Sri Aurobindo

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Sri Aurobindo foi um educador e militante político nascido em Calcutá, Índia, em 15 de agosto de 1872.


Foto de Sri Aurobindo tirada por volta de 1900, na Índia; a imagem está em domínio público porque seu termo de copyright expirou. (Fotógrafo: Rån Sekelskiftet)


Biografia

Nascido e criado na Índia, Sri Aurobindo foi mais tarde para a Inglaterra, onde aprendeu diversos idiomas. Anos depois, retornou à Índia em uma busca pela "sabedoria e verdade do Oriente".[1] Por 13 anos, trabalhou em atividades administrativas e educacionais para o Estado. Em 1906, foi para Bengala assumir abertamente o comando do movimento revolucionário para a independência da Índia, que durante anos havia organizado em segredo.

Acabou preso pelo governo britânico entre 1908 e 1909. Foi durante esse período que Aurobindo passou por uma série de experiências espirituais que determinaram o seu trabalho futuro. Solto e certo do sucesso do movimento libertador da Índia, e respondendo a um chamado interior, retirou-se do campo político e foi para o Sul da Índia, para devotar-se totalmente à sua missão espiritual. Morreu em 1950, aos 78 anos, deixando o trabalho espiritual conhecido como "O Ioga de Sri Aurobindo".

No estado de Tamil Nadu, sul da Índia, existe uma comunidade espiritual denominada Auroville, a "Cidade do Amanhecer", fundada em sua homenagem e com base nos seus princípios.

Alguns dos livros de Sri Aurobindo foram publicados em português:

* A evolução futura do Homem
* Em direção à Nova Consciência
* Pensamentos e aforismos
* Conversas com a Mãe
* A descoberta suprema
* Mantra e oração
* Renascimento
* Trabalho
* Yoga

fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Sri_Aurobindo

créditos: ask158

5 de junho de 2007


Homage to Sri Aurobindo based on Mohan Mistry's song "Hey
Ananta Divya Purush.."

Homenagem ao Sri Aurobindo baseado na canção
Mohan Mistry de "Hey Ananta Divya Purush .."





Conheça algumas frases de Sri Aurobindo:

Devemos fazer do erro uma porta por onde a verdade possa entrar.

Tudo o que resiste desaparecerá no tempo certo com o progressivo desabrochar da natureza espiritual.

Toda união entre as criaturas é essencialmente
um reencontro consigo mesmo,
uma fusão com aquele do qual nos separamos.
É uma descoberta de si mesmo nos outros.

De sua câmara misteriosa nossa alma age;
Sua influência faz pressão sobre o nosso coração e o nosso mental
E os impele a ultrapassar seu ser mortal.
Ela procura o Bem e a Beleza, e Deus.
Vemos o nosso Eu sem limites para além das muralhas do eu,
Contemplamos, através do espelho do nosso mundo, as vastidões entrevistas,
Perseguimos a Verdade através da aparência das coisas.

Mensagens de Sri Aurobindo

Crescer espiritualmente é a maior ajuda
que alguém pode dar aos outros,
pois, a partir dele, flui naturalmente algo
que ajuda aqueles que estão à sua volta

Por meio da dor e da tristeza, a natureza recorda a alma que o prazer de que goza não é mais que uma débil indicação da verdadeira alegria da existência.
Cada sofrimento, cada tortura de nosso ser contém o segredo da chama de um êxtase em comparação ao qual nossos mais grandes gozos não são mais que brilhos vacilantes.
Este é o segredo que produz a atração da alma pelas grandes provas, os sofrimentos e as experências terríveis da vida, que nossa mente nervosa abomina e foge.

Quando a mente fica quieta,
então a Verdade tem a chance
de ser ouvida na pureza do silêncio.

Vocês não fazem idéia da vastidão que existe dentro de vocês.
Este corpo parece pequeno,
mas ele é a imagem do universo inteiro.
Neste corpo existe um sol mil vezes mais brilhante que o sol externo.

Dentro do coração existe um centro de Consciência,
e dentro dele você pode enxergar o mundo inteiro.

Quanto mais ampla sua consciência se torna, mais você poderá receber do alto.

A maioria das pessoas vive em sua personalidade exterior comum e ignorante que não se abre facilmente ao Divino; mas há um ser interior dentro delas, do qual elas não sabem, que pode se abrir facilmente à Verdade e à Luz. No entanto há uma parede que as separa dele, uma parede de obscuridade e não-consciência. Quando ela desmorona, então há uma libertação.

Nossa vida visível e as ações desta vida não são mais que uma série de expressões significativas, mas aquilo que ela tenta expressar não está na superfície; nossa existência é algo bem maior que este ser frontal aparente que nós mesmos supomos ser e que oferecemos ao mundo em volta de nós.

Quando se vai para dentro da consciência interior, ela é sentida como uma pura e calma existência sem movimento algum, antes eternamente tranqüila, não-movida e separada da natureza exterior. Isso vem como um resultado do desapegar-se dos movimentos (da natureza exterior), do distanciar-se deles, e é um acontecimento bem importante

São os limites da consciência que são dissolvidos. Neste silêncio, pensamentos podem ceder por um tempo, nada pode haver a não ser uma grande liberdade e amplidão sem limites, mas para dentro deste silêncio, desta amplidão vazia desce a vasta paz de cima, luz, alegria, conhecimento, a Consciência mais alta na qual se sente a unicidade do Divino. É o começo da transformação.

A verdadeira alma secreta em nós é uma chama nascida de dentro do Divino e, habitante luminoso da Ignorância, cresce nela até que seja capaz de voltá-la em direção ao Conhecimento.
Esta velada entidade psíquica é o Testemunho e Controle encobertos, O Guia escondido, o 'Daimon' de Sócrates, a luz interior e voz interior do místico. É ela que persiste e é imperecível em nós de nascimento a nascimento, não tocada por morte, decadência ou corrupção, uma fagulha indestrutível do Divino.

Sri Aurobindo


fonte: http://www.ogrupo.org.br





Apresentação


Esta página tem por finalidade facilitar a leitura do poema Savitri,
obra prima do poeta e filósofo indiano Sri Aurobindo


Mas, o que é Savitri?

Savitri pode ser considerada a obra prima do patriota, filósofo e poeta indiano Sri Aurobindo. Trata-se de um extenso poema que se inspira em sua forma e em seu conteúdo na antiga épica indiana. De fato, a história que serve de base ao relato consiste numa passagem do Mahabarata que o próprio Sri Aurobindo, no preâmbulo do poema, descreve assim:

"O Mahabarata narra a história de Satyavan e Savitri como um relato de amor conjugal que vence a morte. Porém esta lenda é, como evidenciado em muitas das características deste conto de personagens humanos, um dos numerosos mitos simbólicos do ciclo Védico. Satyavan é a alma que, levando a divina verdade do ser em seu interior, desce ao seio da morte e da ignorância; Savitri é a Divina Palavra, filha do Sol, deusa da suprema Verdade que desce e nasce para salvar; Aswapati, o Senhor do Cavalo (símbolo da Vida), pai humano de Savitri, é o Senhor da Tapasya, a concentrada energia de esforço espiritual que nos ajuda a elevar-nos dos planos da mortalidade para os da imortalidade; Dyumatsena, Senhor das Hostes Resplandecentes, pai de Satyavan, é a Mente Divina que aqui ficou cega, perdendo seu reino de celestial visão e em conseqüência seu reinado de glória."

Sri Aurobindo utiliza-se desta simples lenda para convertê-la num símbolo: O símbolo da condição do homem, dos seus esforços de busca, das suas incertezas, dos seus sonhos e das suas esperanças. De sua relação com as forças que lhe rodeiam e com aquelas outras que lhe ultrapassam e são alheias a ele mas que as intui. Da incógnita dos últimos objetivos do homem. Do amor e da morte e daquilo que a transcende mais além.

Isso tudo está exposto em verso livre em inglês ao longo de um extenso poema, dividido em três partes e doze livros, subdivididos em cantos, com aproximadamente vinte e quatro mil versos distribuídos ao longo de setecentas e vinte e quatro páginas.

Pela amplitude dos temas que expõe, pela profundidade com que são tratados, Savitri constitui mais além de uma construção poética, um verdadeiro corpo de conhecimento filosófico, ou simplesmente de conhecimento, extenso, global e omniabrangente, verdadeiro marco num século, o século XX, carente ou quase carente de filósofos e de filosofias.

Porém não encontramos aqui a frieza longínqua da conceituação filosófica e sim o cálido e vivo acompanhamento do toque poético, da imagem descritiva e imaginativa que nos leva da mão neste poema que, aparentemente de difícil leitura, mostra-se repleto de coisas que nos são mais intimamente familiares e preciosas e que estão ai para aqueles que se atrevem a adentrar-se na riqueza do seu mundo.

Obter o livro

Nesta mesma página, na seção "Área de download", você pode obter um exemplar do poema que segue a paginação da edição impressa e conta com um sistema de numeração de linhas que o faz idôneo para o estudo e citações de Savitri.

Também pode ser lido, copiado ou baixado, nos seguintes endereços:

* savitribysriaurobindo
* Web Server for Integral Yoga

Se preferir o volume impresso, poderá encontrá-lo em algumas das livrarias que oferecem os seus serviços na rede ou na sua livraria habitual.

Links

Se você estiver interessado em temas relacionados com os ensinamentos de Sri Aurobindo e da Mãe, pode visitar os seguintes sites:

Em espanhol:

* Savitri: Una Leyenda y un Símbolo
* Perlas en Savitri
* Sri Aurobindo
* Mirra Alfassa: La Madre
* Sri Aurobindo-Mira

Em inglês:

* Bernard's site

* Web Server for Integral Yoga


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O poema está escrito em Word 97 e segundo suas preferências pode ser baixado em formato comprimido ou em formato estendido de documento.

Os arquivos a serem baixados são os seguintes:

* Tabela de conteúdos do Poema.
* Poema: Texto íntegro do poema Savitri em inglês.

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Sri Aurobindo



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SRI AUROBINDO
(1872 - 1950)

Poeta, pensador yogue e mestre espiritual indiano. Dotado de poderosa e abrangente visão de síntese, integrou os modos de consciência do Oriente e do Ocidente. Formulando os princípios de um Yoga Integral, anunciou e preparou, em escala individual e coletiva, a manifestação iminente de um grau de consciência até então imanifesto, a Supramente, ou a Consciência-Verdade, na qual se integram dinamicamente o indivíduo e o todo, a Matéria transformada e o Espírito.

Foi educado na Inglaterra, posteriormente tornando-se um líder para a libertação da Índia do domínio Britânico. Começou a praticar o Yoga não apenas como um trabalho espiritual, mas para obter uma força interior para uso nos bastidores da cena política. Como progrediu muito rapidamente no Yoga, decidiu deixar o movimento revolucionário para dedicar-se integralmente ao Yoga.

Seus textos não são o resultado de um trabalho intelectual, mas relatos de suas próprias experiências espirituais. A partir destas, formulou, entre outros, sua “Síntese do Yoga”, ou o “Yoga Integral” onde unifica os princípios das diversas linhas de yoga em um todo harmônico e coerente. Essencialmente, Aurobindo diz que a evolução ainda não terminou, que um novo princípio de consciência deve emergir, a Supramente, e o Yoga é uma tomada de consciência e um auxiliar conscientemente a Natureza em seu processo evolucionário.

Notas Biográficas
The Open University
Man's Religious Quest
Units 6, 7 and 8: Hindu Patterns of Liberation
The Open University Press, 1978, Manchester, England

Aurobindo foi influenciado pela cultura européia (foi educado na Inglaterra), escreveu, pelo menos parcialmente, para leitores europeus, e foi profundamente preocupado com problemas modernos, como a independência da Índia, a influência dos modos de pensamento ocidentais e cristãos, considerando que pelo menos o sistema de valores ocidental parecia ser mais progressivo.

É considerado neo-hindu, isto é, apresenta continuidade com a tradição hindu, mas ao mesmo tempo representa uma ruptura significativa com aquela tradição.

Aurobindo representa uma síntese de opostos aparentemente irreconciliáveis: é ao mesmo tempo ocidental e oriental, antigo e contemporâneo, místico (disciplina espiritual) e infalivelmente prático (ativismo histórico).

Diferentemente de qualquer outro mestre indiano moderno, a influência de Sri Aurobindo somente agora (1980) está começando a se propagar. Nos anos vindouros, o significado de seus ensinamentos serão cada vez mais difíceis de serem separados do significado dado a esses ensinamentos pelas atividades de seus discípulos. Portanto, Sri Aurobindo não é somente um grande mestre espiritual, mas ele pode ser apropriado por um movimento religioso ou um culto em formação.

Aurobindo meditou sobre o Gita durante o ano em que esteve preso em Alipur (1908-1909) por envolvimento revolucionário contra o imperialismo britânico na India. Posteriormente (1912-1921) escreveu comentários sobre o Gita tentando mostrar que cada um dos yogas do Gita - Karma (ação impessoal), Jnana (conhecimento do Si) e Bhakti (entrega ao Divino) - precisa ser compreendido e praticado em uma estrutura maior e mais integral.

A peculiaridade do pensamento de Aurobindo é ressaltada na questão da Não Violência, característica de todas as formas de Yoga. Aurobindo sustenta que em algumas situações a violência pode ser necessária. Em 1942 foi o único entre todos os mestres espirituais indianos que insistiu que era o dever da Índia juntar-se à Inglaterra na luta contra os Nazistas, pois o processo evolucionário poderia ser significativamente retardado por aquilo que ele chamava "os poderes da escuridão".

Aurobindo retirou-se das atividades políticas em 1910 e dedicou todas as suas energias à disciplina do conhecimento espiritual. Durante seus primeiros anos em Pondicherry ele afirmou que estava suficientemente avançado em técnicas de meditação para ser capaz de pôr sua mente em contato com fontes mais profundas de conhecimento ou verdade. Ele também meditou sobre os ensinamentos dos Vedas, Upanishads e Bhagavad Gita. Entre 1914 e 1921, a experiência e insights obtidos durante os quatro anos anteriores resultaram em mais de 4000 páginas de escritos filosóficos e espirituais (A Vida Divina, A Síntese do Yoga, Ensaios sobre o Gita, O Ciclo Humano, O Ideal da Unidade Humana, Segredos do Veda). O tratado espiritual "A Vida Divina" (1000 páginas) contém suas teorias originais sobre o Conhecimento, Realidade, Si, e os Estágios da Evolução. Todas essas teorias foram influenciadas por sua experiência no Yoga.

Aurobindo explicou em uma carta a um discípulo que nunca foi um filósofo, mas aquilo era resultado de sua prática de Yoga, ele apenas expressava, em um nível intelectual, os insights que ele tinha atingido pela experiência espiritual. É então importante compreender que o conteúdo da filosofia de Aurobindo é baseado mais essencialmente em sua experiência espiritual que em seu estudo das filosofias ocidentais e do pensamento filosófico indiano.

Os ensinamentos de Aurobindo partem daqueles dos antigos sábios da Índia: que por detrás das aparências do universo existe a realidade de um ser e consciência, um Si de todas as coisas, um e eterno.

A matéria pode evoluir em planta, animal e vida humana somente porque foi impulsionada por uma compulsão interior para assim o fazer. Esta mesma compulsão está presentemente impulsionando a humanidade a aspirar em direção à Supramente.

O sistema de Sri Aurobindo consiste de muitas idéias intimamente relacionadas, cada uma das quais é suportada pela coerência interna do próprio sistema, e externamente pela correspondência do sistema com a experiência histórica, filosófica e espiritual.

Em 1926 Aurobindo experienciou em seu próprio corpo uma força espiritual que ele chamou Sobremente (Overmind), um nível de poder espiritual, ou consciência, acima da intuição mas abaixo do poder transformativo decisivo que ele associou a seu conceito de Supramente.

Sri Aurobindo escreveu em 1934: "A consciência da Mãe (Mira Alfassa) e a minha são a mesma, a Consciência Divina una em dois, porque isso é necessário para o jogo. Nada pode ser feito sem seu conhecimento e força, sem sua consciência – se alguém sente realmente sua (d'A Mãe) consciência, deveria saber que eu estou lá por detrás e se ele sente a minha, isso é o mesmo com a dela.

Sri Aurobindo declara: "Nossa meta não é ... fundar uma religião ou uma escola de filosofia ou uma escola de Yoga, mas criar uma base e um caminho que irão trazer para baixo uma verdade maior além da mente, mas não inacessível à alma e consciência humanas".

E também: O caminho de Yoga seguido aqui tem um propósito diferente dos outros – pois sua meta não é apenas emergir da ordinária e ignorante consciência-de-mundo para dentro da consciência divina, mas trazer o poder supramental daquela consciência divina para baixo, para a ignorância da mente, vida e corpo, transformá-los, manifestar o Divino aqui e criar uma vida divina na matéria.

Como Sri Aurobindo notou em uma de suas cartas, seu yoga é um yoga extremamente difícil; para muitos ou para a maioria parecerá impossível. Em vista do necessário comprometimento espiritual esperado dos discípulos, nem Sri aurobindo nem A Mãe, nem os próprios discípulos, tentaram converter pessoas buscando novos discípulos, e geralmente tem evitado um perfil altamente público adotado por muitos dos grupos religiosos indianos proeminentes no ocidente.

Sri Aurobindo alertou: "Um movimento, no caso de um trabalho como o meu, significa a fundação de uma escola ou seita ou algum outro condenável non-sense. Significa que centenas de milhares de pessoas sem nenhum valor para o propósito se aproximariam e corromperiam o trabalho ou o reduziriam a uma pomposa farsa, da qual a Verdade que estava descendo, retiraria-se para segredo e silêncio. É isso o que tem acontecido às religiões, e essa é a razão de seu fracasso."

Uma biografia de Sri Aurobindo
http://www.sriaurobindosyoga.com/Sri%20Aurobindo/Contents-.htm

Aurobindo em inglês
* http://en.wikipedia.org/wiki/Mental_(Sri_Aurobindo)

FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Sri_Aurobindo

OUTRAS FONTES DE Referências: Os Mestres do Yoga
1. ↑ Site -ttp://amyoga.com.br/?page_id=56


A MÃE - por Sri Aurobindo
PARTE I
Há dois poderes que, unicamente eles, podem efetuar em sua conjunção a coisa grande e difícil que é o objetivo de nosso esforço — uma aspiração firmemente estabelecida e incansável que chama de baixo e uma suprema Graça do alto que responde.

Mas a suprema graça agirá somente nas condições da Luz e da Verdade; ela não vai agir em condições a ela impostas pela Falsidade e pela Ignorância. Pois se ela tivesse de submeter-se às exigências da Falsidade, ela invalidaria seu próprio propósito.

Estas são as condições da Luz e da Verdade, as únicas condições sob as quais a Força mais alta descerá; e é somente a Força mais alta supramental, descendo do alto e abrindo a partir de baixo, que pode lidar vitoriosamente com a natureza física e aniquilar suas dificuldades… Deve haver uma entrega total e sincera; deve haver uma abertura-de-si exclusiva ao Poder divino; deve haver uma escolha constante e integral da Verdade que desce, uma rejeição constante e integral da falsidade dos Poderes e Aparências mentais, vitais e físicos que ainda regem a Natureza-terra.

A entrega deve ser total e apoderar-se de todas as partes do ser. Não é suficiente que o psíquico responda e o mental mais alto aceite, ou mesmo que o vital interior se submeta e a consciência física interior sinta a influência. Não deve haver em nenhuma parte do ser, mesmo na mais externa, nada que se reserve, nada que se esconda atrás de dúvidas, confusões e subterfúgios, nada que se revolte ou recuse.

Se uma parte do ser se entrega mas uma outra parte se reserva, segue seu próprio caminho ou coloca suas próprias condições, então, cada vez que isto acontece, você mesmo está empurrando a Graça divina para longe de você.

Se por trás de tua devoção e entrega você abriga teus desejos, exigências egoístas e insistências vitais, se você põe estas coisas no lugar da aspiração verdadeira ou as mistura com ela, tentando impô-las à Shakti Divina, então é inútil invocar a Graça divina para transformar você.

Se você, em um lado ou em uma parte se abre à Verdade e em outro lado está constantemente abrindo as portas às forças hostis, é inútil esperar que a Graça divina fique com você. Você tem de manter o templo limpo se quiser instalar a Presença viva ali.

Se cada vez que o Poder intervem e introduz a Verdade você volta as costas a ele e chama de novo a falsidade que havia sido expulsa, não é a Graça divina que você deve acusar de abandoná-lo, mas a falsidade de tua própria vontade e a imperfeição de tua própria entrega.

Se você chama a Verdade e no entanto algo em você escolhe o que é falso, ignorante e não-divino, ou mesmo simplesmente se nega a rejeitar isto totalmente, então você sempre estará aberto a ataques, e a Graça recuará de você. Descubra primeiro o que é falso ou obscuro em você e persistentemente rejeite isto, e só então poderá com direito chamar o Poder divino para transformá-lo.

Não pense que verdade e falsidade, luz e escuridão, entrega e egoísmo possam ter a permissão de morar juntos na casa consagrada ao Divino. A transformação deve ser integral, e integral portanto a rejeição de tudo que a ela resiste.

Rejeite a noção falsa de que o Poder divino fará e é obrigado a fazer tudo para você segundo tua exigência, mesmo não satisfazendo as condições estabelecidas pelo Supremo. Torne tua entrega verdadeira e completa, e só então todo o resto será feito para você.

Rejeite também a falsa e indolente expectativa de que o Poder divino fará até mesmo a entrega por você. O Supremo pede tua entrega, mas não a impõe: você é livre a todo momento — até a transformação irrevogável chegar — para negar e rejeitar o Divino ou para revogar teu dar-se, se você está disposto a sofrer a conseqüência espiritual. Tua entrega deve ser feita por você mesmo e livre; deve ser a entrega de um ser vivo, não a de um autômato inerte ou de uma ferramenta mecânica.

Uma passividade inerte é constantemente confundida com a entrega real, mas de uma passividade inerte nada de verdadeiro e poderoso pode nascer. É a passividade inerte da Natureza física que a deixa exposta a toda influência obscura ou não-divina. Exige-se uma alegre e forte e útil submissão ao trabalho da Força Divina, a obediência do iluminado discípulo da Verdade, do Guerreiro interior que luta contra a obscuridade e a falsidade, do servidor fiel do Divino.

Esta é a atitude verdadeira, e somente aqueles que podem assumi-la e mantê-la preservam uma fé não abalada por decepções e dificuldades e passarão da provação à vitória suprema e à grande transmutação.




Nosso objetivo será realizado se o leitor for induzido a recorrer às obras originais.
Todas as traduções são feitas por voluntários. Aos leitores que tiverem dúvidas
solicitamos consultar o original. www.searchforlight.org não assume
nenhuma responsabilidade pelas traduções.

Todos os excertos e citações das
obras escritas de Sri Aurobindo e da Mãe e as fotos da Mãe e de Sri
Aurobindo possuem direitos autorais do Sri Aurobindo Ashram Trust,
Pondicherry - 605002 Índia.



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