UM AMIGO - 12 de fevereiro de 2011 - Autres Dimensions

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- Intervenção de um Iogue -
Embaixador da Divina MARIA

“O processo do Despertar consiste em passar de uma consciência fragmentada ou dual para uma Consciência em via de Unificação ou ainda para uma Consciência Unificada.”



~ UNIDADE, ENERGIA, CONSCIÊNCIA / VIBRAÇÃO ~

Eu sou UM AMIGO.
Do meu Coração ao seu Coração, Irmãos e Irmãs na encarnação, comunguemos juntos.
Eu venho a vocês após certo tempo de ausência.
Eu venho interagir e ensinar no que diz respeito a duas noções essenciais que serão, de certo modo, um preâmbulo para a última parte do Yoga da Unidade que eu irei lhes dar dentro de pouco tempo.

***

Nós vamos, se quiserem efetivamente, abordar primeiramente uma série de conceitos, além do mental, mas servindo-nos de palavras, para lhes permitir aproximar concepções talvez novas, talvez já conhecidas de vocês, referentes ao Princípio da Unidade ou do que eu chamaria de Unidade, simplesmente.
Em um segundo momento nós iremos desenvolver aspectos um pouco mais precisos referentes à Energia, à Consciência / Vibração.
Em primeiro lugar, se quiserem efetivamente, definamos o contexto.
O contexto é, como sempre, a Consciência.
consciência fragmentada que é aquela do ser humano vivo na sua personalidade e no seu ego, é uma consciência chamada, também, de dissociada, no sentido em que ela funciona em um modo discriminante, separativo e que distancia.
Esta distância está incluída até mesmo na noção de consciência dual, onde se exprime o sujeito e o objeto, a consciência estando fechada no que é denominado sujeito, ego ou personalidade ou consciência do «Eu».
O objeto sendo, por definição, algo que é exterior à Consciência do sujeito, este objeto podendo ser uma outra Consciência, como um objeto, no sentido literal.
A consciência fragmentada é uma consciência dual e que distancia, na medida em que ela concebe o mundo como dividido em duas partes: o si (ou, de preferência, o «Eu») e o resto do mundo, que não é o «Eu».
Assim, esta consciência pode ser definida, no plano Vibratório, como fechada,exclusiva e confinante.
É a consciência na qual evolui a humanidade desde tempos imemoráveis, é a consciência da personalidade onde há uma consciência completamente separada entre o que constitui o «Eu» e o que constitui o resto do mundo.
Há, de fato, uma separação, vivida como tal, entre a consciência desse «Eu» e o resto do mundo, que não pertence à consciência do «Eu» e, por conseguinte, vivido e apreendido como exterior.

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O próprio princípio da falsificação e da fragmentação é procedente desta separação sujeito/objeto, fazendo com que haja, realmente, uma noção de confinamento Vibratório em meio mesmo à personalidade, ao ego, fazendo com que o ego vá tudo analisar de acordo com um ‘princípio de bem e de mal’, aí também, juntando-se à dualidade.
O ego procura, por definição, a sua própria experiência.
A sua própria experiência, geralmente, estando ligada a uma noção de satisfação, de prazer, de busca.
Isto está profundamente em oposição com a Consciência dita Unitária, descrita em muitos modelos tradicionais.
De fato, há o «Eu» e há os outros «Eu».
Há o que é eu, há o que não é eu.
Esse princípio de fragmentação, de separação, é o próprio princípio da consciência egotista que evolui no plexo dito «solar» onde há, em todos os níveis, uma análise mental, uma análise emocional que permite situar o «Eu» no seu ambiente, seja ele qual for.
Este ambiente sendo sempre considerado como exterior a si mesmo.

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O processo do Despertar consiste em passar de uma consciência fragmentada ou dual para uma Consciência em via de Unificação ou ainda uma Consciência Unificada.
O próprio princípio da Consciência Unificada é que não existe mais separação, não existe mais confinamento, não há mais distância, mas há sobreposição entre o sujeito e o objeto.
Passamos, então, da consciência do «Eu» à Consciência do «Si», esse Si não estando separado, Vibratoriamente e em Consciência, do conjunto dos objetos que constituem o ambiente, como do resto do universo.
Esta Consciência é dita empática.
Ela é Unitária, porque não discrimina, não se opõe.
Ela engloba, ela abre, ela incorpora.
Não há mais separação nem limite entre o Si e os outros Si.
O Despertar corresponde indiscutivelmente à passagem da consciência fragmentada à Consciência Unificada, com diferentes camadas de descobertas desta Unificação.
A Unidade não é uma palavra em vão.
Tentamos, nesse mundo moderno, aplicar palavras novas, porque não podem fazer referência a qualquer passado.
Assim o foi da palavra Estado de Ser (Êtreté), substituindo vantajosamente o conceito de corpo de Luz ou ainda corpo Imortal ou corpo de Ressurreição.
O que diferencia a Consciência Unitária da consciência dual é, antes de tudo, um modo de percepção, um modo de sentido, um modo de manifestação onde tudo é oposto.

***

A consciência dual é confinante.
A Consciência Unitária é des-confinante: ela abre e libera.
A consciência fragmentada fecha, do mesmo modo que o ego fecha em uma personalidade ilusória, efêmera, que não tem qualquer persistência além da morte.
A Consciência Unitária é, ela, liberadora, englobante, empática.
Ela vai, portanto, consistir na persistência além da morte.
Há, por conseguinte, uma continuidade da Consciência na Consciência Unitária, o que falta profundamente na consciência dual.
A consciência dual está inscrita nos mecanismos de preservação, tendo por base o medo.
A Consciência Unitária tem, ela, um mecanismo que não é a preservação do ego, mas, bem mais, o acesso ao mundo do abandono, da Luz, da  e da certeza.

***

Tudo opõe a consciência dual da Consciência Unitária.
A consciência dual não tem qualquer noção de percepção Vibratória ou de percepção da energia.
Ou, no máximo, esta é limitada a percepções truncadas, ligadas a sentidos truncados, coloridos pelo próprio confinamento da referida Consciência em um sistema de referências, em um sistema de crenças, em um sistema de adesões que nada têm a ver com a experiência, mas, bem mais, como eu disse, com um princípio de adesão mental, emocional, cultural, a certo número de dogmas estabelecidos, não experimentados por si mesmo.
A Consciência Unitária não se importa com referências sociais, dogmáticas, culturais.
Ela é experiência e é, sobretudo, instantaneidade.
A consciência dual se define sempre em relação a uma referência ao passado ou em relação a uma referência ao futuro.
A Consciência Unitária engloba os 3 tempos no instante presente: ela é independente do passado e não se projeta de modo algum em qualquer futuro, estando totalmente estabelecida no instante presente.
A consciência dual, fragmentada, evolui de acordo com um espaço-tempo qualificado de linear mas que, de fato, é curvo, vindo de um passado, indo para um futuro, mas incapaz de se situar no instante presente.
A Consciência Unitária escapa ao aspecto espaço-temporal.
Ela não está, por conseguinte, limitada a um confinamento em um corpo e ainda menos limitada a uma consequência do passado ou uma projeção no futuro.

***

A consciência dual é fechada.
A Consciência Unitária é livre e liberada.
Isso se reflete, obviamente, por modificações intensas existentes em uma estrutura chamada de corpo energético ou corpo de Vibração, que conduz, progressivamente e à medida da experiência e da integração da Consciência Unitária, a viver a sobreposição desta Consciência Unitária com o veículo de Eternidade ou corpo de Estado de Ser.
A consciência dual é aquela da consciência habitual do ser humano, funcionando de acordo com a regra do bem e do mal, do prazer e do desprazer, procurando permanentemente uma satisfação mental, emocional, afetiva, financeira ou outra.
A Consciência Unitária, que muitos de vocês começam a viver e a experimentar, está, portanto, ligada ao Despertar e, eu diria até mesmo, ao acordar, fazendo de vocês seres luminosos e, sobretudo, onde o medo começa, para ser banido.
Não pode ali haver medo do futuro, não pode ali haver medo do passado, porque isto não existe, porque está fundido na Consciência do instante presente que é, eu os recordo, não confinanteglobal e que vai lhes permitir experimentar estados além da emoção e do mental que eu chamei de Alegria interior ou Samadhi.

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Eu disse várias vezes que existiam muitas camadas sucessivas para esse Samadhi.
Do mesmo modo, o estabelecimento na Consciência Unitária se faz de acordo com uma série de camadas sucessivas, empilhadas, que convém desvendar umas após as outras.
A consciência que distancia ou consciência dual está ligada à preservação do «Eu».
Tudo o que vem colocar em perigo a noção da ilusão do «Eu» é rejeitado pelo mental ou pelas emoções ou pelas experiências, afastando sempre mais a Consciência do Si.
A consciência do «Eu» quer controlar.
Ela está na vontade.
A Consciência do Si ou Consciência Unitária está, ao contrário, no abandono, no instante, na instantaneidade, no eterno presente.
A consciência do «Eu» ou consciência dual, está fechada em uma localização espacial e temporal específica, denominada indivíduo.
A Consciência Unitária não está fechada nem limitada de modo algum por esta noção espacial ou temporal que é o corpo.
O acesso à Unidade reflete-se na compreensão do conceito hindu denominado Maya ou Ilusão.
Enquanto o «Eu» predominar, vocês ficam inseridos em uma realidade tridimensional na qual a consciência se concebe como separada e dividida do resto do universo, onde somente lhe interessa o que é a sua própria pessoa, o seu próprio desenvolvimento.
Obviamente, existe nesse «Eu», por vezes, um sentido do Serviço, mas que é ligado à vontade pessoal e não à Luz, dando por vezes a Ilusão da Luz, chamada de Ilusão do ego ou de Luz do ego, em oposição à Luz da FONTE ou Luz Unitária, Luz Una, em ressonância com a revelação do princípio Unitário e da vivência, sobretudo, da Consciência Unitária.

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A consciência fragmentada evolui em um modo linear espaço-temporal localizado, limitado nas suas percepções Vibratórias e nas suas percepções da própria Consciência porque, de modo permanente, colorida pelo mental e pelas emoções que vêm, permanentemente, refletir a experiência do presente em relação a uma referência passada (referência passada emocional ou mental), chamada de condicionamento ou crença, em ressonância com um passado e definindo o presente unicamente em relação a uma referência ou a uma rede de leitura ligada ao passado e unicamente em relação a isso ou, ainda, por uma projeção ligada a uma vantagem pessoal encontrada na consciência do «Eu» no futuro, denominada projeçãoplanificação.
A Consciência do Si ou Consciência Unitária não se importa com essas referências espaço-temporal.
A Consciência Unitária sabe que não está limitada a esse corpo, que ela é o conjunto do universo, desvendando-se e revelando-se de camada em camada até chegar a estados de Consciência chamados de Maha Samadhi ou de Grande Samadhi, onde a Alegria predomina, onde nenhuma influência mental, onde nenhuma influência emocional pode vir alterar esta Consciência Unitária.

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O princípio de Unidade ou Consciência Unitária dá acesso a percepções que nada têm a ver com uma coloração mental ou emocional e que nada têm a ver, tampouco, com uma experiência passada ou uma crença passada.
A Consciência Unitária está, portanto, inteiramente liberada do que viria do passado, como condicionamento, como crença ou como sofrimento que vem alterar o desenvolvimento do presente.
A Consciência Unitária escapa, portanto, à dimensão temporal e à dimensão espacial, existente e predominante na 3ª Dimensão, que vocês chamam de dissociada ou fragmentada.
Existem também, na Consciência Unitária (mesmo se, durante a minha vida, eu não tive a oportunidade de me expressar verbalmente, mas outros antes de mim o fizeram, mesmo sendo apenas nos escritos do Advaita Vedanta [http://pt.wikipedia.org/wiki/Advaita_Ved%C3%A2nta ]  ou nos escritos Védicos antigos, como por exemplo, os Yoga-Sutras de Patanjali [http://pt.wikipedia.org/wiki/Ioga_Sutras ]) indicadores indeléveis e inexoráveis da passagem da consciência fragmentada à Consciência Unitária.
Há também inúmeros ensinamentos, no Siddha Yoga e o Kriya Yoga, que evocam, eles também, os sinais e os indicadores indeléveis da passagem da consciência fragmentada à Consciência Unificada.
A Unificação da Consciência não é uma visão da mente, não é uma concepção, ainda menos uma crença, mas é, antes de tudo, uma vivência Vibratória da Consciência que se expressa, eu repito, por indicadores indeléveis.
Esses indicadores indeléveis são chamados, antes de tudo, de Sidhis ou poderes da alma, refletindo-se por uma série de percepções Vibratórias, mas, sobretudo, por uma (que reflete a comunicação estabelecendo-se entre o corpo e a personalidade, e a alma e o Espírito), chamada de Antakarana ou Cordão Celeste, expressando-se por um som percebido em um ou nos dois ouvidos, correspondente a esse contato estabelecido com a Consciência Unificada.

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Paralelamente a isso, as percepções da Consciência são, obviamente, diretas, eu repito, absolutamente não mais coloridas por qualquer experiência passada ou por uma crença passada ou um condicionamento passado.
O ser humano, vivendo em meio à Consciência Unitária, é totalmente liberado do constrangimento da personalidade onde predomina o medo.
abandono à Luz é também uma certeza Interior, que se exprime pelo fato de que a alma é inteiramente banhada pela Luz, o Espírito assume, portanto, o passo e o lugar do mental e das emoções.
Na Consciência Unitária manifesta-se uma série de Vibrações e de modificações Vibratórias perfeitamente localizadas, eu repito, nos textos do Kriya Yoga, do Siddha Yoga ou ainda dos Yoga Sutras de Patanjali, o oriente, de fato, tendo, de maneira privilegiada, estudado essas manifestações de transformação da Consciência.
Assim, o despertar da Kundalini torna-se uma realidade.
Assim, o despertar do que é denominado as três Lareiras ou os três centros energéticos essenciais do ser humano torna-se uma percepção consciente e lúcida, guiando a vida do ser humano que experimenta e vive a Unidade, não estando mais sujeito às crenças do passado, nem aos condicionamentos, nem às projeções no futuro.
Esta Consciência Unificada instalando-se, vai ser expressa na percepção real do que chamamos, nós, orientais, de Chakras ou ainda de rodas de energia ou de Lareiras.

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A noção de Fogo torna-se, não mais, um Fogo por atrito, um Fogo de resistência, mas um Fogo Solar chamado, no ocidente, de Fogo Micaélico ou ainda de Fogo do Céu e da Terra, reunidos no Fogo do Éter.
O despertar da Kundalini, a ativação dos centros superiores, reflete-se em modificações importantes da própria percepção da Consciência em si mesma, mas também do universo onde, eu repito, a distância entre o sujeito e o objeto tende a desaparecer, a Consciência podendo ser ao mesmo tempo objeto, ao mesmo tempo o sujeito, ao mesmo tempo o universo e, finalmente, identificar-se inteiramente com a Luz e dizer então, como CRISTO disse na cruz: «Eu e o Pai somos Um».
Esse princípio de realização não é uma visão da mente.
Não é, tampouco, um conceito, mas é efetivamente uma vivência que se instala, duravelmente e de maneira definitiva, na Consciência Unitária.
Não se pode tornar-se adepto da Unidade sem viver as Vibrações, sem viver a Consciência, porque isso iria se tornar, se fosse vivido, uma crença como outra qualquer.
Mas a crença jamais será a vivência.
A crença é, justamente, do que se deve desembaraçar o «Eu» se ele quiser aceder ao Si.
Mas o Si não é acessado por uma supressão do «Eu».
O «Eu» pode simplesmente pôr, de certo modo, os fundamentos, através da sua busca, do seu futuro acesso ao Estado de Ser ou à Consciência Unitária.

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A Consciência Unitária pode ser vivida (e nisso, os Arcanjos, como eu mesmo, insistimos) apenas a partir do momento em que a personalidade aceitar não mais guiar esse veículo chamado de corpo, mas, efetivamente, deixar-se guiar pela Luz.
Há, portanto, naquele nível, algo de fundamental, expresso, há algum tempo, pelo Arcanjo ANAEL (bem além do soltar, porque no soltar há vontade) e que foi chamado de Abandono à Luz onde, aí, a vontade não intervém mais, fazendo, por si mesmo, a experiência da frase de CRISTO: «Pai, que a Tua vontade seja feita e não a minha».
Enquanto existir, no interior de si mesmo, uma vontade pessoal (seja ela uma vontade de bem, o que é já extremamente louvável), você não pode aceder à Consciência Unitária.
A Consciência Unitária é um estado Vibratório, antes de qualquer coisa, refletindo-se no aparecimento dos indicadores (como eu disse: os Sidhis, o Nada ou som da alma) no despertar da Kundalini, no despertar das Vibrações, existentes no Coração e na cabeça.
O que é profundamente da consciência fragmentada podendo apresentar-se como uma ilusão de liberação, chamada (e que irei chamar com vocês, se quiserem efetivamente) de Consciência Luciferiana, porque é necessário efetivamente nomeá-la.
A Consciência Luciferiana é acompanhada de percepções Vibratórias, mas ela é procedente, também, de crenças.
Crenças na existência de uma ordem preestabelecida, de uma hierarquia que vai guiar a evolução humana, que vai imaginar um salvador exterior ou Mestres exteriores vindo socorrê-los.
Nada é mais falso.
A Consciência Unitária não se importa com esses Mestres (pseudo), não se importa com essas luzes exteriores a você mesmo.

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A Consciência Una é total e inteira, em si mesma, já que que ela engloba, ela sozinha e a totalidade, na mesma realidade.
Assim, muitos seres humanos, durante esse século XX, foram enganados, no ocidente como no oriente, ou pela adesão conceitual ao princípio Unitário, ou ainda pela adesão a uma série de ensinamentos qualificados de esotéricos, mas afastando-os da chave, porque há apenas uma, e esta chave de acesso à Unidade é chamada de Coração.
Eu repito, entendamo-nos: quando eu falo do Coração, eu não falo de uma visão do mente ou de uma adesão a um princípio de caridade, mas, bem mais, da vivência da realidade Vibratória do Coração, refletindo-se na percepção do Chakra do Coração, da Coroa Radiante do Coração, dos três pontos do Coração, do Triângulo redimido, mas também por este calor e esse Fogo Interior, refletindo o contato com a entidade Solar CRISTO- MIGUEL.
Apenas a partir daquele momento é que a mutação é encadeada e vai liberar a consciência fragmentada e remetê-la à sua própria ilusão.
Enquanto vocês não perceberem a entidade Vibratória revelada e desperta na sua estrutura corporal ilusória, que é, no entanto o seu Templo, vocês não podem aceder ao seu Coração.
O seu Coração irá permanecer no domínio das crenças, no domínio das adesões, mas absolutamente não no domínio da vivência.

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Hoje, a intensidade da Luz que se verte sobre a Terra, a intensidade da Luz que vocês revelaram, uns e outros, através dos seus Casamentos Celestes, através da revelação da Merkabah interdimensional da Terra, permite-lhes ter acesso, de maneira muito mais fácil do que era possível até agora, à Luz autêntica.
A Luz é Vibração.
A Luz é Inteligência.
A luz é Consciência.
Se vocês aceitarem se tornar a Luz, retomando, nisso, os termos empregados pelo Arcanjo ANAEL, tornar-se iluminados do Interior, naquele momento, vocês estão no caminho do que foi chamado pomposamente de Realização, que não é outra coisa senão a saída desta matriz falsificada e a não-identificação com a projeção que é este corpo e esta consciência e estas adesões que vocês viveram desde tempos imemoráveis.
Não pode haver, naquele nível, meias-medidas.
Quanto mais o tempo escoar-se na ampulheta ilusória do seu tempo, mais será necessário entrar diretamente na Consciência Unitária e abandonar a consciência fragmentada.
Até agora, vocês tinham a capacidade para viver em um ou noutro, porque o corpo de Estado de Ser estava sendo constituído.
Mas, agora, a Terra, na sua totalidade, entrou na influência do Sol Central da Galáxia.
Ela está alinhada com o plano galáctico, este ano e não no próximo ano.
Vocês têm, portanto, a capacidade e a liberdade para deixar morrer a sua personalidade.

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Vocês não podem matar a sua personalidade.
Vocês podem apenas deixá-la imergir-se na Luz.
Para isso, é necessário superar o princípio fundamental da personalidade que é chamado de medo.
Mas se vocês trabalharem no medo, vocês vão reforçar o medo.
Se vocês trabalharem nas suas faltas, vocês vão reforçar as suas faltas.
A única maneira, hoje, válida, de aceder à Unidade, é o Abandono total, a rendição total da personalidade à Luz.
Essa não é uma palavra em vão, nem uma expressão em vão, é a realidade Vibratória que vocês têm que viver.
Foi dito: «os primeiros serão os últimos, os últimos serão os primeiros» porque aqueles que se abrem, hoje, para esta realidade da Consciência Unitária, vivem a totalidade do que vocês viveram (alguns há 20 anos e outros desde os Casamentos Celestes) no espaço de um instante, revelando a sua tripla Lareira de maneira instantânea.
Ainda é necessário, para isso, que a personalidade aceite apagar-se, morrer simbolicamente, porque não é a morte da vida, é, obviamente, o nascimento da vida que se acompanha e que acompanha a passagem da consciência fragmentada para a Consciência Unitária.

***

A Unidade não é um conceito.
A Unidade é uma vivência.
Essa vivência é Vibratória, a Consciência Unitária é Vibração, a Consciência Unitária é Inteligência absoluta, ela é compreensão e vivência.
O que os textos orientais mais antigos chamaram de Maya é realmente a única verdade viável.
Como BUDA disse: esse mundo é Ilusão, inteiramente.
Cabe a vocês não afirmá-lo, mas vivê-lo, e vocês podem vivê-lo apenas através da Vibração, vocês podem vivê-lo apenas através do acesso à única chave que é chamada de Vibração do Coração, a Coroa Radiante do Coração e o Fogo do Coração.
Hoje, mais do que nunca, isso vai se tornar cada vez mais fácil para vocês, na condição, eu repito, de se abandonarem.
Não pode haver abertura do Coração sem abandono.
Enquanto vocês quiserem compreender, enquanto quiserem apreender, vocês não poderão apreender a Luz nem tornar-se a Luz.
Compreendam efetivamente isso.
Aceitem-no e vivam-no.
A Luz não se apropria.
A Luz irradia.
A Luz ilumina.
A Luz Una é o que vocês são, em Verdade.
Para isso, é necessário aceitar não mais se identificarem com a sua personalidade.
A personalidade é efêmerailusória, e ela irá desaparecer com a morte.
A Eternidade não irá desaparecer com a morte, muito pelo contrário.
Então, cabe a vocês decidirem.
Vocês vão, durante este ano, ser cada vez mais em grande número a estabelecer-se na Luz Unitária ou vão resistir?
Vocês vão provocar sofrimentos deste corpo e do seu Espírito para não se abandonarem suficientemente ao que vocês São em Verdade?
Recordem-se: Consciência Unitária é igual Vibração.
Vibração onde não existe mais, progressivamente, distância entre vocês e o resto do mundo, explicando certamente, para alguns de vocês, os contatos estabelecidos com outros planos chamados de planos Unificados, seja qual for a forma que assumirem esses contatos.
A Luz, enfim, é doação total de Si ao Universo.
O ego ou a consciência fragmentada é, e sempre irá permanecer apropriação, às expensas, obviamente, da Luz.
A Luz não pode ser fechada.
Mas, a sua consciência habitual é fechada.
A Luz pode apenas ser abertura e Vibração.
Cabe a vocês saberem se desejam Vibrar, cabe a vocês saberem se estão na Vibração ou se não estão.

***

Eu empreguei a expressão indicador indelével porque esses indicadores indeléveis são a prova absoluta do seu acesso à Vibração Unitária.
Vocês não podem pretender ser Unitários sem viver as Vibrações.
Vocês não podem pretender ser Unitários deixando viver, em vocês, porções inteiras da personalidade.
O que caracteriza a fragmentação é a divisão e o medo.
O que caracteriza a Unidade é a Alegria e o princípio de irradiação.
Isto prepara, através desses poucos conceitos que eu lhes apresentei, a última etapa do trabalho do Yoga da Unidade, que irá permitir, dentro de algumas semanas, realizar, de algum modo, a alquimia final e terminal das três Lareiras, fazendo de vocês seres Três em Um, reunificados na Verdade, como Filhos da Lei do Um, vivendo em vocês esse princípio Unitário, inteiramente.
Através das suas experiências, vocês serão cada vez mais capazes de localizar os momentos em que estão na consciência fragmentada e os momentos em que estão na Consciência Unitária.
Esta é uma vantagem essencial, contrariamente ao que acontecia na minha vida, nos tempos mais remotos, onde a passagem devia ser feita em uma única vez e de um único golpe, de um único.

***

Hoje, devido às circunstâncias Vibratórias presentes sobre a Terra, devido à ativação da Merkabah interdimensional coletiva, vocês têm tempo de experimentar e efetivamente de discriminar os momentos em que estão na Consciência Unitária e os momentos em que estão na consciência fragmentada.
É, portanto, com toda lucidez e com toda Consciência, eu diria, que vocês vão realizar as escolhas e decidir o que vai levá-los para a Unidade, para a liberação ou, ao contrário, para o confinamento.
Pois, é uma coisa dizer que vocês não são esta personalidade, que vocês não são este corpo e, no entanto, é neste corpo, que é o seu Templo, que acontece a alquimia.
Mas vocês não são esse Templo.
Vocês são esse Templo apenas a partir do momento em que a personalidade é transmutada, apenas a partir do momento em que a Unidade se manifesta pela Alegria.
A partir do momento em que os medos se dissolvem, inteiramente.
É isso que vocês são levados a viver nas próximas semanas, aqueles que ainda não realizaram e integraram isso.
Cada vez mais seres humanos vão descobrir este aspecto da Consciência desconhecida que é esta Consciência ilimitada.
Obviamente, os Arcanjos os chamaram de Sementes de Estrelas.
Vocês estão bem além da humanidade e, no entanto, fazem parte dela, assim como eu mesmo.                                                                           
Vocês são Seres de pura Luz que perderam a lembrança do que vocês São.
A hora chegou de despertar a chama, a hora chegou de despertar a sua Eternidade e sua Infinidade.
Isso é agora.
Os tempos, como sabem, são descontados e cada vez mais reduzidos.
Momentos que os separam do acesso da Terra à sua Dimensão final ascensionada.
Vocês têm, portanto, muito pouco tempo para realizar este Abandono à Luz, para perceber que não são esta personalidade, que não são este corpo, que não são esta Ilusão.
De nada serve afirmá-lo, mas é necessário fazer a experiência.
Vocês são guiados pelos indicadores indeléveis que eu chamei de despertar da Kundalini, despertar das três Lareiras, canto da alma, todos os sintomas que eu descrevi para vocês, progressivamente e à medida dos meses e dos anos, referentes ao Yoga da Unidade.

***

A última parte, que eu vou dar dentro de algumas semanas, irá permitir aos indecisos facilitarem o basculamento da consciência fragmentada para a Consciência Unitária.
Lembrem-se de que a Consciência Unitária é Alegria.
O único medo que pode haver é um medo induzido pelo mental, tendo medo de perder a sua superioridade e a sua predominância sobre a conduta do que vocês são.
Acedendo à Consciência Unitária, o seu mental ficará submisso a vocês.
Vocês terão a impressão de não mais poder funcionar de acordo com os modos de funcionamento da consciência fragmentada, refletindo-se, provavelmente, para muitos de vocês, como é o caso atualmente, por sensações de estar em outro lugar ou de estarem desconectados.
Não se aflijam com isso, é justamente a mudança de passagem de Consciência para outra que expressa essa sensação de imprecisão, essa sensação de estar como desconectado da realidade comum.
É exatamente o que acontece.
Vocês não podem penetrar no Reino dos Céus, como dizia CRISTO, se não voltarem a ser como uma criança.
Uma criança não tem mental, uma criança vive o instante e unicamente o instante.
Enquanto forem coloridos nas suas ações pelo resultado do seu passado, enquanto forem coloridos pelas suas emoções, pelos seus afetos e pelos seus medos, vocês não podem penetrar no Reino dos Céus.
O Reino dos Céus que, eu os lembro, está em vocês, no seu Coração, que é a chave e o destino.

***

Aí estão as poucas palavras que eu tinha para dar no preâmbulo sobre o que vou dar dentro de algumas semanas, agora.
Se houver em vocês questionamentos em relação ao que eu acabo de dizer, então, eu gostaria de ali levar uma iluminação suplementar.

***

Questão: devemos sentir gratidão para melhor acolher a Luz?

Caro Irmão, isso é eminentemente em função do que persiste como medo ou como emoção no interior da pessoa que faria esta pergunta.
A Luz não pede nada além de abandonar-se.
A gratidão pode ser concebida como um estado de Graça, como um estado de acolhimento para alguns, para outros, não.
Não há, portanto, resposta pronta em relação a isso, mas efetivamente uma questão de casos pessoais.
A Alegria da qual falo, ligada à Luz e à abertura do Coração, não é realmente uma emoção.
A dificuldade é que o ocidental frequentemente confundiu e misturou a emoção com o Coração.
O coração / sentimento não é o Coração.
O coração da cabeça não é o Coração.
As concepções do Coração não são a vivência do Coração.

***

Questão: qual é a melhor atitude para viver essas transformações?

Cara Irmã, hoje, tudo o que lhes é pedido, cabe a vocês decidirem: vocês querem viver inteiramente a sua transformação, vocês querem viver o estado Unitário ou vocês estão condicionados, limitados pelas circunstâncias sociais, afetivas, ou outra?
Recordem-se de que a inteligência da Luz irá fornecer tudo, na condição de soltarem, inteiramente, o que vocês tiverem.
O que quer dizer que não é questão de demissão, que não é questão de abandonar outra coisa, mas simplesmente de verificar, por você mesma, a Inteligência da Luz que é GraçaFluidez e, sobretudo, Inteligência.
O que significa que ela vai necessariamente agir no sentido do que é a Alegria, que vocês não podem viver o estado Unitário sem soltar o estado dual.
Vocês não podem aceder à Unidade dizendo: «eu permaneço na dualidade».
Assim, portanto, toda problemática exterior ou considerada como tal não tem qualquer espécie de incidência porque é a personalidade que quer, a todo custo, fazê-los estabelecer regras de funcionamento e que vai se opor ao seu acesso à Unidade.
Deve haver primeiramente acesso à Unidade, penetração nas esferas da Unidade, da Fluidez, do sincronismo: «procurem o Reino dos Céus e o resto ser-lhes-á acrescentado».
A questão que seria posta de saber «mas, como eu vou comer?», é apenas o reflexo do medo da personalidade.
Ora, vocês não podem viver a Unidade enquanto existir o mínimo medo expresso da personalidade.
Abandonem-se à Luz.
Naquele momento, vocês vão ver efetivamente, por vocês mesmos, o que acontece.
CRISTO dizia: «o pássaro se preocupa com o que vai comer amanhã?».
Eu mesmo, durante a minha vida, ou outros místicos, será que nós nos preocupamos com onde iríamos dormir, com onde iríamos comer e como iríamos prover às nossas necessidades?
Vocês não podem pretender a Inteligência da Luz e, ao mesmo tempo, agir por vocês mesmos para prevenir e premunir-se das diferentes necessidades da personalidade.
Há aí um problema essencial.
Vocês devem soltar tudo o que é da vontade da personalidade, tudo o que é condicionamento, para poderem viver a Unidade.
Não é o contrário.
Assim que tiverem acedido à Unidade, naquele momento, a Inteligência da Luz irá instaurar as circunstâncias adequadas para a manifestação da Luz, em vocês, como no exterior de vocês.
Mas o contrário não pode absolutamente ser verdadeiro.
É para isso que nós os intimamos, nós, Anciões, que conhecemos a encarnação humana: para efetivamente refletirem e para efetivamente colocarem, eu diria, as consequências dos seus atos e das suas ações, hoje.
Compreendam bem e aceitem que, enquanto vocês colocarem a questão de um cônjuge, de um trabalho, de um lugar, vocês apenas fazem expressar o medo da personalidade.
Porque, quando vocês penetram nas esferas da Eternidade, quando começam a viver o Samadhi, vocês sabem e vivem o fato de que nada, absolutamente nada pode lhes faltar na sua vida, de um modo como de outro, mas que não depende absolutamente da ação da sua personalidade.
É uma revolução e uma mudança de paradigma total.
Vocês estão prontos para vivê-la ou não?
Cabe a vocês decidirem.

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Nós não temos mais perguntas, nós lhe agradecemos.

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Irmãos e Irmãs na humanidade, queiram acolher como eu acolho, do seu Coração ao meu Coração e do meu Coração ao seu Coração, a Unidade e a Alegria.
Eu lhes digo até proximamente.
Que a Paz, o Amor, a Luz e a Verdade estejam em vocês e em nós.
Até breve.


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Mensagem do Venerável UM AMIGO no site francês:
12 de fevereiro de 2011
(Publicado em 14 de fevereiro de 2011)

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Versão do francês: Célia G. http://leiturasdaluz.blogspot.com
Postado por Célia G.

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Transcrição e edição: Zulma Peixinho

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