro, ou ainda pior, com o rótulo espiritual.
Não há instrutores do mundo.
Há apenas seres realizados que realizaram a própria dimensão Crística, a própria dimensão divina.
É ilusório crer que vocês serão salvos por um Messias.
Em contrapartida, que haja entidades específicas que se chamam os anjos e, em especial, os Anjos do Senhor, que são suscetíveis de intervir, a título individual, no momento da transição, isso é outra coisa.
Mas eles são bilhões, e não têm a pretensão de serem salvadores.
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