Especial: BIDI - ABSOLUTO (1a. Parte) - Autres Dimensions

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A partir do instante em que você não nutre mais – por interrogações ou por respostas – seu próprio mental, a partir do instante em que você dele não se serve mais para nutrir a Vibração do Si, então, os espaços Absolutos, de algum modo, estão prontos para desvendar-se, para revelar-se a você.
BIDI - O Absoluto Sempre Esteve Aí [08/04/2012] (1a. Parte)

Questão: o que é que freia, para passar, simplesmente, do Si ao Absoluto?
O próprio Si.
O que é que pode frear, se não é o Si ou o ego?
O ego não pode conhecer o Desconhecido.
Ele não pode vivê-lo, ele não pode conceituá-lo, ele não pode percebê-lo, ele não pode vislumbrá-lo.
Quanto ao Si, ele é uma contemplação.
E esse estado de contemplação, frequentemente, foi vivido como uma finalidade, como uma conclusão. Conceber o Si como uma conclusão e uma finalidade é o freio.
A resistência ao Final é, em definitivo, apenas isso.
E isso é, obviamente, subentendido pelo medo: medo do Desconhecido, medo do que não existe, para aquele que está no finito e na experiência do Si.
Esse medo não pode ser combatido e, geralmente, ele não pode, mesmo, ser visto nem integrado. Apenas num ato de rendição total, de capitulação total, é que a transcendência é feita.
O fato de não existir ponte, de um estado ao Final, é, certamente, o elemento o mais traumatizante e o mais insatisfatório, tanto para o ego como para o Si.
O paradoxo do ego e do Si, ao mesmo tempo sendo limitados e efêmeros, é de considerarem-se, ambos, como eternos. Há uma busca de permanência, uma busca de Eternidade, que não poderá, é claro, jamais, chegar ao Eu ou ao Si.
O Absoluto e o Final não podem coexistir, de maneira alguma, com isso, uma vez que é a própria negação do Absoluto. É necessário, de algum modo, reconsiderar e recolocar o próprio ego ou o próprio Si no que eles são e no que eles não serão, jamais.
Esse exercício não é uma prática – nem mental, nem espiritual –, mas, efetivamente, uma evidência que é preciso iluminar, de maneira lógica e total.
Eu repito, também, para essa Questão: nada do que lhe é conhecido ou cognoscível conduzi-lo-á ao Absoluto, nem releva do Absoluto.
A aceitação, para o ego ou o Si, do nada, do desaparecimento, é a preliminar indispensável para a Onda da Vida, testemunho do Absoluto.
Há, portanto, um conjunto de procedimentos, situados no finito, que consiste, justamente, em ver o que é finito, a fim de ali não aderir, de maneira alguma, não tornar pesado o que já é um peso, de algum modo, não alimentá-lo.
Geralmente, por essa forma de investigação extremamente lógica (na qual vocês definem, por si mesmos, o que lhes é cognoscível ou o que lhes é conhecido), essa investigação conduzirá, necessária e muito logicamente, ao ponto de basculamento.
E, portanto, o Absoluto revelar-se-á a vocês.
É claro, isso não vai passar sem algumas manifestações de cólera, de tristeza, de alegria, de perturbações (Interiores ou exteriores), mas reconheçam que o que se manifesta, naquele momento, é, também, limitado e conhecido.
Lembrem-se – e lembre-se – de que não há objetivo, de que não há, mesmo, caminho. Há apenas a Verdade, nua, sem apoio, sem amarra, sem outra coisa que não si mesmo: a Verdade, não condicionada, não condicionante.
O Absoluto – do ponto de vista da imagem que pode dar-se dele o ego ou o Si – é Amor e Luz, e Vibração.
Amor, Luz e Vibração são o que aparece no ego, que revela o Si.
Mas tudo isso se tornará supérfluo, mesmo se é vivido, e deverá ser considerado como tal.
Mesmo os processos os mais violentos da própria consciência (como o despertar do Canal do Éter ou Kundalini), Em definitivo e no Final, representam apenas um espetáculo, apenas uma representação, apenas uma ilusão a mais.
Restará a vocês, então, reencontrar, reencontrar-se, no não ser, na não consciência, no que vocês podem nomear, do ponto de vista do ego: o nada, que se revelará Absoluto e Final.
Mas não há caminho algum, objetivo algum.
Só o Si crê nisso, só o Si estruturou certo número de ensinamentos.
O Absoluto não conhece qualquer ensinamento, qualquer confinamento, qualquer limite e qualquer possibilidade de estrutura.
Mesmo a forma desse corpo é vivida pelo que ela é: uma ilusão efêmera e, no entanto, aceita.
Mas vista tal como ela é.
A Liberdade não tem preço, e não é um preço.
A Liberdade não é, tampouco, um estado.
O Absoluto é a única Liberdade, para além de um estado, para além de uma etapa.
Examinem tudo o que é limitante, tudo o que é condição.
Examinem tudo o que é relação e, mesmo, comunicação.
Examinem o que vocês nomeiam Amor e Luz, do lado da pessoa ou do Si, e refutem tudo isso.
O Absoluto não está ali.
Mas o Amor e a Luz são, é claro, e obviamente, a tradução do Absoluto, aqui e em outro lugar, mas não o Amor e a Luz vistos pela pessoa, ou vistos pelo Si, mas, efetivamente, na Essência e na própria natureza do que É o Absoluto.
Nada há a compreender, nada há a apreender, nada que possa ter-se, porque, por essência, efêmero.
Saiam de toda ideia, de toda bagagem espiritual, deixem-nas onde elas estão: no Si ou na personalidade.
Vocês têm que Ser o não ser, apenas isso.
Naquele momento, naquele instante, o basculamento far-se-á, sem qualquer participação de sua parte.
Porque é o tempo.
***
O sono – que é representado, pelo ego, como a ignorância – é, para o Absoluto, a aproximação do verdadeiro Conhecimento, que põe fim à ignorância.
***
O Absoluto pode aparecer – de algum modo, reaparecer, uma vez que ele jamais desapareceu – a partir do instante em que cessa toda questão, toda atividade.
Se vocês fossem capazes de parar o ego – se é que se possa empregar essa expressão – durante dez segundos, o Absoluto estaria aí.
***
É a partir do instante em que vocês aceitam não mais controlar, não mais dominar, não mais dirigir que a Onda da Vida e o Absoluto tomam, de algum modo, o controle, a direção da Vida.
Vocês não podem fazer diferentemente.
Vocês não podem pretender conhecer o que quer que seja disso.
***
Questão: tem-se, de qualquer forma, uma personalidade, portanto, se está, de qualquer forma, sujeito à doença, à tristeza. Nesse caso, pode-se programar-se e entrar no Absoluto ou isso não é possível?
Quem está sujeito?
A pessoa.
Enquanto há consideração, desse modo, na crença em uma doença, quem está doente?
O Absoluto nada conhece de tudo isso.
Enquanto a consciência atribui crédito a qualquer perturbação da pessoa (nomeada doença, alegria ou dor), vocês consideram, portanto (e essa pessoa considera), que ela é inscrita numa linearidade.
Nada pode representar um obstáculo ao Absoluto, a não ser si mesmo.
Essa questão denota um comportamento, de natureza ilusória, de adesão aos seus próprios limites, aos seus próprios condicionamentos.
Como se pode aderir aos seus próprios condicionamentos, efetivamente, e conceber, mesmo, que o Absoluto possa existir?
As proposições dessa questão denotam uma vontade de compreender o incompreensível, de apropriar-se do Absoluto.
Isso não será jamais, jamais realizável.
Enquanto não há rendição, enquanto o ego quer compreender, enquanto o ego crê que está doente, que existe um nascimento, que existe uma morte, ele próprio inscreve-se, de maneira formal e forte, em seus próprios limites, em seus próprios condicionamentos, e em sua própria estupidez.
***
O Absoluto não é, em caso algum, uma reflexão, não é, em caso algum, uma compreensão, pelo ego ou pelo Si.
O Absoluto É.
Vocês não podem ter qualquer pretensão ao Absoluto, porque ele É.
Mas, enquanto vocês não fazem calar o ego (sem forçá-lo, mas, simplesmente, refutando-o), vocês não estão na lógica da Vida, mas vocês estão na lógica da negação da Vida.
***
Todos aqueles que viveram o Absoluto empregaram a mesma linguagem: a linguagem do Amor, da Liberdade, a linguagem da Onda da Vida.
***
O Tudo não é o Absoluto, caso contrário, ele se chamaria o Tudo.
Você assimila, de modo perigoso, o Tudo e o Nada, ao Absoluto, porque isso agrada ao seu mental, que se abastece, assim, de um álibi e de um pretexto de interrogação ao nível mental.
Mas, enquanto você permanece nesse limite do Tudo e do Nada, é como se você continuasse no limite do bem e do mal.
***
Esse mental espera dominar, controlar, reduzir, de algum modo, o Absoluto ao próprio alcance dele. Mas, eu repito, não é seu mental que vai encontrar o Absoluto, é o Absoluto que vai dissolver seu mental, a partir do instante em que você aceitar capitular, ou seja, perder a cabeça.
Aquele que tem medo da loucura faz apenas refletir sua própria loucura.
Aquele que tem medo do vazio faz apenas refletir seu próprio vazio.
BIDI - Na Lógica da Vida [08/04/2012] (2a. Parte)

Não é porque vocês chegam a uma extremidade de um limite que vocês conhecem o conjunto dos limites, a outra extremidade, mas, sobretudo, que vocês estão aptos a superar este limite.
É preciso, literalmente, extrair-se desta noção de causalidade.
Esta causalidade permite explicar este mundo, e somente este mundo.
A causalidade permite exprimir as leis de ação/reação, as leis da Alma, mas, jamais, a lei do Absoluto.
Porque o Absoluto conhece apenas uma única lei que é aquela da Unidade Abandonada em si, ou seja, o próprio princípio da Unidade.
O fator causal, qualquer que seja (em sua vida, na história da vida sobre este planeta) remete necessariamente, aí também, a um início e a um fim.
A causalidade, nela mesma, não pode, portanto, estar inscrita em meio ao Absoluto e não pode extrair, até mesmo, a sua lógica a partir do Absoluto.
A causalidade (ação/reação, início e fim) inscreve-se em uma história e não na Verdade.
Porque toda história está inscrita em um tempo linear, em meio a alguns limites que são, também, os seus, mas que não correspondem à Verdade.
***
O Apelo da Luz faz ressoar, em você, não mais a causalidade, mas, sim, a sede de Absoluto.
Mesmo se essas palavras lhe são desconhecidas, mesmo se elas lhe pareçam fora de toda causalidade, e, portanto, de toda possibilidade, não é menos real que isso seja a única e exclusiva Verdade.
Colocar-se como Absoluto (ousar se colocar assim) vai pôr fim, de maneira extremamente rápida (pela própria investigação sobre o que é o Si, sobre o que é o ego e, portanto, sobre o que não é o Absoluto), vai levá-los às portas do que o ego chama de ‘nada’ e, portanto, a experimentar e a viver a experiência que é Absoluta.
Certamente, em alguns momentos-chave, foi oportuno que déssemos a vocês (ou que lhes foi dado já que eu ali não participava) uma série de elementos referentes à história.
Simplesmente para mostrar-lhes e demonstrar-lhes a que ponto a história pode ser deformada, arranjada, desviada e ser agenciada de tal maneira que ela irá desviá-los, sempre, da Verdade. Porque elas os levam (essas histórias) a crer em histórias e não em vocês.
O ser humano tem necessidade de histórias enquanto ele inscreve sua consciência em meio à causalidade.
Assim que ele inscreve sua consciência em meio a esferas do Absoluto (e mesmo em meio ao Si), a história não tem mais sentido.
***
O Absoluto apenas está presente no Instante.
***
Manter a história, manter uma lenda pessoal, afasta-os, de maneira importante, do Absoluto e da Verdade.
Tudo o que os faz reviver (em pensamentos, em emoções, em ritos, em rituais, em comemorações, em datas) não tem qualquer sentido para o Absoluto.
***
O não julgamento é o fato de não possuir um olhar separado e dividido.
Não há melhor maneira de viver o Absoluto.
***
Nenhuma experiência deste mundo, nenhum trabalho deste mundo, nenhuma evolução ilusória deste mundo, irá levá-los a viver o Absoluto.
Apenas quando vocês renunciam, apenas quando vocês abandonam o próprio Si, é que o Absoluto se revela e se torna o que vocês São.
***
Pergunta: qual é a crença que me freia para abandonar-me ao Absoluto?
A mais irresistível das crenças: você mesmo.
Enquanto você acreditar na menor partícula deste corpo, enquanto você acreditar no menor elemento da história, você está inscrito no efêmero.
Nenhum efêmero irá permitir-lhe aceder ao Absoluto.
Naturalmente, existem condições anteriores, ligadas à própria estrutura da vida neste mundo, inscritas, é claro, na personalidade (no ego) e, também, no Si.
Sem entrar nos detalhes demasiadamente complexos, o que freia é a negação do Absoluto porque o ego sempre tem, por objetivo (por função), para apreender algo que lhe é desconhecido, torná-lo dele, descritivamente, em uma vivência, em uma experiência.
Querer apreender-se, querer conhecê-lo, é impossível.
A maior das resistências situa-se, é claro, nesse nível e em nenhum outro lugar.
A crença em si mesmo é o freio o mais potente.
Mas você não é, tampouco, esse freio.
Aliás, quem freia, a não ser o que você mesmo construiu, o que você mesmo imaginou?
Eu queria dizer-lhe que nada mais é preciso imaginar, em qualquer futuro e em qualquer passado, para viver o Absoluto e, portanto, ser o Absoluto.
A crença no fato de viver o Absoluto leva ao Ser Absoluto.
Há, de algum modo, um sinal portador (marcador ou testemunha) da instauração de alguma coisa desconhecida: é a Onda da Vida e a Transcendência dos centros de energias inferiores.
Mas não deem, tampouco, peso a tudo isso porque, se vocês ali atribuírem mais peso do que o necessário, isso vai também se cristalizar.
Isso irá também limitá-los e contribuir para manter os limites do confinamento.
A melhor atitude, naturalmente, é a espontaneidade da criança.
É aquele que está totalmente imerso na experiência.
Sem julgamento, sem ponto de referência, sem projeção.
Enquanto existir um julgamento, uma referência, uma projeção, você não é a criança.
E, portanto, o Absoluto não pode vir bater ao que você É.
É a você que pertence criar as circunstâncias pré-requisitos ao Absoluto.
Isso é, em parte, o que eu falei: a investigação sobre tudo o que você não é, porque isso é efêmero. Isso consiste em eliminar tudo o que constitui a sua vida e este mundo.
Não para dele fugir, eu insisto.
Mas, sim, para refutá-lo enquanto suposição inválida (e invalidada) pela própria lógica, além de todo mental.
O sono, a investigação, a compreensão do que representa a testemunha, o testemunho, o sujeito, o objeto, o experimentador e o que é experimentado, inscrevem-se, no final, em uma futilidade.
Aceitar esta futilidade é já um grande passo.
Não de vocês, mas do Absoluto para vocês.
***
Pergunta: o Absoluto está além, portanto, das hierarquias de Dimensões (5ª, 11ª, 18ª, etc.), isso seria como o retorno para A FONTE? Portanto, se vamos para o Absoluto, qual é o interesse da 5ª Dimensão?
Você pressupõe, injustamente, que o Absoluto seja comparável à FONTE.
A FONTE, por esta própria palavra, significa para você uma origem e um fim.
O Absoluto está além da origem e do fim.
A Dimensão, qualquer que seja o número, é apenas uma representação, uma gama de Vibrações, uma gama de exploração da consciência.
O Absoluto e A FONTE lembram-se de você, mas lembre-se, você, de que você é totalmente livre de se estabelecer onde bem lhe parecer.
Simplesmente, deve ser-lhe lembrado da existência d’A FONTE, pela experiência d’A FONTE, pelo acesso ao Absoluto.
Se você for o Absoluto, você tem toda possibilidade e Liberdade para ali permanecer, ou para manifestar-se em qualquer Dimensão que seja.
Se sua gama de frequências, sua gama de vida, a partitura que você toca, estiver incompleta, permitindo-lhe, entretanto, ver a completitude que existe no Absoluto, você é livre de crer que existem experiências a fazer em outros mundos, em outras Dimensões, em outros estados.
Isso faz parte da sua liberdade, mas eu o admito a você, isso não tem estritamente qualquer interesse do ponto de vista do Absoluto.
Então, o que o impede de ser o Absoluto, já que, evidentemente, há um impedimento?
O impedimento está diretamente ligado à dúvida e ao medo.
Você não pode conhecer o Absoluto do ponto de vista em que você está.
O ponto de vista em que você está deve desaparecer, ele deve aniquilar-se.
Lembre-se de que não é possível imaginar qualquer continuidade entre o conhecido e o Desconhecido.
Você não pode permanecer no conhecido e viver o Desconhecido.
É preciso deixar o Desconhecido penetrá-lo e você irá se aperceber, em seguida, de que o limitado ainda está presente. Mas, antes, isso é apenas uma suposição, isso é apenas uma crença, porque você não o vivenciou.
Simplesmente, várias estruturas disseram a vocês que lhes será feito segundo a sua Vibração, se vocês preferirem, segundo a sua partitura.
A partitura que você toca é devedora de um instrumento, e não de outro instrumento.
Você quer ser tal instrumento, ou você quer ser, no mesmo tempo, no mesmo espaço, e em todas as Dimensões, o conjunto dos instrumentos?
Pondo fim a toda barreira, a todo limite?
Nenhuma experiência jamais será útil ao Absoluto, mas ela permanece e é útil àquele que toca sua própria partitura, Ilusória ou religada.
O Absoluto é a Liberdade total, mas a Liberdade dá medo porque a Liberdade é, justamente, o que é Desconhecido.
Enquanto você reivindicar a Liberdade em meio a qualquer confinamento, você mente a você mesmo.
E enquanto houver mentira, a Verdade não pode existir.
Você não pode, portanto, pretender supor, ou imaginar, que o Absoluto
seja A FONTE.
O Absoluto é A FONTE, mas é muito mais do que A FONTE.
Porque o Absoluto não tem qualquer origem, nem fim, nem localização.
A Vibração, a Consciência é Vibração, isso lhes foi dito.
Permitindo viver, conscientizar, as rodas de energia (as lâmpadas), o despertar da Kundalini, e mesmo a percepção da Onda da Vida.
Mas enquanto você perceber, você não é o que é percebido.
O Absoluto é a instalação em meio ao percebido, e não à percepção.
É o momento em que não há qualquer distância, qualquer suposição sobre o Absoluto porque o limitado, o ego como o Si, apenas pode representar a Verdade.
Mas toda representação jamais será senão um espetáculo, uma projeção, uma ilusão a mais, mais ou menos palpável, mais ou menos aproximativo.
Dando um sentimento mais ou menos real, mas isso não é o Absoluto.
Independentemente da testemunha e do marcador do Absoluto, ou seja, a Onda da Vida, e seus efeitos sobre o êxtase ou a íntase, há também outro marcador que, ele, situa-se na Consciência que culmina na não Consciência.
É, justamente, o momento em que não há mais questão.
Porque a própria questão é concebida como ilusória, bem como a minha resposta.
Enquanto vocês pronunciarem palavras e eu pronunciar palavras, há
Ilusão. Mas essas Ilusões serão, no final, menos tenazes do que aquelas que estavam aí antes dos nossos ‘entre você e eu’ (neologismo a partir da palavra ‘entretien’).
Isso não é um jogo improdutivo, mas, sim, uma prática, no sentido o mais nobre.
Esta prática, podendo ser julgada pelo ego como intelectual, vai levá-los, no seu ritmo, a realizar o estado que foi descrito na pergunta anterior.
Nada suponha do Absoluto, porque tudo o que você supor poderá apenas ser estabelecido através da sua experiência e do seu conhecido.
Nada projete sobre o Absoluto, porque projetar o que quer que seja é já se afastar.
O Absoluto não pode ser conhecido, ele não pode ser formulado, ele não pode ser Vibrado, ele não pode ser colocado em palavras.
Por outro lado, é possível utilizar Vibração e palavras para apreender-se do que ele não é.
Naquele momento, há uma espécie de reaproximação que ocorre, é esta fase final.
Nada supor é também nada fazer, nada empreender.
Porque tudo o que for feito, ou empreendido, irá distanciá-los do Absoluto que, eu os lembro, está sempre aí.
Se houver resistências ou freios, olhem-nos, e isso é tudo: deixem-nos passar, nada façam.
Naturalmente, vocês sempre podem facilitar as condições iniciais (digamos), por tudo o que lhes é agradável.
Mas não se percam no que é agradável, não façam disso um objetivo.
Praticar um yoga simplesmente para estar bem, jamais irá levá-los ao Absoluto.
Mas estejam conscientes de que estar bem lhes permite instalar-se em uma receptividade, se o podemos dizer, maior.
Não façam das palavras, tampouco, uma finalidade.
Não façam das Vibrações, tampouco, uma finalidade, mas sim, de preferência, meios e ferramentas para aproximá-los do que vocês não conhecem e que, no entanto, é sua natureza.
Isso exige da parte de vocês, e isso exige da sua parte, uma honestidade, uma integridade, uma Humildade, uma Simplicidade, isso vocês sabem, mas, sobretudo, uma Transparência, porque não pode ali haver transcendência sem Transparência.
A Transparência é criada por KI-RIS-TI, pela Cópia, pela União Mística. Um opaco, resistente: o corpo, a identidade, o ego, o Si, encontra a Transparência pelo Fogo.
Deste encontro resulta a Transparência.
A Transparência é nada parar, nada reter do que possa passar (que isso seja um pensamento, que isso seja uma emoção, que isso seja um sintoma do corpo, que isso seja uma relação): nada estanquem, permaneçam fluidos.
Observem, se vocês quiserem, mas vocês não são a emoção, vocês não são o pensamento, vocês não são a relação, vocês não são o corpo.
Deixem acontecer.
É o que eu posso dizer a você.
Sem nada rejeitar: não é porque você rejeita um pensamento que ele vai desaparecer.
Por outro lado, se você olhá-lo passar, sem ali se apegar, ele irá desaparecer, essa é toda a diferença.
***
Não é porque você apenas diz: “eu não sou este corpo”, que você vive o Absoluto.
Refutar o “eu não sou este corpo” está além da aceitação.
Isso não é um trocadilho, é uma realidade da consciência.
A consciência que o leva, digamos, a deixar exprimir-se e imprimir-se o Absoluto, é uma refutação de tudo o que você conhece e não, simplesmente, aceitar a negação do que você conhece.
No ato de aceitação do que você não É não há refutação, há, portanto, ainda uma distância.
A refutação, por outro lado, do que você não é, está além da aceitação.
A refutação é um ato ativo, a aceitação é um ato que eu poderia qualificar de passivo.
Há, portanto, uma fase prévia ativa, esta fase é conduzida pela própria consciência, do ego ou do Si.
A refutação é, então, uma dinâmica.
Como eu disse, é uma investigação.
Esta investigação não é um jogo do mental, mas, sim, um exercício (eu não gosto dessa palavra) espiritual.
A partir do momento em que a investigação é realizada, ela resulta em quê?
Em uma identificação.
A desidentificação pela refutação vai, então, levá-lo, sem esforço, sem nada fazer, a ser Absoluto.
A espontaneidade acompanha a Transparência.
BIDI - Nada neste mundo vai fazê-los viver o Absoluto (09/04/2012)

Do ponto de vista do Absoluto, pode-se, mesmo, colocar-se a questão de por que vocês duvidam?
Por que vocês não ousam?
Eu iria, mesmo, mais longe: o Eu tem tendência a querer procurar o Despertar, a Iluminação, a Realização.
Ele faz isso, eu diria (para aqueles que estão na diligência dita espiritual), em tempo integral. Mas é ridículo, na medida em que o Absoluto – que é vocês mesmos – abra-lhes suas portas e, instantaneamente, assim que vocês suponham e proponham a possibilidade do Absoluto, bem, Ele está aí.
Mas o Ego não lhes permitirá, jamais, supor isso, porque ele é construído, justamente, sobre a negação do Absoluto.
E o Si é, eu diria, tão narcisista, tão imbuído dele mesmo que, ele tampouco, permitirá, jamais, ao Absoluto imiscuir-se nessa espécie de autossatisfação daquele que se crê Despertado (ou Acordado) ao que quer que seja.
***
Lembrem-se de que o Absoluto não tem necessidade de refutar o que quer que seja.
Ele não tem necessidade de negar o que quer que seja, uma vez que ele é amplamente mais vasto (dado que infinito) do que o Ego, do que a pessoa, do que o mental, do que o que é percebido ou do que é concebido.
Portanto, não se coloquem a questão de saber se é o Absoluto que refuta.
O Absoluto nada refuta.
***
Questão: como se faz a escolha do acesso à quinta Dimensão, àquela do Absoluto?
Por que?
Você tem uma escolha a fazer?
O que é que põe essa questão, se não é o mental, que procura apreender-se de uma compreensão, para melhor escolher?
Mas o mental não pode escolher.
Isso lhes foi desenvolvido, amplamente, pelas Estruturas que se exprimiram (ndr: os diferentes intervenientes da Assembleia dos Anciões, das Estrelas, o Conclave Arcangélico,...): pela Vibração.
Mas o Absoluto está além de toda Vibração.
Enquanto você se coloca a questão da escolha, há mental, é claro, uma vez que o mental é, permanentemente, uma questão de escolha.
E o Absoluto não pode aparecer a você.
O Absoluto não é uma escolha.
Ele É.
O que é a escolha é aquele que crê ter a escolha: o mental, a personalidade ou o Si.
Não há qualquer escolha para o Absoluto.
A escolha é a ilusão do livre arbítrio.
A ausência de escolha é a Liberdade.
Na Liberdade há a Graça, o Êxtase, o Prazer (em seu sentido o mais exacerbado, o mais intenso, o mais Interior).
No livre arbítrio há a gravidade, o peso, o sentimento de conhecer algo.
Mas tudo o que é conhecido – desse ponto de vista limitado – é apenas uma ignorância.
Aí também, é um teatro.
Colocar-se a questão da escolha remete-o à atividade do mental.
Sistematicamente.
Logicamente.
Enquanto você se coloca a questão (ou coloca-a a mim), você não pode deixar emergir, de algum modo, a resposta.
Ela permanece escondida, e o Absoluto parece desaparecer ou, em todo caso, afasta-se.
Embora não seja ele que se afaste, mas é você que se afasta.
***
Questão: há um inconveniente, para o «Eu», em manter, ainda, o mental numa atividade profissional, mesmo reduzida?
Absolutamente não.
Não existe qualquer obstáculo ao Absoluto.
Servir-se do mental numa atividade mental parece-me lógico e normal.
O que é ilógico e anormal é quando o mental intervém no que não diz respeito a ele.
O mental não pode ser um obstáculo ao Absoluto.
O que quer que ele faça, no comum do que há a fazer desse corpo e de ocupações do Eu, nenhuma obstrução pode nascer.
A única obstrução que é concebida é aquela que elabora o «Eu», ele mesmo, para justificar-se.
Isso é apenas uma justificação que não tem sentido algum.
O Absoluto não se importa com o mental e com as atividades dele.
Portanto, crer que o mental vai ser um obstáculo ao Absoluto é, aí também, um jogo do mental.
BIDI - O EU e o SI Não irão além desta vida [13/04/2012] (1a. Parte)

Pergunta: deixar como está [atitude de não intervir] permite atingir o despojamento de si mesmo, o que você denominou “deixar-se limpar e lavar”?
Sim, enquanto você acreditar e fizer o jogo de melhorar seja o que for, você se afasta do Absoluto ou, no mínimo, ele se afasta de você. Porque, enquanto você for levado a jogar com si mesmo, enquanto você for levado a jogar com uma pseudo evolução, uma pseudo compreensão, você apenas se certifica de que permanece na ignorância.
“Deixar como está” é muito exatamente isso.
Enquanto você for persuadido, ou se persuadir de que você deve fazer isso ou aquilo, para estar melhor, para estar bem, para ser alguém mais merecedor, você irá permanecer alguém.
Como pode ser de outra forma?
O Absoluto nada tem a ver com alguém e, sobretudo, não com você.
Lembre-se: o Absoluto é prazer total, totalmente ao contrário do que acontece quando você se ocupa de você, porque a satisfação sempre será apenas efêmera.
O ego irá pedir-lhe sempre outra coisa, sempre mais, ou conforme, sempre menos.
***
Pergunta: ter a cabeça vazia e a impressão de não mais saber ao que se segurar é uma manifestação do ego que se solta?
É mais uma manifestação do Absoluto que se aproxima porque, se você considerar que é o ego que se solta, você considera que o ego existe.
E, portanto, você o observa.
Agora (no plano do encadeamento ou das etapas ou dos estados que levam a não mais viver etapa), o sono, o vazio, a impressão de não mais ter lógica, participam, inegavelmente, de uma espécie de início (mas visto do exterior) para o Absoluto.
Quanto melhor você se esvaziar de si mesmo, melhor o Absoluto pode assumir
o posto. Enquanto existir a menor parte de você, o Absoluto não pode ser.
Não há razão alguma para que o espectador assista à cena, se houver uma cortina e nada atuar.
É uma primeira etapa.
***
Pergunta: quando eu me pergunto “quem sou eu?” eu tenho a sensação de ficar vazio, o meu corpo se põe a vibrar e é como se eu flutuasse. O que provoca isso?
Eu qualificaria isso, se o podemos nomear assim, de base para o Absoluto, mas mesmo isso deve desaparecer.
É, digamos, a última construção.
Porque, efetivamente, colocar-se a questão de: “quem sou eu?” culmina, inevitavelmente, não no Si, mas no não Si, o que o Si ou o ego vai traduzir pelo vazio, pelo ‘nada’, pela vertigem que é o pré-requisito para que o Absoluto se revele a você.
Você não é esse vazio.
Você não é, tampouco, o que você percebe naquele momento.
Passe ao outro lado ou, como foi dito, para trás.
O Absoluto está aí.
***
Nenhum relativo poderia existir sem o Absoluto.
O relativo desaparece a partir do momento em que ele se conhece relativo e se aceita relativo.
Isso não é uma vontade, nem a expressão de um desejo, mas é a perspicácia da ilusão, do cenário, do ator e do espectador e do teatro.
Naquele momento, a gargalhada chega, você está pronto.
O que estava atrás está na frente.
Ou seja, não pode mais ser ignorado.
Você é o Absoluto.
***
Pergunta: que lugar pode ter a fé no processo de acesso ao Absoluto?
O pior dos lugares, porque a fé é oriunda da crença.
Existe apenas certa forma de fé que lhes foi esboçada por algumas Estrelas (ndr: em particular, nas intervenções de HILDEGARDA DE BINGEN de 31 de março de 2012 e de 25 de outubro de 2010). Mas existem, é preciso dizê-lo, muito poucas consciências capazes de tal fé.
Na maioria dos casos, a fé é apenas um álibi para uma boa conduta.
Enquanto a fé não for uma experiência, ela permanece uma crença.
A fé pode chegar, para algumas consciências, a transformar-se nesta famosa Tensão para o Abandono e, portanto, no Abandono do Si que é, eu os lembro, aí também, uma refutação do ego.
Portanto, se a fé levá-lo à refutação do ego, está perfeito.
Mas, na maioria das vezes, ela faz apenas fortalecer o ego, colocando-o em uma falsa humildade e em uma falsa simplicidade, porque isso existe exclusivamente em meio a este mundo, não permitindo, de forma alguma, o acesso ao Absoluto. Isso permanece linear, isso se chama ‘vontade de bem’, isso se chama boas ações.
A fé, na maioria das vezes, afasta-os da Autonomia, e mais ainda da Liberdade, porque ela impõe regras a vocês.
O Absoluto não pode ser limitado por regra alguma, especialmente espiritual.
É um chamariz do ego.
Eu diria: uma trapaça camuflada.
Parece-me, aliás, que em sua tradição ocidental, foi dito que aquele que tivesse a fé para mover montanhas, se não tivesse o Amor, nada ganharia.
O problema é que o ego sempre fala de amor, ele faz exigência.
Mas vocês talvez saibam, por tê-lo vivenciado, que o amor humano é condicionado e condicionante, enquanto que o Amor Vibral é incondicionado e incondicionante. Isso foi dito ontem por UM grande AMIGO (ndr: canalização de UM AMIGO de 12 de abril de 2012).
Portanto, o amor humano é uma projeção no ser amado, em uma procura, mas ele não é vivenciado, em si, para si: de outro modo, isso se chamaria Realização.
A Liberação é totalmente outra coisa.
Ela é, de algum modo, a vivência do Amor total, além de todo Si, pela Onda da Vida, pelo Manto Azul, acompanhando-se, é claro, de uma ausência de focalização, de projeção ou de qualquer localização, até mesmo, em uma forma limitada existente.
Há, de algum modo, neste Amor Absoluto, incondicionado e incondicionante, o que eu nomearia uma permutabilidade.
Vocês são vocês, mas vocês são cada um de vocês.
Isso não é um ideal, mas a estrita verdade do que é vivido.
A fé vai dar-lhes a compaixão.
A fé vai desenvolver o sentido do serviço, da devoção, que é uma primeira etapa, mas que é relativa.
Mas não façam da fé um objetivo.
Ela é um elemento que pode servir ou desservir.
BIDI - Nada pode afetar o Absoluto [13/04/2012] (2.a Parte)

Pergunta: o riso é uma emoção? É preciso refutá-lo?
O riso pode ser emoção.
Do mesmo modo, ele pode ser cínico.
Ele pode ser, também, a tradução da Alegria.
Ele não é um riso, mas o Absoluto É rir.
Mas o riso do Eu não é o riso do Si e, ainda menos, o riso do Absoluto.
Tudo depende, do que você ri ou de quem você ri?
Se o seu riso é uma causa ou uma consequência, isso não é a mesma coisa que o riso do Absoluto.
Não há, portanto, um riso.
***
Pergunta: chegar ao Absoluto indica que nos resta pouco tempo para viver nesta vida?
Você não pode chegar ao Absoluto: é o Absoluto que chega até você.
Não é a mesma coisa.
Enquanto você considerar que você deve chegar ao Absoluto, o Absoluto jamais vai chegar.
Colocar a questão da persistência deste corpo, desta pessoa, quando o Absoluto chegar, não tem qualquer sentido, porque esta questão desaparece por si só.
Somente o ego ou a pessoa pode fazer esta pergunta, mas você não pode se apreender do Absoluto e, ainda menos, chegar até ele.
Isso reflete simplesmente a vontade de persistência do ego que, no entanto, é mortal, um dia ou outro.
Qual será a persistência desta questão, na hora em que este saco de comida não estiver mais aí?
Você não pode conceber o Absoluto, ou mesmo representá-lo, como um objetivo ou como alguma coisa em que você deve chegar, ou um estado que você deve estabelecer.
Ele já está aí.
Ele já está estabelecido.
É simplesmente o ego que o impede de estar aí, ao passo que ele já está aí.
A questão da subsistência do efêmero apenas reflete o medo e a dúvida, como sempre.
Ouse dizer: “eu sou Absoluto”.
Ouse Ser.
Mas não se coloque a questão de ali chegar, porque você constrói um muro intransponível.
***
Pergunta: se não há nada a fazer, por que o Absoluto não chega de maneira mais “automática”?
Porque a FONTE (como o Absoluto) respeita o que você crê, o que você pensa e não pode interferir.
O Absoluto está sempre presente.
Mas ele se torna presente a você, a partir do momento em que você estiver vazio de si, e não antes.
O Absoluto (se o pudéssemos supor, o que é absurdo) que fosse querer se estabelecer, a todo custo, para restaurar Sua Verdade Absoluta, entraria em negação.
Todos aqueles (todas as Consciências confinadas) que aderem ao livre arbítrio, são Livres para vivê-lo. Enquanto eles quiserem permanecer na experiência, na projeção, eles são Livres.
O problema, ligado ao confinamento, é que o conjunto dessas crenças e dessas vontades de experiência, construiu um muro, cada vez mais impermeável, que vocês, em parte, fizeram desmoronar.
O Absoluto já está aí, é claro, além de toda falsificação e de toda alteração.
Nenhuma vida poderia ser manifestada sem esse princípio de respeito.
Mas é a Consciência que ela mesma se distanciou, em seguida, do Absoluto, fazendo o jogo da falsificação.
Tornar-se Autônomo e ser Liberado é superar ao mesmo tempo a noção de culpa (consigo, como com a Terra ou como com o outro) e, também, Transcender toda noção de responsabilidade.
O Absoluto não é uma Consciência, seja qual for.
***
Pergunta: é a mesma coisa dizer: “Eu sou o Absoluto” e “Eu sou Um”?
Não.
“Eu sou Um” conduz ao Si, à experiência do Despertar e à Realização.
Mas o Absoluto, como nós o temos visto, estritamente nada tem a ver, de perto ou de longe, com o Despertar, com a Realização, ou com o Si, já que o Absoluto é, digamos, o não Si.
É a perda do sentimento de toda individualidade, de toda personalidade, de toda localização em um corpo, em um tempo, em um espaço.
Coisa que o ego sequer pode imaginar, nem mesmo o Si.
Portanto, jamais o “Eu sou Um” irá conduzir ao Absoluto.
Apreendam-se bem de que as palavras que vocês empregam (como em uma questão anterior que envolvia chegar ao Absoluto) são uma heresia e apenas fazem traduzir o erro de visão, o erro de compreensão, já que, de todo modo, não pode existir a menor compreensão no que se refere ao Absoluto.
***
Pergunta: se o Absoluto vem a nós, a única coisa a “fazer” é ousar Abandonar-se a Ele?
Jamais foi dito isso.
Ousar ser o Absoluto não é ousar Abandonar-se ao Absoluto.
É o Abandono do Si.
Não misturemos as palavras.
Não acrescentemos outras palavras.
Ousar ser o Absoluto não é ousar Abandonar-se ao Absoluto.
Como poderia se Abandonar ao Absoluto?
Pode-se apenas Abandonar o próprio Si.
Abandonou-se à Luz, à Inteligência da Luz, que criou o Despertar, que construiu o Si, o Corpo de Estado de Ser, através dos processos que vocês vivenciaram ou leram.
O Absoluto é, de algum modo, uma desconstrução final de tudo o que foi construído.
Ousar ser o Absoluto nada tem a ver com ousar Abandonar-se.
O Abandono do Si nada tem a ver com isso.
***
Pergunta: rir do medo do ego para colocar uma questão, é aproximar-se do Absoluto?
Do mesmo modo que não chegamos ao Absoluto, não nos aproximamos.
É ele que se aproxima, a partir do momento em que o ego, ou o Si, dá voltas, digamos, em sua própria questão, sobre a sua própria existência.
Nesse sentido, sim, do seu ponto de vista, vocês se aproximam do Absoluto.
As percepções, mesmo Vibratórias (intensas, atualmente, para alguns de vocês), são, de alguma forma, uma premonição, uma antecipação, a antecâmara (se bem que isso não existe realmente) do Absoluto.
Isso é um incentivo.
***
Pergunta: o que é preciso jamais refutar?
Tudo o que é conhecido deve ser refutado.
A única coisa que não pode ser refutada é o Absoluto.
***
Pergunta: há diferença entre a refutação e o “não”?
A refutação apresenta um aspecto mais profundo, porque vocês podem negar alguma coisa sem compreendê-la.
A refutação não é necessariamente uma compreensão, mas é, antes de tudo, uma lógica elementar.
O que é para refutar é o que é conhecido, porque limitado.
O Absoluto não sendo nem conhecido, nem limitado, convém, portanto, eliminar o que é conhecido e limitado.
Então, restará somente o Absoluto.
É o princípio da investigação, como foi explicado para vocês.
Não se coloquem a questão do Absoluto.
Não se ocupem do Absoluto, tampouco: ele está aí.
Contentem-se em refutar o que ele não é, ou seja, o que vocês conhecem.
E deixem assim como este corpo quer viver.
Quaisquer que sejam as suas atividades, elas não se referem a vocês.
***
Pergunta: dizer “eu sou o Absoluto”, tem o mesmo efeito sobre o ego que uma refutação?
Isso é diferente.
Refutar é um procedimento ativo.
“Eu sou o Absoluto” não é nem um procedimento, nem uma afirmação.
Aliás, se você pronunciar esta frase: “eu sou o Absoluto”, sem o ser, você irá constatar muito depressa a mentira.
Ousar ser o Absoluto é Sê-lo.
Se isso for verdadeiro, não há qualquer mentira.
Não há, tampouco, também, qualquer ego e qualquer Si que estejam presentes para contestá-lo.
O ego sempre irá recusar pronunciar esta simples frase.
Tente e você verá.
O ego sempre aceitará a refutação porque isso é, aliás, o seu único contexto de ação: sim/não, bem/mal, verdadeiro/falso.
Você apenas desloca, de algum modo, a consciência, de maneira que o ego chegue, ele mesmo, sozinho, a um disparate.
Permitindo-lhe negar ele mesmo, o que, para ele, é intolerável.
Naquele momento, o “eu sou” aparece.
Faça a mesma coisa, o “eu sou” irá vivê-lo, ele também, como intolerável.
Então, o não Si irá aparecer.
Ele sempre esteve aí, mas o próprio princípio da refutação vai conduzir ao Absoluto de maneira natural.
Quando eu digo conduzir, é o fato de eliminar todo o resto que permite ao Absoluto, que sempre esteve aí, de estar aí.
Não há movimento, não há deslocamento, não há caminho, não há objetivo.
É isso que os faz descobrir a refutação, tanto do que constitui o conhecido do ego, como o conhecido da realização.
BIDI - Vocês são exatamente isso: o Absoluto [13/04/2012] (3a. Parte)

Veja também:
Especial: BIDI (2a. Parte)
Especial: BIDI (3a. Parte)
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Trechos extraídos das mensagens do site: http://www.autresdimensions.com
Seleção e edição: Beth Rodrigues
Tabulação e edição: Beto Junior - www.despertardaluzinterior.blogspot.com
André MA - www.mestresascensos.com

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