A humanidade que começa - CAPÍTULO 1: A VIDA É UM (EXERCÍCIO PRÁTICO: EU SOU UM)

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Juntos, unidos e Divinos

Caro amigo leitor, vamos, agora, tentar fazê-lo entrar na única verdade, a mais profunda de tudo o que constitui os fenômenos correspondentes ao vivente.
A vida é Um, não uma, mas Um, porque tudo procede da Unidade.
Tudo volta à Unidade.
E tudo é manifestação da Unidade.

Apenas o olhar da consciência é que se desloca e que pode, em alguns períodos de sua própria manifestação, vislumbrar a noção de algo de diversificado e de dividido que possa apagar, por um momento e por um tempo unicamente, a noção de Um.


É necessário, efetivamente, compreender que o universo e os universos, em todas as suas manifestações e em todas as suas dimensões, corresponderiam, em sua linguagem, a um ponto.
E esse ponto, traçado sobre o papel, seria um ponto de onde tudo provém e para onde tudo volta.
E que os pontos criados a partir desse ponto são apenas a multiplicação do primeiro ponto inicial.
Nesse sentido, vocês são Um.
Nós somos Um com vocês.
E vocês são Um com o grande Um.
E vocês são Um com a Unidade.
E vocês são Um com o Divino.

Vocês fazem parte da Unidade.
Vocês fazem parte do Um.
Vocês são os filhos da Lei de Um, assim como nós somos Um em Cristo.

De fato, o maior neófito que levou seu planeta a dizer, um dia: «O que vocês fazem ao menor de vocês, é a mim que vocês o fazem».
O que vocês fazem à menor manifestação da vida corresponde ao que vocês fazem a mim e, portanto, a vocês mesmos.

De fato, só a consciência, hoje, através de esquemas que vocês construíram desde mais de 50.000 anos os faz vislumbrar a diversidade e a multiplicidade da vida como algo de exterior a vocês.

Ora, tudo o que vocês podem observar, o que eu lhes peço para aceitar, tudo o que vocês podem observar no exterior de vocês é apenas o reflexo do que está em seu interior.
De fato, aqui se situa o milagre do Um, da Unidade e o milagre da Divindade.
Tudo o que é um processo exteriorizado, tanto da compreensão mental como ao nível da observação visual, sonora, auditiva, conforme seus cinco sentidos e conforme outros sentidos que existem em outras dimensões, tudo o que é captado pelo fenômeno da consciência é apenas uma exteriorização do que está no interior de vocês, do que vocês são e do que vocês são em relação ao Um.

Você é um filho do Um e, como filho do Um, você têm, em si, tanto o Um como todas as outras formas de vida, manifestadas ou não manifestadas, sensíveis ou suprassensíveis.

Convém impregnar-se dessa verdade final porque, em definitivo, quando seu grande neófito dizia: «Eu sou o alfa e o ômega», Ele participava da mesma iniciativa de criação.
Ele era, ao mesmo tempo, a Fonte de partida e a Fonte de chegada.
Ele estava presente, por Sua essência, em todas as outras essências.
Ele estava presente, por sua consciência, em todas as consciências manifestadas e não manifestadas.
Convém aceitar isso como um postulado de partida.

A vida é Um.
As manifestações da vida, tanto o desenvolvimento da multiplicidade, o desenvolvimento da aparente divisão, fizeram apenas enriquecer a experiência do Um, de maneira a multiplicar ao indefinido a imagem do Um.
Assim, você deve conceber, você mesmo, como uma Unidade, como um filho da Lei de Um.

Cada uma de suas células está religada às outras células de seu corpo.
Cada molécula está religada às outras moléculas de seu corpo.
Cada hormônio presente num lugar de seu corpo não pode ser dissociado de sua Unidade.
Do mesmo modo, os corpos constituintes dos universos, dos sóis, dos planetas, das supernovas, dos buracos negros, e assim por diante, não podem ser dissociados do ponto único que se chama Fonte.

Como Fonte e filho da Fonte, você participa da multiplicidade da Unidade, da manifestação da multiplicidade da Unidade.
Como tal, você é, realmente, Um, e você é, realmente, Divino.
Mesmo a Lei de Amor, a Lei de simpatia, mesmo o mínimo evento que sobrevenha ao mundo sensível ou suprassensível pode apenas revelar, ao final, o que é essa Lei de Um.
A Lei de Um exprime isso.

Como ela havia sido compreendida nos tempos extremamente antigos, por nosso povo, que aceitou, contrariamente a você, em tempos extremamente antigos, de nos juntarmos à Unidade da Unidade, a fim de tornar-nos Um, a título coletivo, a fim de entrar na sacralidade do planeta, ou seja, em seu interior.
Vocês que estão aqui, sobre esta Terra, aceitaram o jogo do afastamento da Fonte, a fim de viver a experiência da multiplicação da Unidade, da multiplicação de vidas e da multiplicação de consciências.
Assim foi seu livre arbítrio, sua liberdade fundamental atribuída pela Unidade.
Vocês trabalharam, vocês se afastaram da Fonte, ao mesmo tempo desenvolvendo conceitos, ideias, mundos, civilizações, filhos, uniões, relações, emoções.
Tudo o que pode estar em relação com o afastamento da Fonte.

Mas, fundamentalmente, vocês perderam de vista, perderam da consciência, que vocês faziam Um com a Fonte.
Hoje, nessa grande reversão que se anuncia para os próximos anos, é-lhes pedido retomar contato com a Fonte que vocês são, retomar contato com a realidade que vocês são.
Essa realidade é, obviamente, Amor.
Mas, antes de compreender o jogo do Amor e o jogo da atração e da compreensão e da expansão, convém admitir, fundamentalmente, que vocês são Um com o conjunto da manifestação da vida, tanto nesse mundo como em outros mundos, que tudo procede e que tudo volta à Unidade que vocês são, fundamentalmente.

Assim, essa perspectiva de ponto único obriga-os a conceber que o que é exterior é interior a vocês e que o que vocês fazem à mínima parcela de vida, vocês o fazem a vocês mesmos, realmente, totalmente e em toda Unidade.
Isso se deformou, progressivamente e à medida das civilizações que recobriram e povoaram a superfície desta Terra, através de modelos religiosos, através de modelos filosóficos.
Vocês vieram estabelecer uma Lei de ação/reação, de maneira a construir sistemas cada vez mais complexos, sistemas cada vez mais elaborados de vidas e de manifestações que, pouco a pouco, progressivamente e à medida das dezenas de milhares de anos que escoaram, fizeram de modo a que sua alma fosse recoberta de certo número de experiências exteriores a vocês mesmos.
Experiências interiores e exteriores que conduziram a fazer o que vocês são hoje.

Entretanto, como a cada 52.000 anos, chegou o tempo de fazer o retorno à Fonte, de fazer o retorno à Unidade.
Primeiramente, na compreensão do que vocês são, na compreensão de sua ligação, de sua Unidade com o Um.
Cada ser que vive sobre este planeta, amigo leitor, é Um, como você.
Você tem em face de si, além das imagens e das aparências construídas pelos milênios passados na superfície deste planeta, apenas uma manifestação da Unidade perdida.

Ora, chega um momento em que, à força de multiplicar a experiência ao infinito, ou mesmo ao indefinido, chega um momento em que algumas Unidades de vida perdem consciência, totalmente, de sua ligação à Fonte e chegam a conceber a ilusão da vida como a realidade final.
Ora, a realidade não pode fazer parte da ilusão.
Sua vida é ilusão, mesmo que seja única, porque uma é importante aos olhos da Fonte, porque cada Fonte, aos olhos da Fonte, é importante.
Cada unidade indivisível faz parte da Unidade, em sua divisão.

Vocês devem compreender e aceitar isso como um postulado essencial e fundamental.
Da mesma célula original nasceu o conjunto da humanidade.
Do DNA comum da raça humana procede um único DNA, que é aquele que, um dia, decidiu experimentar a dualidade.

Certo número de fatores involutivos – mas que faziam parte da experiência da vida – foi posto em seu caminho, para permitir-lhes ir ao mais profundo de uma divisão que vocês haviam vislumbrado no momento da aceitação total de seu sacrifício.

Hoje, o sacrifício da encarnação toma fim e deve permitir-lhes reencontrar, antes de tudo, sua Unidade com o Único.
Nisso, vocês devem aceitar que tudo o que vocês veem no exterior não pode ser dicotomizado numa noção de bem ou de mal, de bom ou de mau, mas como o reflexo da Unidade.

Tão penoso que isso possa ser, através de seus sofrimentos passados, através de suas experiências, por vezes, dolorosas, cabe-lhes compreender que tudo o que vocês veem no exterior é apenas a manifestação de seu interior.

O que acontece em tal ponto do globo corresponde à tempestade que está em vocês.
O evento feliz do nascimento de uma criança no outro extremo do planeta corresponde ao nascimento de sua célula num lugar preciso de seu corpo.
Tudo o que é exterior deve reverter-se ao interior.
Tudo o que se expandiu a um dado momento, devido ao seu sacrifício, a um ponto que poderia ser extremamente afastado – seja no tempo ou no espaço – deve, o mais breve possível, agora, nesse espaço-tempo no qual vocês vivem desde tanto tempo, reverter-se à Unidade.

Ora, hoje, o meio único e essencial que lhes é dado de retornar à Unidade é, já, retornar à sua própria Unidade, ou seja, ao seu próprio centro, fazer seu tudo o que lhes parece exterior, superar, transcender tudo o que lhes parece exterior a vocês, não dar corpo ao que lhes pareceria oposto à Luz, mas compreender, mais cedo ou mais tarde, que o que vocês veem como elemento negativo representa a exteriorização do que havia em vocês.

Vai tornar-se necessário para vocês, hoje, recentrar-se, a fim de recarregar as baterias, de voltar ao seu centro Fonte.
Ora, esse centro Fonte não se situa num hipotético outro lugar.
Ele não se situa nos nossos espaços do Intraterra.
Ele não se situa num qualquer pós-vida, porque não há vida e pós-vida ou pré-vida.
Há apenas uma vida, uma e única que se desloca de acordo com vocês, de modo descontínuo, obviamente, devido à alternância de vida e de morte que vocês criaram nessa terceira dimensão de ação/reação.
Mas a vida escoa-se de modo absolutamente uno, extensivo, compressivo, ao mesmo tempo.

Tudo o que se afasta de vocês volta para vocês.
Tudo o que é vocês torna-se vocês.
Vocês são, vocês mesmos, Único.
Vocês são, vocês mesmos, filhos do Único.
Como Filhos do Único, cabe-lhes reconectar-se, a título individual, a vocês mesmos, não a vocês mesmos nesse aspecto dividido e separado de observador, que observa essa natureza, que observa os eventos como algo que não lhe concerne ou que não participa de sua própria evolução de vida, mas, independentemente de todos esses eventos, recentrarem-se em sem próprio centro Fonte.

Ora, esse centro Fonte, como eu lhes dizia, não está em outro lugar que não ao centro de vocês.
O centro de vocês é esse ponto único, esse ponto fundamental, esse ponto de reunião, de realinhamento com o Um.

Vocês são Um.
Basta-lhes aceitá-lo, postulá-lo, mesmo se o mental, mesmo se as emoções que vocês têm vivido de vida em vida tendam a dizer-lhes e a imprimir-lhes essa noção de divisão, de separação, de ruptura.

Hoje, devido aos processos energéticos, devido ao reajustamento das redes magnéticas terrestres e das redes magnéticas, simplesmente, de seu Sistema Solar, de nosso Sistema Solar, esse reajustamento de ressonância com o Sol Central da galáxia permite-lhes cruzar uma oitava, um ajustamento com sua Unidade final.
Essa Unidade final jamais os deixou, ao longo de suas peregrinações sobre esse mundo de superfície e nesta dimensão.

O que alguns de vocês, seres humanos, viveram, quando de experiências de dissociação de seu corpo físico, de acesso a essa Luz, a essa Fonte benéfica, é possível, também, em seu corpo, devido a esse reajustamento das redes magnéticas, dessa ressonância com o Sol Central.
Vocês são capazes, já desde numerosos anos – que nada são, certamente, em relação à escala de 50.000 anos – de permitirem-se ressoar com a Unidade que vocês são.
Ora, nessa noção de concordância com a Unidade não pode haver julgamentos, não pode haver dissociações, não pode haver olhares exteriorizados.
Ele se torna um olhar interior.

Convém, para isso, fazer-se amor a si mesmo, amar-se como Unidade, para reencontrar a Unidade que vocês são.

Eu não lhe pedi, caro leitor, para amar-se através de defeitos ou qualidades, através de realizações, através do que você construiu ou o que foi superado em você, mas através, realmente, da Unidade que você é, ou seja, apreciar a essência do que você é.

A essência de que você é Um, assim como você é Amor e Unidade.

A partir do momento em que você aceitar – e o mental pode, perfeitamente, soltar em relação a isso, porque o supera, de longe – não pode ser posta, em relação a essa afirmação, noção de julgamento ou de dualidade, a partir do momento em que vocês afirmam sua Unidade.
A partir do momento em que vocês afirmam sua Divindade, o mental não pode vislumbrar ser múltiplo porque, naquele momento, ele estaria no erro, e ele sabe disso.

E a condição essencial para compreender que a vida é Um e que vocês são Um é aceitar esse postulado (que seu mental, que seu estado emocional e que sua estrutura inteira aceitará): é de considerar-se como Um.
Sendo Um, não há lugar para dois.
Enquanto quando vocês decidem que são Amor, antes de passar pela Unidade, bem, seu mental vai apropriar-se dessa noção de Amor.
Ele vai transformá-la na utilização afetiva, na utilização sentimental ou mesmo de atração física, para permitir-lhes, sem parar, distanciar-se de vocês, separar e colocar-lhes atos de um julgamento dual sem fim entre o que é bem e o que é mal.
Mas, a partir do momento em que vocês afirmam, amigo leitor, sua Unidade essencial, sua Unidade indivisível da alma que vocês são, do Espírito que vocês são, da Luz que vocês são, naquele momento, ele não pode fazê-los sair dessa Unidade.
O mental é, então, obrigado a soltar, porque ele não pode mais experimentar a exteriorização da Unidade.

Convém, hoje, caro amigo leitor, que você tome consciência, que você afirme que é Um, filho de Um e filho da Unidade, que você é Um, porque você é Unidade.

A partir daquele momento, toda capacidade, toda vontade de julgamento, toda vontade de experimentação supérflua desaparecerá de você.
E, desse sentimento de Unidade, não pode nascer a divisão.
Desse sentimento de Unidade e dessa compreensão intelectual da Unidade que você é, em momento algum você poderá estar no julgamento, porque o que afasta o homem da Unidade é o julgamento, é a exteriorização, é a observação do que acontece no exterior.
Para isso, não é questão de se trancar em seu interior, de isolar-se de sua família, de isolar-se de seu trabalho, de fazer como os primeiros ascetas e ir viver nas cavernas, mas, efetivamente, por o ato fundador da nova consciência, da emergência da nova dimensão.
E o ato fundador é afirmar, totalmente, a Unidade que você É.

Eu Sou Um é, simplesmente, Eu Sou, I am, Ehieh, em hebraico, porque o Eu Sou coloca as fundações da Unidade reencontrada.
E é isso que lhe é pedido hoje, caro amigo leitor: reencontrar sua Unidade, não através de uma busca, não através de uma técnica, não através de uma compreensão, mas, unicamente, através da afirmação consciente do Eu Sou.

Estando no Eu Sou, você sai da divisão.
Você sai da experimentação da divisão e entra, enfim, na Unidade.
Você se realinha com a Fonte, com sua alma e com seu Espírito, a fim de ser, você mesmo, Único.

Nisso, a experiência que lhes é proposta para os anos que vêm, caros amigos leitores, é essencial.

Eu me dirijo do Um ao múltiplo.
Eu me dirijo ao um de vocês como à totalidade de vocês que lerão este livro.
Vocês são Um, Você é Um.
Eu Sou.

Aceitem isso.
Seu mental não pode fazer oposição a essa afirmação e ele não pode fazer construir dualidade através dessa afirmação.
O ensinamento essencial da Unidade é esse.

Progressivamente e à medida que vocês construírem, na certeza, na base de sua Unidade, a afirmação do Eu Sou Um, Eu Sou, Eu Um, progressivamente, vocês impregnarão suas estruturas celulares, genéticas, energéticas, psicológicas e espirituais dessa verdade essencial e final, que lhes permitirá elaborar as estruturas e os fundamentos da Unidade.

Permitam-me, agora, caros amigos leitores, dar-lhes um resumo, certamente histórico, mas, entretanto, útil para incitá-los a declarar essa Unidade fundamental e essencial.

Para isso, vou narrar-lhes, vou contar-lhes a história de nossa civilização, não desde sua origem (o que seria extremamente complexo, extremamente longo), mas, simplesmente, através de decisões e de modos de funcionamento que decidimos, um dia, passando sob a superfície do globo, levar a efeito, a fim de reencontrar nossa Unidade.

Isso aconteceu há extremamente muito tempo: há 320.000 anos.
A primeira decisão foi como povo delfinoide.
Nós evoluíamos, à época, como vocês hoje: distanciados, separados, na observação dessa divisão ligada à multiplicação de suas Unidades.
E, a um dado momento, nós tentamos, para alguns indivíduos, simplesmente para alguns indivíduos (nós éramos muito poucos em relação à totalidade de nossa civilização), funcionar de maneira unitária.

Nós reunimos nossos campos energéticos, nós reunimos nossas consciências, nós reunimos nossa intenção de bem, num primeiro tempo, nossa intenção de Amor.
E, a um dado momento, nós sincronizamos e harmonizamos nossas consciências.
E, nesse momento – a marcar como um momento único em nossa história de civilização, mas que vai, em breve, chegar a vocês, humanos – nós compreendíamos, nesse momento de sintonização de nossas consciências, que podíamos fusionar nossa Unidade individual com uma Unidade maior.
E, no momento em que havíamos sincronizado, de maneira formal, a Unidade de nossas irradiações, nós fomos capazes de funcionar não mais em Unidades divididas e separadas, mas como uma super Unidade.
E nós nos apercebemos, nesse espaço de tempo mágico que vivemos há mais de 320.000 anos, que fomos capazes de recriar essa Unidade através de 24 pessoas, 24 entidades individuais, 24 delfinoides que, a um dado momento, reencontraram-se por fenômenos de sincronia, por fenômenos, certamente, desejados por outros planos.

A partir do momento em que aceitamos entregar nossa Unidade a uma Unidade superior – que nada mais era do que o conjunto de nossas manifestações potenciais individuais – nós compreendemos, naquele momento abençoado do universo, que podemos funcionar sem nada perder de nossa individualidade, mas funcionar em sincronia, em sintonia.
E, a partir daquele momento, não tivemos parada a convencer todo o nosso povo.
E isso se fez pelo que vocês chamariam, hoje, ressonâncias de campos, ressonâncias mórficas.

Nós fomos extremamente contagiosos, porque havíamos conseguido, a partir daquele momento, recriar uma Unidade de natureza superior, na qual a Unidade individual não era perdida, mas, bem ao contrário, enriquecida e multiplicada pela presença de 23 outras, porque não se trata de 24 de 24 à potência 23.
Portanto, nós fomos capazes, a cada vez, de recriar núcleos de estruturas geodésicas que constituem, hoje, a própria base de nossa civilização.
Nós criamos essa Supra-Unidade através da unificação de nossos mentais e não a unificação de nossos corpos.
Através da unificação de nossas consciências, a unificação de nossas almas para uma intenção comum de manifestar a Unidade num grau superior, manifestar a Unidade num grau de coerência, não de estruturas, mas de coerência de evolução, de coerência de retorno à Unidade.

Assim, nós compreendemos, naquele momento, que podíamos viver, na condição de manter essa intenção pura porque, a partir do momento em que havíamos estabelecido esses planos de comunicação de 24 delfinoides a reunirem-se numa supra-Unidade, nós fomos capazes de funcionar de maneira coletiva, em Unidade.

Não houve perda da individualidade, mas do individualismo.
Isso é, efetivamente, diferente, porque nós nos tornamos conscientes, em nossa célula geodésica de 24 almas, de 24 consciências de um campo unificado.
Esse campo unificado tomava consciência dos 23 outros participantes e de todas as relações que se estabeleciam de um ao outro.
Isso necessitou, num primeiro tempo, um período de aprendizado, um período de compreensão de funcionamento de leis energéticas de estruturas geodésicas.

Nós ali chegamos com extrema rapidez.
Naquele momento, tornou-se evidente que, tendo encontrado nosso interior, nós não podíamos permanecer no exterior da vida, ou seja, na superfície desse globo, mesmo se estivéssemos nos elementos água e ar.
Nós pudemos migrar, de maneira consciente e voluntária, para nosso interior, o que nos fez, naturalmente, passar peneiras de transição, para as portas do Intraterra.
Nós passamos à dimensão interior e sagrada de seu planeta.
E estamos ali há 320.000 anos.
Há 320.000 anos nós somos as garantias da evolução para a sacralidade do planeta.

Assim, revelamos, progressivamente e à medida dos ciclos evolutivos, a humanidade e, desde esse período de 320.000 anos, nós já vivemos seis deles.
Seis ciclos de mais de 50.000 anos, nos quais, a cada vez, nós asseguramos a transição, a transmigração e a transmutação de almas que estavam prontas para fazer o caminho de passagem de terceira para a quinta dimensão.

Nisso, nós somos seus guardiões.
Nós somos os guardiões da Terra e os guardiões da Unidade.
Nós funcionamos de maneira coletiva.
«Nós» funcionamos, mesmo se hoje eu me exprimo em meu nome, como indivíduo chamado Ramatan, mas, obviamente, o que eu digo, o que eu escrevo, hoje, é percebido de maneira consciente por 23 outras entidades que constituem minha estrutura geodésica.

Do mesmo modo, vocês compreenderão, progressivamente e á medida dos anos, caros leitores, que lhes cabe recriar essas estruturas de sintonia e de afinidade, não através de qualquer fusão de corpos – que é apenas acessória – mas através de uma Unidade de funcionamento, uma Unidade de consciência, uma Unidade de intenção que os aproximará uns dos outros e permitir-lhes-á reencontrar-se nessa Unidade fundamental de estrutura a 24.

Apenas a partir do momento em que vocês tiverem recriado essa estrutura autêntica de 24 lados, de 24 Unidades é que seu DNA poderá, enfim, transformar-se e aceder, totalmente, à sua dimensão espiritual que corresponde a seis desdobramentos sucessivos, de maneira a conduzir ao DNA que, na partida, continha doze fitas.

Vocês estão, hoje, na fase final da divisão, na qual o DNA não possui mais do que duas fitas.
E, depois, pode haver apenas porte ou nova reascensão para fenômenos de sínteses de DNA muito mais complexas.

Aí está, amigos leitores, o que lhes cabe, hoje, realizar.

Convém-lhes, primeiramente, afirmar essa Unidade.
Eu volto nisso porque o mental não poderá dividi-los em relação a essa afirmação, porque as emoções não poderão aparecer através dessa afirmação da Unidade.
E, progressivamente e à medida que vocês se estabelecerem nessa Unidade, tornar-se-á cada vez mais fácil reencontrar outras Unidades, por ressonância, por simpatia, por ressonância de campos mórficos, obviamente, como foi o caso para nós.
E, pouco a pouco, vocês construirão estruturas, estruturas de coerência de almas, estruturas de coerência de Espíritos que serão agrupados por 24;

Quando a primeira célula de 24 Unidades indivisíveis for realizada em seu planeta, em seu mundo de superfície, naquele momento, nós poderemos construir e aceder, cada vez mais rapidamente, a um fenômeno que inúmeros autores descreveram e que vocês chamaram «a ascensão».
A ascensão é apenas um fenômeno de elevação e de redução da gravidade que é sua desde tanto tempo.

Hoje, pelo movimento dos planetas e o reajustamento das redes magnéticas planetárias e solares, o ciclo de 52.000 anos toma fim.
E, como todo ciclo que toma fim, ele deve acompanhar-se de um movimento de reversão.

Sua reversão a você vai consistir – após ter aceito ser filho de Um e, portanto, ser essa Unidade Divina indivisível – em ser capaz, através da Unidade que você é, de conectar 23 outros seres e formar uma supra-Unidade.
Naquele momento, vocês acederão ao que se chama o Supramental.
Vocês acederão ao que se chama a telepatia.
Vocês acederão ao que se chama a ressonância de simpatia dos universos iluminados, que lhes permitirá regenerar sua própria luz e tornar-se, você mesmo, essa luz, na qual a compreensão de todas as outras leis fundamentais do universo aparecer-lhe-á como evidente porque, naquele momento, você não terá que fazer intervir seu mental, mas, simplesmente, ser essas leis do universo.

Mas a primeira etapa fundamental, antes de qualquer avanço possível, antes de qualquer trabalho possível, é compreender, aceitar, afirmar, impor essa Unidade.
Não se pode impor o Amor.
Não se pode impor suas visões.
Mas pode-se impor-se a si mesmo ser Unidade, afirmar a Unidade, porque, quando vocês estão nesse estado de alinhamento, vocês serão capazes de fazer ressoar o que se aproxima dessa frequência específica que é a frequência da Unidade.

Quando vocês estiverem em afinidade de ressonância com sua própria Unidade, vocês vão sintonizar aqueles que chegaram ao mesmo estado que vocês.
E, quando vocês recriarem, de maneira não voluntária, a primeira célula de 24 Unidades indivisíveis, vocês poderão – naquele momento, e unicamente naquele momento – começar a iluminar e a compreender as outras leis do universo que seguirão, caro amigo leitor, nos outros capítulos que vão chegar na sequência.

Certamente, como eu o dizia, não é questão de técnicas, de realinhamento, de recentramento para reencontrar a Unidade.
Convém ser o Eu Sou Um e, para isso, nada mais do que levá-lo à consciência.
O mental – lembrem-se de que ele foi o principal obstáculo, mas, também, ferramenta de evolução desde 50.000 anos – deve permitir-lhes, agora, superar, através dessa afirmação, os estados emocionais que construíram desde 50.000 anos.

Esse corpo emocional – que lhes permitiu, entretanto, descobrir a beleza exterior, mas, também, as ruínas exteriores – deve ser transcendido na afirmação do Eu Sou Um, do I am, do Ehieh.

Não há lugar para a emoção, porque essa afirmação estabelece-os no instante, na exatidão do instante e o instante os faz escapar da emoção, a emoção é apenas a projeção de uma lembrança do passado ou a antecipação da projeção no futuro de um medo inexistente, sem apoio.
A emoção tira-os do instante.

Ora, quando vocês afirmam o Eu Sou, vocês estão no instante, vocês estão na Unidade do instante e da Unidade do Instante.
Nesse momento, não pode haver nem intervenção do mental nem intervenção do emocional, nem julgamento nem distância, mas vocês passam, realmente, ao mundo da hiper-sincronia e ao mundo que se chama da Fluidez da Unidade.

Na Fluidez da Unidade não há lugar para outra coisa que não a Unidade que vocês são.
Não há lugar, progressivamente e à medida do estabelecimento nesse estado, para as projeções ou os medos.
Não há lugar para as faltas.
Não há lugar para a cólera.
Não há lugar para o prazer.
Não há lugar para a tristeza.
Não há lugar para o medo.
Há lugar, apenas, para o que vocês são.
Nisso, eu os engajo a afirmar e a reafirmar, a cada sopro que os anima, sua Unidade.
Vocês são Filhos de Um, Filhos da Lei de Um.
E vocês são Um, porque a vida é Um.
Eu falei.


Exercício prático: Eu sou Um

Como estabelecer essa certeza e essa verdade que é: Eu Sou Um?

Bem, como eu dizia precedentemente, isso é, primeiro, uma afirmação consciente (em voz alta ou sem linguagem), mas é uma afirmação em sua consciência.

Assim, a partir de seu acordar, convém afirmar essa realidade, essa verdade final: Eu Sou Um.
E, à noite, no momento em que você vai dormir, convém repetir: Eu Sou Um.

Paralelamente a essa afirmação consciente, convém, também, para afirmar essa Unidade, religar-se à sua Fonte.
E, para isso, eu lhe proponho algo de extremamente simples, que você pode pensar, imaginar ou visualizar ou, simplesmente, conceitualizar.
Basta-lhe, para isso, afirmando essa frase (Eu Sou Um), imaginar, visualizar ou conceitualizar um cristal extremamente luminoso, um cristal de rocha que está situado a um metro acima da cabeça e levar sua consciência acima, afirmando Eu Sou Um.
E repetir o mesmo processo a um metro abaixo de cada um de seus pés: imaginar que ali se encontra um cristal extremamente luminoso (pé direito e, depois, pé esquerdo) e afirmar Eu Sou Um, imaginando e visualizando esse cristal a um metro abaixo de seu pé direito e, em seguida, a um metro abaixo de seu pé esquerdo.
Assim, portanto, você está religado em três pontos, a três cristais Fonte, a um metro acima da cabeça e a um metro abaixo sob cada pé.

Após ter afirmado três vezes «Eu Sou Um», convém focalizar-se, aportar sua consciência, inteiramente, ao centro de seu ser, no meio do peito, no coração espiritual, e, aí, afirmar «Eu Sou Um».

Você ficará surpreso, amigo leitor, de constatar, muito rapidamente, que você sente os pontos de vibração, não em seu corpo, não em seu ovo etéreo, em sua aura etérea ou em seu ovo astral, mas, efetivamente, nesses pontos de vibrações situados a um metro acima e abaixo de você.
E que, a partir do momento em que esses pontos de vibrações se põem a ser percebidos, eles ativam o ponto ao centro de seu ser, no qual você levou sua consciência.

Num primeiro tempo, eu sugiro, amigo leitor, não embaraçar-se com essa técnica, mas, simplesmente, afirmar, logo que acorde «Eu Sou Um», do mesmo modo afirmar, à noite, no momento de seu adormecimento «Eu Sou Um».
E, ao final de um lapso de tempo, que será variável conforme seu sentir, seu próprio modo de funcionamento e suas próprias transformações que você não tardará a constatar, começar, primeiro, a focalização de consciência a um metro acima da cabeça, afirmando «Eu Sou Um».
E, num terceiro tempo, levar sua focalização ao mesmo tempo acima da cabeça e sobre esse ponto abaixo do pé direito.
E, num quarto tempo, aportar a focalização de consciência, ao mesmo tempo, acima da cabeça, abaixo do pé direito, abaixo do pé esquerdo.
E, enfim, num quinto e último tempo, afirmar essa mesma ligação ao centro Fonte, no coração de seu ser espiritual, no meio de seu peito.
Naquele momento, você se tornará apto a compreender e a viver as outras dimensões do coração.

Do site francês:
http://www.autresdimensions.com

Tradução para o português: Célia G.
http://leiturasdaluz.blogspot.com


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