ANAEL - 1o. de dezembro de 2012 - Autres Dimensions

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- Ensinamentos do Arcanjo da Relação e do Amor -


ÁUDIO mp3 ORIGINAL:

Eu sou ANAEL, Arcanjo. 
Bem-Amados Filhos da Luz, Bem-Amados Filhos da Lei do Um, Bem Amados Libertadores da Terra, que a Paz, o Amor e a Luz estejam em vocês. 
Estabeleçamos, em primeiro lugar, um momento de Fusão, de mim para vocês e de vocês para mim, na mesma consciência, na mesma Unidade e na mesma Presença.

... Compartilhando a Dádiva da Graça ...

Eu venho a vocês, neste dia como durante as semanas anteriores do seu tempo, para responder aos seus questionamentos e interrogações, orientando, no entanto, se vocês quiserem, o sentido dos seus questionamentos inscritos, desta vez, não tanto nos dados gerais referentes tanto ao Abandono, como à Verdade, como ao Absoluto, mas, bem mais, servindo-se justamente do conjunto dos elementos que eu pude lhes comunicar, enquanto Arcanjo da Relação e da Comunicação, durante estes anos.
O objetivo é então, fazê-los questionar sobre o próprio sentido do que eu vou chamar de temporalidade.
Temporalidade enquanto tempo que passa e temporalidade referente a este período atual, a fim de recolocar essa temporalidade (e a interrogação ou questionamento que se relaciona a ela ou que se relaciona a vocês) em relação ao que eu pude exprimir, durante esses anos, enquanto Embaixador do Conclave Arcangélico, mas de maneira mais global, como intercessor entre os diferentes Conclaves e a sua consciência. 
Eu especifico também que, no final das minhas palavras e no intervalo das suas interrogações, nós iremos estabilizar, cada vez mais, neste lugar como em todo lugar, o efêmero com o Eterno, deixando um espaço de Luz aparentando-se e aproximando-se com o Último.
Eu especifico, enquanto as interrogações se levantam em vocês, que, evidentemente, essa temporalidade decorre muito precisamente do que eu nomeei de prazos astronômicos.

***

Pergunta: o que significa o fato de não ter mais vontade de nada?

Bem-Amado, a resposta a isso é muito simples e eu vou apresentá-la de duas maneiras, ilustrando, assim, o que acabou de exprimir o Bem Amado João, antes de mim (ndr: intervenção de SRI AUROBINDO de 1º de dezembro de 2012) (1).
A vontade de nada fazer pode ser considerado, do ponto de vista da personalidade, como uma demissão de um papel ou de uma função (social, moral, afetiva, profissional ou ainda ligada ao que vocês nomeiam, do seu ponto de vista, a vida), expressando-se tanto pela necessidade de se alimentar, de se vestir, de ganhar a sua vida, ou de manifestar interações em meio a este mundo nos diferentes setores que lhes são perfeitamente conhecidos.
Do ponto de vista da Eternidade, nada fazer é justamente entrar na Eternidade.
O fato de ter menos vontade de fazer ou, mais diretamente, de nada mais fazer, é uma demissão da personalidade que se dirige não para o Nada, mas para a Eternidade.
A sua lucidez vai corresponder simplesmente à posição em que você se situa em relação à sua própria pergunta.
No entanto, convém recolocar também esse sentimento de não mais ter vontade de fazer no contexto do que é nomeado “hábitos”, tal como exprimiu IRMÃO K há pouco tempo (ndr: sua intervenção de 24 de novembro de 2012) (2).
Assim, os hábitos, em meio à Humanidade, são extremamente poderosos.
Eles contribuem, à sua maneira, para o estabelecimento e manutenção do ‘sistema de controle do mental humano’: a egrégora social e humanitária e da humanidade visam uma pseudo coesão de uma humanidade Unitária, evoluindo para o Amor.
Não ter mais vontade de fazer nada pode ser traduzido, na verdade, como uma problemática da própria personalidade, que você chama de depressão ou inversão do humor, estresse ou ansiedade.
De fato, é diferente de não ter vontade de fazer nada, estando Tranquilo, de não ter vontade de fazer nada vivido como uma agitação, uma ansiedade, ou uma demissão de tudo o que fazia as suas interações em meio à vida.
Ou isso é realmente uma demissão e irá envolver, de qualquer maneira, o efêmero que você é.
Ou é um impulso para mudar de ponto de vista e para estabelecê-lo em algo que ainda não lhe é conhecido, de maneira global e total.
A observação do “nada fazer” pode então resultar de uma mesma causa, mas levando a uma percepção ou a um ponto de vista que é diferente.
Eu o lembro, para tranquilizá-lo, contudo, de que basta olhar, ler, ver a vida de alguns Seres, tendo realizado o seu ser profundo ou estando Liberados da matriz, como se comportam em suas vidas.
É evidente que, em toda vida humana, existe uma série de componentes variando conforme o tempo, conforme a temporalidade, conforme o humor ou ainda conforme a época que é vivida sobre esta Terra.
Unicamente aquele que estabiliza a sua própria Eternidade é capaz de ver, de maneira lúcida, clara e sem nenhuma apreensão, a Dissolução do seu próprio efêmero, a Dissolução dos seus próprios hábitos.
Do ponto de vista daquele que está inscrito na personalidade: isso representa um erro magistral de falha no encarregar-se da sua própria vida.
Do ponto de vista da Eternidade: aí está a Verdade Absoluta.
Eu os lembro de que “nada fazer” não se inscreve em uma temporalidade que eu qualificaria “usual” e “normal” ou “habitual” da Terra, mas em uma temporalidade alterada correspondendo ao fim de cada ciclo.
Assim, portanto, nada fazer e não ter mais vontade de fazer nada pode ser tanto a expressão de uma patologia como a expressão da uma finalidade mais elevada.
Tudo vai depender, como sempre, do ponto de vista daquele que olha como do seu próprio ponto de vista, enquanto observador em meio ao Si, da sua própria vida.

***

Pergunta: acolher tudo o que se apresenta pode ser considerado como "não fazer nada"?

Bem-Amado, o "fazer" e "não fazer nada" correspondem às ações conduzidas em meio a este mundo: as ações mais usuais e habituais para um corpo (como lavar-se, restaurar-se) que se encontram, eu o lembro, profundamente modificadas, aí também, pela mudança de hábito ligada à sobreposição e à justaposição.
Acolher a Luz é uma das etapas.
A segunda etapa (permitindo chegar, de algum modo, ao “nada fazer”) é, evidentemente, acolher a Luz, mas aceitar deixá-la trabalhar, em vocês, sem interferir, de maneira nenhuma, com ela.
O Abandono à Luz, depois o Abandono do Si (tais como eu os expliquei e desenvolvi amplamente, durante esses anos) encontram, hoje, de maneira muito natural, para vocês, a sua conclusão.
Se esse “nada fazer” se refletir por um questionamento, por uma ansiedade, por um sentimento de anormalidade, então, nesse momento, vocês sabem onde se coloca o seu ponto de vista.
Por outro lado, se esse “nada fazer” se refletir pela maior das beatitudes, então vocês alcançam a Verdade Absoluta.
O “nada fazer” não é uma finalidade, sobretudo que, segundo o ponto de vista, esse “nada fazer” é profundamente diferente, conforme vocês estão inscritos em uma história lógica e temporal ou conforme vocês estão, doravante, posicionados em meio ao que vocês São, na Eternidade.
Assim, portanto, a observação atual desses preceitos que nós lhes demos, para este período, de “nada fazer” ou de “ficarem Tranquilos”, não se refere absolutamente a uma demissão de qualquer das atividades da própria personalidade, mas resulta e decorre diretamente da capacidade, para a Luz, para estabelecer-se em vocês, no que vocês São (uma vez que vocês São a Luz), sem interferências (eu chamaria isso: franja de interferências ligada ao efêmero, ao transitório e à pessoa).
Existem, no entanto (e como isso foi expresso, de diferentes maneiras, nestas últimas semanas transcorridas do seu tempo terrestre), muitas maneiras de assimilar esse Choque da Humanidade, diferentes maneiras de vivê-lo.
Lembrem-se de que as circunstâncias (como eu exprimi, há três semanas e quatro semanas) que se desenrolam em vocês são muito exatamente aquelas que vocês criaram para viver este período, da maneira mais adequada conforme o seu ponto de vista e conforme o que vocês São, em Verdade, e a distância podendo existir entre o que vocês São, em Verdade, e o que vocês percebem disso.
Quanto mais essa distância diminuir, e quanto mais ela tender a desaparecer, mais vocês estarão no que nós chamamos de Shantinilaya ou Beatitude.
Seja o que for que se torne esse corpo, seja o que for que se torne essa vida, seja o que for que se torne este mundo, nesse momento vocês não são mais referidos, nesse momento vocês realizam as palavras de CRISTO: “eu estou sobre este mundo, mas eu não sou deste mundo”.
Esta é a melhor maneira de viver a Vida Eterna e Absoluta.
Nos momentos em que a Luz os chamar, como nos momentos em que vocês acolherem a Luz, o resultado será diferente, conforme o seu ponto de vista, conforme o lugar, de algum modo, em que estiver posicionada a sua consciência: no efêmero da personalidade e do desenrolar da sua vida ou na Eternidade do que vocês São.
O próprio princípio do que nós denominamos “sobreposição” e “justaposição” deixa-se viver a Tranquilidade ou a não Tranquilidade que jamais irá decorrer de uma circunstância exterior, de uma circunstância física, social, moral, afetiva ou profissional.
  O que significa, dito de outra forma, que enquanto vocês acreditarem que, para estarem Tranquilos, vocês dependem do estado do seu corpo, do estado das suas finanças, do estado das suas interações, vocês estão apenas na personalidade.
É apenas quando a Beatitude, a Tranquilidade e a Paz se instalam, sem nenhum esforço, sem nenhuma vontade, sem perseguir nenhum objetivo (seja ele qual for), que vocês encontram realmente a Paz que é a sua Eternidade, a sua Presença e o seu Absoluto.
Assim, portanto, a Tranquilidade ou o “nada fazer” pode ser vivido de diversas maneiras conforme, é claro, onde você mesmo se posicionar.

***

Pergunta: dificuldades de relacionamento podem estar ligadas a ações / reações do passado ou também a formas de freios para impedir-se de se evaporar?

Bem-Amado, eu lhe agradeço a pergunta, porque ela leva exatamente à mesma resposta à qual acabei de dar: tudo vai depender, exclusivamente, do seu ponto de vista.
 Ser afetado no seu presente e considerar que isso pode vir de uma lei de ação/reação passada coloca você mesmo e o sujeita, em certo sentido, a essa lei de karma e de ação/reação.
Eu o convido a ouvir novamente o que eu acabei de responder na primeira questão: você ali vai encontrar, é claro, todas as respostas.
Saiba que, enquanto existir uma dificuldade ou uma resistência ou uma oposição (que isso se refira a um aspecto de relacionamento entre um Irmão e uma Irmã, ou dois membros da mesma família, ou qualquer outra espécie de interação referente tanto às circunstâncias como ao desenrolar da vida), aquele que estiver posicionado, do seu ponto de vista, no Absoluto, não pode ser afetado nem pela doença, nem pelo conflito, seja ele qual for, não dando nenhuma importância ao conflito.
O que não é uma demissão ou uma fuga, mas, sim, estabelecer você mesmo a sua Presença na Infinita Presença ou no Absoluto.
Então, o ponto de vista muda e, o que se deixa ver, nesse momento, não depende mais de qualquer discriminação, nem de qualquer resistência ou oposição.
O importante não é saber se a resistência ou a oposição vem de você ou do outro ou da circunstância, uma vez que isso é ainda considerar que há a interação em meio à personalidade e, portanto, ao efêmero.
Colocar-se a questão do próprio sentido de uma dificuldade vivida, para recolocá-la em uma explicação ou um sentido (seja de ação/reação do passado, seja de qualquer coisa que favoreça a Liberação), volta, grosso modo, para a mesma coisa.
O “ficar Tranquilo” não pode ser afetado seja pelo que for vindo (aparentemente) de um exterior de si, que isso seja, mais uma vez, uma dificuldade entre dois seres ou com uma circunstância em um dado setor da vida.
Unicamente aquele que está Tranquilo, unicamente aquele cujo ponto de vista não é mais do efêmero, mas da Eternidade, pode sentir, de algum modo, a diferença entre um mesmo evento ocorrendo do ponto de vista da personalidade e o mesmo evento ocorrendo do ponto de vista da Eternidade.
Em um caso, haverá reação, haverá punição, haverá perturbação.
No outro caso, não haverá nem demissão, nem indiferença, mas, bem mais, um ponto de vista que transcende e ultrapassa amplamente as próprias condições deste mundo.
Assim (como eu disse há algumas semanas), o que acontece na sua vida é expressamente o que você criou (ndr: sua intervenção de 06 de setembro de 2012) (3).
Mas cabe a você ver, aí também, qual importância você dá ao que acontece, quer isso se refira a você Interiormente, quer isso se refira a esse corpo: a diferença, aí também, irá se situar em função de onde você estiver situado.
No efêmero, você será afetado.
Na Eternidade, você não pode, de maneira alguma, ser afetado, mesmo pelo desaparecimento do seu próprio corpo.
Qualquer sentimento, qualquer sensação, qualquer percepção de uma resistência ou, ao contrário, do que lhe aparece como algo que será libertador, em um dado momento, é apenas o ponto de vista da personalidade.
O ponto de vista da Eternidade é aquele que vai constatar o que acontece.
Que isso seja, por exemplo, o fim desse corpo, que isso seja, por exemplo, o fim de uma relação ou o início de uma relação, nada do que é Eterno pode ser afetado por uma circunstância histórica, pessoal e, de qualquer maneira, efêmera.
O seu ponto de vista dirige, de algum modo, diretamente, o que se manifesta à sua consciência.
A utilização do que você faz, do que se manifesta à sua consciência, é profundamente diferente segundo o ponto de vista que você adotar.
O fim do corpo é chamado de morte.
Para a consciência, o fim do corpo não é certamente a morte.
Mas se sua consciência depender, de maneira que eu qualificaria de abusiva e ilusória, desse corpo, então você é efetivamente dependente desse corpo.
É o mesmo, por exemplo, para um elemento comum à humanidade (que nos é desconhecido) que vocês chamam de dor.
Não é o meu propósito definir a origem ou a causa de uma dor que os afeta, mas sim de ver qual é o efeito dessa dor sobre o que vocês são.
Quaisquer que sejam a expressão, a localização e a intensidade dessa dor (moral ou física), se isso se refletir por uma alteração da sua consciência, evidentemente vocês estão no efêmero, nesse momento.  
Aquele cujo ponto de vista, no momento em que ele a vive, se situar seja no Si, seja na Infinita Presença, seja no Absoluto, não pode de modo algum ser afetado por qualquer circunstância, desse corpo, como deste mundo.
O efêmero e o ilusório jamais são fixos.
Eles mudam o tempo todo.
Esse movimento induz, de algum modo, a linearidade do tempo, de maneira bem mais complexa do que eu apresento.
Mas, em um nível coletivo e individual, trata-se dos mesmos mecanismos empregados.
Se você estiver na sua Eternidade, se você estiver na sua Infinita Presença, como no Si, de modo não mais experimental, mas cada vez mais como um estado estabilizado, o que pode lhe fazer, realmente, uma dor, onde quer que ela seja?
O que pode lhe fazer qualquer transformação ou futuro deste mundo, uma vez que o mundo é você?

***

Pergunta: o que significa o fato de ter calor na periferia do corpo e frio no interior?

Bem-Amado, existem (durante este período, eu diria, de sobreposição, mas também de sobreimpressão, de duas consciências diferentes) modificações extremamente importantes ocorrendo no nível do que é chamado, justamente, de regulação central.
Essa regulação central está diretamente ligada a um órgão específico do seu cérebro, a uma parte específica do seu cérebro denominada hipotálamo e hipófise, assim como, em menor escala, a epífise (pineal).
O conjunto dos processos da regulação chamada de central (como a regulação térmica ou ainda a regulação da saciedade ou da fome) é diretamente comandado, enquanto retransmissor da consciência, pela hipófise e, sobretudo, pelo hipotálamo, e, em menor grau, pela epífise.
A modificação dos ritmos fisiológicos, a modificação das circunstâncias alimentares, assim como do seu humor (no sentido mais amplo), decorrem diretamente das modificações do hipotálamo, da hipófise e da epífise.
Elas estão em ressonância direta (para a hipófise, para o hipotálamo) com o que é nomeado o ponto ER da cabeça, no centro da cabeça.
A chegada da Luz Vibral, juntamente com a Onda da Vida, assim como a sua capacidade para viver os diferentes estados Vibratórios da consciência, torna-os mais ou menos permeáveis à influência do Coração Ascensional, à influência da Lemniscata Sagrada, à influência da Merkabah, à influência do Canal Mariano e se expressa, evidentemente, por modificações, cada vez mais sensíveis e perceptíveis, do conjunto das funções fisiológicas (centrais como do humor).
Este é, portanto, um processo bastante normal, devido à sobreimpressão das consciências.
Eu os lembro, de maneira, eu diria, humorística, de que ali onde nós estamos, nós não temos necessidade de comer outra coisa a não ser a Luz que nós Somos.
Assim, então, é o mesmo para a regulação dita térmica.
O princípio do Fogo (quer se manifeste no nível do Coração, quer se manifeste no nível dos Triângulos Elementares, quer se manifeste no nível celular) está, justamente, em ressonância direta com a penetração da Luz no mais íntimo de cada célula, no mais íntimo de cada Ser.
E, sobretudo, no que toca, em meio a essa estrutura efêmera, o que está ligado, de algum modo, à multidimensionalidade e à sua Eternidade, inscrita, até mesmo, nessa biologia corporal, contudo alterada e seccionada de algumas fitas de DNA.
Assim, portanto, as modificações de percepção térmica, as modificações de ritmo e de intensidade de sono, como de alimentação, ilustram apenas uma única e mesma coisa: a modificação extremamente importante do que é chamado de hipófise-hipotálamo, em ressonância e em relação, como eu exprimi, com o ponto ER do peito (quer dizer, o timo), modificando também o seu sistema imunológico.

***

Pergunta: quais são as transformações induzidas quando se assiste às suas canalizações?

Bem-Amado, quanto a isso (parece-me) foi dito pelo seu Comandante, por ele próprio, referente, por exemplo, às Núpcias Celestes: o aspecto Vibral está sempre presente (ndr: O.M. AIVANHOV - As “Núpcias Celestes” referem-se às intervenções de MIGUEL de 17 de abril a 12 de julho de 2009) (4).
Para aqueles que assistem ao que você chama de “canalização”, para aqueles que escutaram o que foi dito pelo Arcanjo MIGUEL, para aqueles que leem, hoje, existe um impacto Vibratório.
Esse impacto Vibratório não está ligado à adesão às palavras que nós pronunciamos, nem à crença no que nós pronunciamos, mas, bem mais, diretamente, ao impacto da Luz Vibral.
O que acontece, nesse momento, não é diferente do que você pode viver a sós, a partir do instante em que não existir mais interação do seu efêmero em meio à sua Eternidade.
Deixar estabelecer-se um novo ponto de vista é abandonar (como talvez você já saibam) toda referência, todo posicionamento, em relação a um conhecido, em relação a uma explicação, ou a uma busca de sentido.
A Luz Vibral, tal como ela ocorre, durante este espaço (agora, ou em leitura, ou em escuta), não está de modo algum destinada a alimentar o seu mental.
Em resumo, eu poderia dizer que eu alimento de sentido, o seu mental, permitindo que se expresse, em você, a parte mais alta do que você É, em Verdade: aquela que aflora à sua consciência e da qual você não tinha, necessariamente, realmente, consciência, uma vez que isso se situa em um nível do que foi chamado, classicamente, na sua língua, de “subconsciente”.
O supraconsciente tem a capacidade, de algum modo (supraconsciente para Supramental), para estar em ressonância, por pontos específicos, com o que é chamado de efêmero, mesmo se não houver sobreposição totalmente exata, e possibilidade de coexistência comum, dos dois estados, em um longo prazo (em um prazo Terrestre como em outras noções temporais).
É importante apreender que o mecanismo que se estabelece decorre diretamente do que é nomeado uma Comunhão.
Aquele que Vibra não estará mais sujeito ou submisso no próprio sentido da frase, à localização da vírgula ou do ponto, não será, portanto, dependente de um sentido ou de outro.
Se eu tomar, por exemplo, as intervenções do Arcanjo URIEL, vocês puderam constatar que ele joga (no sentido Vibral) com o sentido das palavras, a fim de lhes permitir, no nível da consciência como do cérebro, ultrapassar o mecanismo de funcionamento habitual da linguagem, passar de uma linguagem oral carregada de sentido e de significação, de metáforas como de explicações, para uma linguagem que impacta diretamente os aspectos Vibrais (ou energéticos, se você preferir) que não tem mais nada a ver com a energia emocional, mental ou ainda etérea alterada.
É a melhor maneira possível de recriar o que nós nomeamos o Novo Éter ou Éter Unificado ou Éter do Fogo.
Assim, portanto, você pode escutar o que eu lhe digo em diferentes níveis: do ponto de vista da personalidade, do ponto de vista do Si ou ainda do Absoluto.
Aquele que está no Absoluto não tem mais necessidade de compreender o menor sentido do que é dito, mas de simplesmente viver a Luz e o que daí decorre, ou seja, a Paz, a Alegria, a Serenidade e a Morada da Paz Suprema.
A Luz é a Morada da Paz Suprema.
Ela é Shantinilaya e aquele que é Luz não pode considerar sair desse estado de Paz Suprema, somente a personalidade considera isso, por meio de uma série de elementos pertencentes à personalidade, como o que vocês chamam de responsabilidade, compromisso, dever moral, obrigações (quaisquer que sejam essas obrigações), retomando, aí também, o que pôde dizer CRISTO: “o pássaro se preocupa com o que vai comer amanhã?”.
O Abandono do Si pode ir, para alguns de vocês, até esses extremos (concebidos como extremos pela personalidade) como, por exemplo, de não mais ter isto ou aquilo ou de ter demais isto ou aquilo.
Isto, aí também, é exatamente o mesmo princípio e os mesmos mecanismos de funcionamento relacionados tanto à saúde (como vocês dizem) desse corpo físico, como do seu mental, como do seu Ser, na sua totalidade.
Assistir a uma canalização estritamente de nada serve se você se colocar, de imediato e exclusivamente, de acordo com o sentido da personalidade que vai, sem parar, perguntar se o que é dito é verdadeiro ou não.
Eu o convido, para isso, a reler atentamente o que eu pude falar, em várias ocasiões, sobre a Verdade Absoluta e a verdade relativa (ndr: ver em particular as intervenções de ANAEL de 10 e 13 de agosto de 2010) (5).
As verdades relativas pertencem a um campo de experiência que lhe é próprio, a um quadro experimental ligado à sua história, ao seu histórico, ao seu passado e às suas projeções, em meio ao seu futuro ou mesmo ao seu instante presente.
Aquele que transcendeu isso (não por qualquer vontade, mas, bem mais, pelo Abandono à Luz) não se coloca mais a questão do sentido das palavras, nem se coloca mais a questão da veracidade segundo a verdade relativa (do que é dito, anunciado, chegado ou não), mas, bem mais, segundo a Eternidade da Luz, independente totalmente de qualquer circunstância deste mundo como da pessoa.
Aí também, conforme onde você estiver, você verá as coisas de duas maneiras, às vezes totalmente opostas, ou mesmo contraditórias.
Ver as coisas como contraditórias jamais irá lhe permitir estabelecer a Paz, quer seja no que nós dizemos, como em qualquer acontecimento da vida.
Por outro lado, se você não se preocupar mais com o que você vai comer amanhã, a palavra que pode ser empregada (embora possa ser confuso), nesse momento, é a palavra Fé. 
É evidente que tendo talvez ouvido, lido, algumas obras ou algumas intervenções das Estrelas, pode lhes aparecer de maneira clara, que é na Divina Providência, na Divina Graça, no próprio Abandono à Graça, que a Graça ocorre.
Não são vocês que vão buscar a Graça.
Não são vocês que vão buscar uma solução.
Isto não é, tampouco, uma renúncia, mas, sim, uma mudança de ponto de vista.
Aquele que estiver na personalidade será sempre guiado pelo medo, pelo problema da escolha e pelo problema da veracidade, da realidade e da verdade do que é enunciado.
Aquele que está na Vibração não ouve mais, até mesmo, as palavras, nem mesmo o sentido das palavras que nós pronunciamos, mas isso, aí também, é uma forma de aprendizado que nós demos a vocês, pacientemente, durante todos esses anos.
A diferença temporal é que, doravante, não há mais tempo necessário para se ocupar disso.
Unicamente a via mais direta, mais rápida, mais simples, é viver com o que você É, no instante presente em que outros Irmãos e Irmãs da sua humanidade, ou ainda de outros mundos, estão em sintonia (eu diria) com você, pelo sentido da sua escuta.
Eu vou concluir dizendo que nenhuma palavra, nenhuma frase, nenhuma imagem, nenhuma circunstância, pode estabelecer a Paz Suprema, sobretudo, não em meio a este mundo.
Mas é necessário, contudo, aceitar na totalidade este mundo uma vez que, quaisquer que sejam sua ilusão e sua alteração, se não houvesse o princípio da Vida, bem, muito simplesmente não haveria vida possível.
Dessa maneira, então, não é rejeitando a personalidade que se alcança a Eternidade, é interessando-se pela Eternidade: “busquem o reino dos Céus e o resto lhes será dado de acréscimo”.

***

Pergunta: o que nós deveríamos saber sobre a Porta KI-RIS-TI?

Bem-Amado, o que é nomeado KI-RIS-TI (você talvez tenha apreendido) é o Princípio Solar.
Nós escolhemos essa denominação para não ofuscar as crenças de muitos seres humanos quanto à existência e à mensagem emitida por CRISTO.
KI-RIS-TI é o Logos Solar.
Ele é o princípio CRISTO - MIGUEL.
Não é somente MIGUEL.
Não é somente um personagem histórico.
KI-RIS-TI é o Filho Ardente do Sol.
Aquele que realizou o Sol, em si, e que diz: “Pai, que se faça a sua Vontade e não a minha”.
Quer dizer aquele que (e eu coloco a palavra entre aspas) “crucificou” a sua existência.
É necessário o último sacrifício: a Doação de Si à humanidade, a Doação de Si à Luz.
 KI-RIS-TI está, é claro, ligado a uma linguagem Vibral que vem (como nós já dissemos e talvez vocês se lembrem) do sumério original, denominada linguagem cósmica.
Essa linguagem cósmica é uma linguagem que usa as sílabas.
Essas sílabas carregam significado, nelas mesmas.
Essas três sílabas fazem sentido, na acepção de uma palavra procedente de uma representação, de uma compreensão e de uma experiência, qualquer que seja a palavra.
Por outro lado, tomar a sílaba ultrapassa largamente a origem, mesmo semântica, da palavra, mas resulta diretamente no aspecto Vibral: quase como as sílabas sagradas.
KI-RIS-TI é então um Duplo, um Duplo Solar, cujo corpo é multidimensional.
É a Luz que aquece.
É o Fogo que purifica.
É a Vida, em todas as suas expressões, em todas as suas manifestações, quer seja nesta Dimensão como em qualquer Dimensão.

***

Pergunta: se o círculo é uma forma confinante, o que é das mandalas?

Bem-Amado, mais uma vez, tudo depende de onde você se situar.
Enquanto você estiver no efêmero criado, recriado, observado uma mandala, seja ela qual for, apenas fixa sua atenção, apenas fixa sua intenção sobre um objetivo contido nessa mandala.
O círculo, como a esfera, são estruturas ardilosas, nelas mesmas, por que no princípio do círculo (como da gota, como da elipse), há essa noção de repassar pelo mesmo ponto, de maneira cíclica, mesmo se for em outro nível.
O princípio do Universo, tal como é observável (quer seja na observação do curso do Sol, como é deixado se ver com a tecnologia moderna, com os cálculos matemáticos, com os cálculos físicos modernos), ocorre apenas por meio do que pode ser perceptível e, portanto, observável.
Mas, nada lhes diz (e seus cientistas começam a se pôr em dúvida) que o que vocês observam corresponde à totalidade da vida, mas, sim, eu diria, a algo que é totalmente incompleto.
O que vocês chamam de “vazio”, o que vocês chamam de “nada”, não é senão a Luz e a sua Beatitude.
Do ponto de vista da lagarta: um buraco negro põe fim à vida.
Do ponto de vista da borboleta: um buraco negro é o retorno à Vida.
Uma mandala é, portanto, útil, até certo grau de transcendência e de evolução da personalidade, mas nenhuma mandala, assim como nenhum ser exterior a vocês, pode Liberá-los: há apenas vocês, e somente vocês, que se Liberam.
E a única maneira de ser Livre, de se Liberar, é o Abandono do Si.
E isso não depende de nenhuma crença, de nenhuma circunstância exterior, nem mesmo de qualquer mandala, como, aliás, de nenhuma figura geométrica perfeita.
Simplesmente, existe, em meio ao que nós chamamos de princípio das formas (e eu já tive ocasião de me expressar sobre isso), uma onda de forma ou uma onda para efeito de forma, inscrita em uma temporalidade bem mais vasta do que aquela que a sua consciência (mesmo sobre este mundo e mesmo Liberado) pode assimilar.
O Absoluto (mesmo, com forma) não pode ser representado em algo que escapa ao próprio campo da consciência e que absolutamente não se refere à consciência, mas ao Absoluto.
Para a consciência, em todo caso, uma forma é sempre, sem nenhuma exceção, um confinamento.
Enquanto a sua consciência for dependente de uma forma (mesmo mutável de Dimensão em Dimensão, mesmo vocês sendo Absoluto), vocês dependem (certamente não como aqui, aí onde vocês estão), no entanto, de uma forma, uma vez que a consciência, nesse momento, está inscrita em uma forma.
E uma forma é animada de consciência.
Eu diria, até mesmo, que é a consciência mais estável no tempo.
Essa noção de estabilidade vai ser encontrada nas meditações, como realizam alguns povos, por exemplo, diante de um tanka ou um tapete de oração constituído geralmente de mandalas.
A mandala não deve se tornar uma finalidade, mas deve ser vista como um elemento de focalização, de transcendência da consciência do efêmero, mas que jamais permite alcançar a Eternidade.
Mas isso pode representar, em certo sentido, a ilusão de um caminho válido.
Toda forma (seja ela qual for, seja qual for a sua definição, seja qual for a sua abordagem, seja qual for o seu Universo Dimensional) é apenas um estado transitório da consciência, ligado à manifestação da referida consciência.
Vocês têm a experiência, sobre este mundo, em que a sua forma se inscreve (em sua própria mobilidade) entre o que é chamado de nascimento e morte.
Quando a sua forma desaparece, o que permanece? : o sem forma.
Naquele momento, não há mais nem mandala, nem estrutura geométrica perfeita.
Mas a forma é um dos suportes da manifestação Dimensional.

***

Pergunta: por que a confiança ainda pode alternar com a dúvida, em particular no sentido de não se sentir pronto no que se vive hoje?

Bem-Amado, a personalidade nunca estará pronta para qualquer coisa além de si mesma. 
Enquanto você considerar que é necessário estar pronto ou não pronto, enquanto houver a inquietude quanto ao sentimento de estar pronto ou não pronto, diga-se que isso é apenas uma interrogação do seu próprio mental.
Assim, então, existem possibilidades de viver experiências.
Essas experiências estão (como eu já desenvolvi nas últimas semanas) diretamente ligadas a uma aprendizagem.
Mas é profundamente diferente viver as experiências e viver um estado estabilizado.
O que você coloca como questão decorre diretamente desse princípio.
Enquanto houver a experiência (mas não a estabilização de um estado), haverá (e, sobretudo, durante este período, extremamente breve, de sobreimpressão ou de justaposição), verdadeiramente, esse mecanismo de observação da sua própria consciência que passa de um estado a outro por que, justamente, nenhum dos dois estados está estabilizado.
A personalidade jamais poderá estar estabilizada.
A Eternidade estará estabilizada, na totalidade, quando o seu ponto de vista estiver exclusivamente aí onde você É: em meio à sua Eternidade.
Você não é implicado nem pelas dúvidas, nem pela inquietude.
O que sugere que isso vem de você, não é nada além do que a ação da Luz sobre o seu próprio mental.
Tornar-se observador é não mais tomar parte no que acontece em meio à própria consciência, que isso diga respeito ao Samadhi, que isso se refira ao fato de conduzir um veículo a motor, que isso se refira a uma interação com outro Irmão ou Irmã da sua humanidade.
Os sentimentos de inquietude, de ansiedade, de agitação, de questionamento, de dúvida, de raiva ou de medo, serão sempre apenas o reflexo da própria personalidade.
Aquele que alcança a Infinita Presença, aquele que está estabelecido além de todo estado (quer dizer, o Absoluto com forma), ri de tudo isso.
Por que mesmo se isso chegar no nível do limiar de percepção consciente, isso é vivido como uma intromissão e não modifica em nada o que foi estabilizado (seja no Absoluto, na Infinita Presença).
Mas o próprio processo atual os coloca diante do que eu chamaria de últimas dúvidas, as últimas raivas e, sobretudo, os últimos medos: aqueles de se desprender, aqueles de se Abandonar, aqueles de confiar no que você É, na Eternidade, e que, no entanto, você não conhece enquanto você não estiver estabilizado.
A Luz é a Paz: eu repito a vocês, a cada vez.
Se vocês São Luz, em que a Paz poderia ser perturbada por qualquer transformação deste mundo, desse corpo, de uma relação, de um trabalho, ou do que quer que seja?
Vocês vão, de algum modo, dar-se conta disso, assim que vocês se tornarem cada vez mais observadores de vocês mesmos: não como uma doença nociva visando descortinar tudo o que acontece (em busca de um sentido ou de significação), mas, bem mais, como a clara consciência do que acontece em vocês.
Do mesmo modo que a um dado momento a Luz iluminou a Sombra, hoje a Luz vem lhes dizer: “você é Luz, na totalidade”.
Em que a Luz, que você É, se preocupa com alguma coisa referente a algum efêmero, seja ele qual for?
Aquele que está na Paz, permanece assim, mesmo na guerra.

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Nós não temos mais perguntas, nós lhe agradecemos.

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Bem-Amados Filhos da Luz, Bem-Amadas Sementes das Estrelas e Libertadores, eu vou terminar com estas palavras: que a Paz, o Amor, a Luz e a Alegria se inscrevam em vocês e na Eternidade.
Com todo o meu Amor, eu lhes digo: até uma próxima vez e até breve.
Adeus.


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NDR:

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1 – SRI AUROBINDO (01.12.2012)
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2 – IRMÃO K (24.11.2012)
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3 – ARCANJO ANAEL (06.09.2012)
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4 – As 12 Etapas das NÚPCIAS CELESTES (ARCANJO MIGUEL)
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5 – ARCANJO ANAEL (10.08.2010 e 13.08.2010)

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Mensagem do Bem Amado ARCANJO ANAEL no site francês:
1º de dezembro de 2012

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Tradução para o português: Ligia Borges

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Edição: Zulma Peixinho

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