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UM AMIGO - 07 de agosto de 2011 - Autres Dimensions

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- Ensinamentos de um Iogue -

Embaixador da Divina MARIA 



ÁUDIO mp3 ORIGINAL:

Eu sou UM AMIGO. 
Do meu Coração ao seu Coração, juntos, comunguemos à Graça do Amor.
Queridos Irmãos e Irmãs, eu venho, a vocês, para falar e exprimir uma série de elementos que, eu espero, irão permitir estabelecerem-se mais facilmente na Consciência Unitária, na Morada de Paz Suprema.
Eu não vou falar, esta noite, de Yoga.
Eu lhes dei, como eu disse, muito elementos, até agora.
Nós iremos, pelo contrário, abordar uma série elementos referente ao fogo do ego, ao Fogo do Coração, à consciência do ego, à Consciência do Coração.
Nós iremos também dar vários elementos referentes às diferentes esferas nas quais se manifesta o ego, sobre as quais convém levar sua Atenção para permitir, justamente, estabelecerem-se na Morada da Paz Suprema.
Primeiramente, alguns princípios.
O ego jamais pode ser resolvido pelo ego.
Dito de outra forma, se alguma coisa, em meio ao ego, se opuser ao ego, isso irá fortalecer o ego quando vocês próprios se opõem ao ego.
A primeira coisa a compreender então é estabelecer, agora, uma forma de distância entre o ego e a Consciência.
Isso pode ser perfeitamente realizável se vocês aplicarem, na sua vida cotidiana, alguns elementos simples, mas extremamente eficazes.

*** 

O ego, como vocês sabem, é constituído de um conjunto de elementos chamado Corpo de desejo, no qual se situam, aliás, estados de emoções, estados mentais, crenças, sofrimento também, e todo um mecanismo que evolui, de maneira automática, repetitiva e que são, de algum modo, tanto obstáculos à Consciência Unificada, como obstáculos para manifestar e viver em meio ao Samadhi e na Morada da Paz Suprema.
A primeira coisa para compreender e aceitar é que vocês não são nada do que vocês creem.
Enquanto vocês estiverem identificados com este corpo, com estes mecanismos de resposta, com estes mecanismos afetivos, emocionais, mentais, sociais, vocês obviamente ficam submissos ao que vocês estão identificados e, portanto, ao que vocês aquiesceram, apoiaram (e mesmo, ao contrário, ao que vocês negaram).
Não é porque vocês irão negar algo que está presente na sua vida, que este algo vai desaparecer.
Todos vocês experimentaram isso por um sofrimento, por um problema, seja ele qual for.

*** 

A primeira coisa a fazer então é tomar uma forma de distância.
Este distanciamento não é ser indiferente ao que manifestam o seu corpo, as suas emoções, as suas crenças, os seus sofrimentos, os seus prazeres, mas, sim, exercer uma forma de lucidez, não sobre a explicação do porquê se manifesta isso (pois a explicação fará sempre parte do ego), mas, bem mais, ser um observador silencioso do que acontece, sob o olhar da sua Consciência que observa.
A partir do momento em que vocês adotarem esta atitude de observador, vocês poderão observar, não as explicações, mas, sobretudo, o mecanismo que está em operação.
Dessa maneira, o mecanismo é, eu diria, extremamente fácil de desativar.

Nós iremos tomar, para isso, a primeira das coisas à qual está submisso o ser humano, que são seus próprios afetos, suas próprias emoções.
A primeira coisa a fazer é tomar distância em relação a uma emoção.
Assim, é claro, uma emoção é uma reação, a mais frequentemente instantânea, que se segue a um estímulo exterior, vindo colocar em ressonância um acorde sensível, se pudermos assim dizê-lo.
A primeira coisa a fazer, naquele caso, é jogar um jogo que consiste em não dar tempo para a emoção.
Qualquer emoção que nascesse apenas iria se fortalecer.
Não é questão, aqui, de negar alguma coisa, nem de reprimir algo, mas de deixar passar um tempo antes de manifestar qualquer emoção.
Deste modo, então, vocês vão chegar a dissociar esta noção temporal das suas próprias emoções, vocês vão sair inelutavelmente do estado emocional, pois, vocês irão perceber o quê?
Vocês irão perceber, bem depressa, que uma emoção é apenas a reação a alguma coisa, e que se o tempo passar, bem, vocês vão constatar, por si mesmo, que não pode mais ali ter reação.
Assim, se alguém o feriu, também, se alguém causou em vocês uma emoção de tristeza, de raiva ou outra, se vocês aceitarem, não reprimir a raiva ou a tristeza, não manifestá-la sem nada fazer, mas, ao invés disso, dizer: “eu sinto isso, mas eu irei expressá-lo ou eu irei exteriorizá-lo dentro de alguns minutos” (esses instantes podendo ser simplesmente alguns minutos ou algumas horas), então, quando vocês optarem por deixar expressar esta raiva ou esta tristeza, vocês irão observar rapidamente algo essencial: que a tristeza ou a raiva (ou qualquer outra emoção) desapareceu totalmente.

*** 

A reação emocional pode ser considerada, em um primeiro momento, como uma reação de defesa, visando proteger um território, e é exatamente isso que é.
É um sinal de reconhecimento entre mamíferos, nada mais e nada menos.
Existe, é claro, quando eu falo de reações, não unicamente uma noção verbal, mas também o conjunto do que vai expressar o seu corpo.
Vocês podem muito bem manifestar uma raiva pelo olhar, sem qualquer palavra.
Vocês podem manifestar uma tristeza pela modificação do seu comportamento.
Tentem simplesmente tomar distância em relação a isso, ou seja, não negar o que se apresenta, não estar na negação, mas sim, simplesmente, treinar o seu mental, a sua consciência, para não manifestar, de modo algum, a reação, no momento em que ela ocorre.
Mas não se esqueçam de que vocês não podem reprimir o que se manifesta.
Vocês não podem simplesmente adotar uma estratégia de comportamento (uma forma de Yoga do Espírito, se pudermos assim chamá-lo) que irá lhes permitir atrasar, no tempo, esta reação imediata.
Mas vocês irão constatar, bem depressa, que tudo o que lhes parecia importante para manifestar, no momento, não existirá no momento seguinte que vocês se deram.
Isso é uma maneira extremamente rápida de dissociar, de algum modo, a consciência comum das suas próprias emoções.
Isso irá fortalecer, também, o sentimento de Paz Interior.
Esta Paz que obviamente nada tem a ver com uma emoção, seja ela qual for, mesmo a mais agradável que possa se manifestar no ser humano, independentemente da relação estabelecida consigo mesmo ou com qualquer outra pessoa.
Isso será já uma etapa importante.

*** 

Uma segunda etapa, um pouco mais estruturalmente difícil, eu diria, refere-se ao seu mental.
O mental é, em última análise, apenas o reflexo do conjunto de condicionamentos, do conjunto de adesões condicionantes, do conjunto de reações aos seus próprios sofrimentos, de estratégias elaboradas pelo ego, a fim de permitir não perder a abrangência, não perder o prestígio e sair de uma situação, seja ela qual for.
Aí também, a situação e a posição do observador irá permitir ver este mecanismo em operação.
Além de qualquer explicação, além de qualquer justificativa, vocês serão capazes de observar, com o olho da Consciência, como evolui e age o mental, muitas vezes de maneira autônoma, totalmente dissociado da Consciência.
E se vocês aceitarem também que o seu mental nem sempre se refere a uma noção de confinamento (ligado ao bem e ao mal) e que o mental vai sempre colocar atos, palavras, ações que apenas são derivadas, no final, de condicionamentos Interiores e de repetições anteriores.
O mental jamais sabe inovar, ele apenas fica repetindo.
Mesmo se o intelecto lhes der, às vezes, a sensação de elaborar grandes teorias ou grandes reflexões, estas serão sempre condicionadas pela experiência.
Vocês não podem escapar disso.
Assim, então, se vocês dissociarem, agora, o emocional, se vocês passarem primeiramente por esta etapa das emoções, vocês irão aperceber-se de que vocês poderão realizar o mesmo feito em relação à sua própria atividade mental, e de que lhes será, naquele momento, muito mais fácil entrar em seus estados de meditação, de alinhamento ou de Consciência Unificada.
Vocês vão tomar, aí também, uma forma de distância ou de despersonalização, de algum modo, da sua própria atividade mental.

*** 

Isso, é claro, virá além das percepções que vocês têm, atualmente, de não mais funcionar, para a maior parte de vocês, com todo o potencial mental e que resulta, justamente e bem a propósito, da instalação e do aparecimento da Luz do Supramental.
Simplesmente, é preciso que o mental chegue a nutrir-se da Luz do Supramental.
Para isso, é preciso colocar-se como observador, que vai, não buscar explicar o que é vivido, mas, bem mais (antes de manifestar, aí também, um comportamento ou uma ação que parecem justificadas por regras morais, sociais, afetivas que vocês adotaram, oriundas, eu lembro vocês, dos seus próprios condicionamentos, das suas próprias experiências, do seu próprio sofrimento, da sua própria história), ir, progressivamente, aí também, distanciá-los em relação à sua própria história.
Não para destruí-la, não para renegá-la, tampouco aí para negar, mas, sim, para ter acesso a outra área de percepção.
Vocês irão, desta maneira, como dizia IRMÃO K, pouco a pouco, habituar-se a sair do conhecido para penetrar no Desconhecido.
Vocês irão se aperceber, progressivamente, de que o Desconhecido não pode em caso algum ser condicionante, não pode em caso algum reproduzir algo estereotipado, não pode em caso algum levá-los para as emoções, não pode em caso algum confiná-los em algum modo de funcionamento, no nível do seu mental.
Pouco a pouco, também, vocês irão se habituar, sem nada negar nem forçar, a se distanciar do seu mental e compreender (e viver) que vocês não são este mental.

*** 

É preciso também compreender que a Consciência Unitária não é a negação ou a rejeição da consciência do ego.
A Consciência da Unidade, o Fogo do Espírito, a Luz Vibral, vão simplesmente permitir-lhes exercer uma lucidez nova na qual vocês irão, realmente, ver-se em ação, sem, no entanto, se condenar, sem, no entanto, se julgar, mas, sim, ver agir em vocês, eu diria, o macaco ou o autômato e se desidentificar, totalmente, deste macaco ou deste autômato.
Quando, nos ensinamentos orientais, foi dito que vocês não eram o seu mental, que vocês não eram todo o conjunto de coisas, é a estrita verdade.
Sob a condição, é claro, de não fazer um conceito, de não fazer uma ideia ou uma adesão, mas, sim, de demonstrá-lo por vocês mesmos.
Naquele momento, vocês vão começar a experimentar, agora, um desapego e, sobretudo, um mecanismo que precede o Abandono à Luz, pois há uma clareza cada vez maior que irá se instaurar, entre o momento em que vocês agem, em que vocês manifestam o ego, e o momento em que vocês agem e em que vocês manifestam algo que não é mais da ordem do ego.
Este fenômeno, chamado de sobreposição das duas consciências, vai levá-los, pouco a pouco, a experimentar, por si mesmo (e mesmo fora dos seus espaços ditos Interiores de meditação, de alinhamento ou de práticas, quaisquer que sejam), ver a sua vida e viver a sua vida com outro olhar e outra atitude, onde não há então mais qualquer estresse, qualquer emoção e qualquer manifestação que possa se exteriorizar sem a concordância da sua própria Consciência.

*** 

Lembrem-se bem (e a diferença é importante) de que não se trata de controlar, de que não se trata de explicar, de que não se trata de querer dominar seja o que for, mas é por este mecanismo, precisamente, que vocês irão manifestar o seu estado de Abandono à Luz.
Agindo simplesmente por estes poucos exercícios, em todos os setores da sua vida (seja social, afetivo, sensual, sexual, até mesmo, ou ainda no afeto interpessoal, no seu ambiente ou com amigos), vocês poderão, pouco a pouco, não mais estar em estado emocional ou mental exacerbado, e vocês irão, real e concretamente, desidentificar-se de tudo o que se manifesta na Consciência e que não é da Consciência.
Paralelamente a isso, vocês próprios irão constatar, e muito facilmente, devido à abertura do último Caminho da Luz, que irá se manifestar para vocês um estado de equanimidade e de Paz, cada vez mais importante, que vai, sobretudo, ser totalmente independente dos seus estados Interiores de alinhamento e independente de qualquer circunstância exterior.
À medida que vocês reconhecerem este estado de Consciência, vocês vão entrar, efetiva e concretamente, cada vez mais, no estado chamado de Sat Chit Ananda, que é, na realidade, a primeira etapa de realização da Alegria Interior.

***

A Alegria sobre a qual nós falamos longamente não é o fato de sorrir bobamente o tempo todo, mas é, simplesmente, um sorriso Interior que reflete a sua capacidade para não mais ser um imitador, para não mais ser um autômato, mas, sim, para estar consciente da sua própria Consciência.
Naquele momento, o mental não poderá nunca mais dirigi-los, naquele momento, as emoções não poderão nunca mais conduzir a sua vida e, naquele momento, vocês não irão mais se submeter aos seus desejos, vocês irão vê-los pelo que eles são.
E são vocês, conscientemente, que vão decidir, com esta distância temporal de alguns instantes, ali se submeter ou não, seja qual for, ainda uma vez, este desejo.
Isso realmente é diferente de sucumbir a um desejo sem conhecer os prós e os contras (muitas vezes oriundos, como eu disse, dos seus sofrimentos, dos seus condicionamentos ou do sistema de controle do mental humano), de aceitar que o macaco se expresse e, naquele momento, isso pode dar uma satisfação, seja qual for, sem, no entanto, ficar dependente desta satisfação.
E isso se refere a todos os setores da sua vida.

*** 

Dessa maneira, então, a Consciência da Unidade não vai se estabelecer competindo, em meio a esta sobreposição da Consciência com a Consciência do Fogo do ego, mas haverá ali uma lucidez, uma separação, bem real, do Fogo do ego e do Fogo do Espírito.
Em um momento relativamente curto, depois de ter vivenciado o que eu acabo de dizer, vocês poderão, pouco a pouco, ver por si mesmo e viver por si mesmo, além de qualquer dogma, além de qualquer ensinamento, além de qualquer adesão a alguma crença, seja ela qual for (religiosa, filosófica, espiritual), que vocês estão estabelecidos, de maneira cada vez mais firme, eu diria, em uma Consciência onde predomina a Paz, que prenuncia então e que antecipa, de algum modo, o estabelecimento na Alegria Interior.

*** 

Compreendam, também, que é desta maneira que progressivamente vocês irão se extrair, sem querê-lo e sem decidi-lo.
Pois, a partir do momento em que vocês o quiserem, a partir do momento em que vocês decidirem, reflitam: nesse momento, quem decide senão o ego?
E, evidentemente, naquele momento, vocês irão fortalecer o ego ao invés de atenuá-lo.
Deste modo, então, é o estabelecimento, real, da Consciência da Unidade que estabelece por si só Sat Chit Ananda, que os estabelece, progressiva e profundamente, em meio à Turiya, em detrimento da antiga consciência comum.
Dessa maneira, então, através desses meios (e se vocês ali acrescentarem o que disse o Bem Amado SRI AUROBINDO em relação aos pontos de Vibração da Consciência), vocês têm, em mãos e na sua Consciência, a maioria dos elementos que, durante esse desdobramento final da Luz, vão permitir-lhes, pouco a pouco, distanciá-los, sem qualquer vontade e sem qualquer interferência do ego, deste dito ego que, entretanto, permite manterem este corpo em atividade.
A um dado momento (que não depende de vocês, mas, é claro, do calendário astronômico e da libertação da própria Terra), vocês serão, naquele momento, cada vez mais liberados da interferência do ego.
Vocês irão, não somente, se afastar deste ego, deste fogo do ego, mas o corpo da personalidade, o Corpo de desejo, irá se extinguir sozinho.
Extinguir-se sozinho não quer dizer que vocês irão desaparecer, como por mágica, mas, simplesmente, que no momento da libertação final, vocês vão passar, sem qualquer problema, nesta Consciência Turiya e no Corpo de Estado de Ser.

*** 

Este processo e estes mecanismos que vão estar em operação, através de vocês, vão ocorrer de maneira cada vez mais evidente, a partir do momento em que vocês aceitarem o jogo e o princípio.
Aceitar o princípio é também, obviamente, pôr em prática o que eu acabo de dizer e, então, pôr em prática este jogo da Consciência (por que é um) que vai lhes permitir, pouco a pouco, não sufocar o seu ego (que jamais se deixará sufocar), mas sim, de alguma forma, domá-lo e substituir o Fogo do ego pelo Fogo do Espírito.
Naquele momento, a Passagem da Porta e a sua Ressurreição serão extremamente facilitadas, quando chegar a hora.
Aí está o objetivo da minha intervenção desta noite, que leva, eu espero, a uma série de perguntas, que eu escuto com Alegria, permanecendo com vocês, no plano Vibratório e na sua Consciência.
Como vocês constatam, as barreiras, entre nós, da Ilusão, desaparecem agora, de hora em hora, a cada dia.
É nesta Consciência Unificada que nós iremos, juntos, agora, continuar a evoluir, todo dia, de maneira cada vez mais próxima, com a distância e a ilusão da distância que vai desaparecer progressivamente.
Eu os escuto então, agora.

*** 

Pergunta: o que fazer quando for difícil de se distanciar de uma emoção que se instala rapidamente?

Meu caro Irmão, realmente é preciso diferenciar dois tipos de emoções.
Há a emoção corriqueira que corresponde à sua história, à sua vivência, aos seus sofrimentos, aos seus prazeres.
E há a emoção fulgurante que é aquela que aparece, justamente, das emoções comuns.
Isso efetivamente é difícil, em um primeiro momento, de pôr em prática, em relação ao que eu lhes disse.
As emoções de que falo são, evidentemente, as suas emoções habituais e cotidianas.
No que se refere a esse tipo de emoção (extremamente fulgurante, como um medo súbito), obviamente é muito mais difícil, neste caso, de ali escapar.
Portanto, eu os aconselho então a começar pelas emoções comuns que todo ser humano experimenta a cada dia, em dezenas de repetições.
Estas são mais fáceis, pois elas estão, de algum modo, automatizadas, em vocês.
Ao passo que a emoção fulgurante está mais ligada a estratégias de adaptação e de sobrevida muito mais imediatas, sobre as quais, efetivamente, em um primeiro momento, não será fácil pôr em prática o que eu disse.
Mas, em um segundo momento, este princípio e esta prática que eu desenvolvi para vocês, tornar-se-ão também fáceis de aplicar.

*** 

Pergunta: como fazer quando as emoções aparecerem durante o sono?

Caro Irmão, se houver uma emoção se animando durante o sono, isso quer dizer que não há sono.
A consciência do sono é uma consciência, justamente, que não existe.
A consciência do sonho é outra coisa.
Então, se uma emoção despertar, ou houve um sonho e uma consciência do sonho, ou houve uma lembrança que ressurge pela atividade cerebral, simplesmente, e não pela consciência da vigília.
Naquele momento, o processo é exatamente o mesmo.
Mas em relação ao sono e, realmente, se se tratar de mecanismos sobrevindo durante o sono ou durante o sonho, é muito mais simples de agir neste nível.
Basta simplesmente que a consciência da vigília comum se encaminhe, conscientemente, à consciência do sono ou do sonho, antes de dormir, pedindo-lhe para não interferir por vias emocionais.
A ordem daquele momento não é constranger o ego, já que a consciência do sonho e a consciência da vigília não são a consciência do ego.

*** 

Pergunta: qual a diferença entre a consciência do sonho e a consciência do sono?

A consciência do sono é simplesmente inconsciência total.
Já que, quando vocês dormem sem sonhos, vocês obviamente não têm qualquer lembrança.
E então, é inconsciente.

*** 

Pergunta: o que vivemos quando dormimos sem ter qualquer lembrança de sonhar?

Naquele momento, pode-se simplesmente dizer que a consciência do sono (ou inconsciência) é mais forte do que a consciência do sonho.
Há também o que é chamado de ritmos fisiológicos.
Dependendo do momento do despertar, o sonho pode ser impresso na consciência da vigília ou então não ser impresso na consciência da vigília.
Deste modo, então, o sonhador não irá se lembrar dos seus sonhos.
Na realidade, a consciência do sonho é separada e eu disse que ela não pertencia à consciência do ego.
É assim nos ensinamentos orientais, nós falamos de quatro Consciências, diferentes, em um mesmo ser humano.
Isso não é por nada.
Deste modo, então, durante o sonho, o ego pode se manifestar, mas não é na consciência da vigília.
O sonho pode, também, alcançar esferas bem mais altas do que a consciência do ego e estar em relação (ou, em todo caso, em ressonância) com a Consciência Turiya.
Evidentemente, não é a minha intenção desenvolver o conjunto dos sonhos possíveis, para um ser humano, mas, simplesmente, fazer compreender que a consciência da vigília realmente pode programar, até certo ponto, a própria inconsciência ou consciência do sonho.

*** 

Pergunta: é preciso tomar a mesma distância em relação às emoções provocadas pela beleza, pela música, pela estética?

Querida Irmã, o que é chamado de estética e beleza fazem parte, de maneira irremediável, da vida da alma, mas não pode corresponder à vida do Espírito.
A emoção ligada à estética, à beleza ou à atração, corresponde, de maneira indissolúvel, à vida da personalidade e não à vida do Espírito.
Obviamente, algumas personalidades, algumas almas artistas, foram capazes, de algum modo, de serem médiuns nos mundos mais elevados da alma e de verem os mundos do Espírito.
Mas a interpretação, independentemente do suporte, mesmo se isso comover (e é, aliás, como isso se chama, parece-me: uma música que os comove), vai transportar a alma.
Mas jamais foi dito que uma música podia transportar o Espírito.
A alma, devido ao princípio Luciferiano, jamais irá conduzi-los ao Espírito.
Ela sempre irá conduzi-los, irremediavelmente, à personalidade.
Então, é claro, existe certa forma de expansão, através de uma música, através de técnicas, ou através de um encontro, que vão comover a alma e dar a impressão de uma dilatação da consciência.
Mas isto será apenas temporário.
Na realidade, vocês são capazes de reproduzir a emoção de uma música escutada, sem escutá-la?
Vocês são capazes de fazer isso com um outro ser humano?
No início, a simples lembrança do ser amado é suficiente para desencadear a emoção.
Mas tentem reproduzir esta mesma emoção no final de um período de aprendizagem.
Tentem, até mesmo, lembrar-se das suas primeiras palpitações amorosas após dez anos do que vocês chamam de casamento.
Isso é possível?

*** 

Pergunta: chegar às lágrimas de comoção quando o ponto KI-RIS-TI é ativado, é também uma emoção?

Querida Irmã, se você mesma chama de emoção, como você quer que seja outra coisa?
Se as lágrimas rolarem, é uma emoção.
Mas eu especifico que existe, efetivamente, nos momentos que antecedem o acesso ao Si ou a CRISTO, uma emoção que eu qualificaria de final, que é esta tensão do Abandono para CRISTO, para a Luz Branca.
Mas, mesmo para isto, se houver possibilidade de reportá-la, de observá-la, então, você irá constatar que a Paz é muito maior.

*** 

Pergunta: eu associei isso a uma sensação de sagrado.

A alma também ama o sagrado.
Assim como uma música ou um lugar ou um ritual religioso podem fazê-los chorar ou emocioná-los.
Mas isso não será o Espírito.
O Espírito não pode comportar a mínima emoção.

*** 

Pergunta: poderia desenvolver para nós a sobreposição dos dois estados de consciência?
Meu Irmão, isso foi desenvolvido há apenas 24 horas.
A sobreposição da Consciência é o fato de viver, efetivamente, uma sensação de bissecção [divisão em duas partes iguais], refletindo-se, às vezes, pela possibilidade de realizar atividades corriqueiras e comuns, sejam quais forem, e de vivenciar, ao mesmo tempo, pontos de Vibração.
Se vocês estiverem atentos, vocês podem, de maneira muito simples, lembrar que ainda há algum tempo (ao menos para aqueles que acompanharam este processo das Núpcias Celestes ou da Revelação progressiva da Luz), era preciso entrar em interioridade para perceber algumas Vibrações.
Hoje, vocês constatam que essas Vibrações permanecem e prosseguem, mesmo se vocês estiverem fazendo outra coisa.
Isso é chamado de sobreposição.

*** 

Pergunta: frente a uma emoção forte, fechar os olhos, tomar uma respiração profunda e atingir o Coração para ali levar a Consciência, ainda é relevante?

Sim, exceto que hoje (como eu disse na resposta à questão anterior que me foi feita), a Vibração está mais presente.
A respiração, efetivamente, presente na maioria dos ensinamentos da Índia, e mesmo no Ocidente, é um meio simples de liberar tensões, emoções e o mental.
Isso, aliás, tem sido utilizado em várias técnicas.
Hoje, pode ser mais simples, também (mesmo isso permanecendo válido), pôr em prática o que eu dei como indicações.
Mas não há qualquer objeção, é claro, fazer as duas, ou mais a primeira do que a segunda.
Vocês são os únicos a julgar o que melhor lhes convêm.
Mas saibam que, se a técnica que vocês empregarem for eficaz, vocês irão constatar (de agora em diante, muito rápido) o aparecimento desta Paz.
Isso vai resultar também, a um dado momento, além de Sat Chit Ananda, na capacidade, real e concreta, para não mais perceber a menor distância entre vocês e o outro.
E, naquele momento, vocês irão se apreender, pois é a justeza da Consciência, de que o outro é apenas uma parcela de si mesmo.
Mesmo aquele que queria golpeá-lo, de maneira mais violenta, é apenas uma parcela de si mesmo.
Talvez seja mais difícil, ainda hoje, para muitos de vocês, aceitar, e ainda mais difícil viver.
Se vocês praticarem o que eu lhes dei, vocês irão constatar que isso não é um ponto de vista, mas a estrita realidade da Consciência.
A separação existe apenas em meio ao ego.

*** 

Pergunta: qual é a diferença entre o coração emoção e o coração Vibração?

O coração emoção é uma emoção.
O sentido do sagrado, a emoção sagrada, a emoção amorosa, implica o coração.
Mas o que acontece, naquele momento, no nível físico do coração?
Uma ampliação aumentada da respiração, um batimento cardíaco mais forte, uma modificação do ritmo cardíaco.
No Coração Vibral, não há nada disso.
Há simplesmente a Paz.
Há o calor e o Fogo do Coração: Vibração intensa, nesses diferentes estados, que eu já desenvolvi, referentes à pressão ocorrendo entre os pontos AL e UNIDADE e, em seguida, substituída por uma Vibração que se espalha amplamente no chakra do Coração e que envolve todo o peito.
Esta Vibração se torna um Fogo, permitindo sentir os pontos de Vibração da Tri-Unidade e, desde hoje (para alguns, já desde antes), sentir-se transpassado, de trás para frente, ou de frente para trás.
Isso é o Coração Vibral e não é o coração emoção.
O coração emoção é um abuso de linguagem, já que o Coração jamais será uma emoção.
A empatia, por exemplo, classicamente atribuída ao coração é, eu diria, o último estado Vibratório da emoção levando ao Coração, mas não é o Coração.
A compaixão é uma capacidade Vibratória de identificação com o sofrimento do outro, mas isso não é se tornar o outro.
A compaixão recorre à alma e não ao Espírito.
Toda a humanidade, eu os tranquilizo, confundiu isso completamente.
Somente quando vivemos a Vibração do chakra do Coração, a abertura, real e concreta, do Coração, é que chegamos, realmente, a compreender o que isso significa.
Aliás, a Consciência não pode ser enganada, ela o foi antes, pelo próprio fato do confinamento da consciência do ego pelos princípios Arimânicos e Luciferianos, que os confinaram, literalmente, no corpo de desejo e no corpo de personalidade.
Este corpo de desejo e este corpo de personalidade podem ter uma vida espiritual.
Há até mesmo mecanismos muito específicos, denominados ensinamentos da alma, que abordam, aliás, esta vida da alma nos mundos ditos espirituais, mas que são apenas o reflexo da verdadeira espiritualidade, já que dizem respeito apenas ao mundo astral e não às esferas situadas além do mental, ou seja, nas esferas Unitárias.
O ser humano tem se enganado, há milênios, sobre isso, tomando a vida da alma pela vida do Espírito.

*** 

Pergunta: o que significa a aceleração dos batimentos cardíacos durante uma elevação Vibratória?

Isso prova simplesmente que a personalidade ainda está presente.
Isso é constante para muitos seres em fase de despertar, mas, a um dado momento, quando a Paz se estabelece, não pode mais ali ter aceleração do ritmo cardíaco.
A respiração, como foi dito, não é mais nos pulmões, mas no Coração.
O ritmo cardíaco torna-se respiração (nem aceleração, nem aumento de amplitude), ou até mesmo um mecanismo de desaparecimento ainda do batimento cardíaco.
A elevação Vibratória, dito de outra forma, bem real, reflete simplesmente que em meio a mecanismos íntimos do corpo, da alma e do Espírito, a alma apreende-se da Luz para descê-la ao nível da personalidade.
É assim que nasceu a ilusão Luciferiana, de querer tomar a Luz para o ego, correspondendo às frases perfeitamente conhecidas que pronunciou Buda: “quando encontrares os poderes da alma, salva te rápido”.
O processo de apropriação está ligado, ele mesmo, ao princípio de falsificação Luciferiana, fazendo com que tudo seja reconduzido ao si em meio à consciência do ego.
Toda a humanidade, exceto os seres que realizaram o Si, está submetida a este princípio Luciferiano.
A maioria dos ensinamentos espirituais está confinada, ela mesma, nesta ilusão Luciferiana, acreditando que compreender a alma daria acesso ao Espírito.
Isso é impossível.

*** 

Pergunta: viver a abertura do Coração e se tornar o outro, significa que também vivemos os seus sofrimentos, as suas emoções?

Absolutamente não.
É toda a diferença da compaixão.
Vocês vivem o outro, em Espírito, e não na alma.
De onde toda a confusão de uma série de ensinamentos que falaram de raios da alma, de almas irmãs, de chamas gêmeas, que realmente não integraram a noção do Espírito.

*** 

Pergunta: poderia nos falar de uma emoção particular: o medo final, aquele da morte?

O medo da morte é, efetivamente, a Passagem da última Porta: a última Passagem ou a última Reversão, como foi denominado por outros Anciãos.
Evidentemente, este medo faz parte da estruturação do ego, da estruturação do cérebro.
Apenas pelo estabelecimento da Paz, pelo estabelecimento da Alegria, é que o medo da morte desaparece.
Foi transmitida uma série de elementos permitindo-lhes limitar, de alguma forma, este medo da morte.
Mas o medo da morte faz parte da herança biológica do ser humano.
Ele está associado a alguns elementos chamados de perpetuação da espécie, inscrito nos cérebros mais antigos.
São mecanismos de sobrevivência, também.
Dessa maneira, então, vocês não podem combater o medo da morte.
Vocês podem apenas se Abandonar à Luz e é este Abandono à Luz que irá realizar, para vocês, a continuidade da Consciência e, então, a compreensão e a vivência de que a morte é o Nascimento.
Na realidade, vocês apenas podem mudar o ponto de vista.
Vocês ficam subjugados ao medo da morte enquanto a sua Consciência não tiver passado em uma determinada proporção da Consciência Unitária.
O impulso, a abertura do último Portal, realizado por METATRON, vai fazê-los viver, concretizar e perceber que a morte é o Nascimento.
Isso deveria acabar, de maneira muito lógica, para aqueles que aceitaram o Espírito e que vivem o Espírito, com o medo.
Lembrem-se de que, além do medo, há também a rejeição.
A rejeição da morte está mais inscrita ainda na estrutura biológica e na personalidade, já que a primeira etapa, aliás, de uma personalidade que vive a morte (ou que vai viver a sua morte proximamente), é renegar ou negar este processo de morte, pois o ego não pode conceber o seu próprio fim.
É assim de fato.
Vocês não podem lutar por si só, ainda uma vez, contra isso.
É estabelecendo-se em meio à Consciência Unificada, cada vez mais frequentemente, que esta Consciência Unificada e a Luz Vibral que penetra em vocês, poderão, pela presença do Si e de CRISTO, liberá-los totalmente deste medo do Desconhecido.
Pois a vida do Espírito lhes será, em parte ou na totalidade, Revelada, e este Desconhecido irá se tornar então conhecido.
Somente o Desconhecido dá medo, exceto, é claro, as situações onde o conhecido é acompanhado de reações emocionais violentas, que todos vocês conhecem, ao menos por ter ouvido falar.
O melhor exemplo é a tremedeira que se manifesta de novo sistematicamente nas mesmas circunstâncias.
E, no entanto, ela é conhecida.
Mas este medo fundamental do Desconhecido e da morte desaparece quando o Espírito tem precedência, como eu disse, sobre a personalidade.


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Nós não temos mais perguntas. Nós lhe agradecemos.

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Queridos Irmãos e Irmãs, do meu Coração ao seu Coração.
Que o Amor esteja em vocês.
Eu vou acompanhar o seu primeiro espaço de alinhamento das 19 horas com a abertura da Porta KI-RIS-TI.
Com Amor. 



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Mensagem do Venerável UM AMIGO no site francês:
07 de agosto de 2011
(Publicado em 09 de agosto de 2011)

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Tradução para o português: Zulma Peixinho


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