SRI AUROBINDO - 22 de outubro de 2010 - Autres Dimensions

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- Ensinamentos do Bem Amado Sri Aurobindo -

ÁUDIO mp3 ORIGINAL:

~ EMOÇÃO E CORAÇÃO ~
Eu sou SRI AUROBINDO.
Irmãos e Irmãs na humanidade, recebam a Graça e a Presença.
Sejam agradecidos pela sua escuta.
Eu volto entre vocês, esta noite, como fiz há alguns dias, a fim de prosseguir uma série de conceitos relativos às emoções e o Coração.
Eu falei, há alguns dias, do que era o medo, do que ele representava como secreção.
Hoje, eu vou além deste conceito de medo para tentar fazê-los apreender e integrar a diferença essencial existente entre Coração e emoção.
***
emoção situa-se, irremediavelmente, na noção de 'ação e reação’.
A emoção é, por definição, o que põe em movimento, o que é reativo.
O Coração é ausência de movimento.
O ego está no movimento.
A emoção pertence ao ego, assim como o mental.
A emoção tem por objetivo satisfazer um desejo ou fugir de um perigo, ou remeter-se a um fato, quer esse fato pertença a um presente ou a um passado.
Em alguns casos, a emoção pode também surgir de uma projeção do mental no futuro, desencadeando, por exemplo, um medo, uma apreensão.
A emoção, como eu dizia, é secretada, literalmente, pela química do seu cérebro.
Esta emoção se define sempre em um âmbito de reação com relação a uma experiência pré-existente, submetendo-os, frequentemente, a esta reação imediata.
A característica essencial da emoção é a de situar-se na reação a um acontecimento que afeta o seu presente, quer a origem deste acontecimento se situe no passado, no presente ou no futuro.
Eu vou tomar um exemplo muito simples para compreender: imaginem, suponham, que uma pessoa os deixe com raiva, sejam quais forem o objeto e o assunto.
A raiva vai então se manifestar como reação.
Imaginem agora que vocês tenham decidido, no seu funcionamento, não mais reagir, seja qual for o acontecimento, e sempre se recolocar 24 horas depois do fato que provocava a reação e, portanto, não reagir no momento, mas consultar conscientemente esta reação 24 horas mais tarde.
Nesse caso, o que acontece?
É extremamente simples de compreender.
Frente a uma raiva à qual, de maneira muito lógica, vocês responderiam por um comportamento, por ações, por uma reação, se vocês adotarem, de maneira lúcida, postergá-la por 24 horas, o que vai acontecer?
Ser-lhes-ia possível e concebível expressar uma raiva 24 horas depois de um acontecimento passado?
Não.
Naquele momento, não haverá mais reação.
Evidentemente, este exemplo funciona sobre o ‘princípio da raiva’.
O problema do ser humano é que ele está identificado com as suas próprias emoções.
***
A emoção pode também tomar formas agradáveis e não unicamente desagradáveis.
Assim, as emoções agradáveis podem, até certo ponto, fazê-los buscar ativamente por elas, conduzindo então ao que é chamado de vício.
Ou seja, algo que vocês vão tentar reproduzir a fim de novamente provar as mesmas sensações, a mesma emoção.
A emoção ‘do prazer’ é certamente a emoção que faz suscitar mais comentários e que é certamente um dos motores essenciais desta humanidade, seja qual for a forma que assumir esse prazer.
Seja um prazer dos olhos, um prazer social, um prazer sexual, um prazer afetivo ou familiar, ou profissional (existem muitos), dando uma sensação de satisfação.
Qual é a característica do prazer?
É que ele não persiste no tempo.
É por isso mesmo que o vício do prazer é certamente a coisa mais detestável que um ser humano pode viver porque, cada vez mais serão necessários estímulos cada vez mais intensos para chegar a sentir a mesma sensação e ter a mesma percepção desse dito prazer.
O prazer não é a Alegria.
O prazer é sempre obtido em resposta a uma satisfação.
Que isso se refira aos sentidos, e seja qual for o sentido, ou ainda à obtenção de um objetivo desejado e, portanto, de um desejo.
O prazer e seu corolário são, portanto, desejo e satisfação.
O desejo e a satisfação conduzindo ao prazer jamais são procedentes de fenômenos ligados ao Coração, mas, sistematicamente, estão ligados ao ego e ao reconhecimento deste ego, quer seja na satisfação, seja qual for, ou na reprodução desse dito desejo.
***
A emoção os coloca então, permanentemente, em uma ‘lei de ação e de reação’ idêntica à que se encontra na 'lei de karma’.
Os seres humanos, mesmo sem serem terapeutas, concebem perfeitamente que de algumas emoções passadas resultam feridas que se manifestam no presente, no corpo ou no funcionamento psicológico do ser.
As emoções estão ligadas diretamente ao que é chamado de Manipura Chakra, ou ‘corpo astral’, também chamado de ‘corpo emocional’ ou ‘corpo de desejo’.
O corpo de desejo tem um funcionamento que eu qualificaria de semi-automático, cuja característica essencial é gerar, permanentemente, um movimento, dando, de algum modo, o sentimento, não real, de satisfação.
De fato, a característica da emoção é nascer e desaparecer e jamais se estabelecer na persistência, a não ser, por vezes, estabelecer-se em ‘alguns vícios’, onde jamais há satisfação, mas busca permanente.
A ação e a reação, ligadas ao corpo de desejo, levam-nos, de maneira inevitável e inexorável, a se afastarem do seu Ser profundo, porque elas atuam literalmente nas forças existentes neste mundo de desejo, este mundo chamado de Maya, no qual a humanidade evolui há algum tempo.
***
A maior parte dos ensinamentos, orientais, em todo caso, visaram transcender o desejo sob todas as suas formas.
Transcender não quer dizer controlar.
De fato, querer reprimir um desejo, seja qual for, jamais o faz desaparecer, mas sempre irá fazê-lo reaparecer em um determinado momento, mais tarde.
controle dos desejos apenas faz remeter os seus desejos para mais tarde, jamais os faz desaparecer.
O desejo é expresso para provocar uma ação de satisfação que é a própria característica do corpo de desejo ou corpo astral.
Esse ‘corpo emocional’ está, portanto, ligado às emoções, de maneira formal, ao Manipura Chakra que é a sede do ego, a sede da apropriação.
A emoção é, portanto, um vetor e a manifestação de um desejo, seja ele qual for.
Desejo que, da mesma forma, remete a estruturas ainda mais arcaicas denominadas vontade.
Vontade que, ela, não está inscrita no cérebro dito emocional – ou límbico – mas diretamente no cérebro arcaico chamado de reptiliano.
*
*
O desejo, geralmente, apenas faz manifestar ou expressar uma vontade.
O que se esconde atrás desta vontade, seja ela chamada de bem ou de bela, é, sempre, e sistematicamente, a ‘satisfação de uma falta’, seja qual for.
O desejo pode aparecer como sadio e evidente no desenrolar da vida de qualquer ser humano, mas isso absolutamente não resiste a uma análise mais profunda, onde o desejo vai sistematicamente aparecer como uma falta a preencher.
***
O ‘corpo de desejo’, assim nomeado nos ensinamentos orientais, é aquele que se opõe ao aparecimento da Vibração do Coração e ao estabelecimento no Si.
O desejo nutre o ego em um jogo sem fim, em um jogo de satisfação, em um jogo de poder, em um jogo de vontade.
Dessa maneira, então, abraçar a palavra desejo (mesmo se esse desejo lhes parecer, em um primeiro tempo, como muito nobre e muito justificado) faz apenas expressar, de maneira certamente mais sutil, a aplicação da vontade, correspondendo a um preenchimento de uma falta.
Todos os desejos, sem exceção, conduzem e se concluem necessariamente pelo preenchimento de uma falta, mesmo se essa falta não puder ser reconhecida como tal pela consciência do ego que fará de tudo, justamente, para evitar que vocês tenham ‘consciência’ dessa falta.
Isso se refere tanto à satisfação de um desejo simples, como o fato de se alimentar, onde, aí, no nível fisiológico, é evidente que há uma falta de nutrição que provoca o desejo de comer.
Mas é exatamente a mesma coisa no que se refere aos desejos mais vitais, mais sociais, mais sexuais, ou mais naturais, digamos, do ser humano, que refletem então, sistematicamente, um ‘princípio de falta’.
ego, distanciado e separado, é então caracterizado essencialmente pela falta e por uma insatisfação que jamais irá encontrar satisfação em si mesmo, mas que vai fazê-los crer nisso.
De fato, qual é o ser humano que não satisfez um desejo, seja ele qual for?
E quem pode dizer que esse desejo jamais se repetiu?
Quem pode dizer que comeu apenas uma vez e que não voltou a comer?
Quem pode dizer que teve apenas uma relação sexual e que jamais repetiu?
O desejo provoca o desejo.
O desejo não pode ser satisfeito.
Esta é uma evidência inscrita nas células humanas, inscrita no cérebro, inscrita no comportamento e na própria natureza do corpo do ego ou corpo emocional.
***
A problemática vai surgir quando o ser humano começar a falar de Coração, pois, geralmente, no nível do Coração, cada um ali coloca o conteúdo que é veiculado pela sua própria consciência.
Um cardiologista vai entender o Coração como uma bomba cardíaca.
Um ser no caminho espiritual vai chamar o Coração de seu objetivo.
Um ser realizado, que definitivamente dissolveu o corpo de desejo, vai falar de realização do Si.
Todos esses seres designam, no entanto, a mesma zona do corpo e a mesma zona de consciência, mas cada um vai expressá-la segundo as suas próprias percepções e segundo a sua própria vivência, a sua própria experiência.
Então, o que se pode dizer de mais correto do que o Coração ser uma bomba?
Que o Coração é afeto?
Que o Coração é sentimento?
Ou que o Coração é o Si?
Toda a diferença está aí.
É que a linguagem, seja qual for a língua, faz referência, para uma pessoa, a um conteúdo semântico e simbólico preciso que não é absolutamente o mesmo para os sete outros milhões de seres humanos.
Sem exceção.
Não pode então haver definição correta, para o Coração, já que cada um ali coloca uma vivência que é muito diferente.
***
O Coração nada tem a ver com uma emoção, mesmo um número importante de seres humanos considerando que o Coração pertence ao mundo das emoções.
Todos os caminhos vicinais situam-se nesse nível: conceber o Coração como uma emoção.
O Coração é emoção unicamente no nível de algumas partes da sua parte física que, aí também, evoluem segundo o mundo da ‘ação/reação’, a saber, contração e dilatação que um cardiologista vai chamar de sístole e diástole, ou seja, contração e dilatação do coração, remetendo, aí também, à atração/repulsão, à ação/reação, um movimento de contração sendo seguido de um movimento de relaxamento.
Assim, não houve mais nenhum passo, como o dado pelo homem, que foi o de equiparar o Coração com a emoção.
***
Vários dos Anciões que vieram lhes falar insistiram em algo de essencial, que é o Coração/Vibração e não o coração/bomba.
O Coração/Vibração é uma percepção Vibratória, como o seu nome indica.
Ele é também, e, antes de tudo, uma Consciência.
Consciência do Si, definida em oposição à consciência do ego.
Eu os remeto para isso à magistral exposição que lhes fez UM AMIGO (1).
Quanto a mim, eu chamo sua atenção: se o Coração for um desejo (tal como vocês o nomeiam), se o Coração for uma vontade, ele já não é mais o Coração, pois o Coração não é nem desejo, nem vontade, nem emoção.
O Coração é um ‘estado’, além da bomba cardíaca, um estado que eu qualificaria ao mesmo tempo de móvel e de imóvel, mas, sobretudo, que é totalmente desprendido do conceito de ‘ação e reação’.
A problemática, e geralmente no nível do que foi chamado de chakra do Coração: as próprias tradições subdividiram esse Coração em dois aspectos, chamados de mental discursivo ou mental inferior e de mental superior, que eu chamei, na minha vida, de Supramental.
Tudo opõe o Coração mental e o Coração Supramental.
O coração mental é submisso, como a bomba cardíaca, ao ‘princípio de ação e de reação’: eu ajo e eu adoto um comportamento em reação a um aprendizado vivido.
Eu adoto tal conduta social em função de um aprendizado que eu recebi.
comportamento é, portanto, oriundo do mental inferior.
O mental superior está, ele, em um outro registro, nada mais tendo a ver com a ação/reação, dado que o próprio ‘princípio de revelação do Supramental’ situa-se nos ‘princípios da Unidade da Luz’ revelada, desvendada, manifestando-se pela Vibração e pela Consciência, profundamente diferente do que aquela que existe no corpo de desejo.
***
Muitos místicos estabelecidos no Supramental e no Coração, antes mesmo que o Supramental se revelasse à humanidade em meio à consciência ligada ao que é chamado de cabeça, perceberam o que eu chamei, eu mesmo, para vocês, de switch da Consciência: o momento em que a consciência vai passar do ‘corpo de desejo’ para o ‘corpo de Budado’.
Esse corpo de Budado é marcado por uma sensação de impermanência, por uma sensação de dissolução, por uma sensação onde as barreiras, onde a ação/reação, ou os desejos, apagam-se totalmente.
O Ser que se encontra no centro do Ser não tem, efetivamente, mais qualquer desejo, não está mais identificado com as suas emoções ou com o seu mental.
O corpo de desejo, a personalidade, está permanentemente identificado e projetado em seus próprios desejos, conscientes ou inconscientes, e em suas próprias atividades mentais conscientes e cognitivas, ou inconscientes e subconscientes.
O Supramental nada tem a ver com tudo isso.
O Supramental é estabelecimento na vacuidade e, ao mesmo tempo, na Vibração, onde não existe mais nem desejo, nem emoção, nem vontade, nem atividade mental, nem comportamental.
A qualidade da Consciência estritamente não importa.
A consciência do ego, o corpo de desejo, está em oposição total, em oposição absoluta ao ‘corpo do Ser’.
***
ego e o Si apenas podem se entender excepcionalmente.
Enquanto existir um desejo em vocês, quer esse desejo lhes pareça justificado e normal (no sentido de sociedade ou no sentido do seu desenvolvimento pessoal, ou da sua busca pessoal), não pode ali haver acesso ao Ser.
Toda a sutileza vem daí.
Assim, a maior parte dos ensinamentos os orientou por uma busca dita Interior, esotérica ou espiritual, dando-lhes literalmente falsas esperanças de que, satisfazendo a sua sede de conhecimento de si mesmo, que se apropriando de um dado conhecimento ou de um outro conhecimento (exteriores a si mesmo) vocês iriam chegar ao estágio do Si e do Coração.
Isso é impossível.
O único modo de penetrar no Coração e no Coração do Ser apenas pode ocorrer pelo que o Arcanjo ANAEL chamou de abandono à Luz.
O abandono à Luz é um ato consciente.
Mas este ato consciente não depende do corpo de desejo, ele não depende da vontade, ele não depende, especialmente, de um comportamento, mas, sim, de uma rendição.
É esta própria rendição, chamada, em outras tradições, de ‘crucificação do ego’, que vai permitir a passagem do corpo de desejo ao corpo do Ser.
É por isso que os Yoga, no Oriente, descreveram, do modo mais minucioso possível, o que acompanha a passagem de um estado de consciência ao outro.
A descrição, tal como foi feita nos ‘Yoga Sutras’ de Patanjali, a descrição que foi feita pelo ‘Kriya Yoga’ (por exemplo, e não é limitativo), insistiram amplamente na descrição de uma série de sinais, extremamente precisos, refletindo a passagem do corpo de desejo ao Coração do Ser, indo descrever, até mesmo, os sinais correspondentes ao estabelecimento definitivo no Ser.
Coisas, obviamente, que o conhecimento exterior jamais irá lhes falar, evidentemente, justamente para evitar-lhes, de modo por vezes muito malicioso, de ir para o seu Ser.
***
Assim, o ser humano, há muito tempo, vai de conhecimento em conhecimento, que lhe dá o progresso aparente, o sentimento aparente, de ampliar o seu campo de percepção.
Mas não é nada disso.
A única coisa que se amplia é a cabeça, e unicamente a cabeça, e isso, em todos os sentidos do termo.
O Coração não se importa com qualquer conhecimento ou com qualquer experimentação que não toque o Ser diretamente.
Tudo o que é aplicado ao exterior de si é perdido para o Si e enriquece, de modo interminável, o corpo de desejo.
Deste modo, então, o ‘corpo de desejo’ jamais irá conduzi-los ao Coração do Ser.
A sua vocação, a sua finalidade é, justamente, exatamente o contrário do caminho do Coração.
A tal ponto que a falsificação, no nível espiritual, consistiu em desviá-los do seu Coração para fazê-los ir em níveis dos quais mesmo Buda, em pessoa, ele próprio, disse: «quando você encontrar os poderes, salve-se rapidamente».
***
O que acontece com este mundo de hoje que não está aberto no nível do Coração?
Ele tem sede, em meio ao seu ‘corpo de desejo’, de uma espiritualidade.
Ele tem sede de conhecimento.
Ele tem sede de saber quem é.
Ele tem necessidade de saber o que ele foi.
Ele tem necessidade, sobretudo, de saber o que ele será.
E ele tem a impressão, esse ‘corpo de desejo’, de realizar o Si.
Ora, nada o afasta mais do que esta atitude mental e esse comportamento.
Apenas, justamente parando esse ‘princípio de balanceamento’ (ação/reação), justamente parando a consciência no instante, assim como foi denominado «aqui e agora», que pode se revelar e se concretizar o Si.
De outro modo isso é estritamente impossível.
Alguns ensinamentos vão ainda até elogiar a abertura de funções espirituais das quais efetivamente Buda dizia para fugir (os ‘poderes da alma’) que são, geralmente, e que irão permanecer, aliás, os poderes espirituais que estritamente nada têm a ver com a mestria ligada ao Coração.
A ilusão vai continuar, portanto, com força total, especialmente porque não pode haver qualquer satisfação na abertura do ego espiritual, mas, bem mais, o enriquecimento do ‘corpo de desejo’ que vai, por sua vez, envenenar, literalmente, esse corpo de desejo e fazê-lo ir em um caminho onde os desejos vão aparecer como cada vez mais aumentados.
Quer se refira aos desvios no nível da alimentação, quer se refira aos jogos de sedução dos outros, no sentido mais amplo, no sentido da manipulação, da dissimulação e da aparência de verdadeiro.
O ‘corpo de desejo’ pode apenas sair crescido desse gênero de iniciação que, efetivamente,nada tem a ver com o Coração.
***
O Coração jamais será, estritamente jamais, uma iniciação.
Initiare, em latim, quer dizer ‘colocar-se no caminho’.
O Coração não tem necessidade de ser colocado no caminho, uma vez que ele É, de toda a Eternidade.
O jogo do ‘corpo de desejo’ significa, portanto, afastá-los, permanentemente, desta realidade eterna inscrita em vocês, que é o Si que, efetivamente, não tem necessidade de caminho, dado que ele É, de toda a Eternidade.
Ele tem somente necessidade, e isso é profundamente diferente, de um reconhecimento e de uma reconexão.
Isso nada tem a ver com qualquer iniciação.
Aqueles que queriam conduzi-los a uma ‘iniciação’ não estão, seguramente, no caminho do Coração, porque o caminho do Coração é o caminho do instante.
Ele não pode ser sugerido através de uma iniciação, seja ela qual for, através de um ritual, seja ele qual for, pois o estabelecimento no Ser apenas se realiza quando todo o desejo é transcendido e não reprimido.
Assim como disse o próprio CRISTO: «julgar-se-á a árvore pelos seus frutos».
Quais são os frutos?
Será que são frutos ligados ao corpo de desejo, com um reforço de impulsos, um reforço da exaltação das emoções, sejam quais forem, ainda mais exacerbadas do que anteriormente, com um sentimento de prazer ou um sentimento de frustração?
Ou então, ao contrário, será que o caminho do Coração leva ao desaparecimento do corpo de desejo?
O que não significa que o homem que vive isso não expresse mais desejos fisiológicos.
Simplesmente, não são mais os seus desejos que comandam, não é a vontade de reprimir um desejo que comanda, mas o estabelecimento na plenitude ou na vacuidade, que corresponde ao Coração.
***
O Coração não é, portanto, ação, nem reação.
Ele é Ser.
Ele não é, certamente, saber.
Ele é estabelecimento em meio à Presença.
Alguns Arcanjos, entre vocês, fizeram-nos aproximar deste estado Vibratório especial denominado a Presença.
Alguns de vocês, através das Núpcias Celestes, ou mais recentemente, começam a perceber essas famosas Vibrações.
Evidentemente, como quis dizer e estipulou UM AMIGO, existem muitos estados intermediários que permitem levar até ao estabelecimento permanente no Coração.
Consciência do Ser é estabelecida de maneira definitiva no Coração unicamente quando tem acesso ao que é denominado os dois últimos Samadhi: o estabelecimento da Alegria e o estabelecimento da dissolução.
Anteriormente, qualquer retorno a outra realidade, ligada ao ego, era sempre possível, se bem que, quanto mais quem avança no caminho do Ser, se reforça no Ser, ele mesmo.
Apenas alguns egos - ‘corpos de desejos’ particularmente resistentes, implicados em comportamentos aberrantes - que vão tentar se nutrir da Vibração do Ser.
Assim que a Consciência começa a se estabelecer no Ser, o ‘corpo de desejo’ se modifica.
percepção Vibratória torna-se totalmente diferente.
Lembrem-se de que a ‘percepção das Vibrações’ (ou do que vocês chamam de Energia) nada tem a ver enquanto vocês estiverem no nível do ego, e ela se torna completamente diferente assim que vocês passam no nível do Coração.
A Vibração ligada ao ego é uma Vibração de natureza eletromagnética que vai ser descrita e percebida por todos e por cada um que tiver desenvolvido a sua própria Energia vital.
A percepção da Energia não é absolutamente o reflexo da abertura do Coração.
Em um determinado momento, durante as primeiras etapas do estabelecimento na Consciência do Ser, aparece uma nova Energia, que eu qualifiquei, na minha vida, de Energia Supramental, Energia vinda do ‘plano de la Cittá’, que nada mais tem a ver com a Energia prânica, que se manifesta segundo características totalmente diferentes, cuja própria circulação, no corpo ou ao redor do corpo, nada mais tem a ver com as Energias prânicas.
A característica não é uma circulação, no sentido eletromagnético.
É um Fogo.
É a palavra que pode voltar frequentemente.
Um Fogo ardente que, no entanto, não consome.
Isso pode ser também, durante a realização do último Samadhi ou das suas primícias, um Fogo devorador, formigando todo o corpo bem depressa, que está ligado à agregação das partículas Adamantinas no canal do Éter ou Sushumna e nos diferentes chakras.
***
As Energias prânicas podem se manifestar nas emoções.
Elas vão dar, então, correntes de ar girando ao redor da pessoa e podendo fazer crer que há estabelecimento no Ser.
Isso é uma ilusão.
O Ser jamais será esse tipo de Energia e esse tipo de consciência.
O estabelecimento no Coração é perceptível para aquele que ali se estabelece.
O famoso switch da Consciência é uma realidade quando ela é vivida.
Isso vai se refletir, instantaneamente, por uma modificação das referidas percepções energéticas, no nível do corpo, onde as Energias prânicas vão progressivamente dar lugar para o que é chamado de Energias Supramentais ou ‘plano de la Cittá’.
Há, portanto, uma diferença essencial entre a consciência do ego e a Consciência do Ser.
Nas manifestações também, que foram dadas nos ‘Yoga Sutras’ de Patanjali, ou também nos ensinamentos do ‘Kriya Yoga’, o aparecimento de indicadores que são a Nada ou o ‘Canto da alma’, os Siddhis também que aparecem (os ‘poderes da alma’), que são, ainda uma vez, apenas poderes, mas que refletem, entretanto, um caminho para o Coração.
O Coração é também o estabelecimento, em meio à Unidade, da Vibração.
***
A diferença essencial, também: a Vibração ligada ao ‘corpo de desejo’, manifestada no nível da ilusão (que nós chamamos, com vocês, de ilusão Luciferiana) vai desencadear uma série de coisas ligadas à visão.
Visão surgindo precisamente com os olhos fechados, ou seja, no nível do terceiro olho, o que não existe absolutamente durante o estabelecimento no Ser, onde a própria percepção do que é chamado de Luz Luciferiana não existe mais.
A percepção se torna diretamente empática.
Isso poderia se expressar pelas seguintes palavras, mas que não expressam, contudo, a Verdade intrínseca do que é vivido: a visão Luciferiana é uma projeção em uma tela denominada mental ou na tela do terceiro olho; a visão do Coração é um conhecimento instantâneo.
Há conhecimento direto, conhecimento estabelecendo-se pela Verdade do que é percebido, na Unidade, e não mais por qualquer identificação visual ligada aos olhos fechados.
Toda a diferença está nesse nível.
***
As Vibrações, é claro, acompanhando o ego espiritual no corpo de prazer, nada têm a ver.
No ‘corpo de desejo’, ou no ‘corpo do ego espiritual’, a Energia pode ser muito ampla, mas ela é de natureza diretamente procedente do ‘corpo de desejo’.
Ela vai, portanto, envolvê-los, encantá-los, exaltá-los, conduzi-los a condutas que nada têm a ver com o Coração.
A Energia do Ser, ou ‘corpo do Ser’, que se manifesta no nível do Coração, vai colocá-los em ressonância ao nível do Coração e vai fazê-los apresentar características semelhantes, mesmo se isso permanecer do domínio da experiência e não do estabelecimento da Vibração, daquele que manifesta esta Vibração cardíaca.
Há uma diferença essencial, também, é que a Vibração do ‘corpo de desejo’, no ego espiritual, vai provocar uma série de desvios.
Ela vai arrastá-los, obviamente, na emoção.
Vai exacerbar as suas próprias emoções, ao invés de contê-las e de controlá-las.
É toda a diferença com a Vibração daquele que está no Coração e, portanto, no ‘corpo do Ser’.
Evidentemente, é muito lógico que muitos seres humanos sejam seduzidos, literalmente, pelos ‘poderes da alma’.
A visão das suas vidas passadas, a visão de uma série de coisas em relação com o terceiro olho pode ser extremamente sedutora e perturbadora.
Mas, em qualquer caso, e toda a armadilha está aí, isso não vai corresponder a um estabelecimento no Si.
***
Quanto mais se desenvolver a Vibração do terceiro olho, mais vocês irão se afastar da Vibração do Coração.
Não pode existir, de maneira simultânea, Vibração do Coração e Vibração do terceiro olho.
Por outro lado, é evidente que, com as Núpcias Celestes, o terceiro olho não está mais limitado à sua parte congruente denominada Triângulo Luciferiano, já que houve o Coroamento, a Redenção e, portanto, há realmente chakra existente no nível do terceiro olho.
Mas o chakra não é unicamente o terceiro olho, ele é o conjunto da Coroa percebida no nível da cabeça.
Isso é já uma distinção extremamente importante.
Em seguida, observem, em vocês, o que se estabelece.
Será que se estabelece, em vocês, a reação?
Será que se estabelece, em vocês, um estado de Paz, de serenidade, de vacuidade e de plenitude ao mesmo tempo?
Ou então, será que se estabelece em vocês uma falta, um desejo, uma necessidade?
Toda a diferença se situa também, na sua Consciência, nesse nível.
E, enfim, algo que jamais poderá enganá-los, seja qual for o aspecto Vibratório - quer seja nas primeiras etapas do estabelecimento do corpo do Ser, como em sua realização final, denominada Maha Samadhi - obviamente há percepção consciente de uma Vibração existente ao nível do peito.
Algo que jamais vai existir ao nível do terceiro olho e do ego espiritual.
***
Certamente, alguns seres puderam viver a experiência inicial de Vibração do Coração, mas não é por isso, se o ego espiritual tomar a dianteira, que eles vão se estabelecer na Vibração do Coração.
emoção participa, irremediável e definitivamente, como eu disse, do ‘corpo de desejo’.
O Coração Vibral é tudo, exceto uma emoção.
Ele é estado.
Estado de Ser.
Estado de realização.
Estado de Despertar autêntico e não de Despertar Luciferiano.
O ‘acesso ao Si’, pela Vibração do Coração, vai conduzir, sobretudo neste período (o que não era possível na minha época e também durante vários anos depois), ao que é chamado de Corpo de Estado de Ser.
Uma série de sinais também pode se manifestar, naquele momento, significando que o momento não chegou para acederem a este Estado de Ser, mas para se estabelecerem, cada vez mais duravelmente, no Si.
Naquele momento, podem se manifestar o que eu chamaria de Energias coercitivas no nível das raízes dos membros, impedindo-os, literalmente, de deixar esse corpo, pois não houve suficiente transcendência do ‘corpo de desejo’.
De fato, a Vibração do Coração e o estabelecimento da Consciência, no Ser, vão dissolver e desagregar progressivamente, de acordo com tempos que são diferentes para cada um, o ‘corpo de desejo’.
Isso pode se estabelecer instantaneamente, como levar, apesar da quantidade e da qualidade da Luz que chega até vocês, algum tempo.
Durante esse tempo, é importante respeitar as demandas da Vibração do seu corpo que são, de fato, as demandas da própria Luz que lhes permite evitar as armadilhas.
Aí estão as poucas palavras que eu tinha necessidade de lhes comunicar, relativas às emoções e ao Coração.
Eu estou, evidentemente, à disposição de vocês, para completar esta exposição, se isso for necessário.
***
Questão: o que você entende por respeitar as Vibrações do nosso corpo?

Há momentos, quando a Consciência se estabelece em meio ao Coração, em que o corpo vai manifestar sensação de gravidade, de peso, que não é destinado a impedi-los de viver o Coração, muito pelo contrário, mas unicamente destinados a estabelecê-los ainda mais facilmente no Coração.
A percepção, mesmo de incômodo, de dor, no nível dos membros ou de segmentos dos membros, vai fortalecê-los no estabelecimento no Ser.
Não há que combater.
Isso não é um tormento.
Isso não é um impedimento, mas, bem mais, uma direção da Energia, inteiramente, para o Coração.
O relaxamento das extremidades e dos membros poderá ocorrer a partir do momento, como eu disse, em que o ‘corpo do desejo’ for suficientemente dissolvido.
***
Questão: poderia dar um exemplo de desejo e um método para transcendê-los?

Cara Irmã, assim como eu disse, não é possível transcender o desejo combatendo um desejo, pois ele irá voltar, inexoravelmente, sob a mesma forma ou sob outra forma.
Querer combater o desejo é uma ilusão.
Não pode haver luta contra um desejo.
Um desejo corresponde a uma falta e qualquer falta, na matriz, tem necessidade de ser preenchida.
Assim, portanto, não há exemplo a dar.
Apenas no estabelecimento do Ser que pode se dissolver, começar a se dissolver, o ‘corpo de desejo’, mas absolutamente não antes.
***
Questão: aspirar ao Estado de Ser pode ser uma forma de desejo?

Tudo vai depender se houver abertura do Coração ou não.
Se a Vibração do Coração estiver ativa, naquele momento, há uma aspiração que não é um desejo, nem uma vontade.
Eu chamaria isso de ‘tensão’, ligada ao abandono à Luz.
Esta tensão não pertence ao corpo de desejo, já que ela nasce em meio mesmo à Vibração do Ser.
O que não é de modo algum a mesma coisa.
A partir do momento em que o ‘corpo do Ser’ não estiver desperto, naquele momento, a tensão para o Estado de Ser reforça o ‘corpo de desejo’.
Ela irá provocar, naquele momento, ainda mais frustração, ou mesmo negação.
***
Questão: é o abandono à Luz que vai permitir a dissolução do corpo de desejo?

Perfeitamente.
Você pode começar a se estabelecer na Vibração, pela experiência, em meio ao Ser.
Algo hoje extremamente mais fácil do que antes da chegada da primeira Onda Galáctica.
É por isso que nós insistimos no fato de que não há qualquer barreira além daquela do ego para aceder à dimensão do Coração.
Obviamente, o modo de ali aceder pode ser diferente para cada um, ainda mais que o ‘corpo de desejo’, como eu demonstrei, é uma oposição importante ao estabelecimento no Ser, pois o ‘corpo de desejo’ apenas existe pela existência de desejos e de faltas.
Preencher uma falta, seja ela qual for, não basta para fazer desaparecer o ‘corpo de desejo’ porque, naquele momento, o ‘corpo de desejo’ irá encontrar outras faltas para preencher e isso é sem fim.
Apenas na realização do Ser ou, em todo caso, começando a viver as experiências do switch da Consciência, como lhes foi proposto, que vocês poderão, pouco a pouco, começar a dissolver e a desagregar, literalmente, o ‘corpo de desejo’.
Ainda uma vez, esta dissolução, esta desagregação pode apenas ocorrer se houver o abandono à Luz.
abandono à Luz, assim como expôs o Arcanjo ANAEL, é um dos elementos motores da realização do Si e do Estado de Ser.
abandono à Luz é o abandono da sua própria vontade, correspondendo, assim, às frases pronunciadas por CRISTO, e que são bem reais: «que a sua vontade seja feita, e não a minha».
Naquele momento, há aceitação da entrega da sua própria vontade, não a uma autoridade exterior, mas a uma autoridade Interior, que é a FONTE e, portanto, a Vibração do Coração.
Então, é claro, desde a associação das novas frequências, uma chave lhes foi dada: o estabelecimento da nova Tri-Unidade.
A ativação do que é chamado de 9o. Corpo favorece a eclosão do que é denominado Samadhi, favorece, portanto, assim, de maneira direta e indireta, o estabelecimento da sua Consciência no Ser.
É preciso então passar, naquele nível, da experiência ao estabelecimento permanente.
O que apenas pode ser feito pela repetição da própria experiência do Samadhi ou da Vibração do Coração.
Alguns seres ali chegam na primeira vez e se estabelecem de maneira definitiva, instantaneamente, no Coração.
Outros vão ter necessidade, ao contrário, de dissolver progressivamente, pelo estabelecimento da Vibração do Coração, o ‘corpo de desejo’.
Tudo é, evidentemente, em função do seu próprio caminho e não da sua vontade.
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Questão: ao que corresponde o fato de acordar com o peito queimando?

Isso corresponde, incontestavelmente, ao afluxo da Onda Galáctica e das partículas Adamantinas, das partículas da Radiação do Ultravioleta, do Espírito Santo e da FONTE, que se vertem sobre a Terra já há vários anos.
Agora, isso não basta para fazer um Despertar do Coração, mas são as primícias.
Isso significa que há, efetivamente, acúmulo de partículas Adamantinas no nível do corpo.
O Arcanjo ANAEL lhes falou, há um ano e meio, desta importância capital do abandono à Luz.
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Questão: qual é o significado de sentir um apoio muito forte no nível do terceiro olho?
Cara Irmã, isso depende, obviamente, se o Triângulo Luciferiano estiver invertido ou não.
Ele foi invertido pela ação Micaélica em 16 de outubro, há muito poucos dias.
Assim, portanto, nesse momento, o Triângulo chamado de Luciferiano é levado a trabalhar Vibratoriamente de maneira muito intensa devido mesmo a essa reversão.
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Nós não temos mais perguntas. Nós lhe agradecemos.
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Irmãos e Irmãs na humanidade, eu lhes digo e eu o repito, vocês não estão sozinhos, mas apenas vocês, em particular, que podem se estabelecer no Coração, por que é sua decisão, por que é sua escolha.
Cabe a vocês escolherem, como foi dito e repetido.
Eu os convido a ler e a reler a minha primeira intervenção, há alguns dias, sobre o conceito de choque e de medo (ndr: intervenção de 17 de outubro de 2010) (2).
Vocês ali lançam mão dos mecanismos de funcionamento extremamente precisos do ser humano, quer eles estejam no ‘corpo de desejo’ ou no ‘corpo do Ser’, que serão total complemento ao que eu acabo de exprimir.
Irmãos e Irmãs, o meu Amor e a minha gratidão os acompanhem.
Eu lhes digo até muito em breve.
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1 - UM AMIGO (16.10.2010):
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2 - SRI AUROBINDO (17.10.2010):
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Mensagem do Bem Amado SRI AUROBINDO no site francês:
22 de outubro de 2010
(Publicado em 26 de outubro de 2010)
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Versão do francês: Célia G. http://leiturasdaluz.blogspot.com
Postado por Célia G.
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Transcrição e edição: Zulma Peixinho
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