TERESA DE LISIEUX - 1º de maio de 2011 - Autres Dimensions

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- Intervenção da Estrela PROFUNDEZ -



ÁUDIO mp3 ORIGINAL:



~ O CAMINHO DA CRIANÇA INTERIOR ~

Eu sou TERESA.
Irmãos e Irmãs, todo o meu Amor esteja com vocês.
Eu venho como Estrela PROFUNDEZ, completar o que disse minha Irmã GEMMA sobre o Pequeno Caminho, o Caminho da Infância, contribuindo para estabelecer a cruz de apoio posterior para CRISTO.
Essa Cruz é aquela da Criança Interior.
Ela é aquela do impulso da alma, voltada para o Espírito e não mais para a pessoa.
Minha curta vida ilustrou isso.
Essa presciência que eu tive, quando criança, de não mais ser absolutamente nada neste mundo, para poder passar, como eu dizia, a fazer o meu Céu, a fazer o bem sobre a Terra.
Isso era oriundo diretamente da minha Criança Interior, dessa capacidade para ir à minha própria profundez, para ali recolher o que queria, não a minha personalidade, mas o que queria profundamente a minha alma que se voltava, então, para o Espírito, que era viver o Espírito.
Então, bem depressa eu compreendi, sendo jovem, que o Espírito era representado e vivido por CRISTO e por MARIA.
Então, eu não tive sossego na minha vida antes de me inclinar para essa pequenez.

***


A Criança Interior é a manifestação da alma em meio à vida na Terra que, mantendo a Alegria, mantendo a visão clara (fora ou no Coração) do que é a família, do que são as regras da sociedade, quis, muito pequena, ir para outra coisa.
Essa “outra coisa” era, para mim, indizível.
Em minha vida, eu não toquei o indizível.
Eu apenas toquei esse impulso da minha Criança Interior que me fez, de algum modo, apreender essa Verdade de não mais ser nada, de abandonar-me a Ele, a Ela, de aceitar, de qualquer modo, perder minha vida, que efetivamente perdi, para ganhar meu Céu.
Isso é o que eu realmente vivi, o caminho da infância, o Pequeno Caminho, aquele que consiste em nada buscar deste mundo, mas em buscar tudo do outro mundo, não como uma busca, mas, antes, como a última vontade, aquela de ir para Ele.
Minha curta vida representou, ao extremo, essa tensão.
Talvez muitos de meus Irmãos e de minhas Irmãs encarnados saibam que eu morri muito jovem, de uma doença que se chamava, à época, de languidez, a tuberculose.
Eu me enlanguescia, efetivamente, do Céu.
Hoje, vocês têm uma chance, é que, qualquer que seja sua idade, o Céu vem a vocês, em sua vida.

***

CRISTO vem bater à sua porta.
Ele vem perguntar se vocês querem se tornar Ele.
As condições de minha vida não são de modo algum as mesmas que vocês vivem hoje e, no entanto, se vocês se inclinarem no Pequeno Caminho, no caminho da infância, então, realmente vocês irão perceber, bem depressa, a sua Presença, a Presença da Luz, do Espírito.
O som da alma e do Espírito vão levá-los a viver próximo d’Ele e n’Ele, coisa que não era possível há um século.

***

Hoje, muitas coisas mudaram na superfície da Terra, nos Céus, mas também na consciência humana.
A alma humana mergulhou em uma forma de materialidade muito específica, em uma individualidade frenética onde nada existe além da satisfação do prazer imediato, da satisfação dos desejos deste mundo.
Hoje, é tempo de se voltarem para vocês.
Se vocês quiserem encontrá-Lo, vão à Profundez do seu ser, podar tudo o que não é Ele, podar tudo o que não é a Luz, não em uma vontade qualquer, mas, simplesmente, voltando-se para sua Criança Interior, onde vocês vão atrair o impulso da alma para ir para a Cruz Anterior, para ir para Ele, para tornar-se Ele.
Para isso, é preciso verdadeiramente, como algumas de minhas Irmãs disseram, que o desejo não venha perturbar a superfície da sua consciência.
É preciso que vocês estejam à escuta, no acolhimento do que, como disse minha Irmã GEMMA, chega hoje sobre a Terra.
Então, nessas condições, tudo será facilitado.
A Graça e a ação da Graça trabalharão em sua vida, a fim de permitir estar sempre mais nessa Graça.
Todas as dificuldades serão resolvidas, tudo o que for obstáculo será varrido, não por qualquer vontade, não por qualquer trabalho, mas, efetivamente, por esse caminho do abandono ou da pequenez, o Pequeno Caminho.
É claro, a Humildade, a Simplicidade são as chaves, isso lhes foi dito.
Aceitar nada ser é, por vezes, muito difícil para a alma humana na encarnação.
Ela tem dificuldade de compreender que o Espírito é tudo e que o corpo ou a personalidade estritamente nada é.
Ela tem dificuldade de compreender, mesmo aceitando, em princípio, que tudo deste mundo é apenas uma ilusão, apenas um conjunto de projeções construído no medo e na experiência da separação e do afastamento d’Ele.

***

Então, é claro, tudo o que constitui a personalidade, e mesmo a alma, está voltado para essa manifestação, pois ela está persuadida de que nada mais existe.
Mesmo sem ali ter a Luz hoje, ela existe para o outro lado.
A libertação é vivida com uma angústia, a angústia da morte, a angústia de perder isso ou aquilo, um filho, um pai, a angústia de desaparecer.
Na infância, encontra-se uma forma de segurança.
GEMMA falou da inocência.
No Pequeno Caminho há também essa profundez onde, aceitando não mais olhar para o exterior (o que não quer dizer isolar-se e renunciar ao que quer que seja, mas efetivamente ir para Si), vocês ali vão encontrar o impulso da alma que irá conduzi-los ao Espírito.
Esse impulso da alma que muitos de vocês viveram, pela ignição da Coroa Radiante da cabeça e pelo som da alma ouvido no ouvido.

***

Hoje, é preciso fazer mais.
É preciso estender os braços, é preciso viver esse Abandono final.
O que é que CRISTO vem pedir a vocês?
Ele dirá: “você quer deixar os mortos enterrarem os mortos e você quer me seguir?”.
Para isso, é claro, há uma série de apegos, quaisquer que sejam, que cada ser humano na encarnação apresenta.
Apegos ao ser amado, apegos aos filhos, apegos a uma posição na sociedade, apegos à própria vida, porque, apesar de tudo, a vida é algo de magnífico.
Ela simplesmente foi amputada de sua parte mais divina, em vocês.
Mas, no exterior, ela se estende em sua Majestade, em sua criação.
O que há de mais belo do que um pássaro, o que há de mais belo do que uma árvore, o que há de mais belo do que o que exprime o ser humano, quando ele está na beleza, e, no entanto, tudo isso é apenas um reflexo do que é a verdadeira Verdade.
Então, efetivamente, existem muitos fatores de apego, muitos fatores de sedução na vida que é vivida aqui embaixo.
O caminho da infância, o Pequeno Caminho, é certamente o melhor modo, atualmente, de facilitar a vinda da Graça, de sua Graça, permitindo sua Ressurreição.
Para isso, é preciso ir para a Profundez de si mesmo.
É preciso superar os medos.
É preciso superar os apegos, não suprimi-los, mas transcendê-los.
Você pode estar em uma caverna, sozinho, ter rompido com tudo, e estar no mesmo medo e no mesmo apego.

***

Voltar a se tornar de novo uma criança é realmente voltar a se tornar de novo uma criança, independentemente das circunstâncias de sua vida, independentemente da sua idade.
É assim que vocês irão construir a Cruz de CRISTO na qual Ele vai se apoiar.
A Humildade, a Simplicidade são as primeiras etapas e, em seguida, a Unidade e a Profundez, permitindo-lhes viver essa Criança Interior que vai levá-los, agora, bem rapidamente, a encontrar CRISTO, a encontrar seu Coração e sua Essência.
Mas, para isso, é preciso já conceber que tudo o que está no exterior visível, tudo o que vocês construíram, o que quer que vocês tiverem construído, é um obstáculo para esse acesso.
Então, é claro, não é questão de fazer tudo desaparecer em um abanar das mãos, mas simplesmente estar consciente, simplesmente aceitá-lo e, sobretudo, vivê-lo, voltar-se para essa Profundez, para essa Criança Interior.
A Criança Interior irá guiá-los, o Pequeno Caminho irá guiá-los para onde vocês devem ir, para Ele, para viver a Graça.

***

Eu os lembro de que é o apoio da Cruz Crística que lhes permite encontrar o ponto ER, ou seja, o Centro.
Muitos de vocês percebem agora a imagem da Coroa do Coração na Coroa da cabeça, pela Vibração central.
Essa Vibração dessa pequena Coroa da cabeça, que corresponde ao Coração, muitos de vocês começam a perceber nela pontos precisos de Vibração.
O ponto posterior, na parte traseira do ponto ER, é justamente a intersecção da Cruz Crística Posterior.
É aquela que une o eixo AL-OD ao eixo UNIDADE / PROFUNDEZ.
Esse ponto é o ponto do Pequeno Caminho.
É o ponto onde vocês irão se aproximar de CRISTO, é o ponto onde a Voz Interior é ouvida de diferentes modos e onde sua Graça vai conduzi-los a viver essa Unidade e seu encontro.

***

Tudo isso acontece sob seus olhos, sobre a Terra e também em vocês.
Isso acontece agora por suas percepções de Consciência, por seus sonhos, por suas Vibrações existentes, mesmo, em alguns trajetos da Luz em vocês e, em particular, no trajeto AL-AL no nível do nariz.
Tudo o que se manifesta em vocês contribui para levá-los a encontrar o Pequeno Caminho, a ouvir a Criança Interior e a tornar-se essa Humildade e essa Simplicidade.
A inocência de que falava GEMMA, é claro, não deve fazê-los pessoas que são abusadas por outras pessoas, mas essa inocência está ligada, sobretudo, à inocência em relação ao Céu e à Luz.
Voltar a se tornar como uma criança.
E CRISTO dizia: “ninguém pode penetrar no Reino dos Céus se não voltar a se tornar como uma criança”, ou seja, livre de qualquer apego, de qualquer crença, livre de qualquer passado e de qualquer futuro.
É realmente estar no instante, viver o instante, sem estar, como a personalidade, preocupada com o momento seguinte ou estar magoada pelos momentos passados.
É realmente instalar-se nesse presente, onde tudo é possível, onde a Luz penetra na Vibração e na pulsação do seu Coração.

***

A Luz é onipresente, isso vocês sabem.
Vocês devem, hoje, penetrar na Humildade e na Simplicidade desse Pequeno Caminho, a fim de se beneficiar, de algum modo, da totalidade do influxo do impulso da alma e da Criança Interior, que vai permitir elevarem-se para Ele, e não elevarem-se nessa vida.
Ele dizia também, lembrem-se: “aquele que quiser se elevar será rebaixado”.
Ele falava de elevar-se nesta vida, mas não de se elevar na Luz, muito pelo contrário.
Vocês devem, para isso, rejeitar agora todos os medos, todos os condicionamentos, sejam religiosos, sejam ligados à sociedade, sejam ligados aos seus pais, aos seus filhos.
Vocês devem se apresentar nus e livres diante d’Ele, a fim de desposar e de tornar-se Ele.
A Cruz Posterior, essa Cruz em ressonância com a Criança Interior, a Humildade, a Simplicidade, a Unidade, a Profundez, é exatamente o que os conduz a Ele.
É o ponto de apoio, de algum modo, da vinda de CRISTO.
É o ponto de apoio sobre o qual Ele virá tocá-los e conduzi-los às esferas da Eternidade.
Tudo isso pode ser vivido agora, em Espírito e em Verdade.
Se vocês seguirem o Pequeno Caminho, o caminho da infância, então, nada de desagradável do exterior poderá chegar, porque a sua vida, mesmo aquela da personalidade, será conduzida pela Luz e por CRISTO, e por nada mais.
Vocês terão que viver apenas a Graça a cada dia, a cada respiração.
Tudo irá acontecer, em sua vida, na mais maravilhosa das ações da Graça, na mais maravilhosa das simplicidades, na mais maravilhosa das Luzes.
Apenas as resistências é que os afastam da Luz, apenas a não rendição da personalidade é que os afasta d’Ele e do Pequeno Caminho.

***

Voltar a se tornar como uma criança é, hoje, um elemento essencial no Abandono à Luz e para viver sua Unidade, para vivê-la realmente, para instalá-la realmente em vocês e se tornarem inteiramente isso.
A chave, como sempre, é o Coração, mas vocês devem inclinar-se, isso de que minha Irmã HILDEGARDA falava, essa tensão para o Abandono, o que vai incliná-los para Ele, para a Luz.
A realização da Fusão dos Éteres, em vocês como sobre a Terra, que foi traduzida pela ativação da Cruz Fixa, depois as Cruzes Mutáveis, torna possível, hoje, o Pequeno Caminho, inteiramente, não com a fé que eu chamei “do carvão”, em minha vida, mas realmente viver os efeitos, imediatamente, aqui mesmo, sobre esta Terra, nesse corpo, nessa personalidade.
Naquele momento, sua vida tornar-se-á bela, verdadeiramente, inteiramente.
Nenhum sofrimento, nenhum apego poderá atingi-los.
Vocês não estarão na indiferença, mas na Graça.
Cabe apenas a vocês vivê-la, cabe apenas a vocês realizar a Humildade, a Simplicidade, o Pequeno Caminho e escutar sua Criança Interior, porque ela irá guiá-los seguramente para Ele.
Ele virá apoiar-se em vocês e desvendará então a Cruz Anterior, aquela de que outras Irmãs vão falar.

***

A verdade é um Fogo.
O Fogo da Luz é um Fogo que vai devorá-los em tudo o que não for d’Ele.
Esse Fogo vai consumir tudo o que for ilusório, tudo o que for ilusão e supérfluo em sua vida.
Para vivê-lo serenamente é preciso, efetivamente, inclinar-se para esse Pequeno Caminho, é preciso penetrar na Profundez porque, como disseram os Anciões, nada existe no exterior, tudo está situado no Interior.
Não há diferença entre o Interior e o exterior, eles foram separados há muito tempo, tudo isso vocês sabem agora.
Mas resta-lhes, sobretudo, percorrer o que vocês São.
Eu repito, não é uma busca, porque isso já está aí.
É preciso apenas desvendá-lo, manifestá-lo e vivê-lo, sobretudo.
Sobretudo, vivê-lo.
Vocês entraram agora, a partir deste dia, nessa etapa abençoada em que a Graça os chama.
Ela os chama para vivê-la, para manifestá-la.
Ela os chama para o tornar-se.
A inocência da infância, o Pequeno Caminho, o Caminho Interior, é justamente esse caminho, é aquele da Graça onde, quaisquer que sejam os elementos que venham chorar a personalidade, eles são transcendidos pela capacidade de sua consciência para se estabelecerem em sua nova morada, aquela de sua Eternidade.
E aí, então, vocês irão rapidamente constatar que toda a sua vida vai mudar.
Seja o que for que chegar, tudo será vivido segundo o princípio da Graça.
Nada mais poderá ser uma oposição ou uma resistência à Luz, nada mais poderá ser levantado como interrogação ou como angústia.
Os próprios apegos aparecer-lhes-ão como futilidades.
Vocês irão descobrir, então, que vocês podem ser um pai, uma mãe, um filho, um trabalho, ao mesmo tempo sendo totalmente livres.
Seu olhar e sua Consciência serão profundamente diferentes.
Vocês irão perceber, ainda mais nitidamente, seus Irmãos e suas Irmãs.
Vocês irão vê-los no Coração, em seu Coração, vocês irão perceber distintamente, neles, onde estão as sombras, onde estão as luzes, que são apenas, de fato, tempos diferentes da Luz na vida e na consciência deles.

***

Através mesmo dessa visão do Coração que vocês terão, vocês fornecerão uma ajuda pela sua Radiação, pela sua Presença.
Vocês sequer terão mais necessidade de agir ou de pedir Graças, porque Ela irá guiá-los onde vocês estiverem, ao redor de vocês, para vocês e para todos aqueles que os rodearem.
Mesmo aqueles do seu ambiente que não seguirem o seu caminho, mesmo aqueles do seu ambiente que se desviarem de CRISTO, por medo, porque não é o momento, em última análise, durante esse mês, eles irão compreender o que vocês São, mesmo se isso assustá-los.

***

Então, vão para essa Simplicidade.
Isso realmente vai permitir viverem esta Unidade, esta Luz, sem serem influenciados pelo Choque da humanidade.
Vocês tornar-se-ão então os apoios de seus Irmãos e de suas Irmãs e vocês poderão então acolher CRISTO com toda serenidade e com toda leveza.
O Caminho da Infância é um caminho de leveza.
Naturalmente, a personalidade vai fazê-los crer que é o contrário: uma ausência de responsabilidade, uma ausência de maturidade.
Não há maior maturidade do que o Caminho da Infância.
Ele é a renúncia suprema, não à vida, mas à personalidade.
Eu os convido, então, a percorrer esse Pequeno Caminho.
Ele é, hoje, muito mais fácil do que quando eu percorri a Terra.
O impulso da alma que ocorre em vocês é o Pequeno Caminho.
É aquele que vai dizer-lhes (sob diferentes formas, aliás) o que vocês devem fazer ou ser, para aperfeiçoar essa iluminação da Graça em vocês.
Tudo isso vocês vão viver, cada um ao seu modo, durante este mês, e nós desejamos que um número sempre maior de vocês possa se voltar para Ele.
É justamente na dificuldade deste mundo, em tudo o que se desagrega sobre este mundo, que se encontra a maior das Luzes, vocês conhecem efetivamente isso.
Quando vocês veem os seres humanos que vivem cada um por si, quando existe um fenômeno de catástrofe, os humanos redescobrem a Humanidade, a Simplicidade.
Eles saem das próprias projeções e dos próprios medos para entrarem realmente no Amor e na ajuda mútua.
Eles não se colocam mais questões sobre o amanhã, eles estão unicamente no instante.
A única questão é aquela do instante, de como servir, de como ajudar, porque o ser humano, para além do que foi falsificado nele, é um ser de Serviço, como toda Luz e como todo Filho Ardente do Sol, como todo CRISTO.
Ele redescobre então, naqueles momentos, sua Criança Interior.
Então, não julguem o que vai acontecer sobre esta Terra, porque é a melhor das maneiras de encontrar, cada um, a sua Criança Interior.
A Luz é onipresente no que está chegando.
Somente aqueles que se desviarem da Luz ali vão ver outra coisa que não é a Luz.

***

O importante não é ter um belo automóvel ou ter um prato cheio.
O importante é partilhar seu prato, de Coração a Coração, e de olho a olho, olharem-se, porque vocês são efetivamente Um (e todos nós somos).
Nós somos uma parte do Um, mas não somente, porque tudo está em vocês, absolutamente tudo.
Então, as circunstâncias exteriores vão conduzi-los a viver essa Graça e vão trazer-lhes, de algum modo, em uma bandeja, essa Graça, a fim de que vocês descubram novamente o Caminho da Infância.
Percorrendo o Caminho da Infância vocês irão colocar as novas fundações de sua nova forma e de sua nova Vida.
Essas fundações são importantes para vocês, mas também para toda a humanidade, para os seus Irmãos e suas Irmãs, qualquer que seja o caminho deles, mesmo aqueles que se desviam d’Ele.
Então, nós os esperamos, a cada dia que passar agora, cada vez em maior número, a descobrirem o Pequeno Caminho.

***

Aí estão as poucas palavras, muito simples, que me foi pedido para dar a vocês.
Vocês terão, certamente, outras informações referentes a essas Cruzes Posteriores e essas Cruzes Anteriores.
Isso não compete a mim, porque eu vim simplesmente colocar os fundamentos do que é essa Cruz, do que representam a Unidade e a Profundez, a Criança Interior, o Pequeno Caminho.
Se houver questões entre vocês, em relação a isso, então, eu responderei.

***

Questão: uma Criança Interior e um Mestre Interior é a mesma coisa?

Meu Irmão, seria necessário ainda que eu soubesse o que você chama de seu Mestre Interior.
O Mestre Interior é o Si, que vem substituir o ego.
A Criança Interior é aquela que dá o impulso para o Pequeno Caminho, que permite a realização do Si ou, talvez, o que você chama de Mestre Interior.
Mas não há Mestre.
Nada há para controlar, porque vocês já são os Mestres.
Mestres da Luz, Filhos da Luz, é a mesma coisa.

***

Questão: como viver esse Pequeno Caminho em relação à Cruz que acaba de ser descrita?

É já aceitar os fundamentos, e isso corresponde à Cruz que será descrita em suas funções, que vocês denominam Vibratórias ou energéticas, mas não por mim.
Agora, concretamente, é, antes de tudo, um impulso da alma Interior.
A maior parte dos seres humanos quer efetivamente prosseguir esse caminho, mas na condição de que...
Não há condição.
Vocês devem primeiro viver o caminho e, depois, todo o resto mudará.
Enquanto houver uma condição, vocês não podem percorrer o Pequeno Caminho.
Pois havendo uma condição, isso quer dizer que é a personalidade que está se expressando.

***

Questão: o caminho da Criança Interior é maravilhar-se diante das coisas simples como se pôde fazê-lo sendo criança?

Há um perigo em considerar isso, ou em assimilar a Criança Interior à sua infância.
Essa característica comum da criança que você era e da Criança Interior a descobrir é simplesmente a instantaneidade do momento, pois, para a Criança Interior, como para a criança que é criança, existe apenas o presente.
Existem também algumas crianças que não são Crianças Interiores: crianças rebeldes, crianças insubmissas.
Portanto, não se pode fazer um paralelo entre a Criança Interior e a criança que vocês viveram.
Ainda que exista um traço comum que é, justamente, a capacidade para viver o instante.

***

Questão: o que foi abordado é um processo instantâneo?

A Graça que vem a vocês pode ser instantânea.
Eu lhes dei as balizas: a Humildade, a Simplicidade, a Unidade e a Profundez.
Cada um de vocês pode desvendar isso, efetivamente, na instantaneidade, porque a Luz está aí.
Em todo caso, se há interrogação ou se há busca, não há mais Criança Interior.
É um estado que se estabelece quando, justamente, vocês apreendem e aplicam o fato de que nada há para buscar no exterior.

***

Questão: não sinto abertura, tal como você a descreveu, para tanto.

Por qual razão?
Cabe a você colocar-se a questão, porque há, em você, algo que observa essa criança e que não quer se tornar essa criança.
Viver a Criança Interior, viver a Unidade, é provar e viver a Alegria.
Então, vá ainda mais para a Profundez e encontre em você o que faz com que a Alegria não desabroche.
Há, frequentemente, esperas, em toda busca espiritual.
Essas esperas são voltadas para o exterior, elas são voltadas para compreensões, mecanismos, buscas, meditações, orações, que os afastam da criança, porque vocês se colocam, naquele momento, em uma espera.
É a espera, ela mesma, que cria a frustração e que os afasta do instante.
Enquanto não há eclosão da Alegria, enquanto a Unidade não se instala, isso quer dizer, ainda e sempre, que a personalidade está aí.
É preciso aceitar ver assim.
Não carregar uma culpa ou ressentimento, mas já aceitar.

***

Questão: o Anjo guardião é a mesma coisa que a Criança Interior?

Não, absolutamente não.

***

Questão: colocar-se condições impede contatar essa Criança Interior?

Quais são as condições?
É não ser suficientemente humilde.
As condições são também não estar suficientemente na Simplicidade, estar em uma espera exterior que os afasta da Humildade e da Simplicidade, em uma busca exterior, porque a personalidade se exprime e a personalidade vai reivindicar, repetidamente, porque ela está insatisfeita, permanentemente.
Enquanto há uma reivindicação, efetivamente, há personalidade.
O que eu posso dizer, simplesmente, é que, no momento preciso em que você encontrar a Unidade e a Profundez, em que você realizar essa Cruz, a primeira coisa que lhe virá à mente: como era simples.
É tão simples e tão evidente que a personalidade jamais pode aceitá-lo, porque ela recusa.

***

Questão: Criança Interior e CRISTO Interior é a mesma coisa?

Sim.
Isso foi denominado a Porta estreita, o nascimento do Embrião Crístico.
Esse apoio, essa fundação, se preferirem, está em ressonância direta com o que vocês chamaram, eu creio, de 8º Corpo.
A porta estreita.
A passagem do ego ao Coração (ndr: passagem do 8º ao 9º Corpo).
Vocês não podem chegar ao Coração pelo ego, é impossível.
Toda a ilusão dos processos ditos pessoais, da busca espiritual, está ligada a essa ilusão e a esse erro.
Nada há para realizar que não já esteja aí, hoje como em minha época.
É por isso que eu falei de rendição.
Lembrem-se de CRISTO, ele dizia também: “será mais difícil para um rico penetrar no Céu do que para um camelo passar pelo buraco de uma agulha”.
Isso significa exatamente a mesma coisa.
Há bagagens na personalidade.
Essas bagagens são o “mim, eu”, os conhecimentos, as buscas efetuadas, as feridas, tudo o que constitui um peso.
E enquanto esses pesos ainda estiverem aí, vocês não podem cruzar a porta.

***

Questão: se foi realizada a passagem do 8º ao 9º Corpo, isso significa que todas as Cruzes vão começar a funcionar?

Minha Irmã, parece-me que as Cruzes já começaram a funcionar, no nível da cabeça, há algum tempo.
É questão, agora, de se estabelecer no Coração.
As cruzes permitem isso.

***

Questão: durante uma meditação, a ativação do ponto de cruzamento entre os eixos AL-OD e UNIDADE / PROFUNDEZ facilita o acesso a essa Criança Interior?

Sim, é uma ferramenta, mas na condição de que em sua vida mais simples, e não voltada unicamente para esse Interior, você manifeste a mesma coisa.
Se não, hoje, muitos seres humanos refugiar-se-iam nesse espaço de alinhamento com a Luz para escapar à Luz.
Isso é paradoxal, mas é a Verdade.
Naquele momento, é o ego que irá se nutrir da Luz, e não o Espírito.

***

Questão: descristalizar medos arquetípicos, como o medo do abandono, da falta, ajuda a encontrar a Criança Interior?

Sim, é claro.
Assim como eu disse, os apegos são os obstáculos para a Criança Interior, porque uma Criança Interior é livre, inteiramente.

***

Questão: como viver em harmonia com o ambiente, ao mesmo tempo mantendo a integridade?

Minha Irmã, pronunciar essas palavras quer dizer que você tem falhas em relação ao que é exterior a você em seu ambiente e que, portanto, nessas falhas, penetram estados emocionais.
Há, portanto, um não abandono, há apegos que são essas falhas.
Portanto, você não pode viver sua integridade enquanto essas falhas existirem.
Você pode se beneficiar dos afluxos de Luz em alguns momentos e em alguns períodos, mas você não pode criar o seu estado Unitário.
Justamente, é muito fácil dizer que isso vem do exterior, mas, em última análise, tudo o que é do exterior e que vem constrangê-la, apenas revela a você as suas próprias falhas, ligadas a apegos.
Nada existe no exterior.
Se a percepção de um bloqueio no exterior é manifestada à consciência, isso quer dizer, simplesmente, que há uma falha naquele nível.
Pois, se você estiver na Unidade ou se aproximando da sua Unidade, nenhum evento exterior, nenhuma pessoa exterior pode vir perturbar isso.
Ou, em todo caso, se for perturbado, isso jamais se instala, isso apenas passa, pois você se torna o observador dessa mesma agitação que apenas acaba passando.
Lembre-se também (e isso foi dito) de que as circunstâncias exteriores que vocês vivem hoje, nesse espaço específico da Terra e nesses tempos específicos, correspondem, exatamente, ao que vocês têm que viver e que transcender.

***

Questão: pode haver Unidade se estivermos nessa posição de observador?

Quando há Unidade há compreensão da Ilusão e observação da Ilusão.
                   Mas a Unidade não é observar a ilusão, é viver a Unidade.                  
E, na Unidade, nenhuma ilusão pode existir.
Isso significa que, naquele momento, o exterior não pode vir de modo algum confrontar com o que quer que seja.
A observação situa-se simplesmente no fato de não compreender que vocês não são o que vocês vivem, justamente.
Enquanto vocês participam de suas próprias emoções, vocês dão peso a elas, densidade, e vocês as materializam, em todos os sentidos do termo.
Se vocês aceitam que vocês não são suas emoções, que vocês não são suas reações, que vocês não são, até mesmo, seus pensamentos, então, é um passo a mais para a Unidade.
Isso é chamado, no nível da Consciência, de ausência de separação sujeito-objeto.
Vocês não são mais o sujeito, vocês não são mais o objeto.
Vocês não são mais a interferência, vocês são a Luz.
Vamos tomar outro exemplo.
É como se vocês fossem uma Consciência que olha para esse corpo, que olha para suas ações, que vê as interações e que sabe pertinentemente que é uma cena de teatro.
É não mais estar identificado com nada, a não ser com a Luz.
Mas isso não é um jogo.
É realmente ficar ciente de que é a estrita Verdade.
Enquanto vocês desempenham um papel na peça de teatro, vocês não podem ser aquilo que é o Estado de Ser.
Vocês estão ainda na consciência separada, não na Consciência Unificada.
Eu creio que isso foi denominado, por alguns Anciões e por alguns Arcanjos, um ponto de vista.
É estritamente a Verdade.
O ponto de vista da lagarta ou o ponto de vista da borboleta.

***

Questão: é um desprendimento total?

O desprendimento não é o Abandono.
É a personalidade que decide se desprender.
E no simples fato de pronunciar “desprender-se”, há admissão de que há sempre um porém.
O desprendimento pertence à vontade, de modo algum à Unidade.

***

Nós não temos mais perguntas, nós lhe agradecemos.

***

Então, minhas Irmãs e meus Irmãos na encarnação, que a Graça os acompanhe, que a Graça se revele, pois vocês são a Graça.
Com todo o meu Amor.
Até uma próxima vez.


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Mensagem da Amada SANTA TERESA DE LISIEUX no site francês:
1º de maio de 2011
(Publicado em 03 de maio de 2011)

***

Versão do francês: Célia G. http://leiturasdaluz.blogspot.com
Postado por Célia G.

***

Transcrição e edição: Zulma Peixinho


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