MA ANANDA MOYI - 18 de setembro de 2012 - Autres Dimensions

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Eu sou MA ANANDA MOYI.
Irmãs e Irmãos da humanidade, presentes sobre esta Terra, eu me dirijo a vocês, ao mesmo tempo, como Estrela AL, como portadora do Fogo e como Iniciadora do Manto Azul da Graça.
Eu lhes peço, efetivamente, para desejarem acolher o meu Amor (que é seu), e permitam-me estar ao seu lado.
Eu venho, de algum modo, completar o que lhes foi comunicado por IRMÃO K, quando de uma das suas últimas intervenções, referente a esse questionamento essencial, que deve ser o seu, doravante, que é: «Quem são vocês?».
Então, como sempre, eu vou falar o mais simples possível, não do que vocês são (porque vocês, sozinhos, podem descobrir e sê-lo), mas, bem mais, para chamar sua Atenção sobre o que vocês não são.

***

Como lhes foi explicado (e, talvez, como vocês tenham vivido), além do personagem que vocês representam sobre esta Terra, além mesmo da sua história sobre esta Terra, das suas encarnações, das suas reencarnações, existe algo que vocês São, bem além de suas vidas, bem além do que acontece quando vocês falecem e quando vocês voltam, em seguida.
Vocês São, antes de tudo, esse Absoluto.
Vocês São, antes de tudo, uma Consciência, livre para experimentar, para viajar.
Uma Consciência Criadora dela mesma.
E vocês São, antes de tudo, Luz e Amor.
Então, é claro, dizer-lhes isso não basta, mas já permite, se vocês quiserem, definir que vocês nada são do que pode estar absolutamente evidente.
Vocês nada são do que pode aparecer e desaparecer nesse mundo.
Vocês são bem maiores do que isto, bem mais vastos do que em seus sonhos os mais loucos.
Mas isso é preciso vivê-lo, aqui, encarnado, puxar para a consciência (puxar em uma forma de memória, que não é uma) a sua Eternidade.
Despertar, Revelar-se e, sobretudo, Liberar-se das armadilhas do personagem.
Então, é claro, existem muitas etapas que lhes foram longamente descritas e que, talvez, vocês tenham vivido e percorrido, longamente.

***

Mas, hoje, o Apelo da Luz pede a vocês muito mais do que isso.
Ele lhes pede para reencontrar a sua Herança, o que sempre esteve aí, o que é independente, de algum modo, desse corpo, dessa vida, dessas vidas e que, no entanto, anima esse corpo, essa vida e essas vidas: um ser de contentamento, uma consciência que não conhece nem limite, nem restrição, nem falta.
E, no entanto, tudo o que aparece no personagem que vocês vivem é, obviamente, repleto, eu diria, do oposto de tudo isso, devido à própria presença do limite de um corpo, devido à presença do limite de suas próprias percepções e, mesmo, da sua própria consciência nessa pessoa.
Vocês todos sabem que existem (e que sempre existiram), sobre esta Terra, seres que transcenderam os limites da encarnação, do que vocês poderiam chamar de karma, e que descobriram algo que é (e que era raro e não habitual), algo em que se manifesta outra coisa, que, justamente, o que é o atributo do personagem que vocês são, atualmente.

***

É, de algum modo, isso, que vocês podem reencontrar.
É, de algum modo, o que vocês podem ser, a partir de agora, a partir do instante em que, de algum modo, vocês renunciam, não à vida, é claro, mas às ilusões e aos apegos desse mundo.
Eu não voltarei sobre isso, porque a maior parte dos ensinamentos (de onde quer que eles venham) deu, de diferentes modos, esses elementos.
Eles foram levados à sua sagacidade, à sua interrogação e ao seu questionamento.
Viver o que está além do que é limitado, ao mesmo tempo permanecendo nesse limitado, deixa-se viver uma consciência que não é comum.
Certamente, vocês têm feito experiências disso, vocês têm vivido estados e está muito bem assim.
Mas, hoje, é preciso ir mais longe.
É preciso, verdadeiramente, descobrir quem vocês São, revelá-lo, de algum modo, à sua consciência comum.

***

Ora, essa revelação apenas pode ocorrer, para a maior parte de vocês, quando há um desaparecimento ou uma ocultação do que vocês creem ser, no sentido de uma pessoa e de uma vida que se inscreve aqui, aí, onde vocês estão.
Isso não é uma demissão dessa vida, desse corpo, mas, efetivamente, uma transcendência total.
Diversos nomes foram empregados: Transfiguração, Ressurreição, Transubstanciação.
Da minha parte, eu falarei de Shantinilaya e também do Manto Azul da Graça.
Porque, quando vocês recorrem a nós, quando nós estamos ao seu lado, quando o Manto Azul da Graça é colocado sobre os seus ombros, quando a Onda da Vida, esse néctar, sobe através das suas pernas, e quando o peito se torna um Fogo devorador, de Amor, então, vocês se aproximam, muito perto, do que vocês São.
É, em especial, o que nós, no Oriente, chamamos de Kali Yuga, que atinge o seu fim, que deve levar ao que nós nomeamos (sempre, junto a nós, no Oriente) o Satya Yuga: uma nova era, um novo mundo, uma nova Luz, um espaço no qual não existirá mais o que lhes é, no entanto, habitual nesse mundo, e que vocês podem, desde já, manifestar, conscientizar-se e se estabelecer nesse espaço de Paz, de Alegria e de Tranquilidade.

***

Paradoxalmente, e inúmeros Anciões disseram a vocês (e, em especial UM AMIGO, que tem a mesma origem que eu, na sua última vida): para ficar Tranquilos, para nada fazer.
Esse nada fazer, eu repito, não é uma demissão ou o fato de permanecer sentado e não mais se mover, mas, efetivamente, uma disposição da sua própria consciência, na sua pessoa e no personagem que vocês creem ser, a fim de deixar trabalhar, em vocês, essa transformação.
De fato (e vocês constatam isso, uns e outros), é nos momentos em que vocês estão alinhados, nos momentos em que vocês se recolhem, de uma maneira ou de outra, é que vocês podem viver alguns estados que são incomuns, não habituais.
A repetição dessas experiências e desses estados deve trazer-lhes, se isso já não ocorreu, a confirmação de que há, efetivamente, outra coisa que não o que vocês fazem no espaço dessa vida.
O Manto Azul da Graça, a Onda da Vida, o Supramental (quaisquer que sejam os nomes e as localizações do que se desenrola e que se revela em vocês) conduziram-nos, à sua maneira, ao seu tempo, a viver algumas coisas.
Eles modificaram, de algum modo, os próprios fundamentos do desenrolar da vida de vocês.

***

Hoje, é preciso ir mais longe, mais longe dentro de vocês, mais longe no «quem são vocês?», «quem são vocês, na Verdade?».
«Quem são vocês?».
Quando nós lhes dizemos, permanentemente, que vocês São Amor, Luz, o Ilimitado, que vocês são a totalidade do Criado e do Incriado, que vocês são o que procuram, há, evidentemente, uma Verdade fundamental, que não é uma crença a adotar, mas, efetivamente, algo a revelar.
Dessa revelação decorre, é claro, o fato de ser Liberado, de não mais estar preso a percepções ligadas aos sentidos, a percepções ligadas a um corpo, a uma história, a uma sucessão de histórias, mas, efetivamente, a um princípio que transcende, que é Amor, Luz.
O Amor Luz é um estado de Êxtase permanente.
O Amor Luz é um estado que nada mais pode vir alterar.
Esse estado conduz, além de todo estado, ao que foi nomeado o Absoluto, o Último, o Parabrahman.
Esse Último, que não é preciso conceber como uma conclusão, mas, bem mais, como algo que, efetivamente, é imutável e que permite, justamente, e que sustenta, ao mesmo tempo, a manifestação do efêmero, a manifestação do que vocês nomeiam a vida, os seus sentidos, esse corpo, as interações que vocês realizam em diferentes setores da sua vida.
Mas a Vida não é essa vida: ela é apenas um elemento dela.

***

A Vida é bem mais ampla do que se deixa perceber, imaginar, sonhar.
É muito difícil imaginar, até mesmo, que vocês possam ser independentes de toda forma, independentes de toda Dimensão, independentes de toda percepção.
Os modos e os mecanismos de funcionamento neste mundo são muito limitados.
Eles são dependentes, é claro, da própria consciência.
Eles são dependentes dos seus sentidos.
Eles são dependentes das suas ideias, dos seus pensamentos, do que vocês podem definir como objetivos.
Mas tudo isso tem apenas um tempo.
Aquele que se nomeia, ainda, BIDI, apressou-os para chamá-los a descobrir, além da aparência, o que vocês São.
Então, a dificuldade provém do fato de que é preciso descobrir isso neste corpo, é preciso descobrir isso, Aqui e Agora, como dizia o Arcanjo ANAEL, o que vocês São.
E descobrir o que vocês São é descobrir, justamente, o que sempre esteve aí, o que jamais se moveu, jamais se deslocou, jamais se manifestou na encarnação, jamais nasceu e morreu.
E isso é o Amor.
Isso é a Luz.
Isso é a única e Última Verdade.
Há testemunhas disso.
As experiências que vocês efetuaram são testemunhas da sua aproximação, testemunhas dessa revelação que está em curso.
Passar a Porta Estreita é, efetivamente, renunciar a tudo o que tem apenas um tempo, a tudo o que existe unicamente nesse plano, definido, eu diria, pelas leis deste mundo e não pela Lei do Amor.

***

Como vocês todos sabem, todas as religiões e todos os seres que se colocam questões sobre si mesmos, põem, sempre à frente, o Amor e a Luz.
Mas quantos de vocês se tornaram esse Amor e essa Luz?
Hoje, vocês são levados ao fim do Kali Yuga, a torná-lo o Amor e a Luz, e isso é uma surpresa para aqueles que não o alcançaram ou se aproximaram disso.
E isso é profundamente natural.
São apenas as resistências, ligadas à própria presença sobre esta Terra (resistências ligadas aos medos, a todos os apegos, a todos os condicionamentos, que são criados por vocês mesmos, mas, também, por todas as interações que existem entre vocês e todos os setores de vida), que os fazem considerar como um ser separado, separado do vizinho, separado do ser amado.
Porque vocês são dependentes de uma forma e das suas capacidades, porque a sua consciência ali está, de algum modo, inserida.
E há, através dessa inserção, um hábito, eu diria, um hábito e um afastamento de si mesmos, no qual o que vocês São, em Verdade, não pode aparecer a vocês, não pode se revelar, justamente, enquanto tudo o que fizer a sua consciência e a sua vida, estiver voltado para o que vocês vivem.

***

A dificuldade é não compreender a palavra como uma necessidade de renunciar ao que quer que seja de exterior a vocês.
A única coisa que vocês têm que manifestar como renúncia é essa renúncia à ilusão, essa renuncia ao efêmero, mas vocês não irão encontrar, contudo, renunciando ao que quer que seja, o que vocês São, em Verdade.
Então, essa renúncia não pode se referir, de modo algum, a tudo o que vocês definem como exterior e ao que eu defino, com vocês, como exterior: seja a sua profissão, sejam as suas ocupações, sejam os seus hobbies ou as suas atividades espirituais, isso nada muda, porque tudo isso são apenas manifestações exteriores.
A dificuldade, para a consciência que está confinada, para nós todos, é perceber o que nós somos além de toda manifestação exterior.
Enquanto nós formos dependentes dos sentidos, nós não vemos o essencial.
Enquanto nós formos afetados pelos sentidos, pelas nossas percepções, pelas nossas interações, nós não podemos ver, em Verdade, o que nós Somos, porque o que Somos escapa, definitivamente, aos sentidos, ao olhar e mesmo à consciência.

***

Isso pode parecer paradoxal porque, efetivamente, todo mundo considera, em princípio, que a consciência pode ser diferente, que ela pode ser separada, que ela pode ser, efetivamente, Unificada, que ela pode ser divina, espiritual, que ela pode estar ligada ao Espírito, à imensidade do Criado e do Incriado.
Mas vocês são, ainda, bem mais do que isso.
Isso não pode ser concebido, não pode ser imaginado, não pode sequer ser uma Vibração, uma vez que é justamente o desaparecimento da própria consciência, mas não como um fim, não como uma aniquilação, mas, efetivamente, um desaparecimento da ilusão, para um aparecimento na Verdade.
Isso acontece aqui.
O Manto Azul da Graça, as Comunhões que temos (e que iremos estabelecer, cada vez mais, com vocês), irão deixar-se viver essa não separação, essa ausência de distância.
E é graças a essas experiências que vocês terão, talvez, a oportunidade de se aproximarem, antes do fim do Kali Yuga, dessa Verdade e de revelar o que vocês São.

***

Então, quem vocês São?
Vocês São a totalidade do que percebem.
Vocês São a totalidade do que veem.
Vocês São a totalidade, até mesmo, do que não podem pensar, nem mesmo conceber, nem mesmo se conscientizar.
Então, dito assim, isso pode parecer abstrato para aquele que não o vive.
Mas há uma porta, uma Porta Estreita, e essa Porta Estreita conduz ao Amor, a viver o Amor, não como algo que seria o ideal, mas, bem mais, como Verdade Final do que vocês São.
E viver isso, Ser isso, além de todo ser, é viver esse Êxtase permanente, que eu vivi e que inúmeros seres viveram, ou por intermitência, ou de maneira permanente, estando sobre esta Terra.
O trabalho de Ascensão da Terra é o trabalho de vocês, em última análise.
Quando nós, orientais, em nossas encarnações, dizemos que esse mundo é Maya, que é Ilusão, uma coisa é dizê-lo, é completamente outra coisa vivê-lo, em consciência e além da consciência.
Nós lhes transmitimos (e lhes foi transmitido) certo número de elementos.
Tudo isso lhes é conhecido, eu não voltarei aí.
Desde as Núpcias Celestes, desde a ativação do que é nomeado chacra, Kundalini, Coroa Radiante, do que é nomeado, também, o Supramental, o que vem do Plano de la Città ou, ainda, o que nasce no nível dos pés (de que há poucos vestígios nos escritos e que leva o nome, no entanto, do que foi chamado de Onda da Vida ou Onda do Éter, o Néctar de Vida).
Mas pouco importa os nomes, são apenas nomes: vocês são tudo isso ao mesmo tempo.

***

Várias Estrelas deram-lhes o testemunho da sua última encarnação, alguns Anciões também.
Eles todos disseram que é desaparecendo de si mesmo, apagando-se de si mesmo, que vocês podem se desvendar e se revelar.
Então, é claro, para a consciência comum, separada (e mesmo para a consciência Unificada), é muito difícil soltar o sentido de uma identidade e o próprio sentido da consciência.
E, no entanto, a solução apenas pode estar aí, não há uma em outro lugar.
Todo o resto são apenas experiências e desenrolares, temporais ou não temporais, ou seja, fora desse mundo.
Mas vocês são bem mais do que isso.
Tudo o que aparece aos sentidos, eu repito, é apenas uma projeção da sua própria consciência.
Então, inúmeros exemplos foram tomados e foram explicados, seja para a ConsciênciaTuriya da Unidade, seja para o Absoluto, o Parabrahman: é evidente que vocês estão aí e continuarão aí, mesmo quando dormem e não têm qualquer lembrança.
No entanto, vocês não estão aí, o mundo desaparece (como foi dito) e, no dia seguinte, vocês reaparecem.
Foi insistido sobre esse momento específico que é o acordar pela manhã ou, ainda, os momentos dos seus Alinhamentos, das suas meditações, das suas orações (quaisquer que sejam as palavras que vocês coloquem), nos momentos em que a sua consciência não está voltada e dirigida para as atividades da pessoa que vocês creem ser (seja uma atividade das mais comuns como as mais maravilhosas desse mundo: é no momento em que isso se interrompe, que vocês descobrem a Verdade do que vocês São.
Então, é claro, há um impulso que eu qualificaria de coletivo: é o momento, é claro, no qual nada mais desse mundo projetado, será aparente.
É a imersão na Luz total.

***

Então, é claro, houve inúmeros profetas (no Oriente, no Ocidente, no extremo Oriente, por toda a parte) que falaram de um momento específico, de um momento no qual a consciência cessa, de um momento no qual não haverá mais nem luz, nem noite, mas haverá o que a consciência separada poderia denominar um Neant, um espaço no qual nada há onde se segurar, um instante no qual não há mais nem tempo, nem espaço, nem marcador, nem corpo.
Então, é claro, essa Passagem dessa Porta Estreita, essa Ressurreição, essa Crucificação é vivida de maneira mais ou menos difícil, e o modo de vivê-lo depende, unicamente (e vocês sabem disso, através de inúmeros ensinamentos), do modo pelo qual vocês são vítimas, eu diria, dos seus apegos.
Não é preciso compreender o apego como um laço a romper, mas como dizia BIDI, como algo que é para ver claramente.
Ver as linhas de predação, ver os laços, quaisquer que sejam: quer vocês os nomeiam familiares, e mesmo que eles sejam os mais felizes, mesmo os mais bem sucedidos e os mais perfeitos para vocês, os mais estabilizadores.
Eles são apenas laços, são apenas dependentes da ilusão desse mundo e da projeção de cada um.
Há projeções que se reencontram e isso dá um laço, seja afetivo, seja ligado a uma competência profissional, ou a uma amizade, é exatamente o mesmo princípio.

***

Quando nós também dizemos que nós estamos, todos nós, em vocês, como vocês estão em nós, há também uma grande parte do mistério, nesse nível.
Porque a consciência, em momento algum, pode apreender que vocês possam ser, ao mesmo tempo, a folha da grama, o vento que sopra, o Sol, a própria Fonte, o conjunto dos Universos, o conjunto dos Multiversos, o conjunto de Dimensões e o conjunto de consciências exteriorizadas e manifestadas.
Porque o que religa tudo isso (que não existe, que permite essa manifestação) é, justamente, esse Absoluto e esse Amor.
Sem Amor, sem Luz, nenhum mundo poderia aparecer.
E, no entanto, esse aparecimento é uma exteriorização, mesmo a mais feliz.
Hoje, vocês devem ver isso.
E ver, como eu lhes disse, em caso algum, pode ser feito com os olhos, porque tudo o que é visto com os olhos, chama uma distância, chama uma separação.
Então, é claro, como foi explicado, também, e como muitos de vocês viveram, há outra visão, que é a Visão Etérea.
Como diria o nosso querido Comandante, e o seu Comandante (ndr: O.M. AÏVANHOV): há o segundo frasco.
Mas o que é esse segundo frasco?
Outra ilusão, mais sutil, mais interessante e, talvez, mais cativante para aqueles que ali acederam, na qual as leis são mais leves, mas ainda há leis.
Ora, o Absoluto não é uma lei, ele é um estado, de fato.

***

O Absoluto e o Último, esse Parabrahman, ultrapassam toda lei.
As leis são ligadas à encarnação, as leis são ligadas aos agenciamentos do que vocês nomeiam Dimensão.
Mas, além das Dimensões, há algo que comporta o conjunto das Dimensões, o conjunto dos possíveis e, eu diria mesmo, o conjunto dos impossíveis.
Então, isso vocês não podem efetivamente representá-lo, ou mesmo imaginá-lo.
O único modo de vivê-lo é desaparecer.
Esse desaparecimento não é uma morte, nem o fato de romper ou de quebrar os laços, quaisquer que sejam, mas, simplesmente, de colocar-se em algum lugar.
Algum lugar onde não haja qualquer interação.
Algum lugar onde não pode haver nem sofrimento, nem prazer.
Algum lugar onde não há sentidos.
Algum lugar onde não há percepção.
Algum lugar onde não há ideia.
Algum lugar onde tudo é imóvel, nada se move e, no entanto, todos os movimentos ali estão compreendidos.
Tudo parece partir desse Centro, mas o Centro está por toda a parte.
Vocês veem, não há definição.
Então (como dizia BIDI, ainda há pouco tempo), nessa noção de esquecer-se de si mesmo, nessa noção de refutação, há um princípio fundamental, mas que vocês não podem ver.

***

A única coisa que vocês não podem ver é vocês mesmos.
Tudo o que vocês veem é exterior a vocês mesmos, e apenas tem existência porque foi sonhado por outras consciências que estão, elas também, exteriorizadas.
Essa noção de a-consciência não é uma aniquilação, mesmo se, efetivamente, do ponto de vista do personagem, for uma aniquilação.
Mas são vocês que têm a inteira Liberdade de decidir permanecer submissos a leis (mesmo se vocês as tiverem escolhido), ou liberar-se de toda lei, a fim de serem Livres e a fim de descobrirem a sua Essência, além de toda percepção.
O Manto Azul da Graça e, sobretudo, a nossa Presença ao seu lado, está aí, para isso.
Nós sabemos (porque nós o vivemos com vocês) que muitos de vocês nos percebem, e essa Presença não é uma Presença que utiliza o mental, não é uma Presença que vai fazer-lhes discursos, mas é uma Presença amorosa, é uma Presença que os convida para essa Passagem, que os convida para essa Ressurreição.
É uma Presença que lhes mostra que não há qualquer separação, e essa Presença passa das palavras.
Ela é simplesmente uma Radiância, ela é simplesmente um contato que pode resultar, se vocês o aceitarem, nos mecanismos que foram nomeados Comunhão, Fusão, Dissolução.

***

E é nessa Dissolução, precisamente, quando vocês aceitam não ser esse corpo, bem como vocês aceitam não ser esse Manto Azul que é colocado sobre os seus ombros (mesmo se isso puder induzir dores ou alterações da percepção de algumas partes do seu corpo), que é o único modo que vocês têm de dar-se conta de que vocês existem, independentemente de tal parte do seu corpo, que vocês existem, independentemente das relações nas quais vocês estão acostumados no jogo de personagens nessa vida.
Então, pouco a pouco, por toques sucessivos, vocês vão descobrir alguns estados, descobrir algumas experiências, viver alguns Samadhi.
E, mesmo tudo isso (como BIDI disse, a um dado momento), é preciso aceitar tudo soltar, é preciso aceitar renunciar a essas percepções, a essa consciência, para descobrir que vocês existem, fora de qualquer corpo, fora de qualquer Dimensão, e que essa existência é o verdadeiro «quem eu sou».
E é aí que há essa Morada da Paz Suprema.
Porque, reencontrando isso, vocês reencontram o que vocês São, o que vocês sempre foram e o que vocês sempre serão, independentemente desse corpo, independentemente de projeções e de relações que possam ser estabelecidas aqui, neste mundo no qual vocês estão.
Isso é, muito exatamente, o que chega, em breve, e, quando eu digo em breve, eu falo em termos humanos, porque isso chega no nível coletivo, e o conjunto do sonho e das interações dos sonhos de uns e de outros, vai dissolver-se, inteiramente.
Porque a Luz, em Sua Inteligência e em Seu retorno (se posso exprimir-me assim), vai deixar-se ver, além dos olhos, além do Éter, o coração do Coração, vai deixar-se estabelecer-se nesse Contentamento total, no qual não pode existir qualquer desejo, qualquer projeção e qualquer consciência.
É muito difícil pôr em palavras o que vocês São, o que nós Somos, mas é fácil aproximar-se da Essência disso, através da Vibração, através da própria Luz e, sobretudo, através da Paz, através da Morada da Paz Suprema.

***

Tudo isso (vocês se apercebem disso, talvez, muitos de vocês), torna-se cada vez mais intenso, cada vez mais informante, cada vez mais controlador, se eu puder dizer.
Isso é o Anúncio (para vocês, para aqueles que o vivem) de uma iminência, e a iminência é essa Revolução, essa Reversão, esse Basculamento, que vai permitir-lhes revelar, inteiramente, essa Verdade.
Durante esse período, como já foi dito, pensem em chamar-nos, pensem em Comungar entre vocês, entre nós.
Não há outro modo de verificar que não há separação.
Não há outro modo de desaparecer para si mesmo, de desaparecer no outro, de desaparecer no Sol, de desaparecer nos Elementos.
Então, é claro, para o personagem, isso pode ser chamado de drama, isso pode ser chamado de perda.
Mas, como vocês podem perder, o que quer que seja, quando reconhecem o que vocês São, o que vocês sempre foram e o que vocês sempre Serão.
É claro, há uma apreensão, porque o Desconhecido sempre dá medo, porque o Desconhecido representa uma Passagem, uma ocultação de algo.
Mas o que se desvenda, o que se desvenda e se revela, nessa ocasião, faz desaparecer bem depressa esse principio de ocultação.
Só o apego, e os apegos, eu repito, são freios, mas freios que não podem manter-se diante do que vocês São, em toda a Eternidade.
O Canal Mariano, perceber o Manto Azul da Graça, ou perceber a Onda da Vida, assim como perceber as diferentes manifestações Vibratórias, levam-nos a viver uma consciência diferente (cada vez mais frequentemente e de maneira cada vez mais importante).

***

Mas lembrem-se de que vocês vão, cada um, a seu ritmo, e que não há que julgar qualquer avanço, porque, de fato, vocês não avançam, vocês não recuam: vocês param de mover-se, é diferente.
Vocês param de exteriorizar-se, de projetar.
Naquele momento, vocês descobrem, efetivamente (como foi dito há pouco tempo), que não há nem distância, nem separação, entre Interior e exterior, e que essa visão (cômoda, até certo ponto) vai mesmo, ela também, desaparecer, pondo fim a toda compartimentação, pondo fim a toda separação da consciência e pondo fim à própria consciência.
Não há qualquer desaparecimento: vocês continuarão aí.
Simplesmente, as circunstâncias de quem vocês São, irão parecer profundamente diferentes.
Mas, além do choque e da apreensão, o contentamento será tal, que em momento algum vocês terão a ideia, até mesmo, de voltar atrás, em momento algum vocês terão a ideia, até mesmo, de recriar algo no nível de uma projeção do que quer que seja.
É ao que vocês são prometidos, é ao que vocês chegam: esse espaço no qual não há mais movimento, no qual não há mais tempo, no qual o tempo confunde-se com o espaço, no qual não há mais corpos separados, não há mais consciência outra senão a sua, que se apaga por si mesma e os faz abrasar (num abrasamento final, ligado ao Fogo do Espírito, ao Fogo do Céu) a totalidade do Criado, do Incriado.

***

O Amor é isso, o Amor é esse Fogo.
O Amor não é um sentimento.
O Amor não é, unicamente, o fato de servir, ou de mostrar aos Irmãos e às Irmãs o que vocês São, de testemunhar, mas de Irradiar esse Amor que vocês São.
Isso passa das palavras.
Isso passa de qualquer comentário.
Porque, quando vocês estão realmente imóveis, quando soltam, quando ficam tranquilos, quando Abandonam o Si e, até mesmo, o sentido de todo «Eu Sou», então, naquele momento, a Verdade explode.
Ela explode e há, naquele momento, uma reconexão, um reconhecimento imediato que dá, em vocês, o efeito, eu diria, de uma bomba, ou seja, vocês reencontram, realmente, o que vocês São que, de fato, jamais havia desaparecido.
Lembrem-se de que é sempre a pessoa e o personagem que procuram algo, mesmo no nível da espiritualidade.
Vocês imaginam que há algo a encontrar, imaginam que há um caminho, imaginam que há modelos, imaginam que há um deus, imaginam que há diabos, imaginam que há a sombra, mas isso é apenas o resultado de uma projeção da consciência.

***

O Amor jamais se moveu: ele jamais teve necessidade de criar o que quer que fosse.
O Absoluto é isso.
Vocês imaginam que há uma fonte, da qual proviria a Luz, e essa Luz parece-lhes distante, vinda do fim profundo da galáxia, que emite uma forma de distância, mas isso jamais foi separado, jamais houve distância.
Então, é claro, são apenas palavras que os fazem experimentar e viver, em vocês, não como uma crença, eu repito, mas, simplesmente, aceitando, abandonando toda veleidade do que quer que seja.
É naquele momento, e unicamente naquele momento, que vocês se tornam Transparentes.
É naquele momento que vocês desaparecem, realmente (como isso pode acontecer em algumas das suas experiências), que vocês descobrem inteiramente a Verdade.
A Liberdade está aí: não há outra Liberdade.
Todo o resto são apenas liberdades temporárias, que não merecem levar o nome de liberdade, uma vez que estão sujeitas a um início e a um fim.

***

O Amor não tem nem início nem fim.
A Luz não tem nem início nem fim.
Não há evolução, não há involução, há, simplesmente (como lhes disse BIDI), jogos de papéis e de pessoas que, desempenhando papéis, identificaram-se a esses papéis.
Há um observador e, além do observador, há Vocês, o que Vocês São.
E o que Vocês São, é esse Amor e essa Luz.
Portanto, se vocês são isso, como imaginar que há algo a procurar?
Há, justamente, uma parada de toda busca, uma parada de toda procura, uma parada de toda veleidade de compreender, porque (como BIDI disse) vocês não podem, em momento algum, compreender o que vocês São.

***

É preciso fazer cessar todo o sistema de conhecimento, porque todo o conhecimento absolutamente não os aproxima de nada.
Como dizia BIDI: todo conhecimento é apenas ignorância.
Reconhecer isso é tornar-se o Conhecimento.
Então, o conjunto de elementos que são levados à sua consciência, aqui, nesse mundo, vai abalar, grandemente, uma série de convicções.
É claro, o abalo dessas convicções pode gerar apreensões, medos.
É nesses momentos que será preciso, efetivamente, lembrar-se de que nós estamos aí.
E vocês sabem disso, porque inúmeros de vocês, em suas noites, em suas meditações, em seus Alinhamentos, vocês nos sentem, mesmo não podendo trocar palavras entre nós.
A troca é muito mais importante pela própria Consciência.
E vocês vão se aperceber disso, pouco a pouco: vocês não vão mais poder fazer diferença entre vocês e a Comunhão com quem vocês estabelecem.
Naquele momento, vocês irão realizar a Fusão, a Dissolução.
Vocês não saberão mais se vocês são esse personagem, se são MARIA, se são um Arcanjo, se são um Sol, se são o vento ou um dos elementos que percorre a Terra, porque vocês não serão mais identificados ao que quer que seja.
Vocês irão apreender, naquele momento, que nesse estado (que está além de todo estado), há uma Alegria inefável, e que vocês não são limitados por absolutamente nada.
É a isso que vocês são chamados, é a isso ao que nós os chamamos, é a isso que a Luz lembra vocês: Ser o que vocês São, além de toda aparência.
Ser Amor e Luz é isso.
Não se demorem, como diria BIDI, nas percepções, não se demorem em todas essas manifestações que, no entanto, são vividas, por vocês, como reais.
Quer o seu corpo lhes pareça desaparecer em uma de suas partes, quer esse corpo faça-os sofrer ou quer vocês provem uma grande Alegria ao olhar uma flor, o Sol, isso nada muda: são apenas percepções que irão desaparecer, mais cedo ou mais tarde.

***

O que vocês São não pode desaparecer.
O que vocês São jamais desapareceu.
É a isso que vocês são chamados.
Então, sim, quem vocês São?
Vocês nada são do que vocês percebem.
Vocês nada são do que vocês pensam.
Vocês nada são do que diz a sua consciência.
Vocês absolutamente nada são de tudo o que fazem na sua vida.
Vocês são além dessa vida.
Vocês são além desse mundo.
Vocês são além de toda Dimensão.
Você são, até mesmo, além de uma origem estelar que, no entanto, existe.
Mas vocês são bem mais do que isso.
Há como que um desvendamento e uma descoberta, e isso está a caminho, é claro.
Isso não se refere mais unicamente ao que foi chamado de Ancoradores, de Semeadores de Luz, de Despertos, de Liberados, mas se refere a toda a Terra, porque há prazos e isso, grandes seres falaram e voltarão a falar, como SERETI, como os Anciões, como o Comandante.
Para isso, vocês devem acolher tudo isso, com a alma de uma criança, ou seja, sem interrogação, sem questionamento.
Acolher é a palavra exata porque, no acolhimento, há a Transparência.
Há a vontade de nada reter.
Não há mais vontade, em última análise.
Há apenas essa vacuidade, esse fato de ficar tranquilo, e isso não tem necessidade de meditar durante meses, durante anos: isso ocorre no espaço de um instante, no seu tempo, nesta Terra.
E isso vai se tornar cada vez mais evidente, para vocês, para um número sempre maior de Irmãs e de Irmãos, que estão sobre esta Terra, ainda.
Então, o que vocês São é para viver: não há qualquer palavra.

***

Eu terminarei com essas palavras para Comungar com vocês, se quiserem, ainda mais profundamente, ainda mais intimamente, pondo fim a toda distância entre nós.
Eu lhes proponho isso, porque é isso o mais importante.
As palavras que eu pronunciei apenas foram destinadas a levá-los a esse ponto, e esse ponto é aí onde nós estamos agora.
É aí onde vamos viver o que nós Somos, e que eu lhes proponho, e que eu coloco aos seus pés e no seu Coração.
Então, se quiserem, nessa Paz, acolhamo-nos, superemo-nos, dissolvamo-nos.

... Partilhar da Doação da Graça...

E eu terminarei por esta frase: o que quer que aconteça ao personagem, o que quer que aconteça a este mundo, lembrem-se de que vocês nada são de tudo isso.
Naquele momento, esqueçam-se, esqueçam-se de tudo, para reencontrar a Verdade.

... Partilhar da Doação da Graça...

Eu sou MA ANANDA MOYI.
Eu sou vocês.

Nós somos Amor.
Nós somos Um.
Nós somos o Absoluto.

Eu nos Amo.
Estejam na Paz e na Alegria.

Bênçãos a vocês.
Eu não os deixo.
Eu fico em vocês.

Quem são vocês?



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Mensagem da Amada MA ANANDA MOYI no site francês:
18 de setembro de 2012

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Versão do francês: Célia G. http://leiturasdaluz.blogspot.com.br
Postado por Célia G..


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Transcrição e edição: Andrea Cortiano e Zulma Peixinho


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