IRMÃO K - 10 de abril de 2012 - Autres Dimensions

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- Intervenção de Jiddu Krishnamurti - 



~ PERCEPÇÃO E A NÃO-PERCEPÇÃO ~

Eu sou IRMÃO K.
Irmãos e Irmãs presentes, eu os saúdo, no Amor e da Verdade.
Eu gostaria de lhes falar sobre o conceito de percepção e da não-percepção.
Ao mesmo tempo em uma relação de continuidade de um para o outro, mas também para aqueles de vocês que, justamente, não percebem o que acontece.
Lembrem-se de que toda Consciência é o meio de perceber, pela distância existente entre o sujeito e o objeto.
É justamente a distância que cria a percepção (ou a ausência de percepção).
Esta percepção, é claro, supera amplamente o contexto dos sentidos habituais.
Ela se apoia, obviamente, em um suporte que é o corpo e em um suporte que é a nossa própria natureza, ou seja, antes do Absoluto, a Consciência.
A percepção é, de algum modo, a própria base da Consciência.
Em outros tempos, foi dito que a Consciência era Vibração, essa é a Verdade.
E a Vibração permite, aí também, consciencializar a Luz, viver o Despertar, viver a Realização (segundo a permanência, ou não, da Luz).
A percepção, que é então oriunda de uma distância, é também algo que é discriminante na sua própria manifestação, deixando-se sentir, ou experimentar, qualidades específicas.
Esta qualidade, seja ela qual for, pode ser constituída, de fato, de dois movimentos, e somente de dois movimentos: um movimento que dilata e um movimento que retrai.
O movimento que dilata é, de algum modo, uma forma de expansão.
O movimento que retrai é uma contração.
Foi também relatada a retração da alma frente ao Absoluto.
Isso foi expresso, em outras palavras, pela nossa Irmã GEMMA há alguns instantes (ndr: intervenção de GEMMA GALGANI de 10 de abril de 2012 (1)), e também em várias ocasiões por outras Estrelas.
A percepção também pode ser comparada a uma mudança de gama de frequências (abrindo ou fechando, indo para cima ou para baixo, na expansão ou na contração) do que é percebido.
E então, de uma maneira ou de outra, pode ser chamada de visão, mesmo se, é claro, o que for visto nada tiver a ver com os olhos.

***

A percepção é a base da mudança que fez passar, se pudermos dizê-lo, de um estado a outro, de um estágio a outro.
Podemos dizer que a percepção, em última instância, cria o mundo, e que a não-percepção faz desaparecer o mundo.
É o que acontece no período em que vocês acordam pela manhã, e no período em que vocês dormem à noite.
Sempre este movimento, em um sentido ou em outro, da própria Consciência e então, consequentemente, da concepção e da própria percepção.
Há, efetivamente, neste conceito de percepção e de não-percepção, uma dinâmica, um movimento, algo que muda.
Algumas alterações são normais (e são habituais, na encarnação), como a alternância vigília / sono.
Outras são menos comuns e correspondem talvez ao que vocês perceberam e vivenciaram durante esses anos, quando a sua consciência passou de um estado separado, dividido, para uma Consciência não-separada, não-dividida (quer seja no contexto do Despertar ou da Realização).
Sempre esta noção de movimento, do que expande ou do que contrai ou se retrai.
A retração, a contração, é então uma percepção, também.
Mas uma percepção que não segue no sentido idêntico daquele (sendo talvez o oposto) que é a expansão.
Todos os estados de Luz (quer sejam as experiências ou os estados estabilizados) são expansões da Consciência levando a viver uma Consciência diferente, Unificada ou Unitária.
Até um dado momento, no espaço ou no tempo, em que será vivida uma expansão que não depende mais de si, mas do Universo, se pudermos dizê-lo, do ambiente, ou de outra Consciência.
Pelo menos, esta é a impressão que é dada durante o que foi descrito como Casamento Místico: um elemento considerado como exterior (ou diferente) vem atuar, com a percepção, que pode então oscilar em um sentido ou em outro, de contração ou de expansão.
São as diferentes abordagens descritas pela nossa Irmã GEMMA.

***

Foi também relatada, durante estas últimas semanas, a possibilidade de tornar-se Absoluto e de não mais pôr distância (e, então, a percepção diferencial) entre este corpo, esta consciência deste corpo e a Consciência da Onda da Vida.
Viver o Absoluto leva-os a reconsiderar as percepções como um elemento relativo, sejam quais forem as fases de expansão ou de contração.
Estas fases participam, inegavelmente (quer seja em uma distância ou em uma identificação) de um movimento.
Este movimento, seja ele qual for, sendo a característica do que foi denominado a Vida.
E vocês são aqueles que observam e que vivem este movimento, permanentemente, sobre este mundo.
Se vocês concordarem em realizar as investigações que lhes foram dadas por vários intervenientes, vocês irão se aperceber de que a um dado momento, é mostrada a vocês, por vocês mesmos, pela experiência, a não-percepção que é muito mais do que simplesmente a parada de um movimento.
É um mecanismo (se eu puder dizer) onde vocês irão tomar consciência, além de qualquer consciência e, então, além de qualquer percepção, de que existe algo que é imutável.
Que não é mais uma percepção, que não é mais uma consciência, mas que é, de algum modo, a trama que contém todo o resto.
Naquele momento, seja o que for que a sua vida escolhesse para fazê-los viver a União Mística ou o Êxtase (que os faz se tornar este Êxtase ou esta União com esta Consciência), vocês identificam, se pudermos dizê-lo, claramente, que existe algo que jamais se moveu, que sempre esteve aí.
Que não era nem uma contração, nem uma expansão, e que é então, se pudermos dizer, uma não-percepção.
Mas que não é realmente da mesma natureza da não-percepção daquele que jamais percebeu um movimento (da Onda, da Vibração, da energia, da consciência).
E, no entanto, os dois não estão tão distantes um do outro.

***

Naturalmente, para aquele que jamais percebeu, pode haver uma frustração, o sentimento de não ser como aqueles que vivem o que ele próprio procura.
Eu convido todos esses seres a superarem, justamente, tudo o que foi descrito.
Mas superar tudo o que foi descrito, por que não vivenciado, é preciso também concordar em superar as suas próprias emoções, a sua própria vivência, além da percepção.
E isso irá abrir a porta, se pudermos dizer, do que foi denominado a não-percepção, do que sempre está aí, e sempre esteve aí, do que jamais se moveu.
E que, de algum modo, está ao mesmo tempo na Onda da Vida, no Absoluto, mas também no relativo que vocês são.
Se vocês nada viverem, e nenhuma percepção, esta interrogação vai tomá-los, em um momento ou outro.
Não simplesmente a interrogação do porquê vocês não vivem a Vibração (ou a Onda da Vida, ou as Coroas Radiantes): parece-lhes, por vezes dolorosamente, ter permanecido no ego, na plataforma da estação, na mesma margem e sem jamais conhecer a outra margem.
 As circunstâncias muito específicas da Terra, hoje, fazem com que não possa existir diferença, fundamentalmente, entre aquele que percorre a outra margem, que se estabelece no Absoluto, e aquele que nada vive.
Não porque ele não acredita, não porque ele rejeita isso, mas simplesmente porque esta capacidade não nasceu nele: ele não tem possibilidade de percepção e, então, de mudança.
Para estes seres, eu quero dizer (mais do que para os outros, aliás): para aceitar que vocês não são diferentes, que vocês não estão no lugar errado.
E que, justamente, esta ausência de percepção pode representar um trunfo, no sentido de serem virgens, justamente, de percepções diferentes.
Ou, então, vocês simplesmente dependem de períodos de contração, de medo e de ansiedade, de dúvidas.
Eu lhes peço, mesmo se lhes parecer depender disso, para, é claro, aí também, compreender e aceitar que vocês não são isso.
É nesse sentido que as conversas proporcionadas por aquele que se denomina BIDI são capazes de fazê-los descobrir o ponto de Basculamento, em meio mesmo a sua própria interrogação e a sua não-percepção.
Ou seja, em meio a seu próprio mental, a sua própria vida, independentemente de qualquer vontade espiritual.
Vocês não estão, nem separados, nem são menores ou maiores.
Considerem simplesmente que vocês são diferentes, por enquanto.
Mas que a finalidade (se tanto é que podemos nos expressar assim) é e permanece sempre a mesma.
Esta oportunidade de não-percepção cria, efetivamente, o que eu denominei esta frustração, e ao mesmo tempo, este anseio.
Então, eu lhes peço para esquecerem o anseio e para esquecerem a frustração, aí também.
E mais do que nunca, para vocês que estão na não-percepção, para permanecerem tranquilos e em Paz.
E para se perguntarem sobre a única questão que vale a pena, neste caso, que não é dizer: “por que eu não vivo isso?”, ou para procurarem alguma causa, mas, bem mais, para se perguntarem quem vocês São.
Ao se perguntarem sinceramente quem vocês São, vocês poderão se colocar, de algum modo, longe do que vocês creem ser.
Pois, talvez, o seu maior problema, que os autolimita, seja certamente crer, aí também, ser este corpo, esta procura, esta vivência.

***

A partir do momento em que vocês colocarem, aos seus próprios pés, todas as perguntas relativas a sua não-percepção, sem procurar perceber qualquer coisa (já que, em princípio, vocês são incapazes), simplesmente se perguntando quem vocês São, e, é claro, não aceitando ser simplesmente esta pessoa (sem abandoná-la e sem negligenciá-la), mas fazendo a pergunta que foi colocada para vocês, ou seja, para refletir realmente sobre o que é permanente e sobre o que é efêmero.
Assim como pôde fazer BIDI, vocês vão criar zonas que não são zonas de agitação mental, mas, bem mais, zonas de atrito ou de resistência, como foi dito que são, de algum modo, propícias para irem além da sua não-percepção.
Vocês fazem, de qualquer maneira, uma espécie de caminho invertido, mas vocês não estão no sentido inverso.
A União Mística também está aberta para vocês.
As modalidades simplesmente são diferentes.
Não há aí nenhum julgamento de valor, nem de superioridade, nem de inferioridade.
Simplesmente, se eu puder me expressar assim, a sua hora ainda não chegou.
E, no entanto, ela chegou agora, ou ela vai chegar de forma imediata.
Assim que vocês pararem de se perguntar sobre a não-percepção, vocês próprios saem do ciclo vicioso da interrogação e do círculo vicioso de uma forma de culpabilidade, de colocarem em dúvida aquilo que vive os outros, pois vocês não vivem isso (ou porque vocês o procuram, no sentido inverso).
Lembrem-se de que a Onda da Vida não faz diferença entre uma árvore, um ser humano e um pássaro: é estritamente a mesma para qualquer vida, quer esta vida reconheça isso ou não, viva isso ou não.
Todos vocês estão se banhando, sobre esta Terra, no mesmo banho, na mesma Onda.
Quer ela lhes seja perceptível ou não, quer vocês a recusem, quer vocês a aceitem, quer vocês a procurem, isso estritamente nada muda.
É então, sim, de preferência, a sua própria consciência que se desloca, de algum modo, na Onda da Vida, ou não, deixando-se perceber, ou não perceber.
Foi dito que a Onda da Vida, mesmo nascendo de forma mais presente pela Liberação da Terra, sempre esteve presente.
Simplesmente, o Ancoramento da Luz e a Irradiação da Luz, por aqueles que foram denominados Sementes de Luz, permitiram, de alguma maneira, torná-la mais estável e mais evidente.
Se vocês aceitarem, na não-percepção, colocar as suas próprias condições (ou seja, de não ser este corpo, de não ser o que viveu esses sofrimentos, e de não ser, até mesmo, a pessoa que está aí, mas, sim, mais do que isso), não há qualquer motivo razoável para que a sua consciência não se desloque na Onda da Vida.
Naturalmente, eu dei a noção do tempo exato, ou do tempo que ainda não chegou, mas se vocês não fizerem a experiência, como vocês irão saber que a sua hora não chegou?
A Onda da Vida é então um convite (para aqueles que a vivem, como para aqueles que não a vivem) para superar a percepção da contração ou da expansão, ou a não-percepção.
Lembrem-se de que o que é percebido é o que está no exterior, mesmo isso sendo vivido no Interior.
Lembrem-se de que, se vocês não perceberem (então, estando na não-percepção), vocês se colocam, por vocês mesmos, no exterior, e então, se vocês aceitarem não ser este exterior, tudo irá se desenrolar.
Eu não lhes peço, é claro, aí tampouco, para crer em mim, mas simplesmente para tentar a experiência.
Pois é uma experiência, mesmo se esta experiência ultrapassar amplamente o contexto do que for vivido (ou não) em meio à experiência, porque há uma instalação do que ocorre, em um período, em uma Eternidade.

***

Lembrem-se do que eu pude dizer: que os únicos obstáculos, no final e em última análise, não são vocês, mas, sim (certamente), no que vocês acreditaram, em todas as suas crenças que ainda estão presentes: no que vocês acreditam, ao que vocês aderem, e que não é o Infinito, nem o Absoluto.
Tudo o que vocês aceitaram colocar como contexto, como limite e como condicionamento, é justamente o que é para ser visto, agora, como não sendo vocês.
Sem qualquer culpa, mas com um olhar lúcido sobre si mesmo, um olhar lúcido e correto sobre o que vocês acreditam e que vocês não experimentaram.
Examinem, calmamente, tudo em que vocês acreditam e que vocês não vivenciaram.
Se, simplesmente, vocês aceitarem se desfazer disso, então, vocês vão ver, por vocês mesmos, que coisas bem diferentes irão ocorrer, em vocês e no seu exterior.
A Liberação começa com a descoberta da Liberdade.
De fato, não pode existir Liberação sem que a Liberdade tenha sido encontrada.
E, a Liberdade, é estar Livre de todos os dogmas, de todos os limites, de todo o seu passado.
Mais do que nunca, para vocês que nada percebem, é preciso aceitar que vocês não são, de forma alguma, este passado que vocês vivenciaram.
Seja qual for a impressão que isso possa dar, que possa afetá-los, é preciso desembaraçar-se das suas próprias percepções passadas.
Pois essas percepções do passado os impedem de viver a percepção do Presente.
É preciso realmente ir para a Liberdade.
Na realidade, vocês devem Liberar-se de vocês mesmos, do que vocês acreditam.
Não haverá mais, então, nenhum motivo válido para a expansão não acontecer.
Vocês não têm que trabalhar no por que vocês não percebem, nem desenvolver (ou querer desenvolver) alguma percepção, mas, sim, extrair-se das percepções de todo o passado e de todas as crenças.
É preciso, de algum modo, soltar todos os pesos, tudo o que os condicionou, tudo o que vocês vivenciaram, e que não são mais a experiência do seu presente.
Pois nenhuma experiência do passado pode ter alguma utilidade para perceber o que é vivido, hoje, sobre a Terra
Aí reside, de alguma forma, o segredo da sua própria Transformação.
É preciso então Liberar-se de tudo o que é conhecido, pois o que é conhecido pertence ao passado ou à crença.
É preciso ainda desembaraçar-se de qualquer crença ou de qualquer expectativa na Onda da Vida, nas Coroas Radiantes, se vocês não as viveram.
É preciso ser como uma criança: virgem de qualquer preconceito, de qualquer condicionamento.
Se vocês se preocuparem apenas com isso, não haverá mais obstáculo eficaz para a Onda da Vida.
Vocês não têm que procurá-la, pois ela não vai nascer (como foi dito) de alguma busca, mas, sim, do desaparecimento de toda a organização, de todas as crenças, de todos os limites em vocês mesmos.
Mas vocês são responsáveis pela sua organização, pelos seus limites, pelas suas crenças, pelas suas experiências passadas.
E vocês, sozinhos, são capazes de aniquilá-los, de alguma forma.

***

É preciso, efetivamente, tomar certa distância e então olhar para o que, até agora, vocês viviam (quer seja na lembrança, na memória).
Vocês, de algum modo, se apropriaram dos seus próprios sofrimentos, tornando a revivê-los no presente.
E é isso, somente isso, que os impede de viver o que é para ser vivido.
Nada mais.
E então, se vocês aceitarem se desligar, real e concretamente, se vocês aceitarem não ser o resultado do seu passado ou do seu condicionamento, nada mais haverá para fazer.
Não haverá nada para querer perceber.
E vocês irão sair, efetivamente, da não-percepção.
Isso acontece, se pudermos dizer, bem depressa, muito depressa, se vocês estiverem lúcidos e forem honestos com o que os condiciona, com o que os faz sofrer, hoje: são apenas as crenças.
Do mesmo modo que muitos, entre vocês, lhes falaram deste mundo Ilusório, da Maya.
Esta Maya jamais impediu Brahman de estar aí, Parabrahman de estar aí, e tampouco Atman: é realmente uma questão de olhar e de posicionamento.
E simplesmente, se a Onda da Vida não nascer e se, hoje, nenhuma percepção emergir em vocês, é apenas uma questão de posicionamento, de localização.
Onde vocês estão?
E esse “onde vocês estão?” apenas pode ser definido quando vocês se perguntarem “quem eu sou?”.
Saiam da impressão, até mesmo, de serem um ser humano, de serem um corpo, de serem uma história.
E vocês vão ver, naquele momento, que os campos de percepção se abrem para vocês.
Haverá um mecanismo (ainda uma vez, se eu puder dizer esta palavra) que vai ocorrer em vocês, que será desencadeado como um tipo de expansão acontecendo.
Lembrem-se de que é sempre a maneria como vocês olham para vocês mesmos que condiociona si próprio: é o peso das crenças, o peso da experiência passada, que os privam da experiência presente.
Há, em vocês, absolutamente todas as capacidades para realizar esta Obra, simplesmente aceitando soltar o que vocês não são.
Hoje, vocês não estão mais, como foi dito, na época dos ensinamentos tais como nós lhes demos (e especialmente UM AMIGO, sobre os diferentes Yoga).
Vocês estão na época de vocês mesmos se atualizarem.
Se vocês aceitarem isso, não há qualquer motivo razoável podendo se opor à Onda da Vida, ao Absoluto.

***

Lembrem-se de que isso é muito fácil e muito simples.
De que vocês não estão nas etapas de construção do Si, mas que vocês têm realmente a possibilidade, de imediato, de desviar tudo isso.
De não ter que elaborar ou que construir seja o que for.
Tornar-se novamente virgem, e tudo irá se apresentar.
E o que se apresentar, lembrem-se, é independente da sua vontade, do seu desejo, da sua aspiração.
Naturalmente, vocês sempre poderão imaginar ter a possibilidade de criar esta Tensão para o Abandono, mas é preciso uma alma muito forte e, de qualquer forma, predestinada.
E vocês não têm que se culpar, aí tampouco, se vocês não forem uma alma forte ou predestinada.
Pois, finalmente, todos nós estamos destinados à mesma coisa, quer queiramos ou não.
Se vocês aderirem a esses preceitos da sua própria Liberação, e especialmente da sua própria Liberdade (em relação ao existente, ao conhecido, ao vivenciado), vocês serão, efetivamente, como a criança, nua e virgem, e vocês poderão passar para o outro lado.
De fato, não são vocês que passam para o outro lado, aí tampouco, é o outro lado que vem até vocês, espontânea e naturalmente.
Vocês não se deslocaram, vocês simplesmente deslocaram o olhar.
Aí também, podemos dizer, para vocês que não vivem isso: não julguem.
Do mesmo modo que foi dito para não julgar ninguém, ou qualquer coisa, para aqueles que vivenciaram o Si.
Para vocês que nada vivem, não se julguem, também.
Se vocês forem capazes de ser suficientemente Simples, e suficientemente Presentes a vocês mesmos, Livres de qualquer preconceito, de qualquer condicionamento, de todo o passado, de toda a história, a Onda da Vida irá se deslocar até vocês.
E vocês farão o caminho inverso, da não-percepção para a percepção.
Enquanto sabendo que, em última análise, o Absoluto também deixa-se transcender todas as percepções e as não-percepções.
Já que vocês não estão mais limitados à Onda da Vida que vocês se tornaram, mas que vocês percorrem todas as Ondas da Vida, em qualquer universo, em qualquer forma.
Mais nada, nem mais ninguém, pode ter segredos para vocês.
E especialmente vocês mesmos.
Liberar-se de todo o conhecido é, realmente, para aqueles não percebem, a Via da Evidência.
Lembrem-se de que não existe inimigo, de que não existe combate a travar.
Mesmo se tudo, neste mundo, parece provar o contrário, e mesmo se muitos ensinamentos espirituais insistiram muito neste combate, do bem contra o mal.
 Tudo isto não é (como lhes disse, e como lhes disseram alguns Anciãos, e BIDI), senão uma farsa, uma fraude, um disfarce, uma ilusão. 

***

Para aqueles que não vivem a percepção, eu quero lhes dizer: não se ocupem da percepção.
Mas justamente, ocupem-se, em vocês, do que é percebido em relação ao seu passado e que vem entravar o que é para ser vivido.
Se vocês forem honestos consigo mesmo, vocês vão ver que são os hábitos e as crenças que bloqueiam vocês.
E que, ao serem bem honestos, não há qualquer circunstância exterior (familiar, profissional, afetiva) capaz de representar um obstáculo.
Mas as construções que vocês colocaram nesta situação, nisto que está próximo, são o obstáculo.
Jamais é o outro que é o obstáculo, mas sempre vocês mesmos, sem qualquer culpa.
É preciso olharem-se com ternura, com Amor, e estar lúcido disso.
Naquele momento, a percepção virá até vocês.
Aqui estão os elementos, de fato muito simples, que eu queria lhes dar. 
Porque eles completam, eu diria, de forma evidente, o que pôde dizer a nossa Irmã GEMMA sobre este Casamento Místico (ndr: intervenção de GEMMA GALGANI de 10 de abril 2012 (1)) que é, efetivamente, a coisa mais impressionante a ser vivida.
Porque é a Libertação, total, de toda a ilusão.
Se tivermos tempo, e se vocês tiverem perguntas, e somente se nós tivermos tempo, eu os escuto.

***

Nós não temos perguntas, nós lhe agradecemos.

***

Eu rendo Graças, humildemente, pela sua escuta.
Eu retorno simplesmente, dentro de alguns instantes, para acompanhá-los no compartilhamento do Manto Azul da Graça, e da Onda da Vida.
Eu lhes digo então, até daqui a alguns instantes.
Até logo.


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1 - GEMMA GALGANI (10.04.2012):

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Mensagem do Venerável IRMÃO K no site francês:
10 de abril de 2012

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Tradução para o português: Zulma Peixinho


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